Em 1981, os cientistas Henry Willcox e Moacélio Veranio ajudaram a consolidar, no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), uma proposta de formação técnica que atravessaria décadas, impactando laboratórios, coleções, salas de aula e rotinas de pesquisa com múltiplas gerações de profissionais.
Quarenta e cinco anos depois, esse legado foi celebrado em cerimônia que reuniu estudantes, docentes, técnicos e egressos para homenagear a trajetória dos Cursos Técnicos do IOC.
A comemoração ocorreu na quarta-feira (11/02), no Auditório Emmanuel Dias, campus da Fiocruz, em Manguinhos (RJ), e reforçou o papel da formação técnica na preparação de profissionais que contribuem diretamente para a produção científica e para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Criados para formar profissionais aptos a atuar em atividades laboratoriais e de campo, os Cursos Técnicos do IOC integram formação teórica e prática em áreas como Biotecnologia e Biologia Parasitária e campos afins.
A proposta prepara os estudantes para rotinas de pesquisa, controle de qualidade, desenvolvimento tecnológico e apoio a atividades científicas.
Com auditório cheio e clima de reencontro, a programação incluiu mesa institucional, roda de conversa com diferentes gerações de ex-alunos, sessão solene de homenagens e entrega da Medalha Chico Trombone, dedicada ao mérito técnico em Ciência e Tecnologia.
A mesa de abertura contou com a presença da diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge, e do coordenador dos Cursos Técnicos, Paulo Stephens, além da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Cruz, e da vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fundação, Alda Maria da Cruz.
Em sua fala inicial, Paulo enfatizou o caráter coletivo da construção do curso, agradecendo aos egressos e a todos os profissionais que mantêm a iniciativa.
“Essa história de 45 anos é uma construção coletiva. Vocês construíram esse curso. É um grande orgulho ver esse auditório cheio e a alegria de vocês”, afirmou.
Ao saudar o público, Tania conectou os 45 anos dos Cursos Técnicos às comemorações pelos 125 anos do Instituto, ressaltando a continuidade entre formação, pesquisa e compromisso social que marca a trajetória do Instituto.

A diretora também apontou um desafio central: garantir condições de inserção profissional e valorização do trabalho técnico, defendendo a necessidade de concursos e vínculos dignos para técnicos em laboratórios, plataformas e coleções — áreas que, segundo ela, dependem diretamente dessa força de trabalho.
A dimensão humana dessa trajetória ganhou destaque na roda de conversa ‘Passado, Presente e Futuro’, mediada pelos docentes Dario Kalume e Teresa Fernandes.
Visando construir uma linha do tempo dos Cursos Técnicos a partir de trajetórias de egressas de diferentes gerações — com representantes das turmas de 1981, 1986, 2020 e 2025 —, a dinâmica destacou como a formação se conectou a mudanças na ciência, na saúde pública e na própria instituição ao longo de 45 anos.
Da descoberta inicial da ciência ao retorno aos laboratórios durante a pandemia, os relatos revelaram percursos marcados por desafios, superações e permanência.
Para a técnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Noêmia Rodrigues, egressa da turma de 1986, o primeiro contato com a microscopia foi decisivo para definir seu caminho profissional.
“Quando eu vi uma lâmina pela primeira vez no microscópio, eu descobri que era aquilo que eu queria fazer da minha vida”, disse emocionada.

Oriunda de uma família de baixa renda da Zona Oeste do Rio, Noêmia contou que chegou ao IOC sem conhecer a rotina de um laboratório de pesquisa. A experiência no curso técnico abriu um universo até então distante, levando-a a construir uma carreira de mais de quatro décadas na área biomédica, com atuação em microscopia eletrônica, docência e, mais recentemente, em plataformas multiusuárias de alta tecnologia.
O diálogo também trouxe a perspectiva das gerações mais recentes. Daiane de Oliveira da Silva, da turma de 2020, relembrou os impactos da pandemia em sua formação — marcada pela transição abrupta para atividades remotas — e destacou como o curso ampliou seu senso de responsabilidade social ao colocar o conhecimento científico a serviço do cuidado coletivo.
Embora não tenha atuado diretamente na linha de frente da Covid-19, relatou que, na época, compartilhava informações sobre prevenção e biossegurança com familiares e amigos, ajudando a combater desinformação em seu entorno.
“Se eu tenho acesso à informação, eu tenho que propagar essa informação de alguma forma. Toda vez que eu tinha oportunidade de desmistificar algumas coisas, seja com a minha família ou com os meus amigos, eu fazia”, contou.
Após a formação, Dayane atuou como técnica em laboratório e em clínica e, atualmente, dedica-se à preparação para concursos na área científica.
Se as falas das egressas evidenciaram o impacto do curso na vida de seus alunos, a mesa seguinte voltou o olhar para aqueles que ajudaram a consolidar essa trajetória dentro da instituição.
Na sessão solene de homenagens, seis pessoas receberam a medalha comemorativa dos 125 anos do IOC, em reconhecimento às contribuições para a consolidação da formação técnica no Instituto. Entre os homenageados estiveram Henry Willcox e Moacélio Veranio, representados por familiares durante a cerimônia.
Na etapa final do evento, sete profissionais do Instituto foram agraciados com a Medalha Chico Trombone, criada por decisão do Conselho Deliberativo para reconhecer o mérito em Ciência e Tecnologia de técnicos e técnicas da instituição.

A honraria leva o nome de Francisco José Rodrigues Gomes, o Chico Trombone, que dedicou mais de cinco décadas ao Instituto e se tornou símbolo da atuação essencial daqueles que sustentam, diariamente, a produção científica nos laboratórios.
Foram homenageados:
• Selma Quintela Soares;
• Iolanda Deolinda de Souza;
• Jalusy Maria Bezerra de Almeida;
• Deyse Paganotti;
• Júlio César Miguel;
• Genesio Lopes de Faria;
• André de Figueiredo Barbosa.
Veja a galeria de fotos do evento abaixo.
Em 1981, os cientistas Henry Willcox e Moacélio Veranio ajudaram a consolidar, no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), uma proposta de formação técnica que atravessaria décadas, impactando laboratórios, coleções, salas de aula e rotinas de pesquisa com múltiplas gerações de profissionais.
Quarenta e cinco anos depois, esse legado foi celebrado em cerimônia que reuniu estudantes, docentes, técnicos e egressos para homenagear a trajetória dos Cursos Técnicos do IOC.
A comemoração ocorreu na quarta-feira (11/02), no Auditório Emmanuel Dias, campus da Fiocruz, em Manguinhos (RJ), e reforçou o papel da formação técnica na preparação de profissionais que contribuem diretamente para a produção científica e para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Criados para formar profissionais aptos a atuar em atividades laboratoriais e de campo, os Cursos Técnicos do IOC integram formação teórica e prática em áreas como Biotecnologia e Biologia Parasitária e campos afins.
A proposta prepara os estudantes para rotinas de pesquisa, controle de qualidade, desenvolvimento tecnológico e apoio a atividades científicas.
Com auditório cheio e clima de reencontro, a programação incluiu mesa institucional, roda de conversa com diferentes gerações de ex-alunos, sessão solene de homenagens e entrega da Medalha Chico Trombone, dedicada ao mérito técnico em Ciência e Tecnologia.
A mesa de abertura contou com a presença da diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge, e do coordenador dos Cursos Técnicos, Paulo Stephens, além da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Cruz, e da vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fundação, Alda Maria da Cruz.
Em sua fala inicial, Paulo enfatizou o caráter coletivo da construção do curso, agradecendo aos egressos e a todos os profissionais que mantêm a iniciativa.
“Essa história de 45 anos é uma construção coletiva. Vocês construíram esse curso. É um grande orgulho ver esse auditório cheio e a alegria de vocês”, afirmou.
Ao saudar o público, Tania conectou os 45 anos dos Cursos Técnicos às comemorações pelos 125 anos do Instituto, ressaltando a continuidade entre formação, pesquisa e compromisso social que marca a trajetória do Instituto.

A diretora também apontou um desafio central: garantir condições de inserção profissional e valorização do trabalho técnico, defendendo a necessidade de concursos e vínculos dignos para técnicos em laboratórios, plataformas e coleções — áreas que, segundo ela, dependem diretamente dessa força de trabalho.
A dimensão humana dessa trajetória ganhou destaque na roda de conversa ‘Passado, Presente e Futuro’, mediada pelos docentes Dario Kalume e Teresa Fernandes.
Visando construir uma linha do tempo dos Cursos Técnicos a partir de trajetórias de egressas de diferentes gerações — com representantes das turmas de 1981, 1986, 2020 e 2025 —, a dinâmica destacou como a formação se conectou a mudanças na ciência, na saúde pública e na própria instituição ao longo de 45 anos.
Da descoberta inicial da ciência ao retorno aos laboratórios durante a pandemia, os relatos revelaram percursos marcados por desafios, superações e permanência.
Para a técnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Noêmia Rodrigues, egressa da turma de 1986, o primeiro contato com a microscopia foi decisivo para definir seu caminho profissional.
“Quando eu vi uma lâmina pela primeira vez no microscópio, eu descobri que era aquilo que eu queria fazer da minha vida”, disse emocionada.

Oriunda de uma família de baixa renda da Zona Oeste do Rio, Noêmia contou que chegou ao IOC sem conhecer a rotina de um laboratório de pesquisa. A experiência no curso técnico abriu um universo até então distante, levando-a a construir uma carreira de mais de quatro décadas na área biomédica, com atuação em microscopia eletrônica, docência e, mais recentemente, em plataformas multiusuárias de alta tecnologia.
O diálogo também trouxe a perspectiva das gerações mais recentes. Daiane de Oliveira da Silva, da turma de 2020, relembrou os impactos da pandemia em sua formação — marcada pela transição abrupta para atividades remotas — e destacou como o curso ampliou seu senso de responsabilidade social ao colocar o conhecimento científico a serviço do cuidado coletivo.
Embora não tenha atuado diretamente na linha de frente da Covid-19, relatou que, na época, compartilhava informações sobre prevenção e biossegurança com familiares e amigos, ajudando a combater desinformação em seu entorno.
“Se eu tenho acesso à informação, eu tenho que propagar essa informação de alguma forma. Toda vez que eu tinha oportunidade de desmistificar algumas coisas, seja com a minha família ou com os meus amigos, eu fazia”, contou.
Após a formação, Dayane atuou como técnica em laboratório e em clínica e, atualmente, dedica-se à preparação para concursos na área científica.
Se as falas das egressas evidenciaram o impacto do curso na vida de seus alunos, a mesa seguinte voltou o olhar para aqueles que ajudaram a consolidar essa trajetória dentro da instituição.
Na sessão solene de homenagens, seis pessoas receberam a medalha comemorativa dos 125 anos do IOC, em reconhecimento às contribuições para a consolidação da formação técnica no Instituto. Entre os homenageados estiveram Henry Willcox e Moacélio Veranio, representados por familiares durante a cerimônia.
Na etapa final do evento, sete profissionais do Instituto foram agraciados com a Medalha Chico Trombone, criada por decisão do Conselho Deliberativo para reconhecer o mérito em Ciência e Tecnologia de técnicos e técnicas da instituição.

A honraria leva o nome de Francisco José Rodrigues Gomes, o Chico Trombone, que dedicou mais de cinco décadas ao Instituto e se tornou símbolo da atuação essencial daqueles que sustentam, diariamente, a produção científica nos laboratórios.
Foram homenageados:
• Selma Quintela Soares;
• Iolanda Deolinda de Souza;
• Jalusy Maria Bezerra de Almeida;
• Deyse Paganotti;
• Júlio César Miguel;
• Genesio Lopes de Faria;
• André de Figueiredo Barbosa.
Veja a galeria de fotos do evento abaixo.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)