Niterói em Formação: curta este “curta”

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VALORIZAR O TRABALHO DO PROFESSOR!

Por Rafael Benjamim
Edição e revisão Danielle Grynszpan

Estamos em um momento importante para a Educação no Brasil: está em curso a revisão do texto da Base Nacional Comum Curricular. Este documento norteará o trabalho dos professores, todos os dias, em todas as salas de aula de Educação Básica no Brasil. Ao mesmo tempo, este momento também é crítico para o Estado do Rio de Janeiro. O quadro é de greve na educação estadual desde março e mais de 60 escolas estão ocupadas por estudantes, que apoiam a greve e cobram melhorias de infraestrutura nas escolas. Nesse contexto, uma terceira questão é também fundamental para a qualidade da educação: o direito do professor investir em sua formação, de maneira continuada.

Nossa equipe, do Programa “ABC na Educação Científica – mão na massa”, desenvolve um trabalho que está diretamente ligado a um letramento científico, especialmente voltado para a saúde e o ambiente. Nossa proposta visa alcançar o desenvolvimento de um processo de formação continuada, conciliando encontros presenciais à conexão sistemática por meio virtual. Esta estratégia utiliza a tecnologia para manter os professores conectados, formando uma rede colaborativa com nossa equipe, por meio de um espaço restrito aos credenciados, para troca de ideias sobre Educação, Saúde e Ambiente. Mantendo um canal constante de interlocução presencial e virtual, esperamos demonstrar que é possível uma “verdadeira” formação continuada, no lugar de iniciativas esparsas e sem sequência.

A formação continuada do professor é fundamental para a educação de qualidade!!! Os órgãos brasileiros de educação pública deveriam incentivar, como um direito do professor e um dever do Estado! O Reino Unido, por exemplo, conseguiu um aumento significativo nos índices de educação ao investir na formação continuada de seus educadores. Da mesma maneira, no Japão, existe uma cultura de formação incessante dos professores através de políticas públicas que garantem que estes ganhem novos conhecimentos até o dia de sua aposentadoria.

Portanto, a atualização profissional deve ser um ponto essencial para a conquista de renovação curricular e das práticas socioeducativas! A aliança entre um currículo que possibilite a integração de conteúdos e um ambiente que ofereça condições de qualidade na educação seria muito bem-vinda: valorizar o professor significa valorizar a Educação.E sobre o ambiente virtual para a interação de professores: acesse nossa “Sala de Educadores” pelo link. Vários profissionais da educação já estão cadastrados e estamos, neste momento, debatendo temas ligados à questão da Dengue. Caso não seja cadastrado, basta entrar no link acima e clicar no botão “registrar”.

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CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE DENGUE, CHIKUNGUNYA E ZIKA, OS 3 PRINCIPAIS VÍRUS TRANSMITIDOS PELO Aedes aegypti

Por Rafael Benjamim
Edição Danielle Grynszpan

O Brasil tem registrado números alarmantes de 3 doenças ligadas ao mesmo vetor: Dengue, Chikungunya e Zika. Em 2015, infelizmente, batemos recorde de infecções por Dengue (1,59 milhão de casos). O governo federal reagiu com um conjunto de ações, dentre elas uma que é primordial: a sensibilização da população quanto ao perigo causado pelo desequilíbrio ambiental, que contribui para a proliferação exagerada dos mosquitos Aedes e provoca a ampliação dos casos de Dengue, Chicungunya e Zika pelo país.

Para resolução do problema, seria desejável que todos estivessem a par sobre o assunto. Para começo de conversa, conhecer as formas de manifestação das 3 doenças –  Zika, Dengue e Chikungunya .

Zika, Chikungunya e Dengue: como diferenciar?

Dengue, Chikungunya e Zika são doenças transmitidas pelo mesmo vetor: o mosquito Aedes aegypti. A similaridade clínica causa confusões entre pacientes na hora de fazer a primeira identificação e ainda não há um método clínico para fazer um diagnóstico preciso. Então, quais os sinais que podem ajudar a saber qual é a infecção?

Chikungunya:

Segundo o Ministério da Saúde, a principal manifestação clínica de Chikungunya é a dor nas articulações, clinicamente chamada artralgia. Sua manifestação pode aparecer em todas as articulações, especialmente as dos pés, mãos, tornozelos e pulsos. O sintoma se manifesta pelo desenvolvimento de um processo inflamatório nos locais, que pode ser acompanhado de rigidez. As dores físicas são intensas e provocam redução da produtividade e da qualidade de vida. O tratamento é fundamental para evitar que as dores persistam por longo tempo (meses ou, até mesmo, ano) em pacientes com idades mais avançadas.

Dengue:

Na Dengue a febre é, geralmente, mais forte e um dos primeiros sintomas a aparecer. Os sintomas dessa doença aparecem entre o terceiro e o 15º dia, após a vítima ser picada. Além disso ela possui variações, sendo a pior delas a Dengue hemorrágica que pode levar a óbito. Neste caso os principais sintomas são o aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (principalmente pelo nariz e nas gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes.

Zika:

A Zika se caracteriza pelo aparecimento de exantema (vermelhidão pelo corpo) – sintoma quase sempre presente, manifestando-se nas primeiras 24h pós infecção. Além disso o paciente pode ter febre contínua.

A grande preocupação com o Zika é sua relação com a microcefalia congênita, que acontece quando um bebê, na fase gestativa, é infectado pelo vírus através da mãe.

Microcefalia é uma anomalia em que o Perímetro Cefálico (PC) é menor que dois centímetros em relação a referência para o sexo da criança (XX para meninos e XX para meninas). É importante também ressaltar que a microcefalia não é transmissível. Sua ocorrência está relacionada à exposição a fatores biológicos, químicos, físicos e genéticos durante a formação dos embriões. (Fiocruz)

O quadro abaixo, divulgado pela Agência Fiocruz, resume as características e as frequências dos sintomas em cada uma das doenças provocadas pelo Aedes aegypti:

SABEMOS QUE HÁ INVESTIMENTO PARA RESOLVER O PROBLEMA DA DENGUE, MAS SERÁ QUE OS MÉTODOS UTILIZADOS ESTÃO SENDO REALMENTE EFICAZES?

Em 2002, o governo federal implantou o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD). Desde então, bilhões de reais foram investidos anualmente para a realização de trabalhos de prevenção e promoção da saúde, conscientização e mobilização social para trabalhar o enfrentamento deste problema de saúde pública no país.

Na época em que o plano começou havia uma preocupação com o número de casos de Dengue registrados em 2002 (305 mil) e uma das metas era reduzir esse número em 50%, em 2003, e gradativamente, em 25%, a cada ano.

Em 2003 o número caiu para 152 mil casos, mas isso não significou que a plano de ação tenha sido o responsável pela redução. Hoje a meta inicial, de reduzir 25% a cada ano, ficou para trás. Os números ligados a infecções por Dengue variam anualmente e dependem de uma série de fatores ambientais que envolvem, por exemplo, saneamento básico e educação. Hoje o país continua convivendo com o vetor dessas 3 doenças se reproduzindo descontroladamente, com capacidade de transmitir três tipos de vírus diferentes.

Pesquisas revelam que o país gasta, em média, 1,2 bilhão de reais por ano em ações contra a dengue.  Grande parte deste gasto se concentrou em ações de combate ao mosquito em sua fase adulta, especialmente em períodos de alta ocorrência da doença. É uma ação que se considerarmos o ciclo, soa como enxugar gelo.

Ações pontuais, que tentam “exterminar” os mosquitos vetores em sua fase adulta acabam gerando gastos elevados – é o caso de estratégias com base no fumacê, por exemplo, que polui o ambiente e não resolve a causa do problema. Só no ano de 2008 foram gastos 20 milhões de reais com inseticidas. As pessoas matam o mosquito, mas os ovos e larvas seguem seu ciclo nos milhares de focos espalhados. É ou não é enxugar gelo?

O PNCD também tem prevê investimentos na prevenção, conscientização e mobilização social. A população precisa entender e perceber as causas do problema. Entender que o mosquito tem um ciclo, que ele não nasce para causar doenças e morte de forma deliberada.

Tornar o Aedes um “inimigo público” com frases como “xô Dengue” ou “Todos contra o mosquito” tiram a atenção para a possibilidade de tratar as causas ligadas à transmissão da doença, ligadas aos determinantes socioambientais da saúde. A população precisa estar empoderada por meio de, por exemplo, educação de qualidade. Afinal, como proceder para fazer face aos problemas de saúde causados por questões de desequilíbrio socioambiental?

Educação e Saneamento Ambiental!

No caso do Aedes aegypti, qualquer recipiente que acumule água é potencial foco de proliferação. E não adianta apenas tirar a água, é preciso cuidar para que na próxima chuva o local não acumule água novamente. Os ovos são resistentes e podem permanecer no local por meses, basta uma nova chuva e, ao entrarem em contato com a água, continuarão o ciclo. Para fazer a população entender e perceber o perigo o trabalho não pode ser apenas pontual e superficial, tratando apenas de “exterminar” o mosquito. Programas de educação de longo prazo podem ser fundamentais para que a população compreenda as causas e os riscos.

 

A ideia não é, e nem pode ser, levar a espécie à extinção, como aparentam as campanhas como “Todos contra o mosquito”. Nosso ambiente é tropical, com chuvas e altas temperaturas, cenário que favorece a reprodução das espécies vetoras. É preciso agir no sentido de inibir essa super-reprodução do Aedes e, assim, resgatar o equilíbrio socioambiental, evitando, consequentemente, epidemias causadas pela transmissão desenfreada das doenças que os insetos transportam.

Sala de Educadores

 

 

Microcefalia é uma anomalia em que o Perímetro Cefálico (PC) é menor que dois centímetros em relação a referência para o sexo da criança (XX para meninos e XX para meninas). É importante também ressaltar que a microcefalia não é transmissível. Sua ocorrência está relacionada à exposição a fatores biológicos, químicos, físicos e genéticos durante a formação dos embriões. (Fiocruz)

 

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2016 com Educação Científica e Cidadania: futuro verde!

Por Rafael Benjamim
Edição e revisão Danielle Grynszpan

O ano 2016 mal começou e a equipe do Programa ABC na Educação Científica – Mão na massa já se reuniu para discutir questões e planejar as ações que darão prosseguimento ao projeto “Por uma educação científica contextualizada e a favor da cidadania: sala-ambiente, metodologia investigativa e interdisciplinaridade com base em temas transversais”, previsto para interação entre duas escolas públicas de Niterói-RJ.

Na última segunda, 18 de janeiro, os bolsistas estudantes e professores, assim como os pesquisadores, receberam orientações do Doutor em Engenharia, Renato Feitosa, da FIOCRUZ, sobre técnicas de aplicação de telhado verde e os impactos positivos dessa tecnologia para o ambiente. Foi uma tarde de troca de experiências interdisciplinares, na qual vislumbramos oportunidades concretas para o sucesso dos próximos passos do trabalho que prevê a criação de um espaço verde na Escola Municipal Levi Carneiro – onde estão planejadas atividades ligadas à alimentação saudável, cultivo agroecológico e práticas sustentáveis.

Estiveram presentes, como se vê na foto (da esquerda para a direita): Professora Toyoko Angelo, Professor Ney Lanzellotti, Dra. Martha Barata, Dra. Danielle Grynszpan, o Dr. Renato Feitosa, a aluna do Instituto de Educação Prof. Ismael Coutinho e bolsista do projeto, Clarissa Andrade, a professora Geisa Capistrano, e as alunas de graduação e também bolsistas do projeto, Taiane Alfaro e Gabriella Tecla.

Mãos na massa e pés direitos para um próspero 2016

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FORMAÇÃO DE PROFESSORES – FIOCRUZ EM NITERÓI PELA QUALIDADE NA EDUCAÇÃO PÚBLICA

“Energia e Sociedade Sustentável”. Esse foi o tema escolhido pela equipe do Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa/RJ” para um encontro de Formação de Professores realizada no último dia 30 de setembro, na Escola Levi Carneiro, em Niterói, da equipe do Programa ABC na EDUCAÇÃO CIENTÏFICA – MÃO NA MASSA, coordenada pela Dra. Danielle Grynszpan.

Foram dois turnos de trabalho ligado à metodologia investigativa: de manhã com os professores de 3° e 4° ciclos e, à tarde, com educadores e professores 1° e 2° ciclos. Estes encontros fazem parte das etapas de formação presencial previstas no projeto FAPERJ (Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) intitulado “Por uma educação científica contextualizada e a favor da cidadania: sala-ambiente, metodologia investigativa e interdisciplinaridade com base em temas transversais”, iniciativa da pesquisadora titular do LBI/IOC/Fiocruz, Danielle Grynszpan – aprovado em 2014 e desenvolvimento em 2015 .

Um dos objetivos do trabalho é possibilitar o intercâmbio entre as redes estadual e municipal de ensino público de Niterói. Assim, foram aprovadas 8 bolsas de estudo, dentre elas 4 para professorandos  que fazem Ensino Médio na mais antiga Escola de Formação de Professores do Brasil: o Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (IEPIC). Nesta escola estadual, o professor Ney Lanzellotti Dantas está supervisionando o trabalho, que foi apresentado à toda a equipe de profissionais, com o apoio de sua direção. Estes bolsistas se formarão professores e, normalmente, irão atuar em sua área . Desta forma, contamos com a parceria da Escola Municipal Levi Carneiro, situada no bairro do Sapê, também em Niterói, cujo corpo de professores já passou pela formação. Nesta instituição temos 2 colaboradoras diretamente envolvidas no projeto FAPERJ, Toyoko Maria Nilda Furuse Ângelo e Gêisa Capistrano, além do professor Ney , que também ali atua profissionalmente.

Em comum acordo com a diretora da E. M. Levi Carneiro, Olena Costa Nunes Macedo, será construída uma área verde direcionada à abordagem de conceitos socioambientais e vivência de experimentação contextualizada, sempre com base em conteúdos curriculares. O trabalho educacional está previsto para ser interdisciplinar e envolver os professores e alunos do Ensino Fundamental I e II, bem como servirá à complementação da formação inicial dos professorandos do IEPIC na metodologia investigativa. Dois bolsistas de iniciação científica (PIBIC) estão participando do acompanhamento avaliativo, sendo introduzidos à pesquisa etnográfica, com orientação da Dra. Danielle.

Como estimular a curiosidade e a postura crítica por meio de “perguntas-desafio”?

Qual lâmpada ilumina mais? Com esta pergunta a equipe deu início às ocasiões de formação presencial em Niterói. Cada professor pôde vivenciar a metodologia, na abordagem investigativa característica do Programa ABC na EDUCAÇÃO CIENTÏFICA – MÃO NA MASSA. Desta forma – etapa a etapa – cada docente teve a oportunidade de experimentar o processo de ensino-aprendizagem sob uma perspectiva diferente, na qual não se explica, mas se possibilita a percepção de problemas, seu enfrentamento pela interação maior entre os atores sociais participantes e a busca de soluções durante o processo educacional.

A proposta foi acolhida pelos professores da E. M. Levi Carneiro, em ambos os turnos. O tema “Energia e Sociedade Sustentável” foi escolhido para a ocasião por fazer parte do contexto atual – assim, além da própria metodologia investigativa, os conteúdos abordados são atuais e interessam aos professores. Além de outras preocupações, tínhamos o desejo de estimular, nos participantes,  a possibilidade de formular hipóteses a respeito das três lâmpadas existentes – incandescente, fluorescente e LED – para tratar de eficiência, consumo e desperdício de energia.

Observação e elaboração de hipóteses

Qual lâmpada ilumina mais? Momento de reflexão e desenvolvimento da argumentação escrita

 

 

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NA SEMANA DO BIÓLOGO: DESAFIOS PARA O FUTURO

Quais são os desafios para o biólogo no mundo em que vivemos? Porque estudar Biologia?Quais suas expectativas em relação à formação e possibilidades reais no mercado de trabalho?

Estas foram algumas perguntas que nortearam a palestra “O Desafio da Formação em Ciências Biológicas no Mundo Contemporâneo”, ministrada pela Dra. Danielle Grynszpan em Três Rios, na “VII Semana de Biologia do polo CEDERJ/UFRJ”.

Prof. Marcelo e alunas da equipe de organização do evento em Três Rios, RJ (Kamilla, Dayse e Carina)

Estamos na Semana do Dia do Biólogo (3 de setembro). As perguntas acima foram apresentadas a alguns profissionais e estudantes anteriormente e, com base em dúvidas e reflexões apresentadas, os assuntos foram aprofundados e debatidos em uma sexta-feira à noite, com muita participação e interesse por parte do público ligado ao polo CEDERJ/ UFRJ no município de Três Rios.

A palestra abordou cada tema, de forma a colaborar na compreensão das responsabilidades e papéis que um biólogo pode exercer no mundo contemporâneo, inclusive no mercado de trabalho no Brasil. A relevância da contribuição do biólogo na promoção da saúde, na conservação ambiental e na educação mereceu destaque, salientando-se o papel das licenciaturas na formação de cidadãos críticos através de um ensino contextualizado.

A conferência também fez menção aos documentos oficiais do Conselho Nacional de Educação e da Câmara de Educação Superior, no trabalho desenvolvido pelo Conselho Regional de Biologia, especialmente na Comissão de Formação e Aperfeiçoamento Profissional – que a pesquisadora Danielle Grynszpan coordena. Formada em Ciências Biológicas pela UERJ há mais de 30 anos e hoje Pesquisadora Titular em Saúde Pública na Fiocruz, a profissional salientou o nível de organização do evento e a programação de qualidade, com o envolvimento de colegas de diversas áreas das Ciências Biológicas.

DIA 3 DE SETEMBRO: CONCURSO DE FOTOGRAFIAS “SEBASTIÃO FONTINHA” TEM DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO NO DIA DO BIÓLOGO

AMANHÃ, dia 3 de setembro, é o prazo para quem quiser se inscrever no “III Concurso de Fotografias Sebastião Fontinha”, com o envio de fotos por meio de digital. O concurso é direcionado a todos, com exceção aos fotógrafos profissionais (ver regras no edital em

http://portal.crbio-02.gov.br/XXIENBIO/docs/RegulamentoConcfoto.pdf)

Para concorrer ao prêmio de 300 reais por categoria (a Paisagem: R$ 300,00 – Vida silvestre: R$ 300,00 – Vida microscópica: R$300,00) o biólogo deverá inscrever a foto (com o título, na categoria desejados) na ficha do VII ENBio.

A premiação será realizada durante o VII Encontro de Biologia – VII ENBio, que ocorrerá de 23 a 25 de setembro. O tema do evento este ano é “Biólogos no Mercado de Trabalho” e terá lugar na sede do FIRJAN, situado à Av. Graça Aranha, n°1, 13° andar, no Centro do Rio de Janeiro.

O VII ENBio está com uma programação de palestras muito interessantes, com nomes reconhecidos nas diferentes áreas da Biologia: saúde, ambiente, biotecnologia, ensino e mais! E é uma oportunidade de conhecer colegas biólogos atuantes, que se destacam nos diversos espaços de atuação no mercado de trabalho: pesquisa, educação formal e não formal, empresas, etc.

Esperamos muita participação durante os três dias do evento, na programação repleta de mesas redondas e outros espaços para interação e trocas de experiências. Sem dúvida haverá, ainda, momentos especiais para confraternização entre os biólogos do Estado do Rio de Janeiro.

Site do evento: http://portal.crbio-02.gov.br/XXIENBIO/

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XXI ENBio 2015

 

 

CONCURSO DE FOTOGRAFIAS SEBASTIÃO FONTINHA

Clique para acessar a divulgação em PDF: Divulgação Concurso de Fotografia – XXI ENBio 2015

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MÃO NA MASSA NO TRABALHO – E COM ENERGIA! NO “ANO INTERNACIONAL DA LUZ” , A EQUIPE ABC NA EDUCAÇÃO CIENTÍFICA/RJ ILUMINOU A SBPC JOVEM E O EVENTO FIOCRUZ PRA VOCÊ COM O TEMA “ENERGIA E SOCIEDADE SUSTENTÁVEL”

A equipe do Programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa/RJ levou a público o trabalho “Energia e Sociedade Sustentável”. Esta sequência pedagógica, concebida para tratar uma questão contextual nas escolas, sobre uma questão importante no cenário atual brasileiro,  foi oferecida para diversos públicos tanto na SBPC Jovem (67ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC – de 14 a 18 de julho de 2015) como no evento institucional FIOCRUZ PRA VOCÊ, realizado no último sábado (15 de agosto) no campus da Fiocruz, em Manguinhos.

A equipe apresentou o trabalho “Uma Abordagem Investigativa do tema Energia sob a Ótica de uma Sociedade Sustentável”, honrando seu compromisso com a teoria associada à prática na temática transversal Educação, Saúde e Ambiente.

Energia e Sociedade Sustentável

Com base no roteiro investigativo “Energia e Sociedade Sustentável” , o visitante é convidado a responder, gradativamente, a cinco perguntas-desafio que acompanham um material feito artesanalmente. Em cada caixa havia uma lâmpada diferente: incandescente, fluorescente e LED. Nesta prática os visitantes são estimulados a questionar a relação luminosidade/eficiência de cada uma das opções, com uma provocação a escolher qual a lâmpada comprar, levando-se em conta a relação custo-benefício, ligada ao desperdício de energia, produção de luz e gasto financeiro, a fim de incentivar o questionamento e reflexão acerca de formas mais sustentáveis de viver no mundo contemporâneo.

As atividade fizeram sucesso na SBPC Jovem com públicos de todas as idades, origens e lugares do Brasil

No Fiocruz Pra Você, a população, que trouxe os filhos para vacinar, pode ter contato com a metodologia de nosso trabalho, baseada na investigação, na valorização das questões e no enfoque de problemas do cotidiano

Os participantes foram estimulados a observar, através da visão e do tato, cada situação e a fazer comparações sobre os diferentes tipos de lâmpada. Responderam cada uma das questões-desafio e, ao final, podiam escolher como prefeririam agir com relação a escolher qual lâmpada a comprar para seus lares.

Por fim, a equipe ia questionando os participantes a pensar se haveria possibilidade de iluminação sem a necessidade de utilizar nenhuma das 3 lâmpadas apresentadas e , inclusive, sem gastar dinheiro.

Querem saber? Venham conhecer nosso trabalho!

Qual lâmpada iluminaria mais? - este foi logo o primeiro desafio. A dúvida pairava entre os participantes, que observaram, através dos sentidos, distintas manifestações de energia. E que tipo de energia não gera custo e pode ser sustentável ?

Qual lâmpada esquenta mais?

Última etapa: Existe possibilidade de produzir luz sem utilizar fiação elétrica?

Com públicos diferentes as experiências na SBPC e no FIOCRUZ PRA VOCÊ Foram espetaculares. Ao todo 5 dias de workshop repletos de situações diversas possibilitadas pela circulação de um público variado, de crianças até casais de idosos. As experiências permitiram que a equipe levantasse dados que contribuirão para a pesquisa realizada no Setor de Alfabetismo Científico, sempre alinhada a prática, além de proporcionar as pessoas que estiveram nos dois eventos a oportunidade de ter contato com a metodologia investigativa, que estimula o pensamento crítico e questionador.

Em alguns momentos a equipe tinha que se desdobrar para atender todas as pessoas!

E sobre a SBPC:

Reconhecidamente o maior evento científico da América latina, o congresso da SBPC reúne representantes de sociedades científicas, autoridades e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia, além de professores, pesquisadores e estudantes de todos os níveis e de todas as partes do Brasil.

Neste ano de 2015 o evento aconteceu no campus da Universidade Federal de São Carlos, entre os dias 12 e 18 de julho. A programação científica contou com 212 atividades e uma programação cultural para os participantes, valorizando o investimento na SBPC Jovem e um “Dia da família na ciência”.

Nossa equipe do Programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa – RJ ( LBI/IOC/FIOCRUZ) entende o evento como um importante espaço para difundir práticas de educação científica e, aproveitando o tema deste ano, “Luz, Ciência e Ação”, preparamos a prática “Energia e Sociedade Sustentável” que compôs a programação da tenda “SBPC Jovem” durante o evento, dividindo o espaço “ABC na Educação Científica – Mão na Massa” com os polos de São Carlos (CDCC/USP), que apresentou o trabalhos relacionados com imagem (espelho) e de São Paulo (USP), com a exposição “Equilibichos”.

A experiência proporcionou oportunidades de interação entre nós, do Setor de Alfabetismo Científico/LBI/IOC no Rio de Janeiro, e os membros da equipe ABC na Educação Científica – Mão na Massa/ CDCC – USP em São Carlos, aos quais agradecemos nas pessoas de Angelina Sofia Orlandi e Valter Luiz Ribeiro pelo convite. Esperamos que o intercâmbio entre nossos polos aumente, cada vez mais!

Da esquerda para a direita na SBPC: Monitora Luiza Silva, aluna de Psicologia da UFSCAR; Dra. Danielle Grynszpan, Coordenadora do Programa ABC na Educação Científica - Mão na Massa/RJ; colaborador da equipe, professor Bruno Siqueira; colaboradora da equipe, professora Toyoko Angelo e Rafael Mendonça, colaborador e responsável pelo site.

Mais sobre o Fiocruz Pra Você:

 

Todo ano a Fiocruz destina um sábado para abrir suas portas à população, no Dia da Vacinação. São oferecidas atividades ligadas à promoção da saúde e educação em ciências, bem como atividades culturais e de lazer, desenvolvidas por trabalhadores da instituição e voluntários.

O LBI/IOC sempre participa, através do trabalho desenvolvido no Setor de Alfabetismo Científico, tentando aproveitar o espaço para promover maior contato com as populações do entorno de Manguinhos, em parceria com a Cooperação Social FIOCRUZ.

 

Da esquerda para a direita, no Fiocruz pra Você 2015: responsável pelo site e membro da equipe Rafael Mendonça; colaborador da equipe e professor Bruno Siqueira; colaborador como Formador de Professores, Ney Lanzellotti Dantas; coordenadora da equipe ABC na Educação Científica – Mão na Massa/RJ, Dra. Danielle Grynszpan; colaborador como bolsista Jovens Talentos FAPERJ Diego Diniz; professora colaboradora Capacitação Técnica FAPERJ Toyoko Angelo; colaboradora da equipe Bárbara Silva; colaboradora como bolsista Jovens Talentos FAPERJ Clarissa Campos e a professora colaboradora Capacitação Técnica FAPERJ, Geisa Capistrano

 


 

Outros momentos especiais, na “festa do conhecimento durante o evento Fiocruz Pra Você:


 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Outros momentos especiais, durante a SBPC JOVEM:

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Por Rafael Benjamim
Edição Danielle Grynszpan

28 DE ABRIL DE 2015: EDUCAÇÃO PARA TODOS

A data de 28 de abril ficou conhecida como Dia Internacional da Educação porque, há exatamente 15 anos, representantes de 164 governos assinavam um documento no qual se comprometiam a não poupar esforços, políticos e econômicos, para que a Educação chegasse a todas as pessoas do mundo. O documento ficou conhecido como Declaração de Dakar (Senegal) e registra uma série de objetivos e metas claras que deveriam ser alcançadas até 2015: “Reunidos em Dakar em abril de 2000, nós, participantes da Cúpula Mundial de Educação, comprometemo-nos a alcançar os objetivos e as metas de Educação Para Todos (EPT) para cada cidadão e cada sociedade”. A ocasião ocorreu na no Senegal e marcou a data que ficou conhecida como.

Compromissos a realizar

Na verdade, 15 anos depois, este compromisso não foi concretizado: a desigualdade econômica pode fazer com que o acesso a escola seja 4 vezes menor em países menos desenvolvidos. Segundo o Relatório de Monitoramento Global de Escola Para todos 2015, documento produzido pela UNESCO para acompanhar o andamento do Programa Todos Pela Educação, o número de crianças e adolescentes caiu quase pela metade, mas ainda há 58 milhões de crianças fora da escola e 100 milhões ainda não completaram a educação primária.

E como vai a educação no Brasil

O Brasil ainda figura mal no cenário internacional quando o assunto é educação. Isso se reflete nos dados de exames como o ENEM, por exemplo: 8,5/% do total de inscritos, o que corresponde a 529 mil candidatos, tiraram nota zero. Contudo, o Brasil avançou! Segundo a UNESCO, em uma década, a taxa de analfabetismo entre jovens e adultos foi reduzida de 12,4% para 8,7% (dados de 2012). Em contrapartida, o mesmo relatório deixa claro que a qualidade da educação deixa a desejar e as taxas de repetência e evasão permanecem altas demais para considerarmos que a meta de Educação Para Todos tenha sido alcançada.

O governo federal tem lançado programas que visam unir esforços federais, estaduais e municipais em torno da melhoria da educação. O Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa é um deles e seu objetivo é promover a alfabetização todas as crianças até 8 anos de idade.

Por uma Pátria Mais Educadora

No dia 15 de abril, o governo federal lançou, em caráter preliminar, uma proposta intitulada Pátria Educadora: a qualificação do ensino básico como obra de construção nacional. Neste documento foram apresentas as diretrizes para a qualificação do ensino básico no país. O texto descreve resumidamente a situação do Brasil no cenário atual da educação. Segundo indicadores internacionais, o país figura entre os países com pior desempenho nas comparações internacionais. Assim, é preciso que o ensino no Brasil deixe de ser “enciclopédico” para privilegiar a capacidade de levantamento da informação e desenvolvimento do raciocínio analítico.

A proposta aponta para uma mudança de paradigma, uma vez que valoriza a formação de cidadãos críticos, que possam perceber, problematizar e interpretar as situações dos contextos cotidianos. Além disso, há sugestão no sentido da adoção do “modelo SUS” para a Educação: unificação das redes públicas federais, estaduais e municipais para intercâmbios e melhoria da qualidade da formação dos estudantes. Há muito o que fazer e, também, muito o que melhorar em termos de estrutura e valorização das carreiras ligadas à educação.

Mão na massa, pessoal! A educação para todos pode ser uma utopia mas, como diz Eduardo Galeano,:

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.

 

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DESCOBERTA DA DOENÇA DE CHAGAS COMPLETA HOJE 106 ANOS

Por Rafael Benjamim
Edição Danielle Grynszpan

 

Carlos Justiniano Ribeiro Chagas (Imagem: Fiocruz)

Há 106 anos o pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, descobria a existência de uma doença infecciosa provocada pelo protozoário chamado Tripanossoma cruzi e transmitida por insetos conhecidos popularmente como barbeiros.

Hoje estima-se que, na América Latina, sejam 13 milhões de pessoas a serem infectadas pela doença de Chagas. Apesar de ter sido descoberta em 1909, o Brasil só passou a ter um trabalho efetivo no controle e problematização da doença em 1980, através do Programa Nacional de Controle da Doença de Chagas. Nestes 70 anos de impasse, o avanço era prejudicado ora pelo descaso das autoridades, ora pelos impasses entre cientistas. Enquanto alguns entendiam a ocorrência da doença como restrita a algumas regiões do país, os discípulos de Carlos Chagas viam o problema como uma questão de saúde pública nacional, conceito que vigora atualmente.

REVIVENDO CARLOS CHAGAS: IOC REALIZA 3ª EDIÇÃO DO CICLO CARLOS CHAGAS DE PALESTRAS E COMEMORA 106 ANOS DE DESCOBERTA

Nos dias 9 e 10 de abril, o Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz realizou, no campus de Manguinhos, a terceira edição do Ciclo Carlos Chagas de Palestras. Com o tema “106 anos após a descoberta: o tempo não para. Desafios no diagnóstico, terapia e inclusão do portador”, a ocasião reuniu cerca de 150 estudantes e pesquisadores, possibilitando um espaço de discussão e reflexão sobre avanços e desafios relacionados a estudos ligados à doença de Chagas.

O evento foi organizado pelas pesquisadoras Joseli Lannes Vieira, chefe do Laboratório de Biologia das Interações, e Constança Britto, chefe do Laboratório Biologia Molecular e Doenças Endêmicas. Na abertura, prestigiaram o evento o Presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, e o Diretor do Instituto Oswaldo Cruz, Wilson Savino (foto).

Doença de Chagas – evento teve a participação de várias unidades da FIOCRUZ (Foto: Rafael Benjamim)

Com pesquisa voltada especialmente ao entendimento da imunopatogenia da cardiomiopatia chagásica crônica, a pesquisadora Joseli Lannes ressaltou a evolução do Ciclo Carlos Chagas de Palestras (CCCP) em sua 3ª edição, e espera que ele se consolide na programação oficial da instituição. “Com o passar do tempo, o CCCP amadurece e se torna referência dentro da Instituição. Algumas pessoas já me perguntaram quando ele será realizado, para deixarem reservado na agenda”. A importância do evento foi assinalada na abertura, pelo presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, e o Diretor do Instituto Oswaldo Cruz, Wilson Savino, na medida em que contribui para a atualização da memória e discussão sobre as perspectivas de tratamento e sobre o avanço das pesquisas ligadas à Doença de Chagas.

Excelência na pesquisa: estudantes do IOC apresentaram seus trabalhos no Centro de Estudos e colaboradores do LBI receberam menção honrosa

Foram três os destaques cujos trabalhos foram selecionados por uma comissão: Leticia Souza, do Laboratório de Biologia Molecular e Doenças Endêmicas/ IOC, Juliana Helena da Silva Barros, do Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos/ IOC, e Héctor Díaz-Albiter, do Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos/ IOC. Os trabalhos foram apresentados no Centro de Estudos do IOC, na sexta-feira, 10 de abril.

Os estudantes Glaucia Vilar Pereira, Leonardo Ruivo e Laura Coelho, do Laboratório de Biologia das Interações receberam menção honrosa pelos trabalhos intitulados “Alterações comportamentais na doença de Chagas experimental crônica: comportamento depressivo responde à terapia com fluoxetina e benznidazol“, “lnterações no perfil de glicosilação na superfície de linfócitos T durante a infecção experimental pelo Trypanosoma cruzi” e “Efeito da infecção pelo Trypanosoma cruzi e da inflamação sobre a ativação de miofibroblastos cardíacos in vitro”.

Dras. Joseli Lannes e Constança Britto com a doutoranda premiada Gláucia Villar (Foto: Daniel Gibaldi)

Com auditório cheio, alunos e pesquisadores do LBI estiveram presentes no evento que comemorou os 106 anos da descoberta da doença de Chagas (Foto: Daniel Gibaldi)

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