8 de março – Dia Internacional da Mulher

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

FELIZ 2017

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

Parabéns a todos os mestres que todos os dias vencem os desafios da educação com coragem e dedicação

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

BIODIVERSIDADE e CICLOS DE VIDA: ABC na Educação Científica – Mão na Massa no Fiocruz pra Você

A equipe do Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa” encantou as crianças e seus pais no evento institucional “Fiocruz pra Você” no último sábado de vacinação (24/09). Trabalhamos com 10 tipos de sementes de feijão e sua observação a olho nu, lupas de mão e lupas estereoscópicas, para proporcionar a compreensão da biodiversidade. E conseguimos proporcionar , também, a percepção da variedade de animais com ciclos de vida inter-relacionados às plantas (diferentes feijões).

FOTO: (DA ESQUERDA PARA A DIREITA) PROFESSORA DA REDE MUNICIPAL DE NITERÓI, GEISA CAPISTRANO, EX ALUNO DA ESCOLA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES - PROFESSOR ISMAEL COUTINHO, DIEGO DINIZ, A COORDENADORA DO STAND “BIODIVERSIDADE E CICLO DE VIDA” E PESQUISADORA DO SETOR DE ALFABETISMO CIENTÍFICO/LBI/IOC/FIOCRUZ, DRA. DANIELLE GRYNSZPAN, O PROFESSOR DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE NITERÓI, NEY DANTAS, A PROFESSORA APOSENTADA, COLABORADORA DA EQUIPE FIOCRUZ, TOYOKO ANGELO, O PROFESSOR MESTRE EM FÍSICA E COLABORADOR DA EQUIPE FIOCRUZ, BRUNO SIQUEIRA, E O ASSISTENTE TÉCNICO, COLABORADOR RAFAEL MENDONÇA

As atividades simples, mas investigativas, aguçaram a curiosidade dos vários participantes que vieram ao nosso stand. Oferecemos desafios diferentes às crianças e adultos, que colocaram as “mãos na massa” – como o Programa ABC na Educação Científica orienta, com a vivência de experimentos simples, para aproveitar a vinda das famílias ao campus da Fiocruz em dia de vacinação.

A temática “ Ciência e Alimentação”, foi escolhida pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência neste ano de 2016. Dessa forma, divulgamos, nesta ocasião, temas ligados à educação científica, alimentação saudável e qualidade de vida/saúde.

Vale ressaltar o apoio da Coordenação de Cooperação Social Fiocruz, que apoiou o stand do Setor de Alfabetismo Científico/LBI/IOC/Fiocruz.  O Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa” já foi contemplado por um edital da Cooperação Social Fiocruz. Desde então, colabora na realização de atividades neste evento anual. Contamos, ainda, com um patrocínio Faperj e o reconhecimento da Academia Brasileira de Ciências, buscando abordar assuntos científicos que perpassam o cotidiano.

Veja alguns momentos do Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa” no Fiocruz pra Você 2016:

 

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

Plantando sementes: Formação Continuada de Professores conclui mais uma etapa presencial com educadores do ensino público de Niterói

Por Rafael Benjamim
Edição e revisão: Danielle Grynszpan

 

Dando sequência à Formação Continuada de Professores do Ensino Fundamental, a equipe do Laboratório de Biologia das Interações/IOC/Fiocruz esteve na Escola Municipal Levi Carneiro, em Niterói, no dia 13 de julho. Foi mais uma etapa do processo de Formação de Professores, integrada ao Projeto “Por uma educação científica contextualizada e a favor da cidadania: sala-ambiente, metodologia investigativa e interdisciplinaridade com base em temas transversais”.

Com apoio da FAPERJ, a equipe realizou mais esta formação presencial em 2016, em Niterói, da qual participaram 22 profissionais educadores, além de cinco professorandos, estudantes do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (IEPIC), duas alunas de graduação em Biologia e quatro professores engajados na equipe do projeto.

Eles fizeram o acompanhamento dos educadores envolvidos na formação, através de observações e anotações de campo que vão contribuir para associar a prática educativa à pesquisa etnográfica, característica fundamental de nosso trabalho no Programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa.

O planejamento da prática

Antes mesmo do encontro, no dia 13 de julho, a equipe FIOCRUZ já estava vivenciando o processo educacional proposto pela metodologia do Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa”. Foram realizadas reuniões de preparação do roteiro investigativo, desta vez voltados ao tema “Ciclo de Vida e Biodiversidade”, levando-se em conta o  contexto socioambiental.

Além do cuidado com o conhecimento, por meio do roteiro investigativo, foram desenvolvidas estratégias metodológicas voltadas ao desenvolvimento social do grupo participante, com uma maior interação entre profissionais da escola.

Na sala-ambiente cada professor recebeu um crachá e, então, procurava seus pares de acordo com a Identificação encontrada, o que proporcionou a diversidade também na composição dos grupos de trabalho. A forma dos crachás, como folhas de árvore, faziam alusão à temática. A possibilidade de trocas entre pares diferentes favoreceu  o respeito à diversidade de contribuições e as opiniões divergentes.

“As sementes sempre originam plantas?”

Esta etapa da formação continuada, começou, como sempre, com uma pergunta-desafio. Durante a atividade, os educadores foram orientados pela coordenadora Danielle Grynszpan, que os estimulou a elaborar e registrar suas hipóteses,  testar suas ideias e debate-las com os colegas. Cada etapa (individual, pequenos grupos e do coletivo da turma) foi vivenciada para que os professores pudessem sentir a importância de cada uma delas na abordagem investigativa.

Após a exploração do tema, provocada pela última pergunta-desafio, todos os educadores foram convidados a dar continuidade ao processo de investigação, com o acompanhamento dos experimentos com as sementes. Com os alunos, eles deveriam  acompanhar o desenvolvimento das sementes em diferentes situações, além do estímulo aos registros sob forma de anotações e fotografias, para compartilhar no espaço virtual “sala dos educadores”.

A expectativa é que as observações e os debates sigam no ambiente virtual, com base nos diferentes pontos de vista e diversas respostas que serão propostas às questões relacionadas às situações investigadas.

Mãos na Massa, com curiosidade e reflexão, para interpretar as situações observadas! Os educadores formando os cidadãos – para as conquistas do conhecimento e medalhas de qualidade de vida!

Equipe Fiocruz, estagiários, professorandos e educadores da Educação pública de Niterói ao final da 3ª formação presencial de professores do projeto “Por uma educação científica contextualizada e a favor da cidadania: sala-ambiente, metodologia investigativa e interdisciplinaridade com base em temas transversais”

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

Sucesso na Formação de Professores das séries iniciais: Niterói 2016!

Por Rafael Benjamim
Edição e revisão: Danielle Grynszpan

 

A formação presencial de professores do Ensino Fundamental, realizada pela equipe do Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa”, na Escola Municipal Levi Carneiro, em 18 de maio passado, foi um sucesso de participação e envolvimento. Foram 21 educadores dos ciclos I e II, do município de Niterói, que puderam experimentar a metodologia investigativa em atividades didáticas ligadas às Ciências da Natureza. O tema “Ciclo de Vida e Biodiversidade” foi a base de uma sequência de desafios apresentados pela Dra. Danielle Grynszpan, acompanhada de oito colaboradores da equipe do “Programa ABC na Educação Científica – mão na Massa”.

Professores dos ciclos I e II em Formação para a metodologia investigativa característica do Programa “ABC na Educação Científica – mão na massa”, com a da equipe do projeto FAPERJ coordenada pela Dra. Danielle Grynszpan. Da turma fizeram parte, também, a coordenadora pedagógica Sônia Marques e da professora Maria Angélica dos Santos, responsável pelo trabalho de inclusão na E. M. Levi Carneiro.

A sequência faz parte de um projeto desenvolvido pela pesquisadora Danielle Grynszpan, da Fiocruz, que obteve o apoio da FAPERJ, intitulado “Por uma educação científica contextualizada e a favor da cidadania: sala-ambiente, metodologia investigativa e interdisciplinaridade com base em temas transversais”.

Uma das metas é a Formação Continuada dos educadores.  Continuada porque, além dos encontros presenciais, o processo deve ser complementado com atividades oferecidas em uma plataforma virtual chamada “Sala de Educadores”. Nesta plataforma os professores cadastrados podem interagir, enfrentando outros desafios propostos, em um processo contínuo composto de questões-desafio relacionadas à temática investigada: “Ciclo de Vida e Biodiversidade”.

A “Sala de Educadores” também permite o compartilhamento de ideias e práticas com outros professores da Rede. Desta forma, privilegiamos sempre a interação, com base em experiências educacionais ligadas aos contextos cotidianos bem como os currículos escolares. Além disso, a equipe se preocupa sempre em evitar explicações, fomentando a aventura do conhecimento e valorizando a busca por possíveis respostas. Assim, o Programa sugere que o processo formativo proporcione um olhar diferente das “respostas do livro do professor” – únicas “corretas”, segundo o “gabarito” oferecido pelos livros didáticos.

A metodologia investigativa através do roteiro investigativo e o processo de ensino-aprendizagem

Todas as sementes são iguais? É assim, através de uma “pergunta desafio” que a metodologia do Programa “ABC na Educação Científica – mão na massa” inicia o processo de formação dos professores.

A aventura científica começa, com base na investigação didática e, como diz a coordenadora ,Dra. Danielle Grynszpan, “nunca termina”.

A metodologia prioriza o processo educacional, através da curiosidade provocada pelo questionamento, da possibilidade de experimentação e de etapas metodológicas nas quais pretendemos que os participantes vão construindo o conhecimento – ao mesmo tempo em que desenvolvem suas potencialidades bem como interagem em grupos de trabalho e em classe.

Na formação presencial passada, realizada em 18 de maio, os professores começaram a  trabalhar a temática Ciclo de Vida e Biodiversidade , com a exploração do conceito de biodiversidade através de experimentos com sementes. Ao final, foi proposto um desafio educacional no ambiente virtual “Sala dos educadores”, ligado ao site abcnaciencia@ioc.fiocruz.br.

A relação  presencial -virtual está relacionada a uma das metas do projeto Faperj e hoje, 13 de julho, estaremos na Escola Municipal Levi Carneiro, em Niterói, para dar continuidade à Formação Continuada, com outra etapa da formação presencial no Ensino Fundamental.

Com a mão na massa, mas muita reflexão também! Imagens de momentos da formação:

18 de maio de 2016, Niterói

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

Niterói em Formação: curta este “curta”

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

VALORIZAR O TRABALHO DO PROFESSOR!

Por Rafael Benjamim
Edição e revisão Danielle Grynszpan

Estamos em um momento importante para a Educação no Brasil: está em curso a revisão do texto da Base Nacional Comum Curricular. Este documento norteará o trabalho dos professores, todos os dias, em todas as salas de aula de Educação Básica no Brasil. Ao mesmo tempo, este momento também é crítico para o Estado do Rio de Janeiro. O quadro é de greve na educação estadual desde março e mais de 60 escolas estão ocupadas por estudantes, que apoiam a greve e cobram melhorias de infraestrutura nas escolas. Nesse contexto, uma terceira questão é também fundamental para a qualidade da educação: o direito do professor investir em sua formação, de maneira continuada.

Nossa equipe, do Programa “ABC na Educação Científica – mão na massa”, desenvolve um trabalho que está diretamente ligado a um letramento científico, especialmente voltado para a saúde e o ambiente. Nossa proposta visa alcançar o desenvolvimento de um processo de formação continuada, conciliando encontros presenciais à conexão sistemática por meio virtual. Esta estratégia utiliza a tecnologia para manter os professores conectados, formando uma rede colaborativa com nossa equipe, por meio de um espaço restrito aos credenciados, para troca de ideias sobre Educação, Saúde e Ambiente. Mantendo um canal constante de interlocução presencial e virtual, esperamos demonstrar que é possível uma “verdadeira” formação continuada, no lugar de iniciativas esparsas e sem sequência.

A formação continuada do professor é fundamental para a educação de qualidade!!! Os órgãos brasileiros de educação pública deveriam incentivar, como um direito do professor e um dever do Estado! O Reino Unido, por exemplo, conseguiu um aumento significativo nos índices de educação ao investir na formação continuada de seus educadores. Da mesma maneira, no Japão, existe uma cultura de formação incessante dos professores através de políticas públicas que garantem que estes ganhem novos conhecimentos até o dia de sua aposentadoria.

Portanto, a atualização profissional deve ser um ponto essencial para a conquista de renovação curricular e das práticas socioeducativas! A aliança entre um currículo que possibilite a integração de conteúdos e um ambiente que ofereça condições de qualidade na educação seria muito bem-vinda: valorizar o professor significa valorizar a Educação.E sobre o ambiente virtual para a interação de professores: acesse nossa “Sala de Educadores” pelo link. Vários profissionais da educação já estão cadastrados e estamos, neste momento, debatendo temas ligados à questão da Dengue. Caso não seja cadastrado, basta entrar no link acima e clicar no botão “registrar”.

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE DENGUE, CHIKUNGUNYA E ZIKA, OS 3 PRINCIPAIS VÍRUS TRANSMITIDOS PELO Aedes aegypti

Por Rafael Benjamim
Edição Danielle Grynszpan

O Brasil tem registrado números alarmantes de 3 doenças ligadas ao mesmo vetor: Dengue, Chikungunya e Zika. Em 2015, infelizmente, batemos recorde de infecções por Dengue (1,59 milhão de casos). O governo federal reagiu com um conjunto de ações, dentre elas uma que é primordial: a sensibilização da população quanto ao perigo causado pelo desequilíbrio ambiental, que contribui para a proliferação exagerada dos mosquitos Aedes e provoca a ampliação dos casos de Dengue, Chicungunya e Zika pelo país.

Para resolução do problema, seria desejável que todos estivessem a par sobre o assunto. Para começo de conversa, conhecer as formas de manifestação das 3 doenças –  Zika, Dengue e Chikungunya .

Zika, Chikungunya e Dengue: como diferenciar?

Dengue, Chikungunya e Zika são doenças transmitidas pelo mesmo vetor: o mosquito Aedes aegypti. A similaridade clínica causa confusões entre pacientes na hora de fazer a primeira identificação e ainda não há um método clínico para fazer um diagnóstico preciso. Então, quais os sinais que podem ajudar a saber qual é a infecção?

Chikungunya:

Segundo o Ministério da Saúde, a principal manifestação clínica de Chikungunya é a dor nas articulações, clinicamente chamada artralgia. Sua manifestação pode aparecer em todas as articulações, especialmente as dos pés, mãos, tornozelos e pulsos. O sintoma se manifesta pelo desenvolvimento de um processo inflamatório nos locais, que pode ser acompanhado de rigidez. As dores físicas são intensas e provocam redução da produtividade e da qualidade de vida. O tratamento é fundamental para evitar que as dores persistam por longo tempo (meses ou, até mesmo, ano) em pacientes com idades mais avançadas.

Dengue:

Na Dengue a febre é, geralmente, mais forte e um dos primeiros sintomas a aparecer. Os sintomas dessa doença aparecem entre o terceiro e o 15º dia, após a vítima ser picada. Além disso ela possui variações, sendo a pior delas a Dengue hemorrágica que pode levar a óbito. Neste caso os principais sintomas são o aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (principalmente pelo nariz e nas gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes.

Zika:

A Zika se caracteriza pelo aparecimento de exantema (vermelhidão pelo corpo) – sintoma quase sempre presente, manifestando-se nas primeiras 24h pós infecção. Além disso o paciente pode ter febre contínua.

A grande preocupação com o Zika é sua relação com a microcefalia congênita, que acontece quando um bebê, na fase gestativa, é infectado pelo vírus através da mãe.

Microcefalia é uma anomalia em que o Perímetro Cefálico (PC) é menor que dois centímetros em relação a referência para o sexo da criança (XX para meninos e XX para meninas). É importante também ressaltar que a microcefalia não é transmissível. Sua ocorrência está relacionada à exposição a fatores biológicos, químicos, físicos e genéticos durante a formação dos embriões. (Fiocruz)

O quadro abaixo, divulgado pela Agência Fiocruz, resume as características e as frequências dos sintomas em cada uma das doenças provocadas pelo Aedes aegypti:

SABEMOS QUE HÁ INVESTIMENTO PARA RESOLVER O PROBLEMA DA DENGUE, MAS SERÁ QUE OS MÉTODOS UTILIZADOS ESTÃO SENDO REALMENTE EFICAZES?

Em 2002, o governo federal implantou o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD). Desde então, bilhões de reais foram investidos anualmente para a realização de trabalhos de prevenção e promoção da saúde, conscientização e mobilização social para trabalhar o enfrentamento deste problema de saúde pública no país.

Na época em que o plano começou havia uma preocupação com o número de casos de Dengue registrados em 2002 (305 mil) e uma das metas era reduzir esse número em 50%, em 2003, e gradativamente, em 25%, a cada ano.

Em 2003 o número caiu para 152 mil casos, mas isso não significou que a plano de ação tenha sido o responsável pela redução. Hoje a meta inicial, de reduzir 25% a cada ano, ficou para trás. Os números ligados a infecções por Dengue variam anualmente e dependem de uma série de fatores ambientais que envolvem, por exemplo, saneamento básico e educação. Hoje o país continua convivendo com o vetor dessas 3 doenças se reproduzindo descontroladamente, com capacidade de transmitir três tipos de vírus diferentes.

Pesquisas revelam que o país gasta, em média, 1,2 bilhão de reais por ano em ações contra a dengue.  Grande parte deste gasto se concentrou em ações de combate ao mosquito em sua fase adulta, especialmente em períodos de alta ocorrência da doença. É uma ação que se considerarmos o ciclo, soa como enxugar gelo.

Ações pontuais, que tentam “exterminar” os mosquitos vetores em sua fase adulta acabam gerando gastos elevados – é o caso de estratégias com base no fumacê, por exemplo, que polui o ambiente e não resolve a causa do problema. Só no ano de 2008 foram gastos 20 milhões de reais com inseticidas. As pessoas matam o mosquito, mas os ovos e larvas seguem seu ciclo nos milhares de focos espalhados. É ou não é enxugar gelo?

O PNCD também tem prevê investimentos na prevenção, conscientização e mobilização social. A população precisa entender e perceber as causas do problema. Entender que o mosquito tem um ciclo, que ele não nasce para causar doenças e morte de forma deliberada.

Tornar o Aedes um “inimigo público” com frases como “xô Dengue” ou “Todos contra o mosquito” tiram a atenção para a possibilidade de tratar as causas ligadas à transmissão da doença, ligadas aos determinantes socioambientais da saúde. A população precisa estar empoderada por meio de, por exemplo, educação de qualidade. Afinal, como proceder para fazer face aos problemas de saúde causados por questões de desequilíbrio socioambiental?

Educação e Saneamento Ambiental!

No caso do Aedes aegypti, qualquer recipiente que acumule água é potencial foco de proliferação. E não adianta apenas tirar a água, é preciso cuidar para que na próxima chuva o local não acumule água novamente. Os ovos são resistentes e podem permanecer no local por meses, basta uma nova chuva e, ao entrarem em contato com a água, continuarão o ciclo. Para fazer a população entender e perceber o perigo o trabalho não pode ser apenas pontual e superficial, tratando apenas de “exterminar” o mosquito. Programas de educação de longo prazo podem ser fundamentais para que a população compreenda as causas e os riscos.

 

A ideia não é, e nem pode ser, levar a espécie à extinção, como aparentam as campanhas como “Todos contra o mosquito”. Nosso ambiente é tropical, com chuvas e altas temperaturas, cenário que favorece a reprodução das espécies vetoras. É preciso agir no sentido de inibir essa super-reprodução do Aedes e, assim, resgatar o equilíbrio socioambiental, evitando, consequentemente, epidemias causadas pela transmissão desenfreada das doenças que os insetos transportam.

Sala de Educadores

 

 

Microcefalia é uma anomalia em que o Perímetro Cefálico (PC) é menor que dois centímetros em relação a referência para o sexo da criança (XX para meninos e XX para meninas). É importante também ressaltar que a microcefalia não é transmissível. Sua ocorrência está relacionada à exposição a fatores biológicos, químicos, físicos e genéticos durante a formação dos embriões. (Fiocruz)

 

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

2016 com Educação Científica e Cidadania: futuro verde!

Por Rafael Benjamim
Edição e revisão Danielle Grynszpan

O ano 2016 mal começou e a equipe do Programa ABC na Educação Científica – Mão na massa já se reuniu para discutir questões e planejar as ações que darão prosseguimento ao projeto “Por uma educação científica contextualizada e a favor da cidadania: sala-ambiente, metodologia investigativa e interdisciplinaridade com base em temas transversais”, previsto para interação entre duas escolas públicas de Niterói-RJ.

Na última segunda, 18 de janeiro, os bolsistas estudantes e professores, assim como os pesquisadores, receberam orientações do Doutor em Engenharia, Renato Feitosa, da FIOCRUZ, sobre técnicas de aplicação de telhado verde e os impactos positivos dessa tecnologia para o ambiente. Foi uma tarde de troca de experiências interdisciplinares, na qual vislumbramos oportunidades concretas para o sucesso dos próximos passos do trabalho que prevê a criação de um espaço verde na Escola Municipal Levi Carneiro – onde estão planejadas atividades ligadas à alimentação saudável, cultivo agroecológico e práticas sustentáveis.

Estiveram presentes, como se vê na foto (da esquerda para a direita): Professora Toyoko Angelo, Professor Ney Lanzellotti, Dra. Martha Barata, Dra. Danielle Grynszpan, o Dr. Renato Feitosa, a aluna do Instituto de Educação Prof. Ismael Coutinho e bolsista do projeto, Clarissa Andrade, a professora Geisa Capistrano, e as alunas de graduação e também bolsistas do projeto, Taiane Alfaro e Gabriella Tecla.

Mãos na massa e pés direitos para um próspero 2016

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário