Imagem da cabeça da espécie Wyeomyia flui. Foto: reprodução artigo
Uma equipe internacional de pesquisadores, liderada por especialistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), descreveu um novo subgênero de Culicídeos, popularmente chamados de mosquitos.
Batizado de Leonidasdeanea, em homenagem ao célebre entomologista Leonidas Deane, o subgênero passou a reunir três “espécies irmãs": Wyeomyia luciae, Wyeomyia chalcocephala e Wyeomyia flui.
O novo grupo representa uma reorganização na árvore genealógica desses insetos. Esta conclusão foi possível graças à utilização de modernas tecnologias de análise de DNA e à observação detalhada da aparência física dos mosquitos durante as fases do ciclo de vida
Dentre os destaques da reorganização, está a revalidação da espécie Wy. luciae, que desde a década de 1950 era incorretamente considerada o mesmo mosquito que a Wy. Chalcocephala.
Além disso, o estudo também determinou que a espécie Wy. surinamensis é, na verdade, um sinônimo de Wy. flui, encerrando uma confusão de identidade que durava décadas.
Cientistas analisaram detalhadamente as características morfológicas dos insetos. Foto: reprodução artigo
De característica silvestre, esses mosquitos podem ser encontrados da América Central até o Centro-Oeste do Brasil. Eles se reproduzem a partir de pequenos acúmulos de água em palmeiras, como o buriti e o açaí, além de outras plantas da floresta. As fêmeas adultas podem picar os seres humanos para se alimentar de sangue.
O trabalho, publicado na revista científica Zootaxa, foi conduzido pela equipe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC, sob coordenação dos pesquisadores Ricardo Lourenço de Oliveira e Monique Albuquerque Motta, e contou com colaboração de especialistas da Universidade de São Paulo (USP), Instituto Pasteur da Guiana Francesa e da Universidade de Harvard.
“Essa descrição é essencial para catalogar a rica biodiversidade do nosso continente e garantir que a ciência tenha nomes precisos para cada ser vivo, facilitando estudos futuros sobre saúde e meio ambiente”, comentou Ricardo Lourenço.
A descrição do novo grupo é fruto de um trabalho minucioso que exigiu o exame de espécimes preservados em três importantes museus internacionais: Museu de História Natural de Leiden (Holanda), Smithsonian (Estados Unidos) e Museu Nacional de História Natural (França).
Além dos registros em museus, o estudo utilizou coletas feitas por pesquisadores do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários desde a década de 1980. Naquele período, a equipe trabalhava na linha de frente de pesquisas sobre epidemias de malária que atingiam o estado de Rondônia.
* Artigo 'Systematics of Leonidasdeanea, a new subgenus of Wyeomyia (Diptera: Culicidae), with recognition of Wy. luciae as a valid species and synonymy of Wy. surinamensis with Wy. flui' - https://doi.org/10.11646/zootaxa.5782.1.1
Imagem da cabeça da espécie Wyeomyia flui. Foto: reprodução artigo
Uma equipe internacional de pesquisadores, liderada por especialistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), descreveu um novo subgênero de Culicídeos, popularmente chamados de mosquitos.
Batizado de Leonidasdeanea, em homenagem ao célebre entomologista Leonidas Deane, o subgênero passou a reunir três “espécies irmãs": Wyeomyia luciae, Wyeomyia chalcocephala e Wyeomyia flui.
O novo grupo representa uma reorganização na árvore genealógica desses insetos. Esta conclusão foi possível graças à utilização de modernas tecnologias de análise de DNA e à observação detalhada da aparência física dos mosquitos durante as fases do ciclo de vida
Dentre os destaques da reorganização, está a revalidação da espécie Wy. luciae, que desde a década de 1950 era incorretamente considerada o mesmo mosquito que a Wy. Chalcocephala.
Além disso, o estudo também determinou que a espécie Wy. surinamensis é, na verdade, um sinônimo de Wy. flui, encerrando uma confusão de identidade que durava décadas.
Cientistas analisaram detalhadamente as características morfológicas dos insetos. Foto: reprodução artigo
De característica silvestre, esses mosquitos podem ser encontrados da América Central até o Centro-Oeste do Brasil. Eles se reproduzem a partir de pequenos acúmulos de água em palmeiras, como o buriti e o açaí, além de outras plantas da floresta. As fêmeas adultas podem picar os seres humanos para se alimentar de sangue.
O trabalho, publicado na revista científica Zootaxa, foi conduzido pela equipe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC, sob coordenação dos pesquisadores Ricardo Lourenço de Oliveira e Monique Albuquerque Motta, e contou com colaboração de especialistas da Universidade de São Paulo (USP), Instituto Pasteur da Guiana Francesa e da Universidade de Harvard.
“Essa descrição é essencial para catalogar a rica biodiversidade do nosso continente e garantir que a ciência tenha nomes precisos para cada ser vivo, facilitando estudos futuros sobre saúde e meio ambiente”, comentou Ricardo Lourenço.
A descrição do novo grupo é fruto de um trabalho minucioso que exigiu o exame de espécimes preservados em três importantes museus internacionais: Museu de História Natural de Leiden (Holanda), Smithsonian (Estados Unidos) e Museu Nacional de História Natural (França).
Além dos registros em museus, o estudo utilizou coletas feitas por pesquisadores do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários desde a década de 1980. Naquele período, a equipe trabalhava na linha de frente de pesquisas sobre epidemias de malária que atingiam o estado de Rondônia.
* Artigo 'Systematics of Leonidasdeanea, a new subgenus of Wyeomyia (Diptera: Culicidae), with recognition of Wy. luciae as a valid species and synonymy of Wy. surinamensis with Wy. flui' - https://doi.org/10.11646/zootaxa.5782.1.1
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)