Educação, Saúde, Ambiente

Data 17/07/2017

FEBRE AMARELA: POR QUE SE VACINAR É IMPORTANTE?
Por Rafael Benjamim e Danielle Grynszpan
Revisão e edição: Danielle Grynszpan

No final de 2016 assistimos à reemergência da febre amarela, doença que já havia sido controlada no passado. De acordo com o último boletim do site do Ministério da Saúde, publicado em 31 de maio de 2017, os dados epidemiológicos assinalaram os primeiros casos de febre amarela em grandes centros urbanos como em Vitória, no Espírito Santo. De acordo com a mesma fonte, foram 3240 notificações no país até a data da publicação, dentre elas 792 confirmadas e 519 ainda em investigação. Até aquele momento, 274 pessoas já tinham falecido no país, em decorrência da doença, além de 37 casos que ainda estavam sendo investigados na ocasião.

Esta reemergência da febre amarela exigiu um esforço imediato do sistema de saúde, para fazer face ao quadro epidêmico. Iniciou-se uma campanha de vacinação em municípios limítrofes aos que apresentaram casos da doença. A ideia era fazer uma “barreira que isolasse” os grandes centros urbanos, na hipótese de que se pudesse evitar a entrada do vírus, por meio da propagação urbana através dos vetores: os mosquitos da espécie Aedes aegypti. No entanto, no Estado do Rio de Janeiro, foram notificados e confirmados casos de febre amarela na Região dos Lagos e em municípios vizinhos à capital, como Niterói e São Gonçalo. Assim, como a estratégia de “barreira geográfica” se mostrou insuficiente pela própria dinâmica de circulação de pessoas, os especialistas se viram obrigados a repensar a estratégia de vacinação e decidiu-se recomendar, às autoridades, uma ampliação do acesso à vacinação como prevenção à doença.

Passados já sete meses do reaparecimento da febre amarela, muitas pessoas ainda não tomaram a vacina. Na última semana, o Estado do Rio de Janeiro foi incluído na área de recomendação pelo Ministério da Saúde. Foi indicada a imunização total da população, à exceção de crianças até 6 meses e pessoas acima de 60 anos – sendo que estas últimas podem e devem se vacinar, desde que levem um atestado de saúde com autorização médica. Esta medida de cobertura total da população indica a importância de se vacinar em decorrência do perigo que a febre amarela representa para a saúde, mas falta reforçar a percepção do risco entre com as pessoas que, passado o alarme epidêmico, tendem a se despreocupar e não comparecem aos postos de vacinação. A meta é que 12 milhões de pessoas estejam vacinadas até o final de 2017. As doses da vacina são gratuitas e já estão disponíveis nos Centros Municipais de Saúde (CMS). Estima-se que apenas a metade da população fluminense, cerca de 6 milhões de pessoas, já tenha sido imunizada em todo o Estado do Rio de Janeiro. E você, já foi?

Por que vacinar é a solução?

O método mais eficaz contra uma propagação maior da febre amarela na população é a imunização, por meio da vacina. Caso uma pessoa não tome a vacina e seja infectada pelo vírus, torna-se uma fonte de disseminação da doença porque pode ser picada por mosquitos do tipo Aedes aegypti. Assim, a doença se alastra e o risco de proliferação da febre amarela aumenta. Por este motivo a vacinação é a solução para a prevenção.

Ciclo urbano da febre amarela: um problema de percepção pública

Até agora, a maioria dos casos notificados de febre amarela parece ter origem silvestre – quando pessoas são infectadas ao entrarem em contato com o vírus em zonas rurais ou locais próximos de matas, através da picada de mosquitos silvestres infectados, como o Haemagogus leucocelaenus ou Sabethes albiprivus. No entanto, uma pesquisa realizada no Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, em parceria com o Instituto Pasteur, de Paris, alerta para a elevado potencial de transmissão do vírus da febre amarela pelas espécies urbanas Aedes aegypti e Aedes albopictus. A pesquisa foi publicada no dia 7 de julho, na revista Scientific Reports. Há diferentes linhagens do vírus, que está em constante transformação, além da diversidade das populações de mosquitos. A pesquisa apontou a alta chance de transmissão dos vírus pelos insetos do Rio de Janeiro e de Manaus. Segundo o pesquisador da Fiocruz responsável pelo estudo, o biólogo e entomologista Ricardo Lourenço, a transmissão urbana já pode estar acontecendo sem ser identificada.

Biodiversidade e Saúde: uma relação a ser compreendida

Diante de casos de extermínio de macacos, possíveis portadores de febre amarela, é fundamental a compreensão da importância da conservação dos ecossistemas. Para entender bem a posição dos macacos como sentinelas da doença, leia o artigo Febre amarela e Saúde: questões entre Sociedade e Biodiversidade (p. 6-12). Clique e confira!

 

Data 13/02/2017

FEBRE AMARELA E SAÚDE: QUESTÕES ENTRE SOCIEDADE E BIODIVERSIDADE

Educação e a percepção do risco à saúde: cenários e estratégias sustentáveis

Por Danielle Grynszpan

Como minorar a transmissão da febre amarela? A orientação para nortear os procedimentos sobre o que fazer diante de uma situação depende de dados oferecidos por um trabalho sistemático de vigilância ambiental e em saúde. Um serviço ativo e eficiente de vigilância, com registro sistemático sobre a morte de macacos e envio de materiais coletados adequadamente para os laboratórios de referência, permitiria a prevenção com a antecedência necessária  -  e a promoção da saúde!

Assim, a vigilância da situação entre primatas não humanos é uma ferramenta que tem sido utilizada desde 1999 no Brasil – e que passou a ser considerada de relevância para a epidemiologia, a partir de 2006. Desta forma, o serviço de vigilância desempenha um papel central na percepção do risco relacionado à febre amarela, uma vez que proporciona a identificação precoce da circulação viral na população de macacos doentes ou mortos.

Na opinião do pesquisador Paulo Sabroza, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca ( ENSP/Fiocruz), estamos assistindo ao adoecimento em muitas populações de humanos – há muitos anos não tivemos tantas notificações relativas à suspeita de febre amarela e mortes nas áreas rurais da Região Sudeste brasileira. Até um determinado momento, inclusive, o quadro era preocupante, mas ainda não se falava em cobertura vacinal ampla – o esforço foi focado, até um certo momento, apenas em pessoas que morassem ou trabalhassem em áreas consideradas de risco. No caso do Estado do Rio de Janeiro, a orientação era vacinar os cidadãos radicados em municípios de fronteira com Minas Gerais, foco original da reemergência da febre amarela, ou quem fosse viajar para a região. A ideia era barrar a expansão da doença por meio de um cinturão vacinado.

Mas o cenário mudou e mostrou que a estratégia não se mostrou satisfatória. As evidências de morte/adoecimento dos macacos se alastraram pelas matas do litoral dos Estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, onde vivem grandes grupos populacionais de macacos (figura que se segue) e há alta densidade demográfica. O quadro se agravou de janeiro a março de 2017 e as autoridades anunciaram uma campanha de vacinação mais abrangente, iniciada desde 25 de março passado no Estado do Rio de Janeiro, para evitar a ocorrência da transmissão urbana da febre amarela pelo Aedes aegypti.

Surtos de doença geram apreensão e medo na população. E vale lembrar que os surtos de várias doenças acontecem porque os problemas de origem persistem: assim, seria bem mais eficaz e menos custoso, seguramente, direcionar um investimento para questões relacionadas à melhoria de condições de vida das populações brasileiras. Ressalta-se, então, que seria muito mais produtivo se os gestores públicos pudessem contar com a ação de profissionais capazes, mediadores do conhecimento científico. Para as populações em risco, seria fundamental a atuação desses educadores, que permitissem às pessoas perceberem a importância de trabalhos desenvolvidos com base nos chamados determinantes socioambientais da saúde.

Educadores, assim, têm importante papel no empoderamento das comunidades – escolares e não escolares. Estes profissionais, mediadores do conhecimento – como é o caso dos professores – têm importância na formação de alunos, em sua possibilidade de percepção dos riscos aos quais são submetidos no dia-a-dia. Outros profissionais podem ter atuação educativa nas comunidades, ampliando a capacidade de compreensão das realidades por meio da atualização de conhecimentos e pelo trabalho transdisciplinar, que pode se originar nas escolas e ultrapassar seus muros. Este trabalho empodera, podendo resultar na concretização do enfoque de temas transversais às disciplinas, permitindo aos alunos e suas famílias uma visão holística da vida, que envolve a compreensão das situações e o enfrentamento das questões do contexto.

Os profissionais da Educação estão convidados a “por a mão na massa”, para agir no sentido de contribuir para minorar os riscos de transmissão da febre amarela e a promoção da saúde e qualidade de vida nas comunidades do entorno escolar. Como? Através de um esforço para valorizar, cada vez mais, o estímulo à perguntas sobre questões que provoquem a curiosidade dos alunos. Sem deixar de lado conceitos curriculares, fomentar o conhecimento, para colaborar para que os cidadãos possam entender, por exemplo, o impacto do desmatamento e a importância do saneamento ambiental (água, esgoto e lixo).

A educação é um determinante social que vai muito além da simples transmissão de informações ou da avaliação pontual de uma prova! O processo educacional pode favorecer a formação de cidadãos críticos, qualificados para interferir em seus contextos no sentido de participar ativamente de ações que evitem os surtos de epidemias. A estratégia mais sustentável é promover a saúde, lutar por melhores condições de vida! Evitar a reemergência de doenças é muito mais eficiente do que agir após sua instalação! Isto significaria, também, evitar a reemergência  de doenças já debeladas anteriormente, como a febre amarela. Sim, podemos!

(Data 07/04/2017)

Febre amarela, ecologia e diversidade genética: discutindo a relação

Por Danielle Grynszpan

Alguns biólogos, pesquisadores de diferentes Estados do Brasil, têm se dedicado a investigar a relação entre surtos de febre amarela e a degradação do meio ambiente. Eles acreditam que, se houvesse um maior cabedal de conhecimento sobre o assunto, a propagação repentina dos vírus poderia ser prevenida ou mitigado seu impacto.

A febre amarela é uma doença que pode atingir, repentinamente, grupos de macacos e/ou seres humanos. Segundo alguns especialistas, valeria investigar algumas situações de desequilíbrio ambiental que pudessem estar favorecendo o aparecimento de surtos de febre amarela. Em janeiro deste ano de 2017, o primatólogo e professor de Zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Sérgio Lucena, afirmou que o surto de febre amarela poderia ser visto como um “fenômeno ecológico”. A ideia é que a intervenção humana possa estar favorecendo o crescimento das populações de mosquitos, também por meio da mortandade de peixes e sapos. Assim, desastres devido à forte interferência em ecossistemas, ou mesmo acidentes, poderiam estar na raiz tanto dos surtos epidêmicos como da reemergência de enfermidades, cujos vetores tenham se proliferado em determinadas situações socioambientais.

O professor de Ecologia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Sérvio Ribeiro, já enfatiza a importância da biodiversidade. Sustenta a hipótese de que há evidências que sugerem que a proliferação dos vírus seria dificultada em ecossistemas que apresentam grande biodiversidade. Sem corredores interligando as matas, o cruzamento entre macacos de diferentes regiões teria sido dificultado. Assim, com a chance mais limitada de cruzamentos, a variabilidade genética acaba por diminuir substancialmente nas populações de macacos. Neste contexto, aumenta a probabilidade de morrerem muitos indivíduos em um surto. Dessa forma, uma questão crucial para o entendimento de questões relacionadas à relação saúde e meio ambiente seria a diminuição da biodiversidade entre os primatas – humanos ou não.

Vetores e a Transmissão da Febre Amarela

Danielle Grynszpan
(Data 22/02/2017)

A febre amarela é provocada por um arbovírus do gênero flavivírus e apresenta dois ciclos de transmissão epidemiologicamente distintos: silvestre e urbano. A pesquisadora Ana Bispo, do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, enfatiza que não há diferença entre os vírus nos dois ciclos, tendo salientado que “o vírus é o mesmo, a doença é uma só”. E quais seriam as diferenças entre os ciclos silvestre e urbano? Basicamente, diferem com relação à localização geográfica, o tipo de hospedeiro e a espécie vetorial.

Assim, do ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico, a doença é a mesma – seja no ciclo silvestre como no urbano. Mas no ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e os vetores da doença são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, dos gêneros Haemagogus e Sabethes (os mais importantes encontrados na América Latina). Neste caso, o homem só se torna hospedeiro por acidente, ao adentrar áreas de mata. Já no ciclo urbano da febre amarela, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos infectados – neste caso, da espécie Aedes aegypti.

O Ministério da Saúde está preocupado com o controle vetorial urbano – na medida em que a febre amarela já havia sido debelada desde a década de 40 do século passado. Seria fundamental que a população percebesse a importância de evitar a proliferação de criadouros de mosquitos em ambientes urbanos! Como ressalta a pesquisadora Goreti Rosa Freitas, do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, “o Aedes se tornou um pet, um mosquito que criamos em nossas casas como animal doméstico”. Por outro lado, também o trânsito de pessoas em turismo ecológico, por exemplo, pode favorecer a propagação da febre amarela urbana. Este cenário pode levar a uma epidemia mais grave ainda, se a infecção ocorrer em uma área que abriga mosquitos e indivíduos não vacinados -  o que aconteceu no Espírito Santo, onde a cobertura vacinal era insatisfatória.

Entre nós o Aedes aegypti é um velho conhecido, por transmitir outras 3 doenças que já acometem as populações brasileiras: Dengue, Zika e Chikungunya. Juntas elas foram responsáveis por 794 mortes em 2016. A Zika, adicionalmente, causou pânico em 2015 por estar relacionada a problemas de formação em fetos, através da infecção de gestantes até o terceiro mês de gravidez, provocando a microcefalia. Por outro lado, a Chikungunya se anuncia como um grande problema neste ano de 2017 – infelizmente, as dores articulares que provoca podem ainda perdurar anos, mesmo após a aparente cura da doença.

Aedes aegypti: 1 vetor e 4 doenças

Além do nosso clima tropical ser favorável à reprodução dos mosquitos, é fundamental o alerta – tanto em escolas como em comunidades – para que todos estejam atentos para evitar as condições de reprodução do mosquito.  Qualquer acúmulo de água a céu aberto pode funcionar como terrenos para incubação de vetores!

Caros leitores – esta postagem é a segunda parte de um material composto de quatro textos. A próxima parte será o texto “Febre Amarela, Desmatamento e Diversidade genética: repensando a relação”. Nele vamos falar sobre a possível relação entre a degradação ambiental e os surtos de febre amarela, a partir da visão de alguns biólogos, pesquisadores da área. Seria possível fazer uma correlação entre aparecimento de doenças erradicadas e eventos ambientais que degradaram recentemente o meio ambiente? Como estimar o impacto de eventos que provocam desequilíbrios e poderiam estar na raiz da reemergência de doenças já debeladas anteriormente?

 

Doenças reemergentes e conservação da biodiversidade

Danielle Grynszpan
(Data 13/02/2017)
O ano 2017 se inicia e o Brasil volta sua atenção para outro problema de saúde: a febre amarela. Mas como e por que uma doença reemerge em nosso país, ameaçando se propagar nos centros urbanos, se já havia sido debelada desde 1942? Fato é que já foram notificados 1.006 casos suspeitos da doença em 2017 – a maior parte (873 casos) em Minas.

A Febre Amarela ressurgiu no meio silvestre, em localidades rurais próximas às matas nas quais os vírus são transmitidos por mosquitos. Quando infectados, os macacos, primatas como nós, adoecem e há muitos casos de morte. Ao adentrar as matas, também os humanos podem ser infectados, levando a doença para fora da localidade onde o ciclo se concentra. Essa é a hipótese mais defendida pela maioria dos especialistas para explicar a ameaça desta enfermidade se propagar nos meios urbanos brasileiros.

Até o momento, já são 256 municípios situados nas chamadas áreas de risco, que perpassam os estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Tocantins Espírito Santo e Rio de Janeiro (Norte fluminense). Nestes dois últimos Estados já se está tratando a situação como emergencial em algumas localidades e procura-se melhorar a cobertura vacinal em busca de evitar a manifestação urbana da febre amarela.

Mapa de risco Febre Amarela (Fonte: Ministério da Saúde)

Uma outra grande preocupação entre os biólogos é a conservação da biodiversidade. Uma notícia de 2009, intitulada “Surto de febre amarela provoca caça ao bugio” denuncia ações de agressão a macacos. É preciso reforçar a informação de forma continua junto à população para evitar essas atitudes equivocadas em períodos de surtos. Os Bugios, macacos também conhecidos por Guaribas, sofrem, novamente, duplo risco de vida. Por um lado, se infectados pelos vírus, os Bugios podem vir a desenvolver a febre amarela silvestre e morrer. Por outro, em épocas de surto da doença, ocorrem registros de violência contra estes primatas do gênero Alouatta, um dos maiores dos trópicos, uma vez que as pessoas relacionam tal mortandade a um maior perigo dos humanos contraírem febre amarela.

Em 2007, um movimento ligado à conservação dos primatas brasileiros já havia denunciado a morte de 150 desses animais em 8 estados brasileiros e, ao mesmo tempo, registrou-se 13 ocorrências de violência contra os bugios durante surtos de febre amarela. O mesmo problema de interpretação da realidade gerou comportamentos violentos reportados em 2009, no Sul do Brasil. Biólogos, preocupados, lançaram uma campanha de esclarecimento intitulada “Proteja seu Anjo da Guarda”, para sensibilizar a população e contribuir para uma mudança na percepção: os macacos não são reservatórios naturais do vírus da febre amarela e não trazem a doença! Sua morte representa apenas um sinal de alerta para a circulação do vírus nos diferentes territórios.

Esta é a primeira parte de um material com quatro textos. Na próxima semana, o texto será “Vetores e a transmissão da Febre Amarela”. Neste texto vamos falar sobre os ciclos da Febre amarela (rural e urbano) e suas diferenças bem como seus respectivos vetores e hospedeiros. Qual a diferença? Qual é o perigo da Febre Amarela em área urbana?

 

Data 16/05/2016

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR: POSSIBILIDADES E DESAFIOS
Por Rafael Benjamim
Edição Danielle Grynszpan
A segunda e mais recente versão do texto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi apresentada pelo MEC no último dia 3 de maio. O novo documento apresenta mudanças sugeridas durante a fase de consulta pública por meio digital que, segundo as autoridades, contou com cerca de 12 milhões de contribuições.

Como documento essencial para a atividade docente, a nova versão da BNCC apresenta “temas integradores” para a Educação Básica, com trabalho interdisciplinar e transdisciplinar a partir de temas do cotidiano dos alunos – abordagem pela qual nós, do Programa “ABC NA EDUCAÇÃO CIENTÍFICA – Mão na Massa”, sempre nos pautamos: ela é mais atraente para os alunos e permite o desenvolvimento da metodologia investigativa pela economia de tempo. Assim, este enfoque contemporâneo proporciona uma relação maior entre a sala de aula e as demandas da sociedade – porém é necessária uma formação que estimule o desenvolvimento deste processo de ensino-aprendizagem baseado em construção compartilhará de conceitos e um conjunto de condições que incentivem o enfrentamento dos desafios da prática da BNCC.

Para ajudar uma reflexão coletiva, oferecemos um fórum virtual para educadores que estejam interessados a interagir, trocar experiências e discutir assuntos atuais pertinentes à área da educação. Ao mesmo tempo, em Niterói estamos realizando um trabalho presencial de formação de professores que, associado ao fórum, resultará em formação continuada. No espaço virtual, chamado “Sala dos Educadores”, os debates propostos são acerca de questões transversais e sobre o contexto, que podem enriquecer sala de aula através de perguntas desafio. Clique no link “Sala dos Educadores” e participe! Há informações sobre os riscos de se contrair dengue, zika e chikungunya e desafios para o nosso grupo de educador@s. É simples se cadastrar para começar participar desse espaço só nosso, para lançar ideias e apresentar dúvidas/ questões.

O Programa “ABC na Educação científica – Mão na Massa” prioriza a interação social e inclusão de tod@s estudantes! A partir de perguntas-desafio,  estimulamos a colaboração, o respeito às diferenças e, ao mesmo tempo, ajudamos no desenvolvimento de habilidades que, de acordo também com a BNCC, são fundamentais para a formação dos alunos. Mãos na Massa!

 

Data 15/04/2016

CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE DENGUE, CHIKUNGUNYA E ZIKA, OS 3 PRINCIPAIS VÍRUS TRANSMITIDOS PELO Aedes aegypti
Por Rafael Benjamim
Edição e revisão Danielle Grynszpan
O Brasil tem registrado números alarmantes de 3 doenças ligadas ao mesmo vetor: Dengue, Chikungunya e Zika. Em 2015, infelizmente, batemos recorde de infecções por Dengue (1,59 milhão de casos). O governo federal reagiu com um conjunto de ações, dentre elas uma que é primordial: a sensibilização da população quanto ao perigo causado pelo desequilíbrio ambiental, que contribui para a proliferação exagerada dos mosquitos Aedes e provoca a ampliação dos casos de Dengue, Chicungunya e Zika pelo país.

Para resolução do problema, seria desejável que todos estivessem a par sobre o assunto. Para começo de conversa, conhecer as formas de manifestação das 3 doenças –  Zika, Dengue e Chikungunya .

Zika, Chikungunya e Dengue: como diferenciar?

Dengue, Chikungunya e Zika são doenças transmitidas pelo mesmo vetor: o mosquitoAedes aegypti. A similaridade clínica causa confusões entre pacientes na hora de fazer a primeira identificação e ainda não há um método clínico para fazer um diagnóstico preciso. Então, quais os sinais que podem ajudar a saber qual é a infecção?

Chikungunya:

Segundo o Ministério da Saúde, a principal manifestação clínica de Chikungunya é a dor nas articulações, clinicamente chamada artralgia. Sua manifestação pode aparecer em todas as articulações, especialmente as dos pés, mãos, tornozelos e pulsos. O sintoma se manifesta pelo desenvolvimento de um processo inflamatório nos locais, que pode ser acompanhado de rigidez. As dores físicas são intensas e provocam redução da produtividade e da qualidade de vida. O tratamento é fundamental para evitar que as dores persistam por longo tempo (meses ou, até mesmo, ano) em pacientes com idades mais avançadas.

Dengue:

Na Dengue a febre é, geralmente, mais forte e um dos primeiros sintomas a aparecer. Os sintomas dessa doença aparecem entre o terceiro e o 15º dia, após a vítima ser picada. Além disso ela possui variações, sendo a pior delas a Dengue hemorrágica que pode levar a óbito. Neste caso os principais sintomas são o aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (principalmente pelo nariz e nas gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes.

Zika:

A Zika se caracteriza pelo aparecimento de exantema (vermelhidão pelo corpo) – sintoma quase sempre presente, manifestando-se nas primeiras 24h pós infecção. Além disso o paciente pode ter febre contínua.

A grande preocupação com o Zika é sua relação com a microcefalia congênita, que acontece quando um bebê, na fase gestativa, é infectado pelo vírus através da mãe.

Microcefalia é uma anomalia em que o Perímetro Cefálico (PC) é menor que dois centímetros em relação a referência para o sexo da criança (XX para meninos e XX para meninas). É importante também ressaltar que a microcefalia não é transmissível. Sua ocorrência está relacionada à exposição a fatores biológicos, químicos, físicos e genéticos durante a formação dos embriões. (Fiocruz)

O quadro abaixo, divulgado pela Agência Fiocruz, resume as características e as frequências dos sintomas em cada uma das doenças provocadas pelo Aedes aegypti:


SABEMOS QUE HÁ INVESTIMENTO PARA RESOLVER O PROBLEMA DA DENGUE, MAS SERÁ QUE OS MÉTODOS UTILIZADOS ESTÃO SENDO REALMENTE EFICAZES?

Em 2002, o governo federal implantou o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD). Desde então, bilhões de reais foram investidos anualmente para a realização de trabalhos de prevenção e promoção da saúde, conscientização e mobilização social para trabalhar o enfrentamento deste problema de saúde pública no país.

Na época em que o plano começou havia uma preocupação com o número de casos de Dengue registrados em 2002 (305 mil) e uma das metas era reduzir esse número em 50%, em 2003, e gradativamente, em 25%, a cada ano.

Em 2003 o número caiu para 152 mil casos, mas isso não significou que a plano de ação tenha sido o responsável pela redução. Hoje a meta inicial, de reduzir 25% a cada ano, ficou para trás. Os números ligados a infecções por Dengue variam anualmente e dependem de uma série de fatores ambientais que envolvem, por exemplo, saneamento básico e educação. Hoje o país continua convivendo com o vetor dessas 3 doenças se reproduzindo descontroladamente, com capacidade de transmitir três tipos de vírus diferentes.

Pesquisas revelam que o país gasta, em média, 1,2 bilhão de reais por ano em ações contra a dengue.  Grande parte deste gasto se concentrou em ações de combate ao mosquito em sua fase adulta, especialmente em períodos de alta ocorrência da doença. É uma ação que se considerarmos o ciclo, soa como enxugar gelo.

Ações pontuais, que tentam “exterminar” os mosquitos vetores em sua fase adulta acabam gerando gastos elevados – é o caso de estratégias com base no fumacê, por exemplo, que polui o ambiente e não resolve a causa do problema. Só no ano de 2008 foram gastos 20 milhões de reais com inseticidas. As pessoas matam o mosquito, mas os ovos e larvas seguem seu ciclo nos milhares de focos espalhados. É ou não é enxugar gelo?

O PNCD também tem prevê investimentos na prevenção, conscientização e mobilização social. A população precisa entender e perceber as causas do problema. Entender que o mosquito tem um ciclo, que ele não nasce para causar doenças e morte de forma deliberada.

Tornar o Aedes um “inimigo público” com frases como “xô Dengue” ou “Todos contra o mosquito” tiram a atenção para a possibilidade de tratar as causas ligadas à transmissão da doença, ligadas aos determinantes socioambientais da saúde. A população precisa estar empoderada por meio de, por exemplo, educação de qualidade. Afinal, como proceder para fazer face aos problemas de saúde causados por questões de desequilíbrio socioambiental?

Educação e Saneamento Ambiental!

No caso do Aedes aegypti, qualquer recipiente que acumule água é potencial foco de proliferação. E não adianta apenas tirar a água, é preciso cuidar para que na próxima chuva o local não acumule água novamente. Os ovos são resistentes e podem permanecer no local por meses, basta uma nova chuva e, ao entrarem em contato com a água, continuarão o ciclo. Para fazer a população entender e perceber o perigo o trabalho não pode ser apenas pontual e superficial, tratando apenas de “exterminar” o mosquito. Programas de educação de longo prazo podem ser fundamentais para que a população compreenda as causas e os riscos.

A ideia não é, e nem pode ser, levar a espécie à extinção, como aparentam as campanhas como “Todos contra o mosquito”. Nosso ambiente é tropical, com chuvas e altas temperaturas, cenário que favorece a reprodução das espécies vetoras. É preciso agir no sentido de inibir essa super-reprodução do Aedes e, assim, resgatar o equilíbrio socioambiental, evitando, consequentemente, epidemias causadas pela transmissão desenfreada das doenças que os insetos transportam.

SALA DE EDUCADORES

 

Data 10/04/2015

SEMANA DA SAÚDE – DÁ PARA COMEMORAR?

Determinantes sociais da saúde:  SANEAMENTO AMBIENTAL para todos!

Por Rafael Benjamim
Edição Danielle Grynszpan
Os dados de saneamento básico no Brasil não são satisfatórios. Segundo dados do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto de 2013, documento produzido pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), em uma pesquisa feita com 154,7 milhões de brasileiros, apenas 49,6% possui coleta de esgoto e só 39% têm esgoto tratado. Ainda de acordo com o documento, apenas São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal possuem um índice médio de atendimento urbano de coleta de esgoto acima de 70%. Outros Estados como Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Brasília e Bahia, possuem um atendimento entre 40% e 70%. Nos demais Estados, o  atendimento de rede de coleta de esgoto urbana atinge índices abaixo de 40% em média.

Outro dado importante é da distribuição e tratamento de água. De acordo com a mesma fonte,  82,5% de um total de 165, 7 milhões de brasileiros recebe atendimento da rede de atendimento urbano de água. Se em 18 Estados e no Distrito Federal há atendimento superior a 90% , em três Estados a média é inferior a 40%.

Outro problema muito comum nos centros urbanos é o serviço de coleta de lixo. Com base em uma pesquisa realizada em 2013, com 84,3% da população urbana do país, os resultados mostram uma situação de desigualdade sobre a abrangência do serviço de coleta de lixo na região Sudeste. A média na região é 99,1%, o que seria ótimo – se ela fosse representativa da população… O problema é que o atendimento varia entre um alcance baixíssimo do serviço (28,1%) em alguns lugares a outros nos quais o atendimento é integral (100%). Assim, a média mascara situações de extrema deficiência do atendimento!

Atenção: os maiores percentuais de esgotamento inadequado, por exemplo, correspondem às maiores taxas de hospitalização por diarreias – o que pode elevar a taxa de mortalidade entre crianças de até 5 anos, consideradas mais vulneráveis.

Trabalhar para alcançar a equidade em saneamento ambiental: serviços sistemáticos de oferta de esgoto, água e lixo fazem parte de uma estratégia em prol da promoção da saúde!

Mais investimento na educação pode promover mais saúde e menos na doença

É importante salientar que, investir no saneamento ambiental é investir na saúde e na qualidade de vida. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê a destinação de verbas para implantação de obras de saneamento básico e ambiental no Brasil. Os recursos investidos neste sentido somam R$85,7 bilhões, segundo o Ministério das Cidades. Contudo, dados recentes apontam que, das obras previstas neste processo de universalização da rede de esgoto no país, 17% estão paralisadas, 29,94% atrasadas e 10,59% ainda não começaram. Enquanto isso, vamos desperdiçando tempo e dinheiro com internações, sobrecarregando o Sistema Único de Saúde (SUS) e, infelizmente, aumentando a morbidade a mortalidade em nosso país. A Educação é um importante determinante social da saúde! Ela proporciona o enfrentamento dos problemas locais de maneira sábia e construtiva, com a mobilização social pelo saneamento ambiental baseada no exercício da cidadania. Mão na Massa!

 

Data 23/03/2015

Riscar no Quadro o Risco de Dengue: investimento em educação e trabalho de gestão a longo prazo podem ser a solução
Por Rafael Benjamim
Edição Danielle Grynszpan
O Ministério da Saúde desenvolve o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) desde 2002. Este trabalho tem sido empreendido, também, no sentido de desenvolver metodologias para fornecer dados em tempo hábil e, a partir delas, estruturar ações específicas para aumentar a eficácia do combate ao Aedes Aegypti. O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) é um exemplo de metodologia, que foi aplicada em municípios com mais de 100 mil habitantes, próximos à região metropolitana e com grande atividade turística.

Com o objetivo de mapear os locais de altos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti e, assim, alertar sobre o perigo relacionados a ocasionar epidemias da doença, o LIRAa já contribuiu para registrar um aumento de 162% de casos de dengue em relação ao mesmo período de 2014. Um novo mapa da dengue mostra que 340 municípios brasileiros estão em situação de risco para a ocorrência de epidemias e 877 estão em alerta. A pesquisa foi realizada entre 1 de janeiro e 7 de março deste ano e, de acordo com o documento, envolveu 1844 municípios em todo o Brasil.

O estudo mostra que houve uma alta de 385 no número de municípios participantes. Levando-se em conta a adesão desses novos municípios, parece ter havido uma redução 47% no número de casos em relação a 2013, quando foram registradas 425.165 ocorrências. Será que isto poderia indicar que o trabalho realizado em torno do combate à doença e da conscientização da população estaria minimizando os riscos da doença?

ATENÇÃO: os indicadores numéricos podem indicar conquistas, porém também acobertar problemas! Ações pontuais ocasionalmente funcionam, mas não resolvem – podem até produzir consequências como reincidência das doenças ou sua intensificação! Para atingir bons números em indicadores com a metodologia LIRAa é preciso um trabalho de gestão a longo prazo, com investimento nos determinantes sociais da saúde, como a educação e o saneamento ambiental.

Saneamento ambiental é cuidar do saneamento básico e ir além, incluindo a questão do lixo. Baldes, pneus, caixas d’água, pratos de plantas e outros recipientes que podem armazenar água limpa, são apontados como principais focos de proliferação do mosquito da dengue. No interior de São Paulo há pesquisadores que estão encontrando focos de mosquitos transmissores em outros locais antes tidos como incompatíveis, como latas de tinta com água, tambores de lixo e material descartado em locais com água corrente.

Se quiser conhecer o trabalho realizado em escala nacional, acesse:

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/noticias-svs/17036-dengue-liraa-aponta-340-municipios-em-situacao-de-risco

 

Data 13/03/2015

DA CRISE HÍDRICA À ENERGÉTICA
Por Rafael Benjamim
Edição Danielle Grynszpan
A crise hídrica está a pleno vapor e fez ressurgir discussões em torno do consumo e uso geral da água.   Este tem sido o principal assunto em rodas de conversas: a questão do acesso à água é “democrático” – estamos todos sentindo o que antes não era percebido, no Brasil, como um problema-chave.

Sempre fomos vistos como um país rico em quantidade de água potável. Reconhecidos mundialmente pela extensão da rede aquífera, construímos uma imagem de que aqui há água e sempre haverá. Haveria água suficiente para girar – sem cessar e para sempre – enormes turbinas das usinas hidroelétricas, uma das principais fontes energéticas no Brasil, responsável por cerca de 75% da energia que consumimos. Só que hoje o Sudeste enfrenta problemas tão graves de falta de água e, agora, estamos precisando lidar com uma estiagem sem precedentes, que faz secar os reservatórios ou mesmo chegar em seu “volume morto”. Todos estamos “no mesmo barco e naufragando”. Segundo os especialistas, a crise deve se estender – preveem que a tensão em torno do uso da água não acabará no curto prazo.

As últimas medidas do governo em relação ao uso de energia elétrica têm o tom do problema que o país está sofrendo. Se antes houve a adoção de medidas para baratear em cerca de 20% o valor da energia aos consumidores, atualmente está ocorrendo uma transferência do “risco hidrológico” aos consumidores.

Por outro lado, como as hidrelétricas não conseguiram produzir toda a energia que se comprometeram a entregar – devido à queda no nível de armazenamento de água de seus reservatórios – houve a necessidade de se recorrer a outras fontes de produção de energia: as termoelétricas. Assim, a crise hídrica se tornou uma crise energética:  além de precisar onerar o custo de energia com esta fonte mais cara (a energia térmica é muito mais cara), por vezes também é necessário importar.

Adicionalmente, todos temos sentido ambas as crises, hídrica e energética, no bolso: o repasse aos consumidores já elevou o custo da luz em cerca de 23,4% e a tendência é subir mais até o final do ano.

SINAL DE CRISE: VERDE, VERMELHO E AMARELO

Nesta direção, em janeiro de 2015, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fixou também uma taxa extra, medida através do Sistema de Bandeiras Tarifárias. Esta taxa varia entre as cores verde, amarelo e vermelho e indica as condições de geração energética nas usinas do país – verde, amarelo, e vermelho, de acordo com a situação contextual. Quando há crise hídrica, as termoelétricas são a alternativa (clique no link para saber mais sobre produção de energia em termoelétricas).

Em março houve um novo ajuste no valor das tarifas amarela e vermelha, que já estão em vigor. A amarela teve um aumento de 66% e a vermelha 88%, como indica a tabela abaixo:

* Lembramos que a tarifa varia de acordo com as condições de produção de energia.

No final do ano passado profissionais do setor energético previram alta de 25% do valor da energia para o último trimestre deste ano. Entretanto, estudos do Banco Central estimam que a alta deve ficar em 38% até dezembro de 2015.

A explicação para esta alta no preço tem, especialmente, três motivos: o primeiro é um repasse de 22,06 bilhões de reais para o fundo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE); o segundo é a utilização da energia produzida por termoelétricas, cujo processo de geração é bem mais caro que as hidroelétricas; e o terceiro é o uso da energia produzida em Itaipu, cujo valor é cobrado em dólar (moeda que em janeiro e fevereiro já registrou alta de 8,5%), por se tratar de uma usina administrada por empresa binacional (Brasil e Paraguai).

Quanto ao valor cobrado nas tarifas, levando em consideração que no período está vigorando a bandeira vermelha, significa que, se o consumo de uma casa em fevereiro chegar a 200 kWh, a conta terá um acréscimo de R$ 11,00 além da cobrança normal de consumo. No site da Copel, uma distribuidora de energia do Paraná, há um gráfico que apresenta o percentual de consumo de cada tipo de aparelho – por exemplo, nota-se abaixo que a geladeira, chuveiro elétrico e lâmpadas são os que mais consomem.

 

Fonte: Site COPEL

A política de crescimento, com incentivos ao consumo de bens através da abertura de linha de crédito para estimular a procura por eletroeletrônicos, contrasta com a atual situação energética do país. Em virtude disso, houve um aumento da demanda da população por energia. Assim, a demanda se tornou insustentável – situação agravada pela crise hídrica. Na verdade, são vários os fatores que contribuem para a conjuntura atual: a falta de investimento em infraestrutura das redes de captação, a carência na distribuição de água e luz, o crescimento demográfico, a inclusão eletrônica e a falta de chuvas, são fatores que contribuem às crises hídrica e energética.  Assinalamos para a necessidade de entendimento das origens da crise hídrica – mas isto fica para a próxima matéria…

FIQUE “LIGADO”!

Na próxima terça-feira (17), às 11h, o Canal Saúde, da Fiocruz, exibirá no programa Sala dos Convidados, um debate ao vivo sobre a falta de água e energia no país. “O programa vai discutir as causas e as consequências dessa crise para a população e sua saúde, as possíveis saídas e os fatores que permitiram que se chegasse ao ponto em que se chegou.”.

Clique no link acima e acompanhe a discussão. Se for cadastrado, acesse a Sala dos Professores e compartilhe conosco sua opinião.

 

Data 20/02/2015

A CRISE HÍDRICA NO BRASIL

Por Rafael Benjamim
Edição Danielle Grynszpan

Em 2015 a crise continua e se agrava

Enquanto a chuva não vem na região sudeste – pelo menos não tanto quanto necessário, os principais rios e reservatórios que abastecem a região secam. Ao passo que o problema climático se estabeleceu, as polêmicas em torno da distribuição de recursos hídricos – que cada vez mais tem menos capacidade de atender as demandas – se instalaram na realidade da política e da população brasileira.

Após quase 6 meses depois do embate em torno da vazão de reservatórios que utilizam água do rio Paraíba do Sul, principal rio do Sudeste, que corta os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a crise hídrica continua. Em janeiro dois importantes reservatórios, que abastecem mais de 15 milhões de pessoas nesta região, entraram em reserva técnica, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O Reservatório de Paraibuna começou a usar o volume de água reserva (chamado também de volume morto) e com isto o volume de água do Reservatório de Santa Branca, que recebe água do Paraibuna, também passou a utilizar a água reserva. Este volume de água fica acumulado nas represas abaixo do nível das comportas que liberam água para geração de energia pelas turbinas. A Light opera uma hidroelétrica em Santa Clara e, na ocasião, teve que desligar as turbinas. Com isso os 56 megawats de capacidade de produção energética deixaram de ser gerados.

Estes reservatórios além de ficarem em usinas hidroelétricas que geram energia, também são responsáveis por armazenar água que alimenta a vazão do rio Paraíba do Sul, principal rio da região sudeste. Ainda restam dois reservatórios que ficam mais abaixo do rio, o de Jaguari também em São Paulo e o de Funil, que fica no Rio de Janeiro, ambos, em janeiro, com respectivamente 1,72% e 3,75% da capacidade. Parece que a crise que já se consolidou em São Paulo, pode representar um risco para o Rio de Janeiro.

São Paulo x Rio = água para todos

Em agosto de 2014 mais um capítulo desta história teve início: à época o governo de São Paulo decidiu diminuir unilateralmente a vazão da hidrelétrica do Rio Jaguari – afluente do Paraíba do Sul, principal manancial de abastecimento do Estado do Rio de Janeiro. Na ocasião a decisão foi na contramão de recentes negociações que, inclusive, já contavam com um fórum formado pelos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, mediado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Governo Federal, com a finalidade de discutir a crise e propor soluções técnicas em torno da utilização das águas do Paraíba do Sul.

Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) diminuir a vazão do Rio Jaguari poderia causar um colapso no abastecimento de cidades dos Estados do Rio e de São Paulo, que dependem da bacia do Paraíba do Sul: cerca de 12 milhões de pessoas. Do ponto de vista econômico, poderia ser uma catástrofe, já que esta região possui o maior parque industrial brasileiro e acumula quase metade do PIB do país em produção.

Fonte: http://www.estadao.com.br/fotos/2014.3.20_-_artecanta.jpg

 

É comum pensar que o problema da falta d’água decorre da ausência de chuvas na região, mas pesquisadores e especialistas afirmam que a falta de planejamento e falta de ação dos gestores foram fatores determinantes para que a situação chegasse a este ponto. O Estado de São Paulo há muito já dispunha de informação para prever o que acontece hoje. Ou seja, não é só a falta de água o motivo da crise, mas também e principalmente a má utilização e administração dos recursos hídricos, como afirmou em um trecho da entrevista disponível no site GGN Paulo Canedo, pesquisador da COPPE/UFRJ.

“Em 2003 tivemos uma aguda crise no [sistema] Paraíba do Sul [que atende São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais]. A ANA tomou cuidado no princípio do ano de colocar seus técnicos junto com os dos três estados para acompanhar a evolução gradativa da crise que se desdobrava. Foi uma experiência inesquecível, porque todos nos reunimos a cada semana para discutir o que fazer”.

Estados chegaram a acordo

Dia 18 de agosto do ano passado, depois de uma queda de braço política, os governos do Rio e de São Paulo chegaram a um acordo mediado pelo governo federal. Ficou tratado que a partir do dia 20 daquele mês, o Estado de São Paulo aumentaria a vazão defluente (volume de água que sai de uma represa e segue em direção ao rio) da represa de Jaguari. Desta forma, o volume de água que seguia para o Rio Paraíba do Sul, que já havia sido reduzido de 30 mil litros por segundo para 10 mil, seria elevado novamente, de 10 mil litros por segundo para 43 mil, para regularizar o nível da água no rio.

No reservatório de Paraibúna, onde passa um trecho paulista do rio e onde a gestão hídrica é federal, o volume de água defluente tinha sido elevado de 62 mil litros por segundo, para 80 mil, como uma forma de compensar a redução que havia sido feita unilateralmente pelo Estado de São Paulo na represa de Jaguari. Porém, após o acordo, este volume também foi reduzido novamente para 47 mil litros por segundo. No dia 10 de setembro a barragem de Santa Cecília, que abastece o Estado do Rio também passaou a receber menos água, passando de 165 mil litros por segundo para 160.

A crise da água no Brasil: simplesmente falta de chuvas ou  falta de cuidado com as nascentes e margens dos rios?

Os problemas em torno da escassez e gestão de água não atingem só a região Sudeste. Há muito o Nordeste do país sofre com a falta das chuvas e de investimento em distribuição e abastecimento.

Não se pode unicamente justificar o panorama atual dos recursos hídricos nacionais com a falta de chuvas. Fatores político- administrativos e econômicos são talvez o maior desafio para a situação. Transposição de rios, redução de suas vazões com aumento desordenado de demanda hídrica e descuidos das nascentes e/ou das margens dos rios são fatores que contribuem para a redução do nível das bacias hidrográficas do país em diversos pontos, alterando a rotina de milhares de pessoas que dependem diretamente e indiretamente do rio para viver.

O Rio São Francisco é um triste retrato da atual realidade dos recursos hídricos no país. Até setembro do ano passado ele já não chega ao mar, além disso a água salgada chegava a adentrar 25 Km do leito (são as laterais do rio, por onde ele corre) e 85Km da foz (local onde o rio deságua no mas). Esta alteração provocou mudança na cultura e no comércio de populações que vivem próximas ao “velho Chico”. Lugares onde pequenos agricultores cultivavam o plantio de arroz e sementes de hortifrútis, agora só servem para criação de camarão devido à salinização dos leitos do rio. Morador de uma colônia de pescadores de Ilha das Flores em Sergipe, José Cornélio dos Santos falou, na época, em entrevista ao OGLOBO que não é mais o rio que desce, mas a maré que sobe. Na atual conjuntura as cheias já não existem mais, mediadas pelo controle de vazão nas hidroelétricas.

Água x energia

No município de Brejo Grande, também em Sergipe, o descaso e a má gestão ficam ainda mais evidentes. A energia elétrica chegou apenas em 2012, 99 anos após a instalação da primeira hidroelétrica do Nordeste (instalada em Angiquinho, divisa entre Bahia e Alagoas). A invasão do mar e a terra salobra tornam impossível o plantio de arroz, principal atividade econômica. A alternativa para o futuro seria a criação de camarão e tilápia em cativeiro.

Na ocasião, em determinados pontos o São Francisco estava 10 metros abaixo do nível normal, 95% das margens do rio sofriam com erosão. Moradores de outras regiões relatam aparecimento de bancos de areias e ilhas, que antes desapareciam com a cheia, hoje já não somem mais.

Crise x desperdício

Outro problema grave é o desperdício, 83% da água no país é utilizada na produção agrícola e pecuária e apenas 10% no consumo humano (urbano e rural). Segundo dados do IBGE 37% a 42% da água potável se perde no caminho entre os reservatórios e o consumidor. Enquanto isso, cerca de 25% dos municípios brasileiros sofre com racionamento.

Problemas no clima

De acordo com os alertas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), os problemas em torno da água no Brasil podem se agravar. O pesquisador da Universidade de São Paulo, Marcos Buckeridge, que escreveu o capítulo 27 do documento sobre as alterações no clima, afirma que o Sudeste do Brasil terá um perfil de extremos entre períodos de chuvas e seca, no norte e nordeste do país as chuvas devem diminuir 40% e na região Sul ocorrerão os maiores volumes de chuva do país.

Enquanto isso o novo Código Florestal, sancionado pelo Governo Federal no ano passado, flexibilizou o desmatamento das margens dos cursos dos rios e entorno de nascentes. De acordo com o texto, já aprovado em última instância, ficou consolidado que parte das áreas desmatadas antes de 22 de agosto de 2008 não precisarão ser recuperadas. Outro ponto visto com maus olhos pelos ambientalistas é que pequenas propriedades, com até 4 módulos fiscais (unidade de terra medida em hectares que define o tamanho de propriedades rurais), não vão precisar recuperar a reserva legal dos imóveis.

Além disso, o novo Código permite também que a recuperação das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) leve em conta o tamanho das propriedades – ou seja, não importa o quanto desmatou, basta calcular a área da propriedade e ver a porcentagem que deve ser replantada.

Há também possibilidade das Áreas de Preservação Permanentes poderem somar-se a área de Reserva Legal que toda propriedade deve ter, para chegar ao percentual de vegetação nativa exigido. Isto quer dizer que, caso a Área de Preservação Permanente atingir a porcentagem exigida para recuperação de reserva legal dos imóveis, segundo a lei, já será o bastante.

Num quadro geral, desde a sanção do primeiro código florestal em 1964 até agora o desmatamento no Brasil se multiplicou. A pressão de latifundiários e o discurso progressista pressionam alterações que afrouxam as regras para o desmatamento e exploração da terra, indo na contramão das necessidades urgentes em torno do clima.

Minas Gerais, berço de rios que abastecem o sudeste e nordeste do país, liderou nos últimos 5 anos os índices de desmatamento para abastecimento de fornos nas siderúrgicas. Neste panorama o que podemos esperar para o futuro?


Data 23/06/2014

PESQUISAS LIGAM ALERTA PARA O RISCO DE SURTO DE DENGUE NA COPA

Em dezembro de 2013, a revista “Nature” chamou a atenção do mundo inteiro para o perigo de uma epidemia de dengue durante a Copa do Mundo no Brasil. A pesquisa apontava a probabilidade da sua ocorrência especialmente nas cidades de Salvador, Fortaleza e Natal. Esta última, efetivamente está passando por uma situação de calamidade durante o evento, devido às chuvas. Em maio deste ano, foi divulgado que as mortes por dengue dobraram em 2013, com aumento significativo também nos casos graves, de 3957 para 6566, em relação a 2012.

Em São Paulo, as notificações dos casos de dengue subiram 66% na comparação entre 2013 e 2014. Em apenas uma semana do mês de abril, a capital paulista computou a média de 113 casos da doença, além da morte de uma pessoa. A cidade de Campinas apresenta uma situação ainda pior: só neste ano o município registrou 14 mil casos, o que significa a maior epidemia de sua história.

Apesar do alto número de casos no Estado de São Paulo, o Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirmou que em 2014 houve uma queda de 80% no número de casos da doença no país. Ele atribui o aumento dos casos na região sudeste ao ciclo da dengue, fazendo referência ao maior número de casos em abril. Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (Estado do Rio de Janeiro) sugeriram que a principal causa para a queda nacional no número de casos tenha sido a estiagem do começo do ano, devido à menor probabilidade de proliferação do mosquito na maioria das regiões brasileiras.

No mês passado, um grupo de pesquisadores, ligados ao Ministério da Saúde, afirmou que o risco de epidemia no período da Copa é pequeno. Contudo, o estudo reforça a preocupação apontada pela revista “Nature”, com relação às cidades de Recife, Fortaleza e Natal – que apresentam maior risco de surto com 19%, 46% e 48%, respectivamente, sendo a probabilidade de 300 casos para cada 100 mil habitantes. Apesar disso, os pesquisadores confirmam que é baixo o risco de epidemia nestas cidades, em comparação ao que pode se considerar um nível de infecção epidêmico. Este estudo, divulgado ainda em fevereiro, possibilitou que o governo iniciasse, com antecedência, ações pontuais nestas localidades a fim de diminuir o risco de surtos de dengue no país.

Apesar do risco ter diminuído, um dos pesquisadores responsáveis afirma que as autoridades e a população não devem se despreocupar. É preciso evitar situações locais que possam contribuir para facilitar a proliferação do mosquito.  Neste período em que as atenções governamentais estão voltadas para outros setores, a população deve ter sua atenção redobrada com possíveis focos de doenças como reservatórios que possam acumular água nas residências ou em seu entorno.

 

Data 23/05/2014

22 DE MAIO: DIA MUNDIAL DA BIODIVERSIDADE


Ontem, 22 de maio, foi o Dia Mundial da Biodiversidade. O Brasil vem realizando esforços, como a criação de Unidades de Conservação (UCs), no sentido de preservar o patrimônio natural brasileiro por meio do Programa “Pró-espécies”, do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Segundo dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Brasil possui mais de 120 mil espécies de animais e 40 mil espécies de plantas. Ao todo são 723 espécies de mamíferos, 1900 de aves, 738 de répteis, 934 anfíbios, 4.774 de peixes e mais de 100 mil outras espécies de animais invertebrados. Isso é que é patrimônio!

O Setor de Alfabetismo Científico, que abriga a equipe do Programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa/RJ trabalha o tema Biodiversidade em sua linha de pesquisa ligada à Educação em Saúde e Ambiente, atuando no Estado do Rio de Janeiro desde 2001 sob orientação da Dra. Danielle Grynszpan. Em outubro do ano passado, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, a equipe participou do evento realizado na Fiocruz com o trabalho “Educação Científica e Cidadania: uma interação entre a abordagem malacológica e a educação em saúde”. Este reflete a preocupação com os determinantes socioambientais da saúde (como educação e saneamento) e a melhoria da qualidade de vida (equilíbrio dos ecossistemas, por exemplo), a partir do incentivo à percepção de questões do cotidiano ligadas ao paradigma da promoção da saúde.

Apesar disso, os métodos de enfrentamento a doenças transmitidas por vetores, como a dengue e a esquistossomose, ainda são trabalhados na perspectiva de controle e extinção da espécie vetora, atribuindo “a importância de seu extermínio como fator determinante à erradicação de doenças e solução dos problemas de saúde da população” – CUIDADO! É importante atentar que, segundo o conceito de biodiversidade, todo ser vivo é importante para o planeta e todos enriquecem a biodiversidade. As pesquisas apontam que “não apenas a existência, a importância ou a perda da variabilidade de espécies como também a transição e a contingência das interações entre as espécies, as comunidades, as populações e os ecossistemas, em geral, são importantes para o funcionamento e o equilíbrio do planeta”.

Data 02/05/2014

MINISTÉRIO PÚBLICO VISITA ESCOLAS EM PROJETO PELA MELHORIA DA EDUCAÇÃO

O dia 28 de abril é internacionalmente indicado como o Dia Mundial da Educação. Apesar da data comemorativa, a situação da Educação não é motivo para alegria. No último resultado do PISA, o Brasil ficou em 58° lugar entre 65 países, o que provocou uma mobilização política no sentido de procurar soluções de médio e longo prazo para mudar o panorama do ensino nas escolas públicas do país. 

Um projeto chamado “Ministério Público pela Educação”, que está em curso e acontece em 14 Estados, busca avaliar aspectos estruturais como inclusão, acessibilidade, alimentação escolar e execução de programas federais. O objetivo é identificar pontos críticos e sugerir soluções, bem como propor atuação conjunta entre as gestões municipal, estadual e escolar e criar canais de diálogo com a comunidade do entorno das escolas, buscando somar esforços para uma efetiva melhoria do ensino.

A avaliação está acontecendo gradualmente e, no último dia 28 de abril, algumas escolas brasileiras receberam a visita de integrantes dos Ministérios públicos dos Estados e do Distrito Federal. Em Brasília, no Centro de Ensino Fundamental 11, foram encontradas falhas estruturais como, por exemplo: fios de energia aparentes e sem proteção (problema de exposição de alunos e funcionários ao perigo de descargas elétricas e incêndio), falta de ventilação das salas, janelas quebradas, além da ausência de rede internet na sala de recursos especiais da escola. Os estudantes ainda denunciaram questões de falta de segurança na saída da escola. No Rio de Janeiro a situação também é ruim e, em visita, também no dia 28 passado, os integrantes do Ministério observaram problemas de superlotação nas escolas, cujas vagas não correspondem à demanda de alunos matriculados na rede pública,  sem contar o aproveitamento do mesmo espaço para alunos da Educação Infantil (no turno diurno) e Ensino Médio (no período noturno) – o que cria problemas de gestão porque os diretores responsáveis são diferentes e não se comunicam.

Enfim, há muito que melhorar e, essencialmente, valorizar os professores e professoras que formam todos os outros trabalhadores e trabalhadoras do país!

Data 25/04/2014

QUALIDADE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: CRISE PODE ABRIR CAMINHOS PARA SOLUÇÕES

O Brasil se encontra na 58ª posição entre 65 países em avaliação realizada pelo PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos): indicador de comprometimento da qualidade da educação nas escolas públicas do país.  A tabulação dos dados, feita pela Fundação Lemann, sugere 19 fatores que contribuem à incidência de notas vermelhas nas escolas brasileiras, com destaque para a evasão e a defasagem idade/série, além de deficiência na oferta de professores e outras questões sérias como consumo de álcool e uso de drogas por estudantes, bullying acompanhado de falta de respeito com os docentes.

O resultado apontou que a intensidade dos problemas está acima da média dos países da Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE). Um dos principais pontos que atrapalha o processo educacional nas escolas brasileiras é a interrupção das aulas -item da pesquisa no qual o Brasil apresenta seu pior desempenho, ocupando o último lugar entre todos os países participantes da pesquisa. Entrevistas feitas junto a alunos e diretores apontam desarmonia entre os atores sociais que compõem o sistema de ensino: professores que são ameaçados por alunos, brigas em salas de aula que prejudicam o interesse nas aulas e alunos que reclamam de falta de aplicação e avaliação por parte dos docentes.

Em meio às dificuldades, alunos relatam que professores criam estratégias para facilitar a aprovação; para eles, doação de pontos é ato extremamente negativo e desestimula o aprendizado. Por outro lado, os professores reclamam da falta de respeito e de que ameaçados em sala de aula, além da conhecida denúncia pela situação injusta de baixa remuneração e más condições de trabalho.

As medidas do governo para a Educação no país não se mostram eficazes, levando em conta o resultado do PISA. Propostas como premiações a professores que se sagrarem com melhores rendimentos têm sido indicadas como paliativos que, às vezes, impelem a “treinar alunos” para fazer provas. Também a pressão sobre os docentes para que os alunos não repitam a série acabam contribuindo bastante para o mal-estar nas escolas. Que fazer para melhorar o panorama atual da educação brasileira?

DESPESA ou INVESTIMENTO? A EDUCAÇÃO PODE PASSAR A SER PRIORIDADE FEDERAL

Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) propõe a valorização da carreira de professor e a responsabilização maior da União com as despesas do magistério. A mudança seria feita a partir de dois passos: o primeiro seria uma consulta popular, feita pelas urnas eleitorais, que já viriam programadas para a votação da emenda durante o primeiro turno das eleições. O segundo passo seria a inclusão da PEC na pauta de votação no congresso.

Nesta possível mudança estaria previsto pagamento de R$ 9,5 mil aos profissionais de educação, com investimento na formação de professores e criação de um modelo de escola básica que valorizaria o uso de tecnologias para inovação educacional. Estima-se que haja um salto do número de alunos em escolas federais nas próximas duas décadas, aumentando-se a oferta atual de 257 mil vagas para 51 milhões. O projeto de emenda constitucional possibilitaria atender a um público maior nestas escolas federais, consideradas de melhor qualidade.

Data 17/04/2014

DIA MUNDIAL DA SAÚDE: educação e saneamento como importantes determinantes sociais

Em 7 de abril comemoramos o Dia Mundial da Saúde. A data celebra a fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1984.

“Doenças causadas por vetores” é o tema em 2014. Denomina-se “vetores” àqueles seres vivos que abrigam internamente um vírus ou um parasito e podem vir a infectar outros seres. Há mosquitos que servem de exemplo, assim como algumas espécies de caramujos e carrapatos.

Um dos fatores que mais contribuem para a proliferação de vetores é a falta de saneamento básico. No entanto, normalmente se põe a culpa nos vetores ! … como se eles fossem a origem dos problemas de saúde da população. E a educação? Só se fala em “campanhas”! Como se apenas a difusão da informação contribuísse efetivamente para uma melhor percepção sobre os riscos à saúde e qualidade de vida… Quem é educador sabe o quanto é complexo o processo de aprender e apreender! Os vetores podem transmitir doenças, mas, se houver mobilização social, sensibilização e responsabilização dos gestores municipais a fim de alcançarmos o saneamento ambiental para os municípios brasileiros, certamente a qualidade de vida no Brasil vai melhorar. Neste dia, então, vamos comemorar e festejar TODOS OS DIAS!

ESTUDO APONTA SANEAMENTO COMO FATOR DE PROMOÇÃO DA SAÚDE

Em um estudo, organizado pelo Instituto Trata Brasil, nosso país em 112° lugar entre 200 participantes. No Brasil parece haver dois países diferentes quando o assunto é saneamento. Até 2008, segundo o IBGE, 2495 cidades brasileiras ( 44,8% do total) não contavam com rede coletora de esgoto enquanto 33 municípios não tinham rede de abastecimento de água. Em 2011, um estudo apontou que cidades do Maranhão, Pará e Piauí não melhoraram a situação do saneamento desde 1989. Naquele mesmo ano, dados do Ministério das Cidades apontavam que 36 milhões de brasileiros não tinham água tratada e metade da população padecia por falta de esgotamento sanitário. O impacto se reflete na saúde: o número de internações causadas por infecções gastrointestinais já é muito elevado como decorrência e o custo com trabalhadores afastados superou o valor de R$ 1 bilhão em 2012!  Esta verba poderia estar sendo investida em educação e saneamento, com a consequente promoção da saúde – no lugar de curar doenças que surgiram e continuarão surgindo… na razão direta da negligência com os determinantes sociais! Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), para cada  R$1 gasto em saneamento se pouparia R$4 em saúde. Como indica o Instituto Trata Brasil, para cada R$1 gasto em saneamento, pouparíamos R$40 em medidas curativas ligadas à assistência.

Mais Saúde! Mais Educação! E a todos educadores, nossos votos de esperança na renovação.

 

Data 14/03/2014

EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA CONTRIBUI PARA ELEGER UM LÍDER ÉTICO E PREOCUPADO COM O POVO

A república, como conhecemos hoje, tem se distanciado de uma perspectiva de visão democrática: governo do povo. Estamos nos acostumando a ver Presidentes e outros líderes mundiais cercados de luxo e protocolos de segurança – que distanciam os dirigentes do povo. E infelizmente o modelo monárquico permanece vivo na figura de líderes políticos não mais escolhidos por indicação divina ou de maneira hereditária como os reis, mas pelo voto do povo.

Para eleger um bom presidente é imprescindível que a população tenha uma educação voltada para a construção de uma consciência cidadã. Assim aponta uma pesquisa feita em Portugal, no ano passado, que demonstra a preferência da população por líderes que tenham características éticas. O estudo faz parte de um livro que ainda será lançado pela K-Evolution, empresa portuguesa sem fins lucrativos que defende o desenvolvimento sustentável através da educação.

O Presidente do Uruguai, José Mujica, reconhecido por sua história na militância democrática, é um exemplo a seguir: está revolucionando paradigmas e vem ganhando espaço no cenário internacional pela integridade de suas condutas. Apesar de sustentar uma postura que divide opiniões no país, ao enfrentar assuntos polêmicos como a questão das drogas, sua popularidade hoje é maior que quando entrou no governo. Os jovens uruguaios, que estudaram no exterior, estão voltando ao seu país. A imagem de democracia e ética vem, inclusive, influenciando até o turismo: o Uruguai se tornou um destino da moda porque seu líder alcançou reconhecimento internacional.

Durante todo o seu governo, iniciado em 2009, Mujica tem mantido um estilo de vida simples, mostrando, claramente, que não busca se enriquecer com o poder. Vive em uma casa pequena, com a esposa. Nos arredores da singela residência, apenas dois guardas. Fica com apenas 10% de seu salário, doando os outros 90% a pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação. Como se não bastasse, o presidente só comparece à residência oficial quando o convidado exige segurança redobrada. Ao que parece, o fato de abrir mão do luxo não implica na boa atuação do Presidente, como indica sua popularidade crescente em seus 4 anos de governo.

A gestão de Mujica, realmente prioriza a educação. O índice de alfabetização do Uruguai chega a 97,9%. Desde 2009, todos os alunos e professores do ensino primário do Uruguai têm laptop e internet sem fio (instaladas nas escolas), através de um projeto iniciado em 2007. Foi o primeiro país no mundo a fornecer computador a cada criança do ensino básico público.

No Brasil, temos sofrido por falta de políticas de Estado que permitam o desenvolvimento de esforços educacionais que contribuam para a formação dos cidadãos. Esta lacuna na formação colabora para as dificuldades da população na hora de escolher seus líderes, prefeitos, governadores ou presidentes.

Em termos quantitativos, o Brasil ainda figura no cenário internacional entre os 10 países com a maior taxa de analfabetos – segundo pesquisa do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). Em 2012 ainda tínhamos 12,1 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabiam ler nem escrever.

No que tange à qualidade da educação é necessário entender o valor do educador no processo de formação de cidadãos e reafirmar o compromisso, não só mantendo a responsabilidade com o ensino, mas também buscando uma prática que valorize a aplicação de certos conteúdos em seus contextos cotidianos. É preciso estimular e oferecer formação, bem como liberdade de atuação, para os docentes. Assim, eles terão oportunidade de permitir seus alunos de pensar, promovendo sua autonomia crítica, tomada de decisões e possibilitando a troca de ideias a fim de que, no futuro, possam desenvolver uma postura crítica e participativa, que lhes permita eleger líderes autenticamente democráticos e éticos.

 

Data 07/03/2014

CIÊNCIA NO CARNAVAL

Quem disse que o Carnaval não pode ser objeto de pesquisa científica? Pesquisadores do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) fizeram um estudo de oito meses no barracão da escola de samba de Nilópolis, registrando em fotos e vídeos as etapas do processo necessário para dar vida ao enredo proposto pela escola. É isso mesmo: uma pesquisa feita no barracão da G.R.E.S. Beija-Flor, do Rio de Janeiro. O estudo destacou como a ciência, através, por exemplo, da química, física e matemática, está fortemente presente no cotidiano. Esta pesquisa reforça nossa perspectiva de trabalho, indicando elementos ricos para serem utilizados em um material didático ligado à Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente.

Disponibilizamos pra vocês, abaixo, um link com o trabalho completo publicado nos anais do III Encontro Nacional de Ensino de Ciências da Saúde e do Ambiente, realizado em 2012.

http://www.ensinosaudeambiente.com.br/eneciencias/anaisiiieneciencias/trabalhos/T175.pdf

 

Data 14/02/2014

Educação e liberdade: a escola como lugar de estímulo a questionamentos

Pesquisas recentes destacam os resultados do ensino baseado na investigação, ressaltando como este método pode ajudar a criar um ambiente mais favorável para a prática educativa em sala de aula – é o que ressaltou o Prof. Brian Perkins, da Universidade de Columbia, Estados Unidos, em sua visita ao Brasil neste mês de fevereiro.

Em entrevista, ele destacou a importância do professor como um facilitador, com a responsabilidade de lançar perguntas sem oferecer as explicações, mas estimulando os alunos a explorar possibilidades para alcançar o conhecimento. Afirmou que o modelo de escola predominante no mundo ainda é majoritariamente autoritário e que seria importante possibilitar questionamentos, permitindo aos alunos integrarem suas vivências cotidianas ao que se discute em classe.

Confira a entrevista do professor na íntegra, clicando no link abaixo: http://oglobo.globo.com/educacao/modelo-de-escola-autoritario-diz-professor-da-universidade-de-columbia-11482918

 

Data 10/12/2013

Educação e a dengue: uma questão para municípios, estados, países!

A combinação entre períodos de chuva e de sol, nos últimos meses, está favorecendo a predisposição à dengue – que pode vir a apresentar taxas alarmantes neste verão no Brasil e, sobretudo, no estado do Rio de Janeiro. Em 11 municípios do estado observam-se altos índices de infestação pelo Aedes aegypti, o principal vetor da doença. Estima-se que em cada 1.000 imóveis, 40 apresentam focos do mosquito. Outros 26 municípios fluminenses já estão em estado de alerta por apresentarem cenário semelhante.

O Rio não é o único estado a viver esta situação delicada. O Ministério da Saúde constatou, em seu levantamento publicado há duas semanas, que o número de municípios brasileiros que apresentam risco de epidemia de dengue dobrou. O que distingue o estado do Rio é o caráter sazonal da doença, que se supõe estar ligado às condições mais propícias à proliferação do Aedes aegypti.

A dengue também é uma preocupação internacional: a Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que, em 100 países, existam entre 50 e 100 milhões de pessoas infectadas todos os anos. Estima-se que dois terços da população mundial estão suscetíveis aos vetores de transmissão desta enfermidade.

Estes altos índices de prevalência apontam para a retomada, por parte do poder público e da população, de todas as medidas preventivas já conhecidas (como o controle de descarte de resíduos que podem favorecer acúmulo de água e proporcionar uma maior proliferação do mosquito). Mais do que isso, chamamos a atenção para o papel da educação na promoção da saúde, uma vez que é fundamental agir com sabedoria para melhorar as condições socioambientais que contribuem para este quadro preocupante, que implica em morbidade e mortalidade.

O vírus Denv-4 está a caminho; será que vamos cruzar os braços na expectativa de termos sorte individual e não sermos picados?! – ou vamos enfrentar as questões e agir com profissionalismo para que os fatores que levam à doença possam ser desvelados pela sociedade e, através de sua influência, modificados pelos responsáveis da gestão pública?

VAMOS CONTRIBUIR PARA MUDAR O QUADRO SOCIOAMBIENTAL!

Data 22/11/2013

Valorização do Ensino de Ciências

Os exames de avaliação da educação básica começaram a ser aplicados pelo MEC. Este ano temos como novidade a inserção da disciplina de Ciências na Prova Brasil e na Avaliação Nacional da Educação Básica (ANEB), que até o ano passado contemplavam apenas Matemática e Português. A Prova Brasil é destinada aos alunos de escolas públicas, enquanto que a ANEB é direcionada aos alunos tanto da rede pública quanto da rede privada.

Contendo 52 questões de Ciências o exame será, inicialmente, experimental e ainda não irá compor o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Por enquanto, uma pequena parte dos 4,9 milhões de alunos fará as provas de Ciências, como preparação para incorporação do total de estudantes no ano seguinte.

As provas poderão abordar temáticas como Terra e Universo; Vida e Ambiente; Ser humano e Saúde; Constituição, Propriedades e Transformações de Materiais; Conservação e Transformação de Energia, além de outros tópicos que relacionam educação científica e cidadania.

Segundo o INEP, órgão do Ministério da Educação ligado à pesquisa, o intuito é verificar as habilidades e competências dos alunos, brasileiros das diversas regiões. Neste primeiro ano, os resultados servirão para avaliar as matrizes de referência da prova (ligadas aos conteúdos incorporados nas diretrizes curriculares) bem como iniciar o diálogo com as escolas sobre a importância das Ciências na Educação Básica.

Data 18/10/2013

Daqui a alguns anos esqueceremos o Alzheimer!

Na última semana pesquisadores britânicos descobriram uma substância química que pode tornar possível a cura de doenças como Alzheimer e Mal de Parkinson, que causam a morte de células do tecido cerebral.

Este estudo é o primeiro que conseguiu alcançar resultados eficazes, como uma substância capaz de suspender a morte de neurônios devido a estas doenças acima, que acometem o sistema nervoso.

O trabalho, desenvolvido por pesquisadores do Conselho de Pesquisa Médica da Universidade de Leicester, Inglaterra, voltou-se para pesquisas com camundongos portadores de uma doença neurodegenerativa que causava a deterioração do cérebro dos roedores, comprometendo sua memória e movimentos em oito semanas e, em 12 semanas, a morte destas cobaias.  Os cientistas britânicos administraram o composto químico inovador e os camundongos doentes que o receberam chegaram à 12ª semana sem quaisquer sinais de degeneração cerebral – resultado muito animador em termos de tratamento destas enfermidades.

Contudo, ainda são necessários mais estudos para o desenvolvimento de uma droga que possa ser usada em humanos, a fim de tratar os pacientes acometidos por doenças como o Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença de Huntington, entre outras. Mas já há uma esperança! Os cientistas perseveram até conseguir!

Data 11/10/2013

Alerta Educação: analfabetismo para de cair!

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2012 mostram que o índice que mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos indicou um quadro desfavorável na redução da desigualdade de renda: 2012 foi o ano em que esta redução alcançou um ritmo mais lento, se analisarmos o processo desde os últimos 8 anos.
Mas o fato mais preocupante dos resultados do PNAD é que a taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais ficou praticamente estável em 2012: 8,7%, diante dos 8,6% em 2011. O percentual representa um acréscimo de cerca de 300 mil pessoas jovens a mais no contingente dos analfabetos, totalizando 13,2 milhões de brasileiros!

Apesar do IBGE considerar este aumento irrelevante em termos estatísticos, concordamos com os especialistas que consideram este um dado preocupante. Em resumo, podemos dizer que o Brasil está seguindo uma tendência para a estagnação, no lugar de minorar o problema grave da desigualdade social, procurando sintonizar com a maior parte do mundo onde estes índices estão melhorando. Para agravar a análise da situação, os dados mais recentes da prova ABC, aplicada no Brasil pelo movimento Todos Pela Educação em 2012, mostram que 44,5% dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental ainda não sabiam ler.

Data 27/08/2013

Dois prédios perdidos: a culpa é das chuvas?

As chuvas, que já ocasionaram sérios problemas de moradia na cidade de Niterói há 3 anos e 5 meses, voltam a “protagonizar” novos prejuízos à população fluminense. Como se não bastasse o sofrimento decorrente das perdas de vidas no Morro do Bumba devido às casas construídas sobre um lixão, agora são demolidos dois prédios no Morro do Castro. Segundo os técnicos do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura), a construção destes prédios não levou em conta os dados topográficos, hidrológicos e geotécnicos na elaboração dos projetos.

Rachaduras em um dos prédios que abrigaria as vítimas do deslizamento do Morro do Bumba em 2010

O terreno para a construção ainda foi desmatado e, em seu ponto mais baixo, dava passagem a um rio. Saúde é uma questão socioambiental! A construção de habitações deveria levar em conta alguns dados básicos para a qualidade de vida das populações!

Para os engenheiros está claro que não houve execução de um projeto adequado para o terreno e que os prédios não foram preparados para enfrentar as intempéries da região. O que não está claro para nós, os cidadãos, cujos impostos contribuem para financiar as obras, é como são supervisionados os projetos de caráter emergencial.

E agora, profissionais da educação?! Como trabalhar questões como esta, ligadas à temática SAÚDE e AMBIENTE? Como relacionar os conteúdos programáticos à leitura de mundo e despertar a postura crítica dos nossos alunos?

Nossa “Sala dos Professores” está à sua espera, para comentários e ideias de como trabalhar estes temas transversais e formar cidadãos capazes de perceber os problemas de seus cotidianos.

Prontos para o debate? Entrem agora em nossa “Sala dos Professores” ( só clicar) e Mãos na Massa!

Data 05/07/2013

Tuberculose: alimentos e seu tratamento

A tuberculose é uma das doenças infecciosas que mais causam mortes em todo o mundo, sobretudo nos países em desenvolvimento. Adicionalmente, estima-se que 650 mil pessoas estão infectadas, inclusive, com uma forma da doença resistente aos tradicionais coquetéis de antibióticos. Para enfrentar esta questão de saúde, pesquisadores da Universidade de Yeshiva, em Nova York, estão estudando novas formas de tratamento para esta enfermidade. Os resultados da pesquisa são promissores e apontam uma maneira mais simples e barata de combater a tuberculose.

Ao realizar testes em tubos de ensaio, os cientistas observaram que as bactérias multirresistentes, que causam a doença, eram destruídas em ambientes com vitamina C. De acordo com os autores da pesquisa, a vitamina C consegue turbinar a produção de radicais livres que atacam as bactérias. Contudo, os pesquisadores lembram que neste momento é preciso realizar novos estudos, agora em humanos, para comprovar a eficácia do tratamento.

O líder da pesquisa, Ibrahim Abubakar, afirma que este é um grande estudo para se levar em conta, porque há cepas de tuberculose para as quais ainda não há remédios. No laboratório foi possível observar que elas podem ser mortas com vitamina C.

Mais importante do que prevenir é promover a saúde através de uma boa alimentação! Frutas cítricas e algumas verduras, como o brócolis, apresentam grande quantidade da vitamina C, além de outros nutrientes essenciais para uma vida mais saudável.

Data 28/06/2013

A voz e a vez do povo: sede de educação

Sem clichês, manifestantes de todo o Brasil saem às ruas protestando contra uma série de questões fundamentais – entre as quais mais segurança, melhoria nos transportes coletivos, saúde e educação de qualidade, além do combate à corrupção. São movimentos sociais que não possuem uma palavra de ordem única, mas que compartilham um mesmo ideal.

Em resumo, a população parece querer lembrar que o Brasil não funcione somente à base de programas de assistência. De acordo com a avaliação de especialistas, estes programas não estimulam a sustentabilidade com base na autonomia. A educação, assim como a saúde, está nas demandas de todos que agitam as ruas de todo o Brasil.

Como exemplo de necessidade de exercício da cidadania, podemos citar cidades localizadas na Região Serrana do Rio de Janeiro, que sofrem há mais de dois anos com a devastação causada por fortes chuvas. Após as denúncias que, na época, levaram à queda de prefeitos e secretários municipais das cidades atingidas, alguns municípios voltaram a protagonizar irregularidades. A recuperação de escolas municipais precisa acontecer!

Para ilustrar o quadro de falta de sensibilidade com a educação, há governos que, no lugar de refletirem sobre o motivo de afastamento dos professores para licenças médicas, contratam auditorias para penalização. Talvez os próprios órgãos públicos, responsáveis pelos exames e concessão de licenças, pudessem assinalar as causas – que tal criar condições dignas de trabalho ao magistério?

Educadores, vamos dizer não ao vandalismo e apoiar a causa da valorização da educação no país. Afinal, parece não haver dúvidas que esta seja uma das causas mais importantes e justas.

VEM PRA SALA”! Entre na “Sala dos Professores” e aproveite para discutirmos juntos sobre esse importante momento do país em nosso espaço dialógico virtual.

Data 05/06/2013

Dia Mundial do Meio Ambiente:
Conserve, não desperdice!

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado em 1972 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para marcar a abertura da Conferência de Estocolmo e representa uma das principais ações para conscientização humana com relação à natureza.

Este ano a comemoração chama a atenção para o tema “Pensar. Comer. Conservar. Diga não ao desperdício” e tem como objetivo divulgar ideias para atividades de conscientização das populações e de proteção ao meio ambiente.

Entre os diversos tipos de desperdício, o de alimentos, certamente, é o mais grave. Como justificativa, a ONU divulgou alguns dados que demonstram a relevância do tema. Anualmente, em todo o planeta, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados – isto corresponde a um terço da produção mundial!  Os países desenvolvidos são responsáveis pelo desperdício de 222 milhões de toneladas, o que equivale quase à produção da África Subsaariana – 230 milhões de alimentos jogados fora! Segundo o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP, na sigla em inglês), uma em cada sete pessoas enfrenta doenças em decorrência da fome. Além disso, anualmente, 20 mil crianças morrem antes de completar 5 anos – e as mortes são ligadas à desnutrição.

A quantidade de alimentos desperdiçados, somente na América do Sul, seria capaz de alimentar 300 milhões de pessoas. No Brasil, segundo o Centro de Agroindústrias de Alimentos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), 11 milhões de toneladas são jogados fora todos os anos – quantidade que poderia alimentar a 500 mil famílias.

A ONU lembra que, ao desperdiçar comida, estamos também desperdiçando todos os recursos utilizados na sua produção. Em números, a produção alimentícia ocupa 25% das terras do planeta, além de 70% de consumo de água doce e 30% das emissões dos gases de efeito estufa. Para produzir 1 litro de leite são necessários mil litros de água!

A ONU afirma que, nos países em desenvolvimento, se perde muita comida durante a produção e o transporte. Já nos desenvolvidos, a causa está no comportamento da população, que joga muita comida no lixo: não se reutiliza!

A estratégia para mudar esse triste cenário está ao alcance de cada cidadão. Mudar hábitos significa contribuir para um mundo melhor, onde pode existir mais equidade entre as populações e os indivíduos. A conscientização do problema é uma exigência do mundo contemporâneo e a educação é fundamental neste processo de conscientização da sociedade!

Mãos na massa!

Data 21/05/2013

A Educação Básica e a seleção para as universidades públicas: uma questão de cotas ou de educação de qualidade?

Qual deve ser o perfil dos alunos das universidades públicas no Brasil? – este tema gera debates calorosos. Já está sancionada uma lei federal que determina cotas: até 2016 a metade das vagas de universidades, institutos e centros federais devem ser reservadas para determinados candidatos, denominados “cotistas”. Esta determinação divide opiniões porém, já neste corrente ano, 12,5% das vagas devem ser reservadas em universidades públicas.

As cotas raciais, introduzidas na UNB a partir de 2004, foram objeto de interesse da dupla de pesquisadores Maria Tannuri-Pianto, da Universidade de Brasília (UNB), e Andrew Francis, da Universidade Emory (EUA). Os resultados apontaram que os cotistas são provenientes de famílias mais pobres do que os não-cotistas: com relação à renda familiar, 8% dos cotistas pertenciam a famílias que ganhavam acima de cinco mil reais (R$ 5000,00), enquanto que 31% dos alunos regulares tinham esta condição. Apenas 35% das mães dos alunos cotistas possuíam ensino superior, enquanto que 58% das mães do grupo de estudantes regulares já havia terminado algum curso de graduação. Interessante é ressaltar que o desempenho dos alunos regulares e cotistas da UNB foi considerado estatisticamente semelhante, ao compararem alunos cujas notas haviam sido semelhantes no vestibular.  Parece que as cotas seriam, assim, merecidas.

Será mesmo esta a melhor maneira de se selecionar os estudantes das universidades públicas? E a Educação Básica – deve haver apenas a preocupação com sua oferta a todos e todas, mesmo que o sistema demonstre resultados claramente diversos, a depender de cada escola? Qual deveria ser a solução para uma justa seleção dos candidatos às universidades públicas? Como fortalecer a bandeira da importância da qualidade da Educação Básica?

Entre na “sala dos professores” virtual do nosso site e dê sua opinião! Mãos na massa!

Data 17/05/2013

Remédio para câncer consegue descobrir HIV “escondido” no corpo

A capacidade do vírus de se esconder em células, e despertar após anos, é um risco que ainda não se conseguiu eliminar

Cientistas afirmam ter conseguido expulsar o vírus HIV, “escondido” em glóbulos brancos, através de um medicamento para tratar o câncer. O HIV é um retrovírus que injeta seu DNA em células hospedeiras, que podem se tornar fábricas destes vírus. Uma outra possibilidade é que o patrimônio genético do HIV fique latente, podendo se expressar a todo instante – o que significa um constante risco de desenvolvimento desta enfermidade.

Usando a droga quimioterápica Vorinostat, os pesquisadores americanos conseguiram revelar a presença dos vírus latentes em glóbulos brancos CD4+T de oito pacientes. Os vírus, em decorrência da aplicação da droga, saíram dos glóbulos brancos. “Após uma única dose da droga, pelo menos por um momento, o Vorinostat faz com que o vírus saia do seu esconderijo”, afirma David Margolis, um dos pesquisadores envolvidos no estudo. Fora das células hospedeiras, os vírus morrem em questão de minutos. “Esta é uma prova do conceito de que o vírus pode ser alvejado especificamente dentro de um paciente por uma droga e, essencialmente, abre o caminho para que esta classe de fármacos seja estudada para resolver problemas específicos”.

No entanto, os autores ressalvaram que o efeito observado no Vorinostat é apenas um indicativo de que uma cura pode ser alcançada por esse caminho, mas que isto ainda precisa ser mais estudado! Como aponta Margolis, “há uma possibilidade de que isso possa funcionar. Mas, se é apenas 99% verdade e 1% dos vírus escapar, não haverá sucesso porque haverá chance deles se reproduzirem. “É por isso que temos que ter cuidado com o nosso trabalho bem como com o que afirmamos a respeito de seus resultados“.

Os estudos demonstram significativos progressos no enfrentamento da Aids. Parece que estamos, a cada dia, mais próximos de um possível domínio da atividade viral. No entanto, trabalharmos com o conceito de promoção da saúde, sobretudo a partir da educação, é uma medida eficaz para que não haja disseminação da doença!

Data 03/05/2013

Brasil: uma educação de triunfos e percalços

Escolas situadas em bairros e comunidades pobres apresentaram os melhores resultados em prova de alfabetização que avalia o desempenho em leitura, escrita e matemática no 1º ano da rede municipal do Rio de Janeiro – conforme avaliação realizada pela Universidade Federal de Juiz de Fora, em 2012.

Para obter tais resultados, segundo pesquisadores na área de educação, é importante trabalhar princípios básicos como a auto-estima dos alunos, investindo na saúde emocional. Uma das professoras, da escola com maior média na prova, ressaltou que um dos fatores que fazem diferença é a atenção diária dedicada a cada uma das crianças. Acreditamos que um constante estímulo à percepção crítica e argumentação possa ajudar a superar as dificuldades.

Ressaltamos a importância de intensificar o investimento em educação de qualidade, com parcerias entre instituições de ensino e instituições acadêmicas. O cenário da educação no Brasil é preocupante: apenas um terço dos brasileiros com idade acima de 15 anos domina plenamente a leitura e a matemática bem como 30% dos brasileiros são considerados analfabetos nesses quesitos. A qualidade do aprendizado em matemática tem apresentado melhora apenas na 4ª série (atual 5º ano) e o nível está estagnado tanto na 8ª série (atual 9º ano) como no 3º ano do Ensino Médio. Vejam os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que representam o período de 1995 a 2011.

Vamos contribuir, mais ainda, para este quadro se alterar para melhor? O exemplo que mostramos no início desta matéria evidencia que o desempenho não está atrelado, necessariamente, às condições econômicas das crianças e jovens. O trabalho educacional pode ser mais importante! Mãos na Massa!

Data 16/04/2013

O mapa da dengue no Estado do Rio

Boletim atualizado mostra que a situação da dengue no Estado do Rio de Janeiro se agravou em relação à última semana, com dados veiculados em nosso site. Os números apontam mais duas mortes na capital e uma em Petrópolis, Região Serrana, totalizando nove casos de óbito em todo o Estado. A notícia alvissareira é que Cordeiro saiu da lista dos municípios onde a epidemia se instalou.

Considerando o período de 1º de janeiro a 6 de abril de 2013, foram registrados 92.324 casos da doença – contra 66.099, no mesmo período, do ano passado. A chegada do vírus 4 da dengue, em 2012 na capital e durante este ano no interior, contribuiu para um cenário preocupante em nosso Estado, como se pode visualizar por meio dos pontos vermelhos marcados no mapa abaixo. Uma distribuição intensa de dengue parece grassar no Noroeste fluminense, no Médio Paraíba e na Baixada Litorânea. Veiculamos alguns dados importantes na sexta-feira passada – veja também a matéria anterior de nosso botão “Educação, Saúde e Ambiente”.

Mãos na massa, educadores! Nós, juntos, podemos ajudar a promover a saúde e evitar a doença! Campanhas não são o suficiente! Precisamos de Educação!!!

Data 12/04/2013

Jogando Búzios: alerta Saúde

Segundo as últimas informações recebidas, já há registro de epidemia de dengue em 45 municípios, segundo dados da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Além do atendimento, ou administração de inseticidas, salienta-se a necessidade de um plano de Educação para a prevenção à dengue e promoção da saúde!

Búzios, município da Região dos Lagos do Rio de Janeiro, vive momento delicado. Agentes de saúde circularam pelo principal ponto turístico da cidade, a Rua das Pedras, em busca de focos do mosquito da dengue. Houve um aumento de casos clínicos registrados – de 630 neste ano contra 60, no período de janeiro a abril em 2012. O índice de infestação do mosquito é cinco vezes maior do que o tolerado na Região Litorânea do Estado do Rio de Janeiro, com um quadro de epidemia em nove cidades, dentre elas Cabo Frio e Araruama.

Em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, foram notificados 1.633 casos da doença, entre os dias 1 de janeiro e 12 de março deste ano. Vale lembrar que, segundo a mesma fonte, houve 960 casos no mesmo período do ano passado.

No Rio de Janeiro, a capital, já houve o registro de três mortes por dengue em 2013. Além do Rio, foram registradas mortes pela doença em Magé, Volta Redonda e Itaocara, chegando a seis o número de mortes causadas pela doença no Estado.

Alguns municípios vêm solicitando maior apoio do governo do Estado, especialmente por falta de profissionais, como requer o quadro epidemiológico. Não se deveria deixar os municípios à própria sorte!

Alerta e mão na massa!

Data 28/01/2013

Possibilidade de impedir o desenvolvimento da AIDS: modificação de uma proteína da estrutura viral proporciona a inibição de sua reprodução

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa de Queensland, na Austrália, ofereceu um método para fazer frente à propagação do vírus HIV. Responsável pela pesquisa, o cientista Davis Harrich observou que a modificação de uma proteína da estrutura viral inibia a replicação do HIV.

Tal proteína modificada, segundo Harrich, que denominou de “Nullbasic”, tem demonstrado potencial “notável” em conter a replicação do HIV durante testes laboratoriais. Disse ele: “Nunca vi nada igual. A proteína modificada funciona sempre como inibidora! Estamos diante da possibilidade de evitar o desenvolvimento da Aids porque o vírus ficaria apenas latente na pessoa infectada, sem que a doença se manifestasse clinicamente.

Os resultados foram publicados na revista “Human Gene Therapy”. Representam tanto a real possibilidade de impedir a propagação dos vírus como de tratar os soropositivos, com a redução de suas cargas virais. Testes com a utilização dessa proteína em animais estão previstos para começar em 2013, porém alguns anos serão necessários até que se possa, efetivamente, lançar mão de um tratamento a partir desta descoberta.

Data 21/01/2013

Para enfrentar a corrupção, mais duas disciplinas no currículo?!

Com base na atual crise de valores bem como no cenário de corrupção, o senador Sérgio Souza fez uma proposta de inclusão de duas novas disciplinas no currículo regular: Cidadania Moral e Ética para o Ensino Fundamental e, para o Ensino Médio, Ética Social e Política. Como justificativa, ele mencionou o levantamento do Fórum Econômico Mundial que indicou a posição do Brasil como 50º lugar no ranking de corrupção.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reprovou a iniciativa e afirmou que a sobrecarga não vai contribuir para o aluno ter foco nas disciplinas essenciais – Matemática, Língua Portuguesa e Ciências. Também o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) manifestou-se contrário à ideia e concordando com os educadores. Estes lembraram que já existe recomendação oficial, nos Parâmetros Curriculares Nacionais, para que esses conteúdos sejam abordados de maneira transversal, integrados às disciplinas do currículo. Adicionalmente, esta preocupação poderia estar embutida nos projetos político-pedagógicos das escolas.

Como qualquer projeto este, para ser efetivado, precisaria ser aprovado pela Câmara dos Deputados. No entanto, já foi aprovado no Senado…

Data 14/01/2013

Relações ecológicas, Promoção da Saúde e Prevenção da Dengue

A dengue representa um dos maiores desafios para a saúde pública em todo o mundo. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que nos últimos 30 anos a incidência da doença aumentou cerca de 30 vezes, tendo se disseminado em 100 diferentes países com uma estimativa de 50 a 100 milhões de pessoas infectadas por ano.

O principal vetor de transmissão, o mosquito Aedes aegypti, está altamente adaptado ao meio urbano e ao clima tropical. Fatores como crescimento populacional, urbanização desordenada e alterações climáticas potencializam sua proliferação e, consequentemente, aumenta a circulação dos quatro tipos de vírus da dengue (DENV1, 2, 3 e 4).

Nos Estados Unidos, no estado da Flórida, acreditava-se que a dengue estivesse erradicada. No entanto, foram registrados 93 casos entre os anos de 2009 e 2010, o que impulsionou o investimento em pesquisa. Uma experiência inédita pode ser lançada: usar mosquitos geneticamente modificados para combater o Aedes aegypti. Seriam liberados centenas de milhares de mosquitos machos com um gene defeituoso, que levaria à morte dos descendentes.

No Brasil, a estratégia é outra. A técnica, derivada de pesquisa na Fundação Oswaldo Cruz, tem como foco a interferência na relação entre o vírus e o mosquito. Determinadas bactérias, implantadas nos ovos dos mosquitos transmissores, parecem ser capazes de evitar que o vírus se alimente, impedindo seu desenvolvimento como hospedeiro do Aedes aegypti. Assim, os vírus não se propagariam e espera-se que os mosquitos deixem de ser transmissores dos vírus da dengue.

Data 10/01/2013

A Via Crucis do Rio Paraíba do Sul

O rio Paraíba do Sul abastece, somente na região metropolitana, dez milhões de pessoas. É o mais importante corpo hídrico fluminense. Até a década de 90, muitas famílias viviam com base na fartura de pescado local. Uma moradora da região lembra que, em pouco mais de uma hora, já se podia encher um barco com peixes.

Hoje, porém, a realidade é bem distinta: a escassez de pescado é um indicador da rápida degradação ambiental do Rio Paraíba do Sul. O problema é reflexo, sobretudo, do despejo de esgoto em águas que são usadas para beber.

De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), apenas 15% dos efluentes domésticos na área do Paraíba do Sul passam por processo de tratamento! A realidade é alarmante: de um total de 363,3 milhões de m³/ano, 309 milhões de m³/ano de esgoto são despejados sem nenhum tratamento!

Como se não bastasse, o rio ainda sofre com outros problemas: a vegetação de suas margens está praticamente destruída, provocando o assoreamento. Ainda há outras questões – barramentos para hidrelétricas, poluição por agrotóxicos, pesca predatória, despejos industriais. Historicamente, inclusive, a região do Paraíba sofre por estar mergulhada em uma das áreas mais industrializadas do Brasil.

Data 26/11/2012

Educação para a felicidade: dieta equilibrada é uma das chaves

Os benefícios de uma alimentação equilibrada ajudam a manter o bem-estar físico – isto já era sabido. Mas agora, estudos indicam que a alimentação também é importante para a saúde mental. Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina de Warwick, que avaliou 80 mil britânicos, constatou que o aumento do bem-estar mental seria proporcional ao consumo de frutas e verduras. O pico de satisfação foi identificado naqueles que ingeriram sete porções diárias de 80 gramas cada.

Os neurotransmissores regulam o humor bem como o comportamento. Assim, precisam ser estimulados com uma boa alimentação. Os pesquisadores indicaram que seus dados apontam para a relação entre comportamentos compulsivos, ansiedade, cansaço mental e irritabilidade e a falta de nutrientes para as funções cerebrais!

Para a especialista Patricia Davidson Haiat, professora de pós-graduação em terapia nutricional da UERJ, a adoção de uma dieta equilibrada pode ser a chave para dispensar o uso de medicamentos. Segundo ela, os nutrientes vão ter papel fundamental, uma vez que são matéria-prima para a produção de todos os neurotransmissores cerebrais. Vale ressaltar que os remédios para humor, depressão e compulsão, vendidos no mercado, atuam justamente na produção destes neurotransmissores.

Data 14/09/2012

Desafios para a Educação Básica:

a importância de uma formação integrada

Segundo pesquisas do INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Autarquia do MEC responsável pelas avaliações do ensino no Brasil), o avanço na aprendizagem no Ensino Médio estagnou no período de 2009 a 2011. Outro dado preocupante é que a dificuldade encontrada nesta fase do ensino tem origem, ainda, no 3° e 4° ciclos, onde pesquisas oficiais do INEP registraram que 83% dos alunos concluem a fase sabendo menos matemática do que deveriam saber.

Apontou-se, particularmente, dificuldades para resolver problemas de porcentagem e fração, por exemplo.
Adicionalmente, outra preocupação está relacionada à disciplina de português, com uma estimativa de 73% de alunos com lacunas na aprendizagem. Será que a metodologia investigativa no ensino de ciências, ou na educação, em geral, poderia efetivamente estar contribuindo para a transformação desse quadro? Mão na Massa, pessoal!

Alcançar a qualidade na Educação Básica: a formação do professor e sua valorização na sociedade são fundamentais! Um trabalho voltado para contextualização do ensino e na perspectiva transdisciplinar pode ser também fundamental para se alcançar a apropriação do conhecimento por parte dos estudantes. A metodologia investigativa, característica do Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa”, pode colaborar para o favorecimento da postura crítica, fomentando a observação e o lançamento de perguntas que podem nortear o desenvolvimento integral da pessoa: aliar ao cognitivo também a perspectiva do social e afetivo na formação do cidadão. Com um currículo mais integrado, a compreensão e exploração dos temas pode fazer com que a melhoria do ensino de ciências resulte, adicionalmente, no desenvolvimento da argumentação oral e escrita. Assim, unidos todos os profissionais das 9 disciplinas, as dificuldades de aprendizado podem ser melhor enfrentadas. Mão na massa!

Data 29/06/2012

Qualidades do Professor

 

Se há uma criatura que tenha necessidade de formar e manter constantemente firme uma personalidade segura e complexa, essa é o professor.

Destinado a pôr-se em contato com a infância e a adolescência, nas suas mais várias e incoerentes modalidades, tendo de compreender as inquietações da criança e do jovem, para bem os orientar e satisfazer sua vida, deve ser também um contínuo aperfeiçoamento, uma concentração permanente de energias que sirvam de base e assegurem a sua possibilidade, variando sobre si mesmo, chegar a apreender cada fenômeno circunstante, conciliando todos os desacordos aparentes, todas as variações humanas nessa visão total indispensável aos educadores.

É, certamente, uma grande obra chegar a consolidar-se numa personalidade assim. Ser ao mesmo tempo um resultado — como todos somos — da época, do meio, da família, com características próprias, enérgicas, pessoais, e poder ser o que é cada aluno, descer à sua alma, feita de mil complexidades, também, para se poder pôr em contato com ela, e estimular-lhe o poder vital e a capacidade de evolução.

E ter o coração para se emocionar diante de cada temperamento.

E ter imaginação para sugerir.

E ter conhecimentos para enriquecer os caminhos transitados.

E saber ir e vir em redor desse mistério que existe em cada criatura, fornecendo-lhe cores luminosas para se definir, vibratilidades ardentes para se manifestar, força profunda para se erguer até o máximo, sem vacilações nem perigos. Saber ser poeta para inspirar. Quando a mocidade procura um rumo para a sua vida, leva consigo, no mais íntimo do peito, um exemplo guardado, que lhe serve de ideal.

Quantas vezes, entre esse ideal e o professor, se abrem enormes precipícios, de onde se originam os mais tristes desenganos e as dúvidas mais dolorosas!

Como seria admirável se o professor pudesse ser tão perfeito que constituísse, ele mesmo, o exemplo amado de seus alunos!

E, depois de ter vivido diante dos seus olhos, dirigindo uma classe, pudesse morar para sempre na sua vida, orientando-a e fortalecendo-a com a inesgotável fecundidade da sua recordação. (Cecília Meirelles)

Data 19/06/2012

Desmatamento cai no RJ

O sétimo Atlas dos Remanescentes Florestais do bioma Mata Atlântica, produzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela ONG SOS Mata Atlântica entre 2010 e 2011, aponta queda do desmatamento no Estado do Rio de Janeiro. Os motivos da redução são a criação de parques estaduais, a ampliação das unidades já existentes e a participação da iniciativa privada, por meio de reservas particulares.

Segundo o Atlas, Minas Gerais e Bahia são os Estados que encabeçam a lista nacional dos desmatadores da Mata Atlântica. Em um período de um ano, foram desflorestados 13,3 mil hectares e os municípios mineiros foram responsáveis por 10% deste total (6.339 hectares). Oito das dez cidades brasileiras que mais desmataram são de um desses Estados, enquanto que não há nenhum município fluminense entre os cinqüenta primeiros.

A boa notícia é que, em 2011, foram derrubados apenas 20% em relação aos últimos 25 anos, uma vez que a média anual de área desmatada no bioma é de 69,4 mil hectares.

Data 13/06/2012

Veneno no Estado do Rio de Janeiro:

Conferência +20, segurança alimentar 0

O Programa de Análise de Agrotóxicos de Alimentos da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) confirmou o Rio de Janeiro como pior Estado da federação no quesito resíduos tóxicos que chegam até o prato do consumidor. Em relatório publicado no final do ano passado, foi indicada a presença de quantidades acima do limite máximo permitido de agrotóxico em 39% das 105 amostras coletadas, além de outros resíduos de produtos indevidos.

Um levantamento realizado, com base em dados do DATASUS e do IBGE, revela que o Estado do Rio tem altas taxas de mortalidade devido a câncer e suicídio — dois indicadores que parecem estar associados ao uso de agrotóxicos. O mapa de ocorrências dos dois problemas coincide com as regiões agrícolas ligadas a plantação de tomate. Vale enfatizar que a escolha do tomate se deve ao fato deste ser uma das principais culturas do Estado do Rio bem como ao seu alto índice de resíduos tóxicos, como apurado nas últimas análises.

Em 26 estados do território brasileiro (São Paulo tem seu próprio programa controle de resíduos) foram coletadas 2.488 amostras de 18 alimentos diferentes, sendo 28% consideradas insatisfatórias. Infelizmente o Brasil ainda não é campeão de produção alimentar, mas tem consumido mais de 900 mil toneladas por ano (10% de todo o mercado mundial) com um gasto de US$ 7,3 bilhões.

A ANVISA assinalou que vai modificar o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em alimentos a partir de 2013, incorporando multas. Segundo o gerente geral de toxicologia da ANVISA, Luiz Cláudio Meirelles, as ações, que antes tinham caráter educacional, passarão a resultar na punição de estabelecimentos que estejam comercializando alimentos com resíduos de agrotóxicos acima do permitido ou utilizem ingredientes ativos não autorizados pelo governo.

Fonte: Jornal O Globo - RIO

Data 25/05/2012

“A espera de um veto”

Hoje, talvez, a presidente Dilma Rousseff pode vir a anunciar o veto ao novo código florestal, aprovado pelo Congresso Nacional, que está sendo muito questionado pelos ambientalistas. A decisão foi deixada para hoje, último dia do prazo para a sanção, para que os 84 artigos fossem cuidadosamente analisados pelos ministros da Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Meio Ambiente, Casa Civíl e Agência Nacional de Águas e, então, pudesse a presidente tomar a decisão final.

A previsão é de que sejam aproveitados projetos de lei que preveem critérios para o uso de terras cortadas por cursos d’água, em encostas e topos de morro. O impasse está entre a pressão de ambientalistas, que pressionam pelo veto total e, em contrapartida, de produtores rurais que ameaçam recorrer à justiça caso a proposta fique desfigurada e, a seu ver, ameace a produção no campo.

O que nos resta é aguardar e torcer para que a decisão faça valer a importância da conservação ambiental e que, também, haja uma responsabilidade do Estado com o uso sustentável de nossas florestas.

Vamos trocar ideias através da Sala dos Professores de nosso site?

Mão na Massa!

Data 23/05/2012

Dados levantados pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) revelam taxa recorde

Desde que começou a ser acompanhada, a taxa de reprovação de alunos do ensino médio, de escolas públicas e particulares no Brasil, bateu recorde no ano de 2011. O Rio Grande do Sul é o estado onde mais se reprovam adolescentes, com uma porcentagem acima do dobro da média nacional, que é de 13%. A situação também não é boa no Rio de Janeiro (18,5%), Brasília (18,5%), Espírito Santo (18,4%) e Mato Grosso (18,2%). Rio Grande do Norte é o estado com menor taxa, apenas 8%. Dados foram coletados com base no censo escolar de 2011.

A boa notícia ficou por conta da quantidade de alunos que abandonam o ensino médio, que, em quatro anos, caiu 4%. Fernando Becker, professor da UFRGS, assim como outros especialistas, afirma que a realidade em sala de aula precisa mudar, e diz: “Dignidade do professor e dignidade envolve salário, uma formação à altura que ele não está tendo e a renovação da gestão escolar”.

Data 17/05/2012

Retrocesso Ambiental!

O projeto de reformulação do Código Florestal, aprovado no senado ano passado, sofre 21 alterações aprovadas pelos deputados da bancada ruralista. As mudanças oferecem riscos ao futuro das florestas brasileiras e foram amplamente condenadas por ambientalistas que citam a toda hora o compromisso assumido pela presidenta Dilma Rousseff com a preservação do meio ambiente. Dilma disse que não vai anistiar desmatadores e, muito menos, permitir o avanço sobre áreas protegidas, o que sinaliza o provável veto. O coordenador de Campanha do Greenpeace, Márcio Astrini, afirma: “Vai na contramão do mundo. Esse Código Florestal é um retrocesso inimaginável.”

O que mais preocupa os ambientalistas é o artigo que transfere aos Estados a responsabilidade pelas regras de reflorestamento nas margens dos rios com mais de 10 metros de largura. A representante brasileira da ONG The Nature Conservancy, Ana Cristina Barros, diz que as margens dos rios largos não serão recuperadas, o que favorecerá a erosão e a consequente interrupção no ciclo da água.

Fonte: Revista "IstoÉ"/ maio de 2012

Clique na imagem para ampliá-la

Data 10/05/2012

Lixo insustentável

Rio de Janeiro

Lixo produzido – 8.403 toneladas

Lixo reciclado – 252 toneladas / 3%

* Comlurb 0,27% – 22,6 toneladas

* Catadores e cooperativas 2,73% – 229,4

Capitais Européias

Lixo reciclado 40%

Algumas causas para a reciclagem insuficiente

-coleta seletiva com atendimento semanal, e parcial, a apenas 41 bairros dos 160 de toda a cidade (40% zona sul, 42% zona oeste e 18% zona norte);

-favelas não contam com programas de coletas seletivas;

-escassez de campanhas que incentivem a reciclagem;

-falta de estrutura da companhia de limpeza para a demanda da cidade (três usinas: uma desativada e as outras duas operando abaixo da capacidade e com precariedade);

Medidas previstas pela prefeitura

-acordo entre município e BNDES no valor de R$ 50 milhões para construção de seis galpões de triagem de materiais recicláveis;

-atendimento a mais 79 bairros;

Vale lembrar que, se bem sucedidas, tais medidas elevam a coleta seletiva em apenas 2%, passando para 5% o percentual de reciclagem na capital.

Fonte: Jornal O Globo

Reciclagem nas escolas

No início da década de 90, foi criada a lei estadual de número 1.831 que obriga a prática da coleta seletiva em todas as escolas estaduais. Contudo, 21 anos depois, apenas 361 escolas, de um total de 1.357, realizam a reciclagem. Quando o assunto é reciclagem, há exemplos que mostram o potencial das escolas. Alunos do colégio Guadalajara, em Duque de Caxias, praticam a reciclagem dentro das escolas e, ainda, convencem seus vizinhos a reciclarem seus lixos. Segundo a professora Elenita Bezerra, os alunos batem de porta em porta para convencer as pessoas.

O secretário Estadual de Educação, Wilson Risolia, relata que um projeto formulado em 2009 visa implementar a reciclagem em todas as escolas, afirmando, ainda, que em quatro anos todas terão a prática da reciclagem em seu cotidiano.

Qual o dever do cidadão neste contexto?
Você, enquanto educador, está desempenhando seu papel?

Data 07/05/2012

“Super Lua” acendeu o céu no último domingo

Fonte: http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/2449-superlua#foto-48137

Cientistas da Nasa deram detalhes do fenômeno ocorrido entre 5 e 6 de maio (ontem), que pode ser visto em todo o Brasil. A Lua, satélite natural da Terra,  segue uma trajetória elíptica ao redor do planeta; um dos lados – o perigeu – chega 50.000 km mais perto da Terra do que o outro – o apogeu. Tivemos a possibilidade de ver como a Lua se alinhou com o Sol e a Terra, entrando em sua fase cheia. Assim, o que se pode observar foi o fenômeno “Lua cheia perigeu”- este fenomeno ocorreu, pela última vez, em 19 de março de 2011. O efeito visual foi equivalente a uma Lua 14% maior e 30% mais brilhante que as demais Luas cheias de 2012, o que está relacionado a marés alguns centímetros mais altas que o normal.

Data 20/04/2012

Educação: desafios relacionados à qualidade e distribuição das oportunidades – é possível resolver!

Esforços pela educação, realizados de forma contínua, podem gerar importantes e significativos resultados. Para superar os desafios desta caminhada em busca de um sistema educacional justo e eficaz é preciso união e determinação. Nesta missão de formar cidadãos e cidadãs, há professores e professoras que reluzem alegria nos seus olhos!

O trabalho não pode parar - Fonte: O Globo

Data 13/04/2012

Rio+20

A conferência Mundial do Meio Ambiente, ou Rio+20, será realizada aqui no Rio de Janeiro, com a presença de chefes de Estado. Além dela, também vai acontecer a Cúpula dos Povos, com grande participação da sociedade civil.

Avanços Limitados

Conforme a Declaração da Assembleia dos Movimentos Sociais realizada em Porto Alegre, no Fórum Social Temático, em janeiro deste ano, haverá, no dia 5 de junho, uma grande jornada de mobilização global em defesa da justiça ambiental e social.

É preciso mostrar as contradições e injustiças do sistema, aprofundar o debate e avançar nas propostas para um desenvolvimento sustentável. Antes  e durante a conferência, Rio+20, vai acontecer a Cúpula dos Povos, espaço livre à participação de redes, movimentos sociais e organizações populares, no Aterro do Flamengo.

Esses espaços são fundamentais para construirmos uma sociedade melhor. Portanto, mãos na massa!

Data 26/03/2012

Dia Mundial da Tuberculose

“Acabar com a tuberculose durante nossa geração”

O tema acima, gerador do Dia Mundial da Tuberculose (24 de março) deste ano, aponta uma luta intensa que ainda preocupa a saúde em muitos países. Em 2010, números elevados de casos da doença, nove milhões, levaram 1,4 milhão de pessoas a morte, sendo 95% dos casos registrados em países em desenvolvimento. Com estes números a tuberculose torna-se a doença infecciosa mais letal para a população adulta em todo o mundo.

Além disso, atenção especial deveria ser dada às crianças; o convívio com familiares doentes devido à tuberculose elevam as chances de infecção, a qual se torna difícil de ser diagnosticada e tratada durante a infância.

Medidas adequadas devem ser tomadas para o combate à doença, já que existe conhecimento suficiente para tratar todos os tipos de tuberculose. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), esforços conjuntos contribuíram para reduzir em 40% a taxa de mortalidade desde 1990.

Há, ainda, muito a ser feito. Tomar uma postura mais ambiciosa torna-se fundamental, e é o que o tema deste ano sugere.

É importante garantir que as pessoas vivam sem medo da tuberculose e seus efeitos!

Data 23/03/2012

Arqueólogos acham fósseis de uma possível espécie humana

Há décadas pesquisadores teriam achado fósseis de quatro indivíduos com crânio arredondado em duas cavernas no sul da China, mas somente agora estão sendo estudados. Como ainda não conseguiram extrair o DNA das amostras, pesquisadores não sabem ao certo se estão ou não relacionadas a uma nova espécie. Devido à carência de evidências biológicas, os cientistas nomearam os indivíduos de “povo do veado vermelho”. A caverna onde foram encontrados chama-se Maludong (“veado vermelho”), além disso, o animal fazia parte da dieta desses hominídeos, o que explica a nomenclatura.

Data 22/03/2012

Dia Mundial da Água

Ainda que dois terços do Planeta Terra sejam constituídos por água, apenas 0, 007% deste volume é próprio para o consumo. Não bastasse a pouca quantidade potável para um condomínio de 7 bilhões de pessoas, há, ainda, quem não cuide deste patrimônio natural.

No Brasil estão localizados os 12% da água consumível do mundo, porém 70% dos recursos hídricos estão localizados na Bacia Amazônica, ou seja, bem longe dos centros urbanos, fator que pode gerar o encarecimento da água já na próxima década.

Diante deste quadro, há 20 anos atrás, no dia 22 de março , a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial da Água, o qual busca conscientizar, analisar e elaborar medidas práticas para amenizar tais problemas.

Cada ano é destinado à discussão de um tema relacionado a cuidados com a água. Em 2012, questões como água e segurança alimentar estarão em pauta. Em 2011 e 2010, os temas “Água para cidades: respondendo ao desafio urbano” e “Água limpa para um mundo saudável”, respectivamente, nortearam os debates.

Data 21/03/2012

Rio registra 2ª morte por dengue em 2012

Moradora do bairro do Grande Méier, zona norte do município, a vítima de 49 anos contraiu a doença causada pelo vírus tipo 4 e faleceu no início deste mês, no hospital Pasteur, no Méier.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ano passado, no mesmo período, o número de mortes registradas eram 17. Porém, até o último sábado, o município registrou 16.323 casos da doença, sendo 13.515 nos meses de janeiro e fevereiro, um aumento de 71% em relação ao mesmo período em 2011.

Crianças como verdadeiros combatentes

Quando o assunto é dengue, todo cuidado é pouco! Nessa época do ano, com forte calor e bastante chuva, o mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, encontra condições ideais para reprodução. Denise vale, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz, explica que é muito mais fácil eliminar os ovos e larvas que ficam parados na água, do que caçar os mosquitos no ar.

E para lembrar ao adulto sobre os cuidados com possíveis focos de reprodução do mosquito, nada melhor do que informar uma criança!

O instituto Oswaldo Cruz, que realiza diversas pesquisas para combater a dengue, recebeu em um dos seus laboratórios, através do Jornal O Globo, seis crianças que aprenderam sobre a doença e, também, sobre as principais medidas para evitá-la.

E parece que já houve resultados: “Vou pedir para minha mãe falar com o síndico do prédio, porque o fosso do elevador também pode acumular água.”

Data 19/03/2012

Tempestades solares batem recorde e ameaçam desenvolvimento tecnológico da Terra

Em apenas três dias, duas tempestades, com labaredas atingindo 900 km/s, mostram que o Sol está em uma nova fase após 20 anos. Já houve uma atividade preliminar no final da década de 80, quando atingiu o Canadá e deixou seis milhões de pessoas sem energia elétrica.

Este fenômeno, denominado máximo solar, parece que será mais constante nos últimos meses de 2013. As áreas mais vulneráveis aos efeitos destas tempestades são aquelas próximas aos pólos magnéticos – assim, países como Canadá, EUA e Austrália serão mais atingidos, assim como a região norte da Europa.

Os efeitos aqui na Terra, em decorrência destas tempestades, vão desde danos a satélites até interferências em sistemas de navegação de embarcações e aviões. Além disso, pessoas que estão sobrevoando regiões próximas aos pólos, poderão estar expostas a altos níveis de radiação. As linhas de transmissão de energia elétrica podem sofrer grande sobrecarga, o que causa avarias em equipamentos eletrônicos e cortes na rede de distribuição.

 

Fonte: Jornal O Globo, caderno Ciência, página 36

Data 07/03/2012

Educação como limitador da superlotação

Toda vez que acontecem as enchentes e inundações, principalmente, em áreas rurais, que destroem safras de alimentos que consumimos, a preocupação que vem à cabeça é: agora o preço dos alimentos vai subir e muita coisa vai sumir das prateleiras dos mercados. Você já imaginou que, além daquilo que consumimos, muita coisa que o país produz vai para outros lugares do mundo? O que aconteceria se um país como o Brasil parasse de produzir alimentos primários por um ano?

O texto quer chegar exatamente a um ponto que, apesar de não ser o mesmo que as questões acima, está diretamente ligado a elas: a superpopulação do nosso planeta. Cada vez mais pessoas que precisam se alimentar e, com isso, a produção precisa, necessariamente, aumentar. O jornalista Merval Pereira, publicou no jornal “O Globo” uma reportagem que aborda esta questão. Dos pontos mais importantes na matéria, Merval citou a prospecção do aumento da população mundial para 10,5 bilhões em 2050, feita por especialistas por todo o mundo e que uma previsão mais radical das nações unidas eleva este número para 16 bilhões de pessoas.

Com isso a principal preocupação em torno desta problemática é: como implementar políticas para conscientizar a população e tornar o raciocínio mercantilista do capitalismo em um pensamento sustentável, a fim de assegurar a nossa sobrevivência no planeta de maneira harmoniosa.

Como sempre, a educação está na base dessas medidas. Conscientizar e trabalhar o aprendizado desses “novos moradores” já na infância, possibilitando aos jovens um pensamento mais maduro e consciente sobre relacionamento, amadurecimento pessoal e financeiro, assim como de fertilidade, tornando jovens mais responsáveis e com olhos voltados para o mundo. Isso, além de diminuir as taxas de natalidade, principalmente em casais jovens, aumenta consideravelmente a produção.

Data 16/02/2012

Consequências dos valores na sociedade

Qual seria sua reação ao se deparar com uma cena, antes de tudo desumana, de extrema covardia e brutalidade contra uma pessoa?

Essa questão inicial nos faz lembrar o ocorrido há duas semanas na cidade do Rio de Janeiro, no bairro da Ilha do Governador, onde um jovem de 21 anos tentou defender um morador de rua que estava sendo agredido por um grupo de rapazes. Considerado por muitos um verdadeiro herói, Vítor Suarez Cunha faz questão de enfatizar: “Não me considero um herói, mas faria tudo novamente se preciso fosse”. E você, faria o mesmo?

O que, além da coragem, fez Vítor ir à defesa de um mendigo e acabar sendo o alvo da covardia?

Diferente de heroísmo, Vítor foi à defesa de valores adquiridos durante sua vida. Ninguém, durante o processo educacional, freqüenta um curso de super-herói, porém deve-se esperar que a escola, além de transmitir noções de saúde e higiene, ensine a respeitar o próximo, independente de diferenças étnicas, religiosas ou sociais, e ainda pregue a solidariedade, discutindo valores que forme uma sociedade verdadeiramente humana.

A jornalista Regina Eleutério publicou, na página 7 do jornal O Globo do dia 09 de fevereiro, uma reportagem sobre o fato. Na ocasião chamou a atenção para a educação destes jovens agressores e a responsabilidade de suas ações:

“Não sei se receberam a educação devida, comentário mais freqüente nas redes sociais. Não conheço seus pais, não posso julgá-los. Mas o desvio é tão grave que não pode ser atribuído, apenas, às suas famílias. É preciso incluir toda a sociedade nessa conta.”

Para refletir: Prevenir tais ocorrências seria apenas punir ou também valorizar cada vez mais uma educação que transmita tanto valores quanto conteúdos?

Data 15/02/2012

Discussões sobre APA da Ilha Grande adiam sua implementação

Em reunião com representantes das prefeituras dos três municípios da região da Ilha Grande, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, confirmou a realização da primeira consulta pública para a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) Estadual Marítima da Ilha Grande. O secretário afirmou ainda que o Plano Diretor, cujas discussões deverão estender-se até julho, irá estabelecer normas para as atividades navais, turísticas e pesqueiras na Baía da Ilha Grande, no trecho entre Mangaratiba e Paraty.

No entanto, em documento enviado ao governador Sérgio Cabral e ao secretário, os prefeitos dos três municípios argumentam que não foram ouvidos sobre a criação da APA e que “esta poderá afetar negativamente a pesca e maricultura, turismo e lazer, fundeio de embarcações e portuária”. Carlos Minc aceitou a prorrogação da implantação da APA, ampliando o prazo para a publicação do decreto em um mês, passando agora para depois do carnaval.

Mesmo ouvindo as ponderações referentes à Área de Proteção, Carlos Minc enfatizou que o governo do estado “não será omisso” com a degradação ambiental da Ilha Grande.

Data 14/02/2012

Há riscos no uso de antibióticos?

De 1928, com a descoberta da penicilina e a sua produção para ampla utilização, sobretudo na Segunda Guerra Mundial, até os dias atuais houve grandes mudanças no uso de antibióticos. Se por um espirro, anos atrás, descobre-se o antibiótico, por dois ou três, hoje em dia, faz-se uso dele.

Atualmente, nota-se certo “abuso” na administração de medicamentos de controle bacteriano, por exemplo, uma pesquisa mostra que 50% a 60% dos pacientes com resfriado ou gripe, que são causados por vírus, e portanto não respondem a antibióticos, fazem uso deste medicamento.

Mas quais os problemas atrelados ao seu uso desnecessário?

A teoria da Seleção Natural desenvolvida pelo “Pai da Evolução”, naturalista britânico Charles Darwin, ajuda-nos a chegarmos na resposta.

Com o constante consumo de antibióticos as bactérias fracas serão eliminadas da comunidade, enquanto que as mais fortes permanecerão nela. Ou seja, ocorre uma seleção das bactérias resistentes a multiantibióticos, as superbactérias, que são as grandes responsáveis pelas infecções hospitalares e que hoje matam mais americanos do que a AIDS.

E um agravante nesta situação: as bactérias sobrevivem há 4 bilhões de anos e não a toa toda forma de vida partiu destes seres microscópicos, porém as pesquisas por novos antibióticos diminui desde a década de 80, devido ao fato de ser mais lucrativo para a indústria farmacêutica priorizar a busca por remédios de uso prolongado, como os administrados para o diabetes e câncer.

Vale ou não à pena repensarmos nossos conceitos sobre o uso deste tipo de medicamento?

Para começar, nada melhor do que hábitos básicos de higiene como lavar as mãos!

Data 25/01/2012

Ciência é agente de transformação social

Neurocientista desenvolve projeto que une ciência, educação e saúde no nordeste do país

Desde 2005, em uma das regiões mais pobres do Brasil, o ganhador do Prêmio faz Diferença como Personalidade do Ano do jornal O Globo, Miguel Nicolelis, coordena o Instituto Internacional de Neurociência de Natal (INN) no Rio Grande do Norte. Além do centro de pesquisa, conta com três centros de educação científica, que atendem 1.400 alunos da rede pública da região e, ainda, um centro de saúde que realiza cerca de 12.000 atendimentos a gestantes anualmente.

Em entrevista ao jornal O Globo, Nicolelis afirma que a ciência pode ter um impacto grande na construção da sociedade, porém esta última deve possuir um conhecimento científico razoável sobre questões vitais como aquecimento global, produção mundial de alimentos, energias renováveis, para que não haja consequências desastrosas.

Logo, a base do seu projeto educacional é transmitir para as crianças regras básicas da ciência, ensinando-as a estabelecer a relação de causa e efeito, a criar uma hipótese e tentar demonstrá-la e afirma: “O método científico é uma boa ferramenta pedagógica para criar um novo modelo de educação.”.

A entrevista completa foi publicada na edição do dia 21 de janeiro, sábado, no caderno O País, página 10 do jornal O Globo.

Data 17/10/2011

Qualidade de vida na Terra: nosso problema é a superpopulação?

23 horas e 58 minutos do antepenúltimo domingo, dia 30 de outubro, o Planeta Terra alcançou a marca de sete bilhões de habitantes. A questão que normalmente se coloca é: o planeta suportará tal contingente?

Uma segunda questão, porém talvez mais crítica sobre o assunto: será mesmo a super população problema? Em um mundo onde milhares de novos habitantes surgem todos os dias, deveria haver maior preocupação com o acesso à saúde, segurança e educação de qualidade.

Poderia o desenvolvimento científico e tecnológico ajudar a prover tais recursos para um conjunto maior de pessoas?

Se observarmos a expectativa de vida, especialmente dos países em desenvolvimento, entre 1950 e 2010 notaremos um ganho médio de 20 anos. Considerável parte deste ganho poderia ser atribuído ao avanço da saúde pública e ao desenvolvimento da tecnologia agrária e alimentar. Teoricamente, quanto mais pobre um país, maior a sua taxa de natalidade – justamente por questões educacionais e de acesso à possibilidade de planejamento familiar. Além disso, ainda existe uma tendência para o crescimento urbano, causada pelo êxodo rural devido à falta de perspectiva no campo. Em 1950, apenas 30% dos habitantes viviam nas cidades. Hoje, são 50%! Em 2050, essa taxa deverá ultrapassar os 70%… E uma das cidades mais populosas do mundo, em futuro bem próximo, é São Paulo – além de Tóquio, Nova Déli, Mumbai, e Dacca.

Assim, caberia às nações realizar investimentos nas esferas da educação e pesquisa, para que o crescimento demográfico pudesse acontecer com sustentabilidade garantida – que novas gerações possam ser contempladas com recursos básicos para terem direito à qualidade de vida!

Data 18/10/2011

Fonte: Jornal O Globo (Globinho)

Data 11/10/2011

Nobel de Física vai para pesquisa sobre expansão do Universo

Saul Permutter, Adam Riess e Brian Schmidt recebem R$ 2,8 milhões como premiação

Leia mais sobre esse assunto em: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/10/tres-cientistas-recebem-nobel-por-estudos-sobre-aceleracao-do-universo.html

Data 07/10/2011

Micos endêmicos da Bahia invadem o município de Niterói

Operação de remoção pode durar mais de 2 anos

Publicação de quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Data 06/10/2011

Pernambuco se destaca por qualidade no ensino público tecnológico

Publicação de segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Data 03/10/2011

Rio tem qualidade do ar pior do que SP

RIO – Cerca de 1.100 cidades do mundo tiveram a qualidade do ar reunida em um ranking inédito da Organização Mundial de Saúde (OMS). A iniciativa, cujo objetivo foi alertar para o elevado índice de mortalidade causado pela poluição, acabou em polêmica no Brasil: o Rio terminou em 90º entre as metrópoles mais problemáticas – pior do que Cubatão (105º) e São Paulo (115º)!

 

Data: 29/09/2011

Gasto com estudante no Ensino Médio cresce até 121%

O Brasil aumentou o valor investido por aluno, do primeiro seguimento do ensino fundamental ao Ensino Médio.

Além disso o MEC quer aumentar a carga horária dos alunos dentro das escolas: passar de 4 para 8 hs/aula por dia.

Publicação de quarta-feira, 14 de setembro de 2011

 

Data: 21/09/2011

Artigo ”A Religação das Ciências” da autora Vera Maria Neves SMOLENTZOV.

Clique aqui para baixar o artigo completo.

Data: 05/09/2011

Ensino em dia, pesquisa madura

Estudo conduzido nos Estados Unidos mostra que estudante que também ensina desenvolve boas habilidades para gerar hipóteses e realizar experimentos. Pesquisadores/professores no Brasil também valorizam a dupla atuação.

Por: Helena Aragão

Alvo de discussão recorrente entre acadêmicos e estudantes, a dobradinha ensino/pesquisa foi o foco de artigo publicado recentemente na revista Science (19/8). Os autores do estudo, dos departamentos de educação de diversas universidades dos Estados Unidos, analisaram propostas de pesquisa de 95 alunos recém-integrados a cursos de pós-graduação em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (campo de conhecimento agregado na sigla STEM, em inglês), em três estados daquele país.

Alguns deles se dedicavam apenas à pesquisa. Outros se dividiam entre ela e as atividades em sala de aula – tanto em cursos de graduação quanto de ensino médio. A partir de diversos critérios e análises estatísticas, os autores avaliaram a qualidade dos projetos em dois momentos do ano letivo. A conclusão foi: “Estudantes que ensinavam e conduziam pesquisas demonstraram significativo amadurecimento em suas habilidades para gerar hipóteses e realizar experimentos”.

O resultado não surpreende aqueles que batem na tecla da importância do ensino para a carreira acadêmica. “Há anos formando gente, observo que quem tem prática de sala de aula tem menos dificuldade na hora da redação e da defesa da tese, por exemplo”, diz o colunista Carlos Alberto dos Santos, físico e professor visitante da Universidade Federal da Integração Latino Americana.

“Mas essas constatações são sempre num universo muito pequeno”, pondera. Esse artigo é importante por fazer uma avaliação sistêmica; é interessante sair numa revista como a Science, porque mostra que a discussão está no mundo todo.”

Santos cita ainda a necessidade de se mobilizar recursos financeiros para essa área na universidade. Conforme apontado por outro estudo publicado na Science no começo do ano , a publicação de trabalhos em revistas científicas e a participação em congressos são itens mais valorizados no Currículo Lattes do que o ensino universitário, a divulgação científica e a orientação de alunos.

‘Buracos’ conceituais

Outro veterano defensor do ensino, o professor Leopoldo de Meis, do Instituto de Bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ficou entusiasmado com os resultados do estudo. Mas lamenta que, na realidade brasileira, o magistério é muitas vezes desvalorizado pelos estudantes: “Os alunos-professores que têm dificuldade de se expressar se intimidam com a sala de aula. Assim, passam a achar que o ensino atrapalha, ao invés de ajudar a pesquisa”.

Pesquisador em laboratório
Sistema acadêmico brasileiro não favorece em nada o acúmulo de atividades de pesquisa e ensino. Uma boa saída é o oferecimento de bolsas para os alunos dispostos a lecionar. (foto: Jean Scheijen/ sxc.hu)

A experiência de Vivian Rumjanek, do mesmo departamento, vai de encontro à dos críticos à rotina dupla. “Muitas vezes atingimos um grau de ‘especialização’ em que nem ao menos nos damos conta de certos ‘buracos’ conceituais que ficam pelo caminho. Ao ensinar, temos que voltar e repensar.”

Cobrança não é a solução

Keila Grinberg, colunista da CH On-line e coordenadora da pós-graduação em História da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, acha que em sua área o trabalho do professor é mais valorizado do que nas ciências exatas. Mas observa que a incidência de pesquisas que tratam de metodologia de ensino é maior, por exemplo, na matemática.

Ensino ajuda na formação de uma rede de contatos e na busca de futuros empregos

“Há algumas ações conjuntas da Capes e do CNPq para ampliar a possibilidade de estudantes acumularem bolsa de pós-graduação com sua atividade como professores, mas em geral o sistema não favorece em nada o acúmulo de atividades”, diz a historiadora, para quem o ensino ajuda na formação de uma rede de contatos e até na busca de futuros empregos.

Apesar de ser entusiasta da sala de aula, Grinberg não acha que a cobrança é a melhor saída. “Dar aula exige mesmo muito investimento. O ideal é estimular adesões espontâneas, de preferência com oferecimento de bolsa específica para essa atividade.”
Helena Aragão
Ciência Hoje On-line

http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2011/08/ensino-em-dia-pesquisa-madura

Data: 02/09/2011

A matemática de Hércules

O que uma ‘matemusicista’ que contorna o tédio das aulas com rabiscos em seu caderno e um artigo publicado na revista ‘Science’ têm em comum?

A matemática de Hércules Para pesquisadores, desenhos devem ser reconhecidos como elemento-chave no aprendizado de ciências. Na foto, rabiscos de um neurônio feitos pela autora deste ‘post’, em uma aula de biologia da escola. (ilustração: Isabela Fraga)

A aula de matemática está chata. Você olha para o relógio inúmeras vezes, esperando o sinal tocar. O tema é funções exponenciais – ou algo do tipo. Qual a atitude natural de um aluno diante de situações como essa? As opções mais comuns são: a) dormir; b) rabiscar no caderno; c) olhar pela janela…

Mais detalhes em: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/09/a-matematica-de-hercules

 

05/09/2011

Testes não medem eficiência da escola, diz especialista

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ANTÔNIO GOIS
DO RIO

O brasileiro Flávio Cunha, 38, ingressou há 11 anos no doutorado em economia da Universidade de Chicago disposto a estudar lei de falências. Ao assistir as aulas do prêmio Nobel de Economia James Heckman, no entanto, mudou de ideia.

Heckman, mundialmente reconhecido por estudos que comprovam a importância de intervenções de qualidade nos primeiros anos de vida da criança, convenceu Cunha a se juntar a ele em uma nova empreitada.

Juntos, os dois passaram a investigar o impacto que intervenções na infância tinham em habilidades não mensuradas em testes escolares. A conclusão foi que, mesmo não tendo efeito tão significativo em testes de linguagem ou matemática, programas de alta qualidade foram decisivos para, na vida adulta, diminuir o envolvimento em crimes ou casos de gravidez precoce.

Para ele, esses achados evidenciam que é um erro avaliar o impacto da escola somente através de testes. Ele critica também o fato de, no Brasil, as discussões sobre investimento na primeira infância se limitarem, em sua opinião, a discutir a quantidade de vagas em creche.

Cunha hoje é professor da Universidade da Pensilvânia. Participa nesta semana do 1º Fórum Insper de Políticas Públicas, em São Paulo.

Mais informações em: http://www1.folha.uol.com.br/saber/970317-testes-nao-medem-eficiencia-da-escola-diz-especialista.shtml

Data: 05/09/2011

Jornal na sala de aula: leitura e assunto novo todo dia

O trabalho com jornais, além de ampliar o universo dos alunos, ajuda a formar leitores competentes e torna as suas aulas mais interessantes

Agnes Augusto (novaescola@atleitor.com.br)

Adriana, do Colégio Cristo Rei, de Marília: alunos sentem falta de notícias

Em tempos de interatividade via telefone celular e internet, fazer com que as crianças se interessem pela leitura de jornais não é tarefa das mais fáceis, mas certamente é fundamental para formar leitores habituais e cidadãos bem-informados. Trazendo textos com características distintas, fotografia e recursos gráficos, os jornais são uma fonte respeitada para pesquisa e para a obtenção de informação sobre o mundo atual. Além disso, eles se modernizaram e passaram por reestruturações gráficas e editoriais para proporcionar leitura mais agradável de seu conteúdo…

Mais informações: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/jornal-sala-aula-423555.shtml

 

Data: 29/08/2011

O modelo de professor ideal

Hoje, no Dia da Educação, campanha reforça a importância de um bom educador

Diante da lousa, com a autoridade de quem detém o saber, o professor discursa. Quase em silêncio, os alunos escutam. Não há brecha para questionamentos nem discussões. Corriqueira algumas décadas atrás, a cena descrita já não existe mais. Ou, se existe, está com os dias contados – assim como a figura daquele velho educador.

Com o século 21, não por acaso batizado de “século do conhecimento”, nasce um novo mestre. Com o objetivo de valorizá-los, o movimento Todos pela Educação acaba de lançar uma campanha de mobilização, que a partir de hoje – Dia da Educação – ganha destaque na mídia nacional. Com o slogan “Um bom professor, um bom começo”, a intenção é reforçar a importância desses homens e mulheres e pressionar por melhorias.

“O professor tem uma posição estratégica no século 21. Só que ele também precisa ser valorizado, e isso inclui salários iniciais atraentes, plano de carreira e melhores condições de trabalho. Sem isso, não basta ter brilho nos olhos e, como a gente diz aqui no Nordeste, fogo nas ventas”, diz Mozart Neves Ramos, professor da Universidade Federal de Pernambuco e conselheiro do Todos pela Educação.

Mais do que simples transmissor de conteúdo, esse novo profissional atua como um guia. Em meio à avalanche de informações despejada a cada segundo sobre crianças e adolescentes, é ele quem indica o caminho. Trata-se de um tutor, que dialoga e provoca. Tem paixão pelo que faz, continua estudando, preocupa-se em falar a mesma língua dos pupilos e nem de longe é um analfabeto digital.

Mais detalhes em: http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3289914.xml&template=4187.dwt&edition=16992&section=2002

 

Data: 28/06/2011

Psicóloga: Ao invés de reverem a educação, usam Ritalina

O aumento do consumo de Ritalina na rede municipal de saúde de São Paulo não é pontual. O Brasil é o segundo país que mais utiliza o Cloridrato de Metilfenidato (princípio ativo do medicamento), perdendo apenas para os Estados Unidos, destaca a representante do Conselho Federal de Psicologia, Marilene Proença. A substância é adotada no tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Não são poucas as hipóteses levantadas para explicar esse crescimento. Na avaliação de Marilene Proença, a Ritalina, apelidada pelos críticos de “droga da obediência”, tem sido adotada como subterfúgio para escamotear falhas no sistema educacional.

(…) Ritalina e Concerta (também tem o Metilfenidato como príncipio ativo) estão sendo prescritos para crianças que incomodam. Existe uma pressão da indústria farmacêutica, mas creio que há também o ideário de um abafamento de questionamentos, de normalização das pessoas. Todos homogêneos. Pode ser que não seja esse o objetivo, mas é o que acaba acontecendo, porque toda criança que questiona tem TDAH. Você medica e aborta o questionamento. Estamos cada vez mais usando remédio para tudo. Não há mais gente triste. Há gente deprimida. A tristeza incomoda. Te mandam tomar um Prozac. A vida está sendo retirada de cena, porque é irregular, caótica, tem altos e baixos, diferenças. O que está acontecendo é que quem não se submete é quimicamente assujeitado.

Reportagem completa em: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/06/28/psicologa-ao-inves-de-reverem-a-educacao-usam-ritalina/

 

Data: 28/06/2011

Vida estressante na cidade

Nascer e crescer em uma cidade grande está geralmente associado a um maior risco de desenvolver problemas como ansiedade e distúrbios de comportamento. Mas não se conhecem os mecanismos biológicos por trás dessas associações.

Um novo estudo, conduzido por pesquisadores da Alemanha e do Canadá, é o primeiro a mostrar que duas regiões no cérebro, que atuam na regulação tanto da emoção como do estresse, são particularmente afetadas pela vida urbana.

A pesquisa foi destacada na capa da edição atual da revista Nature.

Reportagem completa: http://agencia.fapesp.br/14082

Data: 20/06/2011

ENFF desenvolve técnica do ecotelhado em parceria com arquitetos

Entre as vantagens do telhado estão o maior conforto térmico e acústico dos ambientes internos, aumento da área verde, possibilidade de melhor aproveitamento da água da chuva, melhor relação ecológica da casa com o seu entorno, produção de um jardim ou horta e a utilização de materiais locais.

Foram alguns meses de intensos trabalhos, o que era para ser uma simples reforma de uma casa tornou-se uma experiência viva de como é possível construir fora da lógica capitalista dominante, hegemonizada pelo uso do concreto e do ferro.

A necessidade de se reformar uma das casas da ENFF, que serve de moradia para militantes da Brigada Apolônio de Carvalho, permitiu a realização da experiência de construção do telhado de grama, também conhecido por telhado vivo, telhado verde ou ecotelhado.

A definição foi tomada coletivamente pela coordenação da ENFF juntamente com estudantes e arquitetos do Laboratório de Culturas Construtivas (Canteiro Experimental), do Epa! Espaço de Projeto e Ação, ambos coletivos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

Fonte:http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&id=VZlSXRFWwJlUsRmeOZlVhN2aKVVVB1TP

Data: 20/06/2011

Refúgios ameaçados

A diminuição das Áreas de Proteção Permanente (APPs) e de reserva legal no Brasil, proposta pelo projeto de reforma do Código Florestal aprovado em 25 de maio na Câmara dos Deputados, pode resultar na eliminação de pequenos fragmentos de mata ciliar e de propriedades rurais que são cruciais para a sobrevivência de animais como os anfíbios.

Isso porque essas espécies utilizam as áreas remanescentes de floresta como refúgio durante a estação seca e como corredores para se deslocar e buscar alimentos. O alerta foi feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ligados ao programa BIOTA-FAPESP, em carta publicada na edição de 27 de maio da revista Science.

Na carta, os pesquisadores chamam a atenção para o fato de que a existência de pequenos fragmentos da Floresta Estacional Semidecidual – a porção da Mata Atlântica que ocupa no interior do país áreas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná – aumenta significativamente a diversidade de anfíbios, baseados nos resultados de uma pesquisa de doutorado realizada pelo biólogo Fernando Rodrigues da Silva no âmbito do Projeto Temático “Fauna e flora de fragmentos florestais remanescentes no noroeste paulista: base para estudos de conservação da biodiversidade”, apoiado pela FAPESP.

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2011/06/10/diminuicao-das-apps-e-da-reserva-legal-pode-colocar-em-risco-especies-que-dependem-dos-fragmentos-florestais/

Data: 20/06/2011

Após lei, tablets podem ganhar espaço nas escolas brasileiras

De objeto de luxo a material didático. O uso de tablets, computador portátil que tem forma de prancheta e funciona com tela sensível ao toque, como instrumento de aprendizado pode deixar de ser uma realidade distante para as escolas brasileiras depois que a Medida Provisória número 5341/11 foi publicada no Diário Oficial da União. Com os tablets fabricados no Brasil incluídos na Lei do Bem, que reduz os impostos do gadget, redes de ensino já veem o mecanismo como um investimento que cabe no bolso.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5172321-EI8266,00-Apos+lei+tablets+podem+ganhar+espaco+nas+escolas+brasileiras.html

Data: 14/06/2011

Escudo contra a superinfecção

Graças à restrição de ferro causada no fígado do hospedeiro, a própria infecção pelo parasita da malária previne a ocorrência de uma segunda infecção, mais severa, indica estudo publicado na Nature Medicine com participação brasileira.

Em áreas endêmicas de malária é comum que as pessoas sejam picadas diversas vezes pelo mosquito que transmite a doença. Mas, graças à restrição de ferro causada no fígado do hospedeiro, a própria infecção pelo parasita da malária previne a ocorrência de uma segunda infecção.

Leia mais em: http://agencia.fapesp.br/14015

Data: 14/06/2011

Cigarro e supressão do apetite

Cientistas descobrem como a nicotina ativa neurônios que sinalizam que o organismo já comeu o suficiente. Estudo publicado na Science poderá ajudar no desenvolvimento de drogas para parar de fumar sem ganhar peso (Science).

Leia mais em : http://agencia.fapesp.br/14024

Data 09/06/2011

Em pleno século XXI, o mundo virtual ainda é um território que causa medo em muitos professores. Uma pesquisa realizada em parceria pela Secretaria municipal de Educação do Rio, pelo Instituto Oi Futuro e pelo Ibope com 5.505 docentes revela que mais da metade deles (53%) admitiu ter dificuldades em lidar com tecnologia na escola. Entre 1.532 diretores de colégios entrevistados, a porcentagem também foi de 53%. O levantamento ouviu ainda 25.145 alunos: 40% disseram ter problemas para usar a informática nas unidades de ensino.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/08/uso-de-computador-ainda-assusta-professores-da-rede-publica-do-rio-924411775.asp#ixzz1ObKUwgP8
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Data 06/06/2011

A programação da 63ª Reunião Anual da SBPC, evento que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) realizará de 10 a 15 de julho nas dependências da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, já está disponível no site: www.sbpcnet.org.br/goiania

Participarão das atividades mais de 400 cientistas. Também serão realizados 87 minicursos, cujos temas são de interesse tanto de estudantes de graduação e pós-graduação como de professores da rede pública de ensino e técnico.

Estão previstas 148 atividades científicas, como conferências, mesas-redondas, simpósios e encontros. De acordo com a SBPC, o objetivo das atividades é discutir políticas públicas em educação, ciência e tecnologia, bem como questões importantes para o desenvolvimento do país.

Data: 06/06/2011

Mais de 4 mil livros de ciência de graça

Agência FAPESP – A National Academies Press (NAP), editora das academias nacionais de ciência dos Estados Unidos, anunciou no dia 2 de junho que passou a oferecer seu catálogo completo para ser baixado e lido de graça pela internet.

São mais de 4 mil títulos, que podem ser baixados inteiros ou por capítulos, em arquivos pdf. A NAP publica mais de 200 livros por ano nas mais diversas áreas do conhecimento, com destaque para publicações importantes em política científica e tecnológica.

Os livros podem ser copiados livremente a partir de qualquer computador conectado na internet e mostram o esforço da NAP em democratizar o acesso ao conteúdo produzido pelas academias norte-americanas. As academias, que atuam há mais de 100 anos, são: National Academy of Sciences, National Academy of Engineering, Institute of Medicine e National Research Council.

Noticia na integra: http://agencia.fapesp.br/13987

 

Data: 05/06/2011

Dia do Meio Ambiente é comemorado pelo mundo neste domingo

Florestas são o tema escolhido pela ONU para 2011; entre as atividades, há iniciativas inusitadas, como deixar de fazer a barba

Atividades em dezenas de países marcam mais um Dia Mundial do Meio Ambiente, como acontece todo dia 5 de junho, data escolhida pelas Nações Unidas em 1972 para chamar atenção e estimular ações pela conservação do planeta.

Este ano, o tema do dia comemorativo é o serviço prestado pelas florestas  – 2011 é o Ano Internacional das Florestas. O site do programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) tem uma lista de atividades programadas em cada país (em inglês).

Mas, além do que aparece na página do Pnuma, há muitas outras iniciativas ocorrendo para comemorar a data. Em São Paulo, por exemplo, acontece a Virada Sustentável, com mais de 300 atividades culturais e educativas ligadas à preservação do meio ambiente. O foco será nas brincadeiras e nos jogos para mostrar que atitudes do dia a dia podem influenciar no meio ambiente. Em Salvador, haverá missa e concerto.

Fonte: G1 noticias

Data: 05/06/2011

Sob pressão, países iniciam novas negociações para acordo do clima

Reunião pré-COP 17 começa na segunda-feira (6), na Alemanha; especialistas estimam que acordo substituto de Kyoto não sairá em 2011

Sob pressão da ONU, países desenvolvidos e em desenvolvimento voltam a se reunir a partir desta segunda-feira (6) em Bonn, na Alemanha, para debater a criação de um novo acordo para o clima, que substituirá o Protocolo de Kyoto a partir de 2012 e que tentará reduzir as emissões de carbono para frear o aquecimento global.

Esta é uma das últimas reuniões entre negociadores internacionais antes da COP-17 (Conferência das Partes), que vai acontecer em Durban, na África do Sul, entre novembro e dezembro deste ano.

O clima tenso se deve à divulgação de recente estudo da Agência Internacional de Energia sobre o recorde de gases de efeito estufa liberados em 2010. O fato colocou em dúvida o cumprimento da meta de limitar o aumento médio da temperatura do planeta em menos de 2ºC até 2100.

Fonte: G1 noticias

Data: 05/06/2011 -  DIA  MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

No dia 05 de junho comemora-se o dia do meio ambiente.

A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.

A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, onde a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, onde a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.

Nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.

A importância da data é devido às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.

Fonte: http://www.brasilescola.com/datacomemorativas/dia-mundial-do-meio-ambiente-ecologia.htm

Data: 05/06/2011 – DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

Produto ‘biodegradável’ é vilão se descartado de forma errada, diz artigo

Cientistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, divulgaram pesquisa na terça-feira 31/05, apontando que o descarte inadequado de produtos chamados ‘biodegradáveis’ pode ser prejudicial ao meio ambiente.

A justificativa é que a decomposição de copos descartáveis e outros utensílios com esta denominação libera gás metano, causador do efeito estufa. A preocupação dos pesquisadores é que se este tipo de lixo for colocado em aterros sanitários que não capturam ou queimam o gás, o metano será liberado para a atmosfera e poderá contribuir para as emissões de poluentes.

Noticia a íntegra: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2011/06/01/70607-produto-biodegradavel-e-vilao-se-descartado-de-forma-errada-diz-artigo.html

05/06/2011

Data: 02/06/2011

Falta de vitamina D e anemia

Agência FAPESP – Uma nova pesquisa destaca a relação entre carência de vitamina D e anemia em crianças. O trabalho foi apresentado no domingo (1º/5), por cientistas do Johns Hopkins Children’s Center e de outras instituições na reunião anual das Pediatric Academic Societies dos Estados Unidos, em Denver.

link da noticia na integra: http://agencia.fapesp.br/13804

Data: 02/06/2011

O bullying e a omissão

O bullying não ocorre apenas em crianças. Uma discussão extremamente didática sobre o tema entre três especialistas na área, entre eles o dr. Bigliami, e que se transformou em livro a ser editado ainda neste ano, com o título Humilhação e Vergonha, Diálogo Sistêmico Psicanalítico, deverá ter espaço na cabeceira de professores. A obra expõe como a nossa sociedade, moderna e caótica, permite a ascensão do bullyboy ou bullygirl no Estado ou nos altos cargos de direção de empresas, provocando depressão, ansiedade e até suicídio entre as vítimas. A doutora Young Shin Kim, da Universidade de Yale (EUA), analisou 37 estudos de 13 países diferentes e notou que as vítimas de bullying têm até nove vezes mais pensamentos suicidas que indivíduos que não sofreram tal abuso. Para ela, quem sofre bullying pode não estar tão sujeito ao risco de se tornar assassino, mas com certeza é um suicida em potencial. •

Noticia completa em: http://www.cartacapital.com.br/saude/o-bullying-e-a-omissao

Data: 02/06/2011

Quem quer ser professor?

Baixos salários, desvalorização e falta de plano de carreira afastam as novas gerações da profissão docente. Mas há quem não desista.

link da noticia: http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/quem-quer-ser-professor

Data: 02/06/2011

Mapeamento da Mata Atlântica

A agência Fapesp informou  que a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgaram em 26 de maio os dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica com a situação de 16 dos 17 estados em que o bioma está presente no período de 2008 a 2010.

Os dados e mapas podem ser acessados em mapas.sosma.org.br.

A noticia da agência fapesp no link: http://agencia.fapesp.br/13952

Data: 23/05/2011

Desabafo de professora do Rio Grande do Norte

A Professora Amanda Gurgel, 29 anos , critica a educação no Brasil e sua gestão. Ela também foi objeto de um vídeo disponibilizado aqui abaixo

Desabafo de Professora do Rio Grande do Norte

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