Ciência, Tecnologia e Educação Científica: Equipe ABC/RJ na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2014

Marcando presença na programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia deste ano, cujo tema é  Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social , o Programa ABC na Educação Científica – mão na massa – RJ foi ao campus Mesquita do Instituto Federal do Rio de Janeiro na última quinta-feira, dia 16 de outubro. Para um auditório repleto de professores, professorandos e alunos da Educação Básica, a Dra. Danielle Grynszpan, pesquisadora do LBI/ IOC/ Fiocruz e coordenadora do Programa,  apresentou uma conferência sobre Letramento Científico no Cotidiano, a convite da professora Ludmila Nogueira.

 

Representando o IFRJ de Mesquita na abertura dos trabalhos da tarde de 16 de outubro da SNCT 2014, a professora Ludmila Nogueira da Silva apresentou a palestrante Dra. Danielle Grynszpan

A conferência teve um perfil participativo e todos foram convidados a interagir com a palestrante, entrando em um universo investigativo de perguntas e de busca de respostas a questões do nosso dia-a-dia. Começando por uma situação atual como “Por que adotamos o horário de verão?“, a conferência seguiu com perguntas provocativas como “O Planeta Terra é azul? “, “Azul é a cor do mar?”, “Por que a preocupação com a água, se o planeta tem tanta?”e “Por que ela pode nos faltar?”.  Na sequência, outro desafios:  “Os rios são sujos”? e “Como eles se originam?”. Para continuar suscitando hipóteses dos participantes, mais questões como “E os rios podem morrer?”

Aluno do ensino público de Mesquita, Hugo foi um dos que se permitiram arriscar na formulação de respostas à perguntas no decorrer da palestra

Assim, a pesquisadora da Fiocruz instigou os alunos a raciocinarem logicamente para tentar encontrar soluções para as questões apresentadas. Houve respostas inusitadas e interessantes, que transformaram o ambiente de uma palestra convencional em uma conversa animada sobre fatores determinantes para o desenvolvimento social com uma perspectiva sustentável.

Aluna Roseane, também participou com entusiasmo das questões-desafio

 

 

 

Pelas feições  dos estudantes pode-se notar o interesse e sentir que foram momentos prazerosos. Ciência e Tecnologia pode ser uma curtição!

Auditório cheio: alunos e professores do ensino público do município de Mesquita-RJ

 

Professoras do IFRJ e representantes da prefeitura de Mesquita junto a Dra. Danielle Grynszpan, com os colaboradores Bruno Siqueira e Bárbara Silva

 

Trabalhos de escolas de Niterói ligadas ao Programa ABC na Educação Científica – mão na massa  foram apresentados no Museu do Cinema, ao lado da Universidade Federal Fluminense

Também na programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, na última sexta-

Aluna da E. M. Levi Carneiro explicando uma das etapas da sequência didática "Fumo e Saúde"

feira, 17 de outubro, em Niterói, alguns professores municipais da Escola Levi Carneiro estiveram com seus alunos. Um grupo de 42 estudantes participativos e curiosos desta escola apresentaram seus trabalhos investigativos realizados a partir da instalação de uma “sala-ambiente”na Levi, com condições que favorecem a experimentação didático-pedagógica. O espaço, desenvolvido em parceria com a Fundação Municipal de Educação de Niterói, foi planejado para estimular perguntas e proporcionar a vivência da metodologia investigativa na educação científica, em geral, e no ensino de ciências, em especial.

Mais da sequência "Fumo e Saúde"

Nesta edição da SNCT 2014, destacamos os trabalhos “Fumo e Saúde” e Flutua ou afunda”, duas sequências didáticas que abordam questões relacionadas aos conceitos de CICLO, ENERGIA e SISTEMA, com menção a temas curriculares entrelaçados, que ajudam a dar significado ao que se aprende na escola, na medida em que se liga a aspectos dos cotidianos dos estudantes. Os trabalhos investigativos sempre começam com perguntas, sejam elas formuladas pelo próprios alunos ou lançadas pelos educadores. E o mais importante: o letramento científico é constante, uma vez que várias outras perguntas irão garantir uma sequência investigativa. Com estímulo a posicionamentos críticos por parte dos alunos, há várias respostas possíveis – por que não?

Na foto abaixo destacamos a professora de Matemática e Ciências, Toyoko Maria Nilda F. Ângelo, dedicada ao desenvolvimento de trabalhos investigativos em Niterói.

Equipe de alunos da E. M. Levi Carneiro orientados pela professora Toyoko Maria Nilda Furuse Angelo e acompanhados pela Dra. Danielle Grynszpan

 

Mais sobre a SNCT

A primeira edição do evento foi em 2004, lançada com o objetivo de mobilizar a população em torno de temas e atividades que valorizassem a criatividade, a inovação – enfatizando a interação entre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente. Desde então, as atividades acontecem em todo o Brasil, em ambientes como escolas e universidades, parques abertos, museus e centros de ciências. A perspectiva também é aproximar a comunidade científica da sociedade,  a fim de estimular iniciativas que possibilitem a melhoria da educação científica para contribuir para o desenvolvimento socioambiental e para a qualidade de vida das populações brasileiras.

Neste ano de 2014, o evento começou na última segunda-feira (13/10) e foi até domingo (19/10), com atividades de divulgação de conhecimentos científicos e tecnológicos por todo o país.

 

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Melhorando a saúde pública em Seropédica, Estado do Rio de Janeiro

Na última terça-feira, 23 de setembro, o aluno da Pós-Graduação do Instituto Oswaldo Cruz, Carlos Alberto G. de Araújo, apresentou sua monografia para obtenção do título de especialista em Malacologia de Vetores.

A pesquisa foi orientada pela Dra. Danielle Grynszpan e teve na banca de avaliação o Dr. Mauro Celio de Almeida Marzochi, (ex Vice-Presidente de Serviços de Referência em Saúde da Fiocruz), a Dra. Marta Julia Faro dos Santos Costa (pesquisadora em biologia parasitária ligada a esquistossomose) e a Dra. Elvira Maria Godinho de Seixas Maciel (chefe do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde).

Durante a avaliação, os pesquisadores da banca também relataram experiências ligadas à importância da formação dos profissionais municipais de saúde, transformando a defesa do trabalho em um ambiente agradável de debate acadêmico sobre Saúde Pública no Brasil e o papel dos pesquisadores da Fiocruz.

A Dra. Elvira Maciel deu o exemplo do aterro sanitário de Seropédica, para salientar a importância da mobilização social na promoção da saúde e a importância do empoderamento da população para a melhoria da qualidade de vida. Lembrou de sua própria trajetória anterior à Fiocruz,  como médica em Campo Grande, para enfatizar a formação dos profissionais de saúde e a notificação de casos: na ocasião a pesquisadora trabalhava na Zona Oeste do Rio de Janeiro e enfrentou dificuldades para tratar de casos de Leshmaniose cutânea. Em suas palavras: “Dos agentes de saúde aos médicos, todos precisam de investimento em formação profissional e do conhecimento acerca de dados epidemiológicos regionais para uma melhor atuação.

O Dr. Mauro Marzochi também lembrou de momentos de sua carreira, ligados a militância no campo da saúde pública, nos quais teve oportunidade de interagir com os profissionais da FUNASA, e destacou a importância de trabalhos em parceria com agentes de endemias, por seu conhecimento do campo e experiência prática. Dessa forma, apontou a relevância de trabalhos voltados para a melhoria da municipalização da saúde, mesmo que nem sempre se possa municipalizar as doenças, pela incidência regional e veiculação hídrica. A Dra. Marta Julia enfatizou a importância do resultados, com o mapeamento da bacia de Rio Guandu e dos pontos de apoio para o trabalho dos profissionais da saúde no município de Seropédica, especialmente no caso esquistossomose.

Com um trabalho de educação em saúde ligado à esquistossomose, agente de endemias tornou-se especialista e proporcionou uma tarde de debate sobre Promoção da Saúde e o Sistema Único de Saúde

Com o tema “Educação e Promoção da Saúde: um estudo sobre os conceitos de profissionais em atuação na área de saúde pública em Seropédica”, a pesquisa investigou as concepções sobre esquistossomose bem como a formação e a atuação de profissionais da saúde do município de Seropédica-RJ, voltando-se para a questão da falta de percepção da esquistossomose como problema de saúde. A indicação de um caso assintomático, detectado ainda em 2009, ressalta a provável presença e abrangência da doença na população daquele município e a importância de seu enfrentamento como problema de saúde.

A fim de contribuir para a melhoria das condições de saúde e qualidade de vida, a pesquisa desenvolveu subsídios para um trabalho municipal ligado ao paradigma da promoção da saúde, que vai além de medidas que ainda trabalham apenas na perspectiva de curar ou prevenir doenças. Para tal, seria fundamental uma transformação da qualidade da formação profissional, que deveria ser realizada em um processo contínuo de educação em saúde. Assim, os agentes de saúde e enfermeiros, que trabalham diretamente com as comunidades, poderiam estar envolvidos profissionalmente no desenvolvimento de um processo de apropriação de saberes que possibilitariam melhor percepção e notificação de casos de doença e, ao mesmo tempo, auxiliariam no empoderamento das comunidades por meio de trabalhos voltados à questões locais de saúde. Com o envolvimento da população, os esforços seriam mais efetivos no sentido da melhoria dos determinantes sociais, como o saneamento, proporcionando melhor qualidade de vida e sustentabilidade para o funcionamento do SUS.

Ao final, as Dras. Danielle e Marta Júlia comemoraram com o estudante Carlos Alberto, que havia escolhido, em sua monografia, a mesma frase de Paulo Freire que está inscrita nas paredes do pavilhão de Ensino do Instituto Oswaldo Cruz: “Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes”.


 

 

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Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa” no Acre: Setor de Alfabetismo Científico/ LBI / FIOCRUZ na 66ª edição da SBPC

Na semana de 22 a 27 de julho aconteceu a 66ª Reunião da Sociedade Brasileira de Popularização da Ciência (SBPC). O tema deste ano foi “Ciência e Tecnologia em uma Amazônia sem Fronteiras”. Sediada na cidade de Rio Branco, capital do Acre, a 66ª edição do SBPC se realizou no campus da Universidade Federal do Acre (UFAC) e reuniu professores, cientistas e estudantes de 361 cidades brasileiras. Foram 6.531 inscritos, com uma programação de cerca de 200 atividades diferentes.

A equipe do Programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa (LBI/IOC/FIOCRUZ) teve três trabalhos aprovados na programação do evento. São eles:

“UMA PERSPECTIVA INTERATIVO-VIRTUAL NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL CONTINUADA DE PROFESSORES PÚBLICOS DE CIÊNCIAS E A CONSTITUIÇÃO DE UMA VERDADEIRA REDE MUNICIPAL”


“ANÁLISE DE ROTEIROS DIDÁTICO-INVESTIGATIVOS PARA O DELINEAMENTO DE PATAMARES DA APROPRIAÇÃO METODOLÓGICA DOS PROFESSORES MUNICIPAIS DE CIÊNCIAS DE 3° E 4° CICLOS”

“A PRESENÇA DA QUÍMICA NOS MUSEUS E CENTROS DE CIÊNCIAS DO RIO DE JANEIRO”.

A próxima edição da SBPC será na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo e propõe expandir e divulgar o potencial tecnológico da região.

Junte-se a nós para participarmos, juntos, em 2015!

 


 

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5 DE JUNHO – DIA INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE: A EDUCAÇÃO COMO DETERMINANTE PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE E A CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

 

O dia 5 de junho foi cunhado para estimular O tema deste ano de 2014 é “Aumente sua voz, não o nível do mar” porque chama a atenção, especialmente, para os desafios relativos às mudanças climáticas – que podem fazer desaparecer os pequenos países insulares como Barbados, uma ilha caribenha.ações locais e manifestações, em todo mundo, em prol do meio ambiente.

A data também serve como o “dia das pessoas” para tomar uma atitude pelo meio ambiente, estimulando ações individuais ou coletivas que causem um impacto positivo no planeta. A Educação Ambiental diz respeito à educação como um todo, com papel fundamental na formação de cidadãos e no desenvolvimento de uma postura humanista comprometida com a visão de conservação ambiental para a melhoria da qualidade de vida e saúde em nosso planeta.

Também podemos comemorar a aprovação, finalmente, na última terça-feira (3 de junho) do projeto de lei referente ao Plano Nacional da Educação na Câmara dos Deputados. De acordo com o texto aprovado, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional deverá ser destinado exclusivamente à Educação, no prazo de 10 anos.

Vinte metas estão previstas no projeto e o que se espera é um fortalecimento da Educação do país, inclusive com repercussões para os diversos contextos socioambientais. Disponibilizamos, aos educadores parceiros, um link (abaixo) para leitura.

Plano Nacional da Educação 2011-2020

A equipe do “Programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa” ratifica seu compromisso com a conservação ambiental por meio do desenvolvimento de um trabalho educacional voltado para a melhoria da qualidade de vida e saúde. Temos enviado esforços junto a gestões municipais do Estado do Rio de Janeiro. Já trabalhamos em escala estadual e hoje temos parceria nacional, com base na relação da Academia Brasileira de Ciências com o Ministério de Educação. Também atuamos através do Grupo Interinstitucional de Educação Ambiental do Rio de Janeiro – GIEA, do qual a Dra. Danielle Grynszpan é membro oficial. Esta comissão vem desenvolvendo, desde 2009, o “Programa Estadual de Educação Ambiental do Rio de Janeiro/ProEEA-RJ” que, submetido a consulta pública, deverá reger a Política Ambiental do Estado do Rio de Janeiro.

O ambiente não é algo que está fora; ele está em nós e nós estamos nele: fazemos parte! Que todos celebrem o Dia Mundial do Ambiente Inteiro, especialmente no dia 5 de junho – porém em todos os demais dias!


 

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FELIZ DIA DAS MÃES

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1° DE MAIO: PARABÉNS A TODOS OS TRABALHADORES – EM ESPECIAL AOS EDUCADORES!

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A IMPORTÂNCIA DA DIVULGAÇÃO DE CONCEITOS QUÍMICOS NOS MUSEUS E CENTROS DE CIÊNCIAS: MÃO NA MASSA NA EDUCAÇÃO E CIDADANIA

Na última segunda-feira, 17 de março, a mestranda Ludmila Nogueira, orientanda da Dra. Danielle Grynszpan, fez uma apresentação de sua dissertação sobre “A presença da Química nos museus e centros de ciências do Rio de Janeiro”. Ludmila é aluna do programa de Pós-Graduação Stricto sensu em Ensino em Biociências e Saúde, do IOC/FIOCRUZ. Colaboradora do Setor de Alfabetismo Científico, Ludmila considerou ótimas as contribuições recebidas de vários membros do Laboratório de Biologia das Interações.  Salientou que vai levar em conta as sugestões recebidas para o aprimoramento de seu trabalho.

Abaixo transcrevemos o resumo de um artigo que abarca alguns aspectos da dissertação e que já foi aceito para publicação nos Anais do Encontro Nacional de Ensino de Ciências – que terá lugar em Niterói no próximo mês de maio.

“A inserção da Química nos museus e centros de ciências favorece uma visão ampla das ciências da vida, além de proporcionar melhor compreensão das transformações químicas que ocorrem ao longo do tempo e no espaço cotidiano dos visitantes. Neste estudo de caso visamos avaliar a presença da Química no Espaço Ciência Interativa (ECI) e sua contribuição no processo de letramento científico. A pesquisa qualitativa foi desenvolvida através de análise documental, observações de campo e entrevistas nas instituições museais selecionadas. Procuramos, ainda, verificar a possível influência de outras instituições sobre o ECI, na medida em que os atores sociais circulam pelo campo da difusão científica no Rio de Janeiro. Os resultados indicam um reduzido número de exposições ou atividades que abordam conceitos químicos e esta situação não parece ser um problema particular do caso estudado, uma vez que o mesmo ocorre até quando os coordenadores são da área em questão.

Abaixo, alguns dos Centros de Ciências selecionados para a pesquisa:

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PARABÉNS A TODAS AS MULHERES!

Memória: 8 de março, Dia Internacional da Mulher

Há 103 anos atrás, foi decidido, celebrar a cada 8 de março o Dia Internacional de Mulher. A resolução foi aprovada por mais de 100 delegadas de 17 países, reunidas na Segunda Conferência de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, pelo simbolismo da data: tudo indica que seja uma homenagem às mulheres grevistas de uma fábrica de tecidos de Nova York, no dia 8 de março de 1857. A reivindicação delas era pela redução para dez horas da jornada de trabalho (as fábricas exigiam jornadas de 16 horas diárias), equiparação salarial com os homens e tratamento digno no local de trabalho. Contudo, a greve foi reprimida com brutalidade. As trabalhadoras foram trancadas na fábrica, que foi incendiada. Cerca de 130 tecelãs morreram carbonizadas.

Assim, desde 1975 a ONU reconhece o 8 de março como Dia Internacional da Mulher.



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A equipe do Programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa/RJ, deseja:

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