Plantando sementes: Formação Continuada de Professores conclui mais uma etapa presencial com educadores do ensino público de Niterói

Por Rafael Benjamim
Edição e revisão: Danielle Grynszpan

 

Dando sequência à Formação Continuada de Professores do Ensino Fundamental, a equipe do Laboratório de Biologia das Interações/IOC/Fiocruz esteve na Escola Municipal Levi Carneiro, em Niterói, no dia 13 de julho. Foi mais uma etapa do processo de Formação de Professores, integrada ao Projeto “Por uma educação científica contextualizada e a favor da cidadania: sala-ambiente, metodologia investigativa e interdisciplinaridade com base em temas transversais”.

Com apoio da FAPERJ, a equipe realizou mais esta formação presencial em 2016, em Niterói, da qual participaram 22 profissionais educadores, além de cinco professorandos, estudantes do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (IEPIC), duas alunas de graduação em Biologia e quatro professores engajados na equipe do projeto.

Eles fizeram o acompanhamento dos educadores envolvidos na formação, através de observações e anotações de campo que vão contribuir para associar a prática educativa à pesquisa etnográfica, característica fundamental de nosso trabalho no Programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa.

O planejamento da prática

Antes mesmo do encontro, no dia 13 de julho, a equipe FIOCRUZ já estava vivenciando o processo educacional proposto pela metodologia do Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa”. Foram realizadas reuniões de preparação do roteiro investigativo, desta vez voltados ao tema “Ciclo de Vida e Biodiversidade”, levando-se em conta o  contexto socioambiental.

Além do cuidado com o conhecimento, por meio do roteiro investigativo, foram desenvolvidas estratégias metodológicas voltadas ao desenvolvimento social do grupo participante, com uma maior interação entre profissionais da escola.

Na sala-ambiente cada professor recebeu um crachá e, então, procurava seus pares de acordo com a Identificação encontrada, o que proporcionou a diversidade também na composição dos grupos de trabalho. A forma dos crachás, como folhas de árvore, faziam alusão à temática. A possibilidade de trocas entre pares diferentes favoreceu  o respeito à diversidade de contribuições e as opiniões divergentes.

“As sementes sempre originam plantas?”

Esta etapa da formação continuada, começou, como sempre, com uma pergunta-desafio. Durante a atividade, os educadores foram orientados pela coordenadora Danielle Grynszpan, que os estimulou a elaborar e registrar suas hipóteses,  testar suas ideias e debate-las com os colegas. Cada etapa (individual, pequenos grupos e do coletivo da turma) foi vivenciada para que os professores pudessem sentir a importância de cada uma delas na abordagem investigativa.

Após a exploração do tema, provocada pela última pergunta-desafio, todos os educadores foram convidados a dar continuidade ao processo de investigação, com o acompanhamento dos experimentos com as sementes. Com os alunos, eles deveriam  acompanhar o desenvolvimento das sementes em diferentes situações, além do estímulo aos registros sob forma de anotações e fotografias, para compartilhar no espaço virtual “sala dos educadores”.

A expectativa é que as observações e os debates sigam no ambiente virtual, com base nos diferentes pontos de vista e diversas respostas que serão propostas às questões relacionadas às situações investigadas.

Mãos na Massa, com curiosidade e reflexão, para interpretar as situações observadas! Os educadores formando os cidadãos – para as conquistas do conhecimento e medalhas de qualidade de vida!

Equipe Fiocruz, estagiários, professorandos e educadores da Educação pública de Niterói ao final da 3ª formação presencial de professores do projeto “Por uma educação científica contextualizada e a favor da cidadania: sala-ambiente, metodologia investigativa e interdisciplinaridade com base em temas transversais”

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