V Seminário Nacional ABC na Educação Científica

Durante dois dias, professores da rede estadual de diversas regiões participam do V Seminário Nacional ABC na Educação Científica, promovido pela Academia Brasileira de Ciências, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação. O tema central é “Difusão e educação científicas no próximo milênio – a cultura científica no Brasil e no mundo”. A abertura aconteceu nesta sexta-feira (30/11), no Planetário da Gávea, Zona Sul do Rio.

O seminário é uma das etapas do Projeto “ABC na Educação Científica – Mão na Massa”, que é um movimento em prol da compreensão das ciências, com base em desafios do cotidiano.

Para o coordenador da Academia de Ciências, Diógenes de Almeida Campos, é necessário começar o ensino científico logo nos anos iniciais de escolaridade.

- É importante atingir os estudantes desde o Ensino Fundamental, sem descuidar dos demais. Neste seminário, vamos podemos discutir as experiências desenvolvidas no âmbito do programa e o ensino de ciências baseado na investigação.

Para a diretora-geral de Programas e Projetos da Superintendência Pedagógica da SEEDUC, Magda Sayão, os jovens devem ser instigados a conhecer o mundo que os cerca.

- Com esse programa, estamos oportunizando aos professores da nossa rede um trabalho que tem o diferencial de despertar nos estudantes a curiosidade pela ciência aliada à tecnologia – disse.

Danielle Grynszpan, coordenadora do projeto “ABC na Educação Científica” e pesquisadora do Setor de Alfabetismo Científico da Fundação Oswaldo Cruz, classificou o Mão na Massa como um ‘projeto vivo’.

- Os professores criaram uma rede de interesses e de relacionamento, onde um ‘alimenta’ o outro com suas experiências – contou, comemorando a criação do Centro de Educação e Cultura Científica e Ambiental, em Campo Grande.

Também participaram do encontro Lia Faria, da Uerj; Françoise Chambeau, adida de Cooperação para a Língua Francesa; Ricardo Latgé, da Petrobrás; Mônica Vilar, da Fiocruz e Roseni Lopes, da Estação Ciências.

O V Seminário Nacional ABC na Educação Científica teve o patrocínio da Petrobrás, como apoio do Consulado Geral da França, da IANAS (Rede Interamericana de Academias de Ciências) e do Ministério da Ciência e Tecnologia (CNPQ e FINEP).

A renovação das propostas educacionais e a formação de profissionais; o impacto das formas contemporâneas de comunicação e tecnologias de informação e futuros cenários do processo de alfabetização em ciência e tecnologia são alguns dos assuntos propostos durante os painéis.

Experiências nas escolas

No ano passado, foi lançada uma pergunta aos alunos “De onde vem a água que bebemos no nosso bairro?”. A partir daí, todos iniciaram uma intensa pesquisa, partindo do Parque Estadual da Pedra Branca, que fica nas proximidades do colégio.

Na localidade, poucos sabiam que o parque abriga a maior floresta urbana do mundo. Nosso trabalho foi levar informação e conscientização para a comunidade – conta Ana Cristina, que desenvolve há cerca de 10 anos iniciativas na área ambiental, como o Fórum Ambiental do Rio da Prata.

O professor Jackson, de Química, aceitou o desafio e começou um trabalho de monitoramento da qualidade da água nas nascentes do parque.

- Usamos uma metodologia diferenciada e investigativa no ensino das ciências – destacou.

Desde 2005 no projeto, a professora de Ciências Físicas e da Natureza, do Curso Normal, trabalha o corpo aliado a questões ambientais. Em parceria com professores de Práticas Pedagógicas, as normalistas levam o conhecimento para os estágios.

- Uma das ações foi sobre o reaproveitamento do lixo. Chegamos a participar de um seminário em São Paulo.

A paixão pelo projeto virou tese de mestrado dessa educadora. Desde 2001 envolvida no Mão na Massa, Sandra já percorreu os municípios de Santo Antônio de Pádua, Itaocara, Aperibé, no interior do estado, e até Pirapitinga, em Minas Gerais, e tem muitas experiências para contar.

Além de trabalhar com professores, também desenvolvo materiais para a prática de ciência com alunos do Instituto Superior de Educação, da Faetec, na minha região. Sinto orgulho de já ter levado alunos do 6º ano à Conferência Mundial de Educação Ambiental, realizada no Rio, porque eles explicaram para cientistas e educadores como gostariam de aprender.

Os estudantes do Instituto criaram kits para experiências com poucos materiais. No “Brincando de Fazer Fumaça”, basta conseguir uma caixa de fósforos, álcool e pires; no “Vulcão de Levedura”, é preciso fermento biológico em pó, água oxigenada, detergente e corante de alimento.

Segundo Ângela, quanto mais cedo os conceitos são trabalhados, melhor. Na Fundação, a Educação Científica atende a crianças de 0 a 6 anos e participam de todas as campanhas promovidas de forma prática, sob a coordenação de pesquisadores.

- A creche é lugar de cuidar e educar indissociavelmente As crianças se tornam mais críticas, com uma atitude investigativa que eles levam para o resto da vida. Trabalho com filhos de pesquisadores e cientistas, que fazem parte desse universo – ressaltou a professora, que faz tese de doutorado em Ciência e Saúde na Educação Infantil.

Confira a programação de amanhã:

31/10 (sábado)

9:00 – 10:30

A experiência do Programa ABC na Educação Científica

Coordenador: Diogenes Campos

Danielle Grynszpan (Fiocruz/SEEDUC-RJ)

Ernst Hamburger (Estação Ciência)

Evandro Passos (UFV – Viçosa/MG)

Dietrich Schiel / Angelina Sofia Orlandi (CDCC-USP)

 

10:30 – 10:45 coffee break

10:45 – 13:15

A experiência do Programa ABC na Educação Científica

Icléa Maso (OAF / UNICA / BA)

Lenir Abreu (UFBA /UNIJORGE / BA)

Anadir Vendruscolo (UNERJ / SC)

Carlos Wagner Araújo (Espaço Ciência e Cultura, UNIVASF – PE/BA)

David Morato (Espaço Ciência SECTMA / PE)

Ana Paula da Silva (Espaço Ciência SECTMA / PE)

 

13:15 – 13:30

Apresentação cultura científica SEEDUC/RJ

13:30 – 15:00 almoço

15:00 – 19:00

Sessão de Pôsteres, com trabalhos dos educadores participantes.

Prêmios culturais serão dados aos melhores trabalhos.

Danielle Grynszpan

 

15:00 – 16:45

Sessão de Poster I – 35 trabalhos

16:45 – 17:15 coffee break

17:15 – 19:00

Sessão de Poster II – 35 trabalhos

19:00

Sessão Plenária e Encerramento Solene com apresentação cultural SEEDUC/RJ

Auditório da cúpula do Planetário
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