A programação da tarde do dia 13/04, na Abertura do Ano Acadêmico 2026 do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), explorou os múltiplos sentidos do verbo ‘acolher’ na Pós-graduação.
Da escuta institucional ao registro de patente, passando por oportunidades internacionais e por políticas de assistência estudantil, a mesa-redonda reuniu um mosaico de temas importantes para a vida dos pós-graduandos, mostrando como o acolhimento se concretiza em diferentes formas de apoio aos estudantes ao longo do curso.

Com o tema ‘Acolhimento na Pós-graduação: políticas institucionais, práticas de cuidado e estratégias de permanência discente’, a atividade contou com a participação de representantes de diferentes áreas do IOC e da Fiocruz, que apresentaram serviços, programas e possibilidades disponíveis aos estudantes, com foco em orientação, cuidado e desenvolvimento acadêmico e profissional.
O encontro foi realizado no auditório Arthur Neiva, em Manguinhos (RJ), e contou com transmissão ao vivo no canal do YouTube do Instituto. A programação integrou o início das ações comemorativas do 5º ato do Jubileu Secular de Prata do IOC.
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Na abertura, a diretora de Ensino e Extensão, Norma Brandão, apresentou o programa Acolhe IOC, sistema lançado em 2021 com o intuito de facilitar a comunicação de profissionais e estudantes sobre situações desarmônicas vivenciadas no ambiente de trabalho ou ensino.
Pelo site ou pelo e-mail ‘acolhimento@ioc.fiocruz.br’, é possível registrar relatos e buscar orientação institucional. Para além da mediação de conflitos, a iniciativa também se propõe a oferecer apoio em diferentes momentos da vida acadêmica.
“Nem sempre estamos falando de conflito, porque a vida nos é adversa. Às vezes, em determinados momentos, precisamos apenas de um suporte”, afirmou.
A relação entre ciência e aplicação prática foi abordada na apresentação do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/IOC).
A coordenadora Klena Sarges e a colaboradora Camila Cardoso destacaram que pesquisas desenvolvidas na Pós-graduação podem resultar em patentes, softwares e outras soluções com potencial de aplicação no Sistema Único de Saúde (SUS).
“Todas as boas histórias de vacinas, medicamentos e outros produtos em saúde começam dentro de um laboratório. As pesquisas desenvolvidas na Pós-graduação podem virar medicamentos, diagnósticos ou soluções que vão ajudar o SUS”, apontou Klena.

As palestrantes enfatizaram a importância de buscar orientação antes da divulgação pública de resultados para preservar o potencial de proteção intelectual e viabilizar a transferência de tecnologia. A equipe pode ser acionada pelo e-mail ‘nit@ioc.fiocruz.br’.
“Sempre que for interagir com uma empresa e expor dados sigilosos, procure o NIT para fazer esse acordo de confidencialidade”, contou.
Na sequência, a dimensão internacional da formação foi o foco da apresentação de Carlos Eduardo Rocha, da coordenação de Relações Internacionais do IOC, que abordou conceitos de internacionalização e diplomacia científica em saúde.
Rocha mostrou como a circulação de pesquisadores, os acordos de cooperação, a atuação em redes internacionais e a participação em fóruns multilaterais integram a rotina institucional da Fiocruz e do IOC.
Segundo ele, a diplomacia científica faz parte da história da instituição desde sua origem, em diálogo com a tradição de cooperação internacional inaugurada por Oswaldo Cruz.

Ele destacou ainda que o campo não se restringe a gestores ou pesquisadores seniores. Pelo contrário, inclui estudantes de Pós-graduação, que podem participar de mobilidades acadêmicas, redes colaborativas, eventos e projetos internacionais.
Na apresentação, também trouxe exemplos de iniciativas apoiadas pela Coordenação de Relações Internacionais do IOC, como cursos com parceiros estrangeiros, articulações com embaixadas e projetos multilaterais, como o Mosaic. Além disso, divulgou oportunidades externas voltadas a alunos interessados em aprofundar sua formação na área.
A Coordenação de Relações Internacionais pode ser acionada pelo e-mail ‘internacional@ioc.fiocruz.br’.
O papel da escuta institucional foi reforçado pela ouvidora-geral da Fiocruz, Daniela Bueno. Em sua apresentação, ela explicou que a ouvidoria atua para além do recebimento de denúncias, incluindo mediação de conflitos, orientação e ações educativas.
A ouvidora chamou atenção para a necessidade de enfrentar práticas de assédio moral e sexual ainda presentes na academia e de romper com a naturalização do sofrimento na formação científica.

Daniela ressaltou que a atuação da Ouvidoria vai além do recebimento de denúncias e reclamações. Segundo ela, o setor também funciona como um espaço de escuta e transformação institucional, a partir de manifestações como sugestões, solicitações de providência e relatos sobre problemas do cotidiano.
“A Ouvidoria atua como um agente de transformação institucional, a partir da escuta qualificada das manifestações da comunidade e do encaminhamento dessas demandas para que gerem mudanças concretas”, comentou.
Encerrando a programação, a coordenadora do Centro de Apoio ao Discente (CAD) da Fiocruz, Etinete Gonçalves, apresentou o conjunto de ações desenvolvidas pela Fundação para fortalecer a permanência estudantil na Pós-graduação.
Segundo ela, o trabalho do CAD parte da compreensão de que a trajetória acadêmica é atravessada por fatores pedagógicos, emocionais, sociais e econômicos. Por isso, o apoio ao estudante precisa considerar o desenvolvimento integral, incluindo bem-estar psíquico, cidadania, inserção acadêmica, acessibilidade, participação política e preparação para o mundo do trabalho.

Entre as iniciativas apresentadas pela coordenadora, estão o auxílio permanência, o novo auxílio moradia, o programa de formação em língua inglesa, o projeto Fiocarreiras, o acompanhamento psicossocial, o apoio psicopedagógico, o serviço de assistência social e ações voltadas a estudantes estrangeiros ou oriundos de outros estados, por meio do programa Fiocruz Acolhe.
As diferentes apresentações convergiram para uma mesma ideia: acolher, na Pós-graduação, não significa apenas receber bem os estudantes no início do curso, mas construir condições para que eles possam seguir sua trajetória com apoio, segurança e perspectiva.
A programação da tarde do dia 13/04, na Abertura do Ano Acadêmico 2026 do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), explorou os múltiplos sentidos do verbo ‘acolher’ na Pós-graduação.
Da escuta institucional ao registro de patente, passando por oportunidades internacionais e por políticas de assistência estudantil, a mesa-redonda reuniu um mosaico de temas importantes para a vida dos pós-graduandos, mostrando como o acolhimento se concretiza em diferentes formas de apoio aos estudantes ao longo do curso.

Com o tema ‘Acolhimento na Pós-graduação: políticas institucionais, práticas de cuidado e estratégias de permanência discente’, a atividade contou com a participação de representantes de diferentes áreas do IOC e da Fiocruz, que apresentaram serviços, programas e possibilidades disponíveis aos estudantes, com foco em orientação, cuidado e desenvolvimento acadêmico e profissional.
O encontro foi realizado no auditório Arthur Neiva, em Manguinhos (RJ), e contou com transmissão ao vivo no canal do YouTube do Instituto. A programação integrou o início das ações comemorativas do 5º ato do Jubileu Secular de Prata do IOC.
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Na abertura, a diretora de Ensino e Extensão, Norma Brandão, apresentou o programa Acolhe IOC, sistema lançado em 2021 com o intuito de facilitar a comunicação de profissionais e estudantes sobre situações desarmônicas vivenciadas no ambiente de trabalho ou ensino.
Pelo site ou pelo e-mail ‘acolhimento@ioc.fiocruz.br’, é possível registrar relatos e buscar orientação institucional. Para além da mediação de conflitos, a iniciativa também se propõe a oferecer apoio em diferentes momentos da vida acadêmica.
“Nem sempre estamos falando de conflito, porque a vida nos é adversa. Às vezes, em determinados momentos, precisamos apenas de um suporte”, afirmou.
A relação entre ciência e aplicação prática foi abordada na apresentação do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/IOC).
A coordenadora Klena Sarges e a colaboradora Camila Cardoso destacaram que pesquisas desenvolvidas na Pós-graduação podem resultar em patentes, softwares e outras soluções com potencial de aplicação no Sistema Único de Saúde (SUS).
“Todas as boas histórias de vacinas, medicamentos e outros produtos em saúde começam dentro de um laboratório. As pesquisas desenvolvidas na Pós-graduação podem virar medicamentos, diagnósticos ou soluções que vão ajudar o SUS”, apontou Klena.

As palestrantes enfatizaram a importância de buscar orientação antes da divulgação pública de resultados para preservar o potencial de proteção intelectual e viabilizar a transferência de tecnologia. A equipe pode ser acionada pelo e-mail ‘nit@ioc.fiocruz.br’.
“Sempre que for interagir com uma empresa e expor dados sigilosos, procure o NIT para fazer esse acordo de confidencialidade”, contou.
Na sequência, a dimensão internacional da formação foi o foco da apresentação de Carlos Eduardo Rocha, da coordenação de Relações Internacionais do IOC, que abordou conceitos de internacionalização e diplomacia científica em saúde.
Rocha mostrou como a circulação de pesquisadores, os acordos de cooperação, a atuação em redes internacionais e a participação em fóruns multilaterais integram a rotina institucional da Fiocruz e do IOC.
Segundo ele, a diplomacia científica faz parte da história da instituição desde sua origem, em diálogo com a tradição de cooperação internacional inaugurada por Oswaldo Cruz.

Ele destacou ainda que o campo não se restringe a gestores ou pesquisadores seniores. Pelo contrário, inclui estudantes de Pós-graduação, que podem participar de mobilidades acadêmicas, redes colaborativas, eventos e projetos internacionais.
Na apresentação, também trouxe exemplos de iniciativas apoiadas pela Coordenação de Relações Internacionais do IOC, como cursos com parceiros estrangeiros, articulações com embaixadas e projetos multilaterais, como o Mosaic. Além disso, divulgou oportunidades externas voltadas a alunos interessados em aprofundar sua formação na área.
A Coordenação de Relações Internacionais pode ser acionada pelo e-mail ‘internacional@ioc.fiocruz.br’.
O papel da escuta institucional foi reforçado pela ouvidora-geral da Fiocruz, Daniela Bueno. Em sua apresentação, ela explicou que a ouvidoria atua para além do recebimento de denúncias, incluindo mediação de conflitos, orientação e ações educativas.
A ouvidora chamou atenção para a necessidade de enfrentar práticas de assédio moral e sexual ainda presentes na academia e de romper com a naturalização do sofrimento na formação científica.

Daniela ressaltou que a atuação da Ouvidoria vai além do recebimento de denúncias e reclamações. Segundo ela, o setor também funciona como um espaço de escuta e transformação institucional, a partir de manifestações como sugestões, solicitações de providência e relatos sobre problemas do cotidiano.
“A Ouvidoria atua como um agente de transformação institucional, a partir da escuta qualificada das manifestações da comunidade e do encaminhamento dessas demandas para que gerem mudanças concretas”, comentou.
Encerrando a programação, a coordenadora do Centro de Apoio ao Discente (CAD) da Fiocruz, Etinete Gonçalves, apresentou o conjunto de ações desenvolvidas pela Fundação para fortalecer a permanência estudantil na Pós-graduação.
Segundo ela, o trabalho do CAD parte da compreensão de que a trajetória acadêmica é atravessada por fatores pedagógicos, emocionais, sociais e econômicos. Por isso, o apoio ao estudante precisa considerar o desenvolvimento integral, incluindo bem-estar psíquico, cidadania, inserção acadêmica, acessibilidade, participação política e preparação para o mundo do trabalho.

Entre as iniciativas apresentadas pela coordenadora, estão o auxílio permanência, o novo auxílio moradia, o programa de formação em língua inglesa, o projeto Fiocarreiras, o acompanhamento psicossocial, o apoio psicopedagógico, o serviço de assistência social e ações voltadas a estudantes estrangeiros ou oriundos de outros estados, por meio do programa Fiocruz Acolhe.
As diferentes apresentações convergiram para uma mesma ideia: acolher, na Pós-graduação, não significa apenas receber bem os estudantes no início do curso, mas construir condições para que eles possam seguir sua trajetória com apoio, segurança e perspectiva.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)