DESCOBERTA DA DOENÇA DE CHAGAS COMPLETA HOJE 106 ANOS

Por Rafael Benjamim
Edição Danielle Grynszpan

 

Carlos Justiniano Ribeiro Chagas (Imagem: Fiocruz)

Há 106 anos o pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, descobria a existência de uma doença infecciosa provocada pelo protozoário chamado Tripanossoma cruzi e transmitida por insetos conhecidos popularmente como barbeiros.

Hoje estima-se que, na América Latina, sejam 13 milhões de pessoas a serem infectadas pela doença de Chagas. Apesar de ter sido descoberta em 1909, o Brasil só passou a ter um trabalho efetivo no controle e problematização da doença em 1980, através do Programa Nacional de Controle da Doença de Chagas. Nestes 70 anos de impasse, o avanço era prejudicado ora pelo descaso das autoridades, ora pelos impasses entre cientistas. Enquanto alguns entendiam a ocorrência da doença como restrita a algumas regiões do país, os discípulos de Carlos Chagas viam o problema como uma questão de saúde pública nacional, conceito que vigora atualmente.

REVIVENDO CARLOS CHAGAS: IOC REALIZA 3ª EDIÇÃO DO CICLO CARLOS CHAGAS DE PALESTRAS E COMEMORA 106 ANOS DE DESCOBERTA

Nos dias 9 e 10 de abril, o Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz realizou, no campus de Manguinhos, a terceira edição do Ciclo Carlos Chagas de Palestras. Com o tema “106 anos após a descoberta: o tempo não para. Desafios no diagnóstico, terapia e inclusão do portador”, a ocasião reuniu cerca de 150 estudantes e pesquisadores, possibilitando um espaço de discussão e reflexão sobre avanços e desafios relacionados a estudos ligados à doença de Chagas.

O evento foi organizado pelas pesquisadoras Joseli Lannes Vieira, chefe do Laboratório de Biologia das Interações, e Constança Britto, chefe do Laboratório Biologia Molecular e Doenças Endêmicas. Na abertura, prestigiaram o evento o Presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, e o Diretor do Instituto Oswaldo Cruz, Wilson Savino (foto).

Doença de Chagas – evento teve a participação de várias unidades da FIOCRUZ (Foto: Rafael Benjamim)

Com pesquisa voltada especialmente ao entendimento da imunopatogenia da cardiomiopatia chagásica crônica, a pesquisadora Joseli Lannes ressaltou a evolução do Ciclo Carlos Chagas de Palestras (CCCP) em sua 3ª edição, e espera que ele se consolide na programação oficial da instituição. “Com o passar do tempo, o CCCP amadurece e se torna referência dentro da Instituição. Algumas pessoas já me perguntaram quando ele será realizado, para deixarem reservado na agenda”. A importância do evento foi assinalada na abertura, pelo presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, e o Diretor do Instituto Oswaldo Cruz, Wilson Savino, na medida em que contribui para a atualização da memória e discussão sobre as perspectivas de tratamento e sobre o avanço das pesquisas ligadas à Doença de Chagas.

Excelência na pesquisa: estudantes do IOC apresentaram seus trabalhos no Centro de Estudos e colaboradores do LBI receberam menção honrosa

Foram três os destaques cujos trabalhos foram selecionados por uma comissão: Leticia Souza, do Laboratório de Biologia Molecular e Doenças Endêmicas/ IOC, Juliana Helena da Silva Barros, do Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos/ IOC, e Héctor Díaz-Albiter, do Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos/ IOC. Os trabalhos foram apresentados no Centro de Estudos do IOC, na sexta-feira, 10 de abril.

Os estudantes Glaucia Vilar Pereira, Leonardo Ruivo e Laura Coelho, do Laboratório de Biologia das Interações receberam menção honrosa pelos trabalhos intitulados “Alterações comportamentais na doença de Chagas experimental crônica: comportamento depressivo responde à terapia com fluoxetina e benznidazol“, “lnterações no perfil de glicosilação na superfície de linfócitos T durante a infecção experimental pelo Trypanosoma cruzi” e “Efeito da infecção pelo Trypanosoma cruzi e da inflamação sobre a ativação de miofibroblastos cardíacos in vitro”.

Dras. Joseli Lannes e Constança Britto com a doutoranda premiada Gláucia Villar (Foto: Daniel Gibaldi)

Com auditório cheio, alunos e pesquisadores do LBI estiveram presentes no evento que comemorou os 106 anos da descoberta da doença de Chagas (Foto: Daniel Gibaldi)

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Renovação em dose dupla: tarde marcante com uma defesa de Mestrado e aprovação da proposta de recredenciamento do nosso Laboratório de Biologia pelos próximos 6 anos

Por: Rafael Benjamim
Edição: Danielle Grynszpan

A aluna de mestrado acadêmico, Ludmila Nogueira da Silva, da Pós-graduação em Biociências e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e orientanda da Dra. Danielle Grynszpan, , obteve o título de mestrado, com a aprovação integral por uma banca constituída pelos professores doutores Denise Lannes (UFRJ), Tânia Goldbach (IFRJ) e Robson Coutinho (UFRJ). Com o trabalho A PRESENÇA DA QUÍMICA NOS MUSEUS E CENTROS DE CIÊNCIAS DO RIO DE JANEIRO, a defesa da dissertação aconteceu na última quarta-feira, 25 de março, no campus de Manguinhos da FIOCRUZ.

A pesquisa foi conduzida numa perspectiva qualitativa de cunho etnográfico, com um trabalho de análise baseado no entrecruzamento dos dados obtidos por meio de um levantamento de dados documentais bem como através de entrevistas e visitas de observação em 7 museus e centros de ciência da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Para a análise, Ludmila fez uso de conceitos da Sociologia da Educação, levando em conta as noções de Habitus, Campo e Capital de Pierre Bourdieu. A aluna soube se posicionar diante das questões dos membros da banca que, muito interessada no tema, suscitou um debate sobre alguns temas-chave – o que acabou por possibilitar a transformação o ambiente da  defesa em um espaço acadêmico fundamental para o aprendizado de todos que estiveram presentes. Segundo a Dra. Denise Lannes,  “quando a banca se torna um bate-papo agradável é evidente que o trabalho foi bem desenvolvido”. Outro aspecto relevante no processo foi a observação feita pelo revisor, Dr. Marco Antônio Costa, da Fiocruz, que se pronunciou a favor do documento final, antevendo “o sucesso da defesa”  e parabenizando a aluna e sua orientadora.

Na platéia, prestigiando a apresentação, estavam também a Pesquisadora Titular da Fiocruz, Dra. Joseli Lannes Vieira, Chefe do Laboratório de Biologia das Interações/IOC, a Diretora Geral do Instituto Federal de Química de Mesquita, Grazielle Rodrigues Pereira, os alunos de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ensino em Biociências e Saúde do IOC, Chrystian Carletti e Lívia Mascarenhas, colegas de trabalho de Ludmila e alunos da mesma Pós-Graduação – além de outros colegas.

 

Mestrado obtido com aplausos ao final da defesa ( Foto: Rafael Benjamim)

 

A orientanda Ludmila Nogueira e sua orientadora Danielle Grynszpan comemoram o sucesso da defesa da dissertação e a qualidade atestada do trabalho realizado (Foto: Rafael Benjamim)

Naquela mesma tarde, o Laboratório de Biologia das Interações recebeu, da Diretoria do Instituto Oswaldo Cruz, o documento de aprovação de nossa proposta para os seis próximos anos – recredenciamento aprovado, com o envolvimento de todos os membros e colaboradores do LBI!

Em tempos de Páscoa, estamos renovando as energias!

Todos juntos somes fortes! Viva o Laboratório de Biologia das Interações! (Foto tirada em tarde de confraternização entre profissionais e estudantes do LBI)

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Mão na Massa: Vice-presidente da ABC tornou-se Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Por Rafael Benjamim
Edição: Danielle Grynszpan

O Vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências, Hernan Chaimovich Guralnik, foi nomeado Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Comemoramos, com muitos cientistas, sua posse em 24 de fevereiro próximo passado, inclusive porque trata-se de um acadêmico que sempre valorizou o Programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa.

Hernan Chaimovich tem uma carreira de destaque. Formado em bioquímica pela Universidade de Chile em 1962. Veio para o Brasil em 1969 com apoio da Fundação de Amparo e Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) para atuar no Departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina da USP. Em 1979 obteve o título de Doutor em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP) e tornou-se Chefe do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química entre os períodos de 1985-1989 e 1993-1995. Também foi Pró-Reitor de Pesquisa da USP (1997-2001), Diretor do IQUSP (2002- 2006) e já foi Presidente da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq) entre 1993-1995. Também foi Vice-presidente do International Council for Science e Presidente da InterAmerican Network of Academies of Science (IANAS).

 

Hernan Chaimovich: "Meu compromisso é fazer o país avançar cada vez mais." (Foto: CNPq)

Missão:

Em entrevista para a revista História, Ciência e Saúde Manguinhos, revista ligada à FIOCRUZ, o atual presidente do CNPq falou sobre a honra de presidir o órgão e o “projeto de transferir a ideia da essencialidade da pesquisa básica, tecnológica e inovação para o desenvolvimento do país”. O cientista também disse que, inicialmente, seu desafio é entender a estrutura organizacional que é responsável pelo sustento da pesquisa em todo o país. Em suas palavras “Vivemos na era do conhecimento, portanto é imperativo enfrentar novos desafios do desenvolvimento em um mundo altamente competitivo. Assim, é necessário aplicar as tecnologias adequadas, a fim de introduzir o conceito de inovação em todos os níveis da sociedade e aprimorar o nível da ciência. Meu compromisso é fazer o país avançar, cada vez mais.”

Ao aceitar a nova responsabilidade, Chaimovich deixou o cargo de Vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e também a coordenação do programa de Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) na Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp).

 

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Biólogos que fazem: a coordenadora do ABC na Educação Científica com a mão na massa, Dra. Danielle, ganha destaque no informativo Biólogos do Conselho Regional de Biologia

Por Rafael Benjamim Mendonça
Edição: Danielle Grynszpan

O último volume de 2014 do “Biólogos”, informativo produzido pelo Conselho Regional de Biologia da 2ª Região (CRBio2), destacou o trabalho de profissionais brasileiros que atuam na área de Biologia. Nesta edição a Dra. Danielle Grynszpan teve destaque como autora de um capítulo da coletânea “Paradigmas Metodológicos em Educação Ambiental”, livro publicado pela Editora Vozes no ano passado sob a organização do Professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Alexandre de Gusmão Pedrini e o Professor do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília, Carlos Hiroo Saito.

Em breve entrevista para o “Biólogos”, a pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz comentou a obra que, em suas palavras, “tem o compromisso de ir além de questões teóricas”. Quando entrevistada sobre seu capítulo intitulado “Educação Ambiental em uma Perspectiva CTSA: orientações teórico-metodológicas para práticas investigativas”, a Dra. Danielle comentou que o texto versa sobre uma experiência desenvolvida junto a escolas da Rede pública de Niterói e mencionou a metodologia utilizada para trabalhar em diferentes contextos, diante das realidades que encontrou. “A metodologia investigativa apresentada é baseada na problematização das diferentes realidades socioambientais, com a elaboração de estratégias didático-investigativas calcadas na valorização de perguntas e na promoção de interações entre todos os atores sociais em espaços dialógicos que colaborem para o desenvolvimento humano nas dimensões cognitiva, social e afetiva. Apresentamos alguns exemplos de projetos que resultaram de parcerias intersetoriais com orientação educacional CTSA, para evidenciar a preocupação relacionada à capacidade de se entender o mundo contemporâneo em suas múltiplas relações ciência-tecnologia-sociedade-ambiente, assim como o compromisso com o empoderamento pessoal e coletivo no sentido do exercício da cidadania”

Confira a versão completa do Informativo clicando aqui.

 

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COMEÇANDO COM O PÉ DIREITO E A MÃO NA MASSA

Por Rafael Benjamim Mendonça
Edição: Danielle Grynszpan

FORMAÇÃO DE PROFESSORES E ALUNOS É META DO PROGRAMA EM 2015

Dando continuidade ao trabalho no Setor de Alfabetismo Científico/LBI/IOC/Fiocruz em 2015, no dia 8 de janeiro a Dra. Danielle Grynszpan se reuniu com professores e gestores do Instituto de Educação Ismael Coutinho (IEPIC), em Niterói, para tratar do desenvolvimento do projeto “Por uma Educação Científica Contextualizada e a Favor da Cidadania: sala-ambiente, metodologia investigativa e interdisciplinaridade com base em temas transversais”, que foi contemplado no ano passado pela FAPERJ através do Edital 34/2014 de apoio a melhoria de escolas públicas sediadas no Estado do Rio de Janeiro.

A equipe do Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa”, coordenada pela Dra. Danielle, teve o projeto aprovado para ser desenvolvido na E. M. Levi Carneiro em parceria também com o IEPIC. A ideia do projeto é trabalhar em duas frentes: na formação continuada dos professores públicos que atuam na E. M. Levi Carneiro e, também, contribuir para a formação inicial dos alunos do IEPIC que estão se formando em professores do Ensino Fundamental I. Para isto o projeto contará com um espaço chamado de sala-ambiente, criado no período 2010-2012 pelo Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa/RJ”, no âmbito da parceria entre a Fiocruz e a Fundação Municipal de Educação de Niterói. Na sala-ambiente os estudantes acompanharão as aulas investigativas e, ao mesmo tempo, estarão ajudando aos professores regentes, na medida em que as turmas são numerosas.

Assim, além do estágio básico para a formação de professor, cada um dos professorandos terá contato com a metodologia do Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa” e já terá a oportunidade de aprender a trabalhar com temas transdisciplinares bem como enxergar o ensino sob uma ótica interdisciplinar. Nas palavras da Dra. Danielle, que coordenará o projeto, “A proposta também é contribuir para uma formação de professores críticos e compromissados com o exercício da cidadania”.

A reunião foi produtiva e contou com a participação das diretoras Renata Rodrigues de Azevedo (Geral), Elizabeth Ferreira da Silva (Adjunta), além do Coordenador pedagógico Dilmar Medeiros de Lima, da Orientadora Educacional Letícia Castro Neves de Oliveira e da professora Lídice Guerriero, bem como dos professores Toyoko Maria Nilda Furuse Ângelo e Ney Lanzellotti Dantas, já engajados no Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa”. A Direção do IEPIC se mostrou bastante interessada no trabalho e assumiu a responsabilidade de verificar a carga horária para o estágio dos professorandos (alunos da IEPIC), além dos dias da semana nos quais eles poderão trabalhar no projeto. Desta forma, eles terão a oportunidade de desenvolver o estágio profissional, com a supervisão de um professor já formado para realizar o acompanhamento dos alunos.

Em encontro produtivo, na foto: secretária Marly Goskes Briggs de Albuquerque (Departamento de Pessoal), professora Toyoko Angelo (colaboradora do Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa”), a Dra. Danielle Grynszpan (Coordenadora do Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa”), a professora Renata Rodrigues de Azevedo (Diretora Geral do IEPIC) e o professor Ney Lanzellotti Dantas, selecionado para fazer o acompanhamento dos estagiários durante a execução do projeto em 2015

 

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LANÇAMENTO DO LIVRO “Paradigmas Metodológicos em Educação Ambiental”

Por Rafael Benjamim Mendonça e Danielle Grynszpan

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Ciência, Tecnologia e Educação Científica: Equipe ABC/RJ na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2014

Por Rafael Benjamim Mendonça
Edição: Danielle Grynszpan

 

Marcando presença na programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia deste ano, cujo tema é  Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social , o Programa ABC na Educação Científica – mão na massa – RJ foi ao campus Mesquita do Instituto Federal do Rio de Janeiro na última quinta-feira, dia 16 de outubro. Para um auditório repleto de professores, professorandos e alunos da Educação Básica, a Dra. Danielle Grynszpan, pesquisadora do LBI/ IOC/ Fiocruz e coordenadora do Programa,  apresentou uma conferência sobre Letramento Científico no Cotidiano, a convite da professora Ludmila Nogueira.

 

Representando o IFRJ de Mesquita na abertura dos trabalhos da tarde de 16 de outubro da SNCT 2014, a professora Ludmila Nogueira da Silva apresentou a palestrante Dra. Danielle Grynszpan

A conferência teve um perfil participativo e todos foram convidados a interagir com a palestrante, entrando em um universo investigativo de perguntas e de busca de respostas a questões do nosso dia-a-dia. Começando por uma situação atual como “Por que adotamos o horário de verão?“, a conferência seguiu com perguntas provocativas como “O Planeta Terra é azul? “, “Azul é a cor do mar?”, “Por que a preocupação com a água, se o planeta tem tanta?”e “Por que ela pode nos faltar?”.  Na sequência, outro desafios:  “Os rios são sujos”? e “Como eles se originam?”. Para continuar suscitando hipóteses dos participantes, mais questões como “E os rios podem morrer?”

Aluno do ensino público de Mesquita, Hugo foi um dos que se permitiram arriscar na formulação de respostas à perguntas no decorrer da palestra

Assim, a pesquisadora da Fiocruz instigou os alunos a raciocinarem logicamente para tentar encontrar soluções para as questões apresentadas. Houve respostas inusitadas e interessantes, que transformaram o ambiente de uma palestra convencional em uma conversa animada sobre fatores determinantes para o desenvolvimento social com uma perspectiva sustentável.

Aluna Roseane, também participou com entusiasmo das questões-desafio

 

 

 

Pelas feições  dos estudantes pode-se notar o interesse e sentir que foram momentos prazerosos. Ciência e Tecnologia pode ser uma curtição!

Auditório cheio: alunos e professores do ensino público do município de Mesquita-RJ

 

Professoras do IFRJ e representantes da prefeitura de Mesquita junto a Dra. Danielle Grynszpan, com os colaboradores Bruno Siqueira e Bárbara Silva

 

Trabalhos de escolas de Niterói ligadas ao Programa ABC na Educação Científica – mão na massa  foram apresentados no Museu do Cinema, ao lado da Universidade Federal Fluminense

Também na programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, na última sexta-

Aluna da E. M. Levi Carneiro explicando uma das etapas da sequência didática "Fumo e Saúde"

feira, 17 de outubro, em Niterói, alguns professores municipais da Escola Levi Carneiro estiveram com seus alunos. Um grupo de 42 estudantes participativos e curiosos desta escola apresentaram seus trabalhos investigativos realizados a partir da instalação de uma “sala-ambiente”na Levi, com condições que favorecem a experimentação didático-pedagógica. O espaço, desenvolvido em parceria com a Fundação Municipal de Educação de Niterói, foi planejado para estimular perguntas e proporcionar a vivência da metodologia investigativa na educação científica, em geral, e no ensino de ciências, em especial.

Mais da sequência "Fumo e Saúde"

Nesta edição da SNCT 2014, destacamos os trabalhos “Fumo e Saúde” e Flutua ou afunda”, duas sequências didáticas que abordam questões relacionadas aos conceitos de CICLO, ENERGIA e SISTEMA, com menção a temas curriculares entrelaçados, que ajudam a dar significado ao que se aprende na escola, na medida em que se liga a aspectos dos cotidianos dos estudantes. Os trabalhos investigativos sempre começam com perguntas, sejam elas formuladas pelo próprios alunos ou lançadas pelos educadores. E o mais importante: o letramento científico é constante, uma vez que várias outras perguntas irão garantir uma sequência investigativa. Com estímulo a posicionamentos críticos por parte dos alunos, há várias respostas possíveis – por que não?

Na foto abaixo destacamos a professora de Matemática e Ciências, Toyoko Maria Nilda F. Ângelo, dedicada ao desenvolvimento de trabalhos investigativos em Niterói.

Equipe de alunos da E. M. Levi Carneiro orientados pela professora Toyoko Maria Nilda Furuse Angelo e acompanhados pela Dra. Danielle Grynszpan

 

Mais sobre a SNCT

A primeira edição do evento foi em 2004, lançada com o objetivo de mobilizar a população em torno de temas e atividades que valorizassem a criatividade, a inovação – enfatizando a interação entre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente. Desde então, as atividades acontecem em todo o Brasil, em ambientes como escolas e universidades, parques abertos, museus e centros de ciências. A perspectiva também é aproximar a comunidade científica da sociedade,  a fim de estimular iniciativas que possibilitem a melhoria da educação científica para contribuir para o desenvolvimento socioambiental e para a qualidade de vida das populações brasileiras.

Neste ano de 2014, o evento começou na última segunda-feira (13/10) e foi até domingo (19/10), com atividades de divulgação de conhecimentos científicos e tecnológicos por todo o país.

 

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Melhorando a saúde pública em Seropédica, Estado do Rio de Janeiro

Por Rafael Benjamim Mendonça
Edição: Danielle Grynszpan

Na última terça-feira, 23 de setembro, o aluno da Pós-Graduação do Instituto Oswaldo Cruz, Carlos Alberto G. de Araújo, apresentou sua monografia para obtenção do título de especialista em Malacologia de Vetores.

A pesquisa foi orientada pela Dra. Danielle Grynszpan e teve na banca de avaliação o Dr. Mauro Celio de Almeida Marzochi, (ex Vice-Presidente de Serviços de Referência em Saúde da Fiocruz), a Dra. Marta Julia Faro dos Santos Costa (pesquisadora em biologia parasitária ligada a esquistossomose) e a Dra. Elvira Maria Godinho de Seixas Maciel (chefe do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde).

Durante a avaliação, os pesquisadores da banca também relataram experiências ligadas à importância da formação dos profissionais municipais de saúde, transformando a defesa do trabalho em um ambiente agradável de debate acadêmico sobre Saúde Pública no Brasil e o papel dos pesquisadores da Fiocruz.

A Dra. Elvira Maciel deu o exemplo do aterro sanitário de Seropédica, para salientar a importância da mobilização social na promoção da saúde e a importância do empoderamento da população para a melhoria da qualidade de vida. Lembrou de sua própria trajetória anterior à Fiocruz,  como médica em Campo Grande, para enfatizar a formação dos profissionais de saúde e a notificação de casos: na ocasião a pesquisadora trabalhava na Zona Oeste do Rio de Janeiro e enfrentou dificuldades para tratar de casos de Leshmaniose cutânea. Em suas palavras: “Dos agentes de saúde aos médicos, todos precisam de investimento em formação profissional e do conhecimento acerca de dados epidemiológicos regionais para uma melhor atuação.

O Dr. Mauro Marzochi também lembrou de momentos de sua carreira, ligados a militância no campo da saúde pública, nos quais teve oportunidade de interagir com os profissionais da FUNASA, e destacou a importância de trabalhos em parceria com agentes de endemias, por seu conhecimento do campo e experiência prática. Dessa forma, apontou a relevância de trabalhos voltados para a melhoria da municipalização da saúde, mesmo que nem sempre se possa municipalizar as doenças, pela incidência regional e veiculação hídrica. A Dra. Marta Julia enfatizou a importância do resultados, com o mapeamento da bacia de Rio Guandu e dos pontos de apoio para o trabalho dos profissionais da saúde no município de Seropédica, especialmente no caso esquistossomose.

Com um trabalho de educação em saúde ligado à esquistossomose, agente de endemias tornou-se especialista e proporcionou uma tarde de debate sobre Promoção da Saúde e o Sistema Único de Saúde

Com o tema “Educação e Promoção da Saúde: um estudo sobre os conceitos de profissionais em atuação na área de saúde pública em Seropédica”, a pesquisa investigou as concepções sobre esquistossomose bem como a formação e a atuação de profissionais da saúde do município de Seropédica-RJ, voltando-se para a questão da falta de percepção da esquistossomose como problema de saúde. A indicação de um caso assintomático, detectado ainda em 2009, ressalta a provável presença e abrangência da doença na população daquele município e a importância de seu enfrentamento como problema de saúde.

A fim de contribuir para a melhoria das condições de saúde e qualidade de vida, a pesquisa desenvolveu subsídios para um trabalho municipal ligado ao paradigma da promoção da saúde, que vai além de medidas que ainda trabalham apenas na perspectiva de curar ou prevenir doenças. Para tal, seria fundamental uma transformação da qualidade da formação profissional, que deveria ser realizada em um processo contínuo de educação em saúde. Assim, os agentes de saúde e enfermeiros, que trabalham diretamente com as comunidades, poderiam estar envolvidos profissionalmente no desenvolvimento de um processo de apropriação de saberes que possibilitariam melhor percepção e notificação de casos de doença e, ao mesmo tempo, auxiliariam no empoderamento das comunidades por meio de trabalhos voltados à questões locais de saúde. Com o envolvimento da população, os esforços seriam mais efetivos no sentido da melhoria dos determinantes sociais, como o saneamento, proporcionando melhor qualidade de vida e sustentabilidade para o funcionamento do SUS.

Ao final, as Dras. Danielle e Marta Júlia comemoraram com o estudante Carlos Alberto, que havia escolhido, em sua monografia, a mesma frase de Paulo Freire que está inscrita nas paredes do pavilhão de Ensino do Instituto Oswaldo Cruz: “Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes”.


 

 

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Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa” no Acre: Setor de Alfabetismo Científico/ LBI / FIOCRUZ na 66ª edição da SBPC

Por Rafael Benjamim Mendonça
Edição: Danielle Grynszpan

Na semana de 22 a 27 de julho aconteceu a 66ª Reunião da Sociedade Brasileira de Popularização da Ciência (SBPC). O tema deste ano foi “Ciência e Tecnologia em uma Amazônia sem Fronteiras”. Sediada na cidade de Rio Branco, capital do Acre, a 66ª edição do SBPC se realizou no campus da Universidade Federal do Acre (UFAC) e reuniu professores, cientistas e estudantes de 361 cidades brasileiras. Foram 6.531 inscritos, com uma programação de cerca de 200 atividades diferentes.

A equipe do Programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa (LBI/IOC/FIOCRUZ) teve três trabalhos aprovados na programação do evento. São eles:

“UMA PERSPECTIVA INTERATIVO-VIRTUAL NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL CONTINUADA DE PROFESSORES PÚBLICOS DE CIÊNCIAS E A CONSTITUIÇÃO DE UMA VERDADEIRA REDE MUNICIPAL”


“ANÁLISE DE ROTEIROS DIDÁTICO-INVESTIGATIVOS PARA O DELINEAMENTO DE PATAMARES DA APROPRIAÇÃO METODOLÓGICA DOS PROFESSORES MUNICIPAIS DE CIÊNCIAS DE 3° E 4° CICLOS”

“A PRESENÇA DA QUÍMICA NOS MUSEUS E CENTROS DE CIÊNCIAS DO RIO DE JANEIRO”.

A próxima edição da SBPC será na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo e propõe expandir e divulgar o potencial tecnológico da região.

Junte-se a nós para participarmos, juntos, em 2015!

 


 

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5 DE JUNHO – DIA INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE: A EDUCAÇÃO COMO DETERMINANTE PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE E A CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

Por Rafael Benjamim Mendonça
Edição: Danielle Grynszpan

O dia 5 de junho foi cunhado para estimular O tema deste ano de 2014 é “Aumente sua voz, não o nível do mar” porque chama a atenção, especialmente, para os desafios relativos às mudanças climáticas – que podem fazer desaparecer os pequenos países insulares como Barbados, uma ilha caribenha.ações locais e manifestações, em todo mundo, em prol do meio ambiente.

A data também serve como o “dia das pessoas” para tomar uma atitude pelo meio ambiente, estimulando ações individuais ou coletivas que causem um impacto positivo no planeta. A Educação Ambiental diz respeito à educação como um todo, com papel fundamental na formação de cidadãos e no desenvolvimento de uma postura humanista comprometida com a visão de conservação ambiental para a melhoria da qualidade de vida e saúde em nosso planeta.

Também podemos comemorar a aprovação, finalmente, na última terça-feira (3 de junho) do projeto de lei referente ao Plano Nacional da Educação na Câmara dos Deputados. De acordo com o texto aprovado, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional deverá ser destinado exclusivamente à Educação, no prazo de 10 anos.

Vinte metas estão previstas no projeto e o que se espera é um fortalecimento da Educação do país, inclusive com repercussões para os diversos contextos socioambientais. Disponibilizamos, aos educadores parceiros, um link (abaixo) para leitura.

Plano Nacional da Educação 2011-2020

A equipe do “Programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa” ratifica seu compromisso com a conservação ambiental por meio do desenvolvimento de um trabalho educacional voltado para a melhoria da qualidade de vida e saúde. Temos enviado esforços junto a gestões municipais do Estado do Rio de Janeiro. Já trabalhamos em escala estadual e hoje temos parceria nacional, com base na relação da Academia Brasileira de Ciências com o Ministério de Educação. Também atuamos através do Grupo Interinstitucional de Educação Ambiental do Rio de Janeiro – GIEA, do qual a Dra. Danielle Grynszpan é membro oficial. Esta comissão vem desenvolvendo, desde 2009, o “Programa Estadual de Educação Ambiental do Rio de Janeiro/ProEEA-RJ” que, submetido a consulta pública, deverá reger a Política Ambiental do Estado do Rio de Janeiro.

O ambiente não é algo que está fora; ele está em nós e nós estamos nele: fazemos parte! Que todos celebrem o Dia Mundial do Ambiente Inteiro, especialmente no dia 5 de junho – porém em todos os demais dias!


 

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