
Encerrando as comemorações pelos 125 anos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), o 12º Simpósio Ciência, Arte e Cidadania (CAC 2026) ampliou o diálogo entre conhecimento científico, cultura e participação social.
Realizado no Museu de Arte do Rio (MAR), nos dias 24 e 25 de abril, o evento contou com mesas redondas, conferências, exposições e oficinas em programação integrada ao FestIOC Rio – Festival Inova Saúde & CienciArte.
As atividades reuniram pesquisadores, artistas, gestores e representantes da sociedade para refletir sobre desafios contemporâneos. Acesse as imagens do evento na galeria de fotos ou na pasta do Flickr.
Parte da programação foi transmitida ao vivo pelo canal do IOC no YouTube. Confira:
Participaram da mesa de abertura:
Tania Araujo-Jorge, diretora do Instituto;
Marcelo Velloso, diretor do MAR;
Eleonora Kurtenbach, secretária-geral do Espaço Ciência Viva (ECV);
Luisa Ketzer, vice-coordenadora da Rede Nacional Ciência e Educação Leopoldo de Meis (RNEC);
João Portinari, do Projeto Portinari;
Gabriel Medina, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro;
Marco Nascimento, representante da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz (VPPIS) e da Aliança pela Inovação;
e Elika Takimoto, da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O papel do Rio de Janeiro como polo de inovação em ciência e saúde foi tema de debate com a participação do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro, Gabriel Medina; do coordenador de relações públicas do Porto Maravalley, Rodrigo Santiago; e da diretora de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do IOC, Luciana Garzoni. A contribuição da Fiocruz para o desenvolvimento tecnológico no Rio foi destacada.
“Temos a Fiocruz, a Firjan, capital humano, mas ainda faltam oportunidades para os grandes cérebros cariocas. Precisamos de uma estratégia que articule o ecossistema da inovação”, disse Medina.
“O IOC é a célula mater da Fiocruz, é a maior de todas as unidades da Fiocruz e é carioca. É um epicentro de pesquisa e inovação para a saúde no Rio de Janeiro”, afirmou Luciana.

A programação também contou com mesa redonda sobre decolonialidade nas ciências, artes e saúde.
“É fundamental pensarmos nos efeitos que a colonização trouxe para a nossa sociedade há tantos séculos, que são sentidos até hoje”, declarou Mariana Elysio, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e mediadora do debate.
Foram apresentados o Projeto Negro Muro, de Pedro Rajão, que retrata personalidades negras em murais de grafite no Rio de Janeiro; e o livro ‘Osupá - luz da presença’, coletânea de poemas que resgata memórias negras, de autoria de Juliana Pereira, doutoranda da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Raquel Marreiro abordou o impacto de oficinas de ciência e arte sobre racismo ambiental realizadas na Maré em projeto de iniciação científica desenvolvido no IOC e Juliana Coutinho, pesquisadora da Ação da Cidadania, ressaltou a importância da diversidade na ciência.

Na sequência, conferência da deputada estadual Martha Rocha discutiu saúde e violência no contexto feminino, com mediação de Luciana Garzoni.
Ex-chefe da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro e ex-secretária municipal de Assistência Social, a parlamentar apontou recorde de 154 mil ocorrências registradas em delegacias fluminenses em 2024. Ela também chamou atenção para a necessidade de atuação contra os diversos tipos de violência contra a mulher, incluindo física, psicológica, patrimonial e virtual.
Jogos, exposições e atividades interativas também fizeram parte da programação do CAC 2026, despertando a curiosidade do público.

No escape room ‘O enigma de Berenice’, os visitantes foram levados ao ano de 1909. Na narrativa do game, trabalhadores de uma ferrovia no interior de Minas Gerais adoecem enquanto um surto se espalhava pela região. No local, os cientistas se deparam com algo ainda mais grave: uma doença desconhecida ameaçando a população local.
Recriando o contexto da descoberta da doença de Chagas, o jogo convida os participantes a resolver enigmas baseados em evidências científicas, dialogando especialmente com o público adolescente.
“Percebemos que havia uma lacuna em atividades voltadas para essa faixa etária. O escape room tem um formato investigativo que engaja mais, e permite trabalhar a ciência a partir da própria lógica da descoberta”, explicou Eduardo Caio dos Santos, chefe do Laboratório de Bioquímica de Tripanosomatídeos do IOC e um dos idealizadores do jogo.

As estudantes Karina Cebolela, de 15 anos, Yasmin Cebolela, de 20, e Manuela Medeiros, de 19, participaram da dinâmica e destacaram o desafio como um dos pontos altos da experiência.
“Foi mais difícil do que eu imaginava. Achávamos que seria algo simples, mas tivemos que pensar bastante — o mais difícil era ter a sacada para chegar na resposta. É uma forma mais lúdica e direta de enxergar o que vemos só de forma teórica. Fica mais fácil de integrar com a matéria que aprendemos na escola e na faculdade”, comentaram.

Rodrigo Adão, graduando vinculado ao Espaço Ciência Viva, atuou como mediador na atividade ‘Por Dentro do Sangue’ e destacou o impacto do contato direto com o público. Interessado em seguir carreira na área e ingressar no Instituto Oswaldo Cruz, ele vê na experiência uma oportunidade de aproximação com a prática científica.
“É muito interessante observar como o público reage às atrações, principalmente quando levantamos curiosidades científicas. Houve uma menina que ficou fascinada ao descobrir que o sangue do polvo é azul — ela já gostava do animal e ficou ainda mais interessada”, contou.

A diversidade de propostas incluiu iniciativas voltadas à acessibilidade e à ampliação das formas de aprendizado.
Na atividade ‘Paleoparasitologia para todos’, a professora Daniela Leles, da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresentou materiais interativos que permitem explorar conceitos científicos por meio do tato e da experimentação, incluindo réplicas de fósseis, múmias e estruturas microscópicas adaptadas.
“Quando acessibilizamos um material, beneficiamos a todos”, destacou a pesquisadora.

Encerrando as comemorações pelos 125 anos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), o 12º Simpósio Ciência, Arte e Cidadania (CAC 2026) ampliou o diálogo entre conhecimento científico, cultura e participação social.
Realizado no Museu de Arte do Rio (MAR), nos dias 24 e 25 de abril, o evento contou com mesas redondas, conferências, exposições e oficinas em programação integrada ao FestIOC Rio – Festival Inova Saúde & CienciArte.
As atividades reuniram pesquisadores, artistas, gestores e representantes da sociedade para refletir sobre desafios contemporâneos. Acesse as imagens do evento na galeria de fotos ou na pasta do Flickr.
Parte da programação foi transmitida ao vivo pelo canal do IOC no YouTube. Confira:
Participaram da mesa de abertura:
Tania Araujo-Jorge, diretora do Instituto;
Marcelo Velloso, diretor do MAR;
Eleonora Kurtenbach, secretária-geral do Espaço Ciência Viva (ECV);
Luisa Ketzer, vice-coordenadora da Rede Nacional Ciência e Educação Leopoldo de Meis (RNEC);
João Portinari, do Projeto Portinari;
Gabriel Medina, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro;
Marco Nascimento, representante da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz (VPPIS) e da Aliança pela Inovação;
e Elika Takimoto, da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O papel do Rio de Janeiro como polo de inovação em ciência e saúde foi tema de debate com a participação do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro, Gabriel Medina; do coordenador de relações públicas do Porto Maravalley, Rodrigo Santiago; e da diretora de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do IOC, Luciana Garzoni. A contribuição da Fiocruz para o desenvolvimento tecnológico no Rio foi destacada.
“Temos a Fiocruz, a Firjan, capital humano, mas ainda faltam oportunidades para os grandes cérebros cariocas. Precisamos de uma estratégia que articule o ecossistema da inovação”, disse Medina.
“O IOC é a célula mater da Fiocruz, é a maior de todas as unidades da Fiocruz e é carioca. É um epicentro de pesquisa e inovação para a saúde no Rio de Janeiro”, afirmou Luciana.

A programação também contou com mesa redonda sobre decolonialidade nas ciências, artes e saúde.
“É fundamental pensarmos nos efeitos que a colonização trouxe para a nossa sociedade há tantos séculos, que são sentidos até hoje”, declarou Mariana Elysio, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e mediadora do debate.
Foram apresentados o Projeto Negro Muro, de Pedro Rajão, que retrata personalidades negras em murais de grafite no Rio de Janeiro; e o livro ‘Osupá - luz da presença’, coletânea de poemas que resgata memórias negras, de autoria de Juliana Pereira, doutoranda da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Raquel Marreiro abordou o impacto de oficinas de ciência e arte sobre racismo ambiental realizadas na Maré em projeto de iniciação científica desenvolvido no IOC e Juliana Coutinho, pesquisadora da Ação da Cidadania, ressaltou a importância da diversidade na ciência.

Na sequência, conferência da deputada estadual Martha Rocha discutiu saúde e violência no contexto feminino, com mediação de Luciana Garzoni.
Ex-chefe da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro e ex-secretária municipal de Assistência Social, a parlamentar apontou recorde de 154 mil ocorrências registradas em delegacias fluminenses em 2024. Ela também chamou atenção para a necessidade de atuação contra os diversos tipos de violência contra a mulher, incluindo física, psicológica, patrimonial e virtual.
Jogos, exposições e atividades interativas também fizeram parte da programação do CAC 2026, despertando a curiosidade do público.

No escape room ‘O enigma de Berenice’, os visitantes foram levados ao ano de 1909. Na narrativa do game, trabalhadores de uma ferrovia no interior de Minas Gerais adoecem enquanto um surto se espalhava pela região. No local, os cientistas se deparam com algo ainda mais grave: uma doença desconhecida ameaçando a população local.
Recriando o contexto da descoberta da doença de Chagas, o jogo convida os participantes a resolver enigmas baseados em evidências científicas, dialogando especialmente com o público adolescente.
“Percebemos que havia uma lacuna em atividades voltadas para essa faixa etária. O escape room tem um formato investigativo que engaja mais, e permite trabalhar a ciência a partir da própria lógica da descoberta”, explicou Eduardo Caio dos Santos, chefe do Laboratório de Bioquímica de Tripanosomatídeos do IOC e um dos idealizadores do jogo.

As estudantes Karina Cebolela, de 15 anos, Yasmin Cebolela, de 20, e Manuela Medeiros, de 19, participaram da dinâmica e destacaram o desafio como um dos pontos altos da experiência.
“Foi mais difícil do que eu imaginava. Achávamos que seria algo simples, mas tivemos que pensar bastante — o mais difícil era ter a sacada para chegar na resposta. É uma forma mais lúdica e direta de enxergar o que vemos só de forma teórica. Fica mais fácil de integrar com a matéria que aprendemos na escola e na faculdade”, comentaram.

Rodrigo Adão, graduando vinculado ao Espaço Ciência Viva, atuou como mediador na atividade ‘Por Dentro do Sangue’ e destacou o impacto do contato direto com o público. Interessado em seguir carreira na área e ingressar no Instituto Oswaldo Cruz, ele vê na experiência uma oportunidade de aproximação com a prática científica.
“É muito interessante observar como o público reage às atrações, principalmente quando levantamos curiosidades científicas. Houve uma menina que ficou fascinada ao descobrir que o sangue do polvo é azul — ela já gostava do animal e ficou ainda mais interessada”, contou.

A diversidade de propostas incluiu iniciativas voltadas à acessibilidade e à ampliação das formas de aprendizado.
Na atividade ‘Paleoparasitologia para todos’, a professora Daniela Leles, da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresentou materiais interativos que permitem explorar conceitos científicos por meio do tato e da experimentação, incluindo réplicas de fósseis, múmias e estruturas microscópicas adaptadas.
“Quando acessibilizamos um material, beneficiamos a todos”, destacou a pesquisadora.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)