Dando início às atividades da Semana de Abertura do Ano Acadêmico 2026 do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), foi realizada no dia 9/03 a formatura de conclusão da trajetória acadêmica de mais de 100 mestres e doutores titulados nos sete Programas de Pós-graduação Stricto sensu do IOC.
Marcado pelo reconhecimento institucional e cheio de emoção e histórias de superação, o evento reuniu egressos, gestores, e docentes, amigos e familiares no auditório Arthur Neiva, em Manguinhos (RJ). A programação integrou o início das ações comemorativas do 5º ato do Jubileu Secular de Prata do IOC.
Na abertura da solenidade, a diretora de Ensino e Extensão do IOC, Norma Brandão, destacou o caráter simbólico do reencontro e a importância de valorizar publicamente a formação científica.
“Esta cerimônia valoriza a formação como ato público, como reconhecimento formal de uma conquista que ultrapassa o âmbito individual. Formar pesquisadores é fortalecer a ciência nacional e ampliar a capacidade de resposta aos desafios sanitários contemporâneos”, afirmou.
Na ocasião, a diretora realizou o lançamento do Projeto Alumni, iniciativa voltada à valorização e à conexão entre egressos dos Programas de Pós-graduação do Instituto.

A proposta reúne dados sobre esses profissionais em um novo espaço no site do IOC, ampliando a visibilidade da comunidade formada pelo Instituto e facilitando conexões acadêmicas e profissionais.
“O objetivo é dar visibilidade aos nossos egressos e fortalecer essa rede. Já temos mais de quatro mil formados identificados e queremos que eles possam ser encontrados para diferentes oportunidades, seja na pesquisa, no ensino ou no mercado de trabalho”, explicou Norma.
Representando os formandos, a egressa Camila Santos Lucio, do Programa de Pós-graduação em Biologia Parasitária, destacou que muitos dos titulados iniciaram suas trajetórias acadêmicas em meio à pandemia de Covid-19, enfrentando um contexto de incertezas, distanciamento social e perdas.
“Fomos a primeira turma a iniciar um processo seletivo totalmente remoto. Nossas aulas começaram por telas e nossos encontros foram por janelas virtuais. Mesmo assim seguimos, porque havia algo maior que nos unia, que era o compromisso com a ciência e com o conhecimento”, afirmou.

Camila também ressaltou os desafios pessoais enfrentados ao longo do doutorado, incluindo a maternidade e o impacto de um incêndio no prédio onde ficava o laboratório em que atuava, que a afastou da bancada por meses.
“Se chegamos até aqui, é porque aprendemos que fazer ciência é, acima de tudo, um ato de coragem, resistência e esperança”, declarou.
Entre os novos mestres e doutores, diferentes trajetórias revelaram o impacto da formação na atuação profissional e na produção de conhecimento voltado à saúde pública.
Formada pelo Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical, a recém-doutora Tatiana Campos Neves desenvolveu uma pesquisa sobre a vulnerabilidade socioambiental associada à Covid-19 na Amazônia.
Utilizando dados epidemiológicos, o estudo analisou os diferentes contextos municipais da região para compreender como fatores sociais e ambientais influenciaram os desfechos da pandemia.
“Foi uma união de saúde, ciência, tecnologia e ambiente. Para mim, foi muito relevante poder seguir na área da saúde sem esquecer minhas raízes na área ambiental”, contou.

Ao longo do doutorado, Tatiana, que é uma pessoa com deficiência, contou com apoio institucional do Acolhe IOC e do Centro de Apoio ao Discente (CAD), iniciativas voltadas ao suporte psicossocial e psicopedagógico aos estudantes.
Segundo ela, esse acompanhamento foi fundamental para a continuidade da pesquisa.
“O apoio psicossocial foi essencial. Foi o que me permitiu ir até o final da minha pesquisa”, relatou.
Pouco antes da defesa, ela recebeu a notícia de que havia sido convocada em concurso do Ministério da Saúde. Hoje, atua como tecnologista no Departamento de Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.
Também egresso da Medicina Tropical, Aldemes Barroso, que é prefeito do município de Arraial (PI), destacou a aplicação direta do conhecimento científico na melhoria das condições de saúde da população.
Em sua formação, o pesquisador e político desenvolveu uma pesquisa sobre a doença de Chagas em comunidades rurais da região, investigando a infecção em centenas de moradores.
“Foram cerca de 800 pessoas pesquisadas. Conseguimos identificar casos positivos e inserir esses pacientes no Sistema Único de Saúde para que pudessem iniciaro tratamento”, explicou.
Segundo ele, a formação contribui para fortalecer a atuação de profissionais do SUS. “Com uma equipe mais preparada, conseguimos melhorar o acesso e a qualidade do cuidado oferecido às comunidades”, afirmou.

Já a doutora Greisieli Duarte Pereira, do Programa de Pós-graduação em Ensino em Biociências e Saúde, relembrou as dificuldades enfrentadas ao longo da formação e destacou o papel da instituição no apoio aos estudantes.
“Eu sou uma mulher que saiu da Baixada Fluminense (RJ), de uma região chamada Café Torrado, e hoje estou aqui recebendo meu diploma de doutora pelo Instituto Oswaldo Cruz”, declarou emocionada.
A representante discente, Fernanda Ramos, reforçou a importância da Semana de Abertura do Ano Acadêmico como espaço de integração entre estudantes e egressos.
“A semana de abertura do ano acadêmico é muito importante para o coletivo de alunos e egressos, porque nós nos integramos. Os alunos novos conseguem conhecer os colegas, os antigos se engajam mais com as ações e, agora, os nossos queridos egressos também continuam se sentindo pertencentes ao IOC”, refletiu.

Encerrado com homenagens e confraternização entre formandos, familiares e docentes, o evento marcou a celebração de uma nova geração de pesquisadores comprometidos com a ciência e com a saúde pública brasileira.
Segundo Norma Brandão, a proposta é que a cerimônia passe a integrar permanentemente a abertura do ano acadêmico do Instituto.
“A ideia é que esse encontro aconteça todos os anos, reunindo os formados do ano anterior. Na Pós-graduação, o conceito de turma nem sempre se aplica da mesma forma, porque os estudantes seguem trajetórias muito diferentes. Promover esse reencontro é importante para fortalecer vínculos e manter essa rede viva”, finalizou.
Dando início às atividades da Semana de Abertura do Ano Acadêmico 2026 do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), foi realizada no dia 9/03 a formatura de conclusão da trajetória acadêmica de mais de 100 mestres e doutores titulados nos sete Programas de Pós-graduação Stricto sensu do IOC.
Marcado pelo reconhecimento institucional e cheio de emoção e histórias de superação, o evento reuniu egressos, gestores, e docentes, amigos e familiares no auditório Arthur Neiva, em Manguinhos (RJ). A programação integrou o início das ações comemorativas do 5º ato do Jubileu Secular de Prata do IOC.
Na abertura da solenidade, a diretora de Ensino e Extensão do IOC, Norma Brandão, destacou o caráter simbólico do reencontro e a importância de valorizar publicamente a formação científica.
“Esta cerimônia valoriza a formação como ato público, como reconhecimento formal de uma conquista que ultrapassa o âmbito individual. Formar pesquisadores é fortalecer a ciência nacional e ampliar a capacidade de resposta aos desafios sanitários contemporâneos”, afirmou.
Na ocasião, a diretora realizou o lançamento do Projeto Alumni, iniciativa voltada à valorização e à conexão entre egressos dos Programas de Pós-graduação do Instituto.

A proposta reúne dados sobre esses profissionais em um novo espaço no site do IOC, ampliando a visibilidade da comunidade formada pelo Instituto e facilitando conexões acadêmicas e profissionais.
“O objetivo é dar visibilidade aos nossos egressos e fortalecer essa rede. Já temos mais de quatro mil formados identificados e queremos que eles possam ser encontrados para diferentes oportunidades, seja na pesquisa, no ensino ou no mercado de trabalho”, explicou Norma.
Representando os formandos, a egressa Camila Santos Lucio, do Programa de Pós-graduação em Biologia Parasitária, destacou que muitos dos titulados iniciaram suas trajetórias acadêmicas em meio à pandemia de Covid-19, enfrentando um contexto de incertezas, distanciamento social e perdas.
“Fomos a primeira turma a iniciar um processo seletivo totalmente remoto. Nossas aulas começaram por telas e nossos encontros foram por janelas virtuais. Mesmo assim seguimos, porque havia algo maior que nos unia, que era o compromisso com a ciência e com o conhecimento”, afirmou.

Camila também ressaltou os desafios pessoais enfrentados ao longo do doutorado, incluindo a maternidade e o impacto de um incêndio no prédio onde ficava o laboratório em que atuava, que a afastou da bancada por meses.
“Se chegamos até aqui, é porque aprendemos que fazer ciência é, acima de tudo, um ato de coragem, resistência e esperança”, declarou.
Entre os novos mestres e doutores, diferentes trajetórias revelaram o impacto da formação na atuação profissional e na produção de conhecimento voltado à saúde pública.
Formada pelo Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical, a recém-doutora Tatiana Campos Neves desenvolveu uma pesquisa sobre a vulnerabilidade socioambiental associada à Covid-19 na Amazônia.
Utilizando dados epidemiológicos, o estudo analisou os diferentes contextos municipais da região para compreender como fatores sociais e ambientais influenciaram os desfechos da pandemia.
“Foi uma união de saúde, ciência, tecnologia e ambiente. Para mim, foi muito relevante poder seguir na área da saúde sem esquecer minhas raízes na área ambiental”, contou.

Ao longo do doutorado, Tatiana, que é uma pessoa com deficiência, contou com apoio institucional do Acolhe IOC e do Centro de Apoio ao Discente (CAD), iniciativas voltadas ao suporte psicossocial e psicopedagógico aos estudantes.
Segundo ela, esse acompanhamento foi fundamental para a continuidade da pesquisa.
“O apoio psicossocial foi essencial. Foi o que me permitiu ir até o final da minha pesquisa”, relatou.
Pouco antes da defesa, ela recebeu a notícia de que havia sido convocada em concurso do Ministério da Saúde. Hoje, atua como tecnologista no Departamento de Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.
Também egresso da Medicina Tropical, Aldemes Barroso, que é prefeito do município de Arraial (PI), destacou a aplicação direta do conhecimento científico na melhoria das condições de saúde da população.
Em sua formação, o pesquisador e político desenvolveu uma pesquisa sobre a doença de Chagas em comunidades rurais da região, investigando a infecção em centenas de moradores.
“Foram cerca de 800 pessoas pesquisadas. Conseguimos identificar casos positivos e inserir esses pacientes no Sistema Único de Saúde para que pudessem iniciaro tratamento”, explicou.
Segundo ele, a formação contribui para fortalecer a atuação de profissionais do SUS. “Com uma equipe mais preparada, conseguimos melhorar o acesso e a qualidade do cuidado oferecido às comunidades”, afirmou.

Já a doutora Greisieli Duarte Pereira, do Programa de Pós-graduação em Ensino em Biociências e Saúde, relembrou as dificuldades enfrentadas ao longo da formação e destacou o papel da instituição no apoio aos estudantes.
“Eu sou uma mulher que saiu da Baixada Fluminense (RJ), de uma região chamada Café Torrado, e hoje estou aqui recebendo meu diploma de doutora pelo Instituto Oswaldo Cruz”, declarou emocionada.
A representante discente, Fernanda Ramos, reforçou a importância da Semana de Abertura do Ano Acadêmico como espaço de integração entre estudantes e egressos.
“A semana de abertura do ano acadêmico é muito importante para o coletivo de alunos e egressos, porque nós nos integramos. Os alunos novos conseguem conhecer os colegas, os antigos se engajam mais com as ações e, agora, os nossos queridos egressos também continuam se sentindo pertencentes ao IOC”, refletiu.

Encerrado com homenagens e confraternização entre formandos, familiares e docentes, o evento marcou a celebração de uma nova geração de pesquisadores comprometidos com a ciência e com a saúde pública brasileira.
Segundo Norma Brandão, a proposta é que a cerimônia passe a integrar permanentemente a abertura do ano acadêmico do Instituto.
“A ideia é que esse encontro aconteça todos os anos, reunindo os formados do ano anterior. Na Pós-graduação, o conceito de turma nem sempre se aplica da mesma forma, porque os estudantes seguem trajetórias muito diferentes. Promover esse reencontro é importante para fortalecer vínculos e manter essa rede viva”, finalizou.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)