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Dia Mundial da Doença de Chagas: pesquisas buscam novas terapias contra o Trypanosoma cruzi

Para combater parasito causador do agravo, estudos avaliam desde extrato da semente do açaí até derivados de remédio para câncer
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Pesquisa no Laboratório de Biologia Celular analisa ação de derivados de remédio para câncer contra o Trypanosoma cruzi. Foto: Rudson Amorim

Celebrado em 14 de abril, o Dia Mundial da Doença de Chagas chama atenção para uma doença negligenciada, que afeta mais de 7 milhões de pessoas no mundo, com estimativas de mais de 1,9 milhão de infectados no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. 

Em busca de novas terapias para o agravo, pesquisas recentes lideradas pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) buscam identificar substâncias ativas contra o parasito Trypanosoma cruzi, causador da infecção, incluindo desde o extrato da semente do açaí até derivados de um remédio para câncer.  

“Os medicamentos disponíveis para combater o T. cruzi são pouco efetivos na fase crônica da doença de Chagas e provocam efeitos adversos, que levam muitas pessoas a abandonarem a terapia. Encontrar novos compostos promissores contra o parasito é essencial para aprimorar o tratamento da doença”, destaca Mirian Claudia de Souza Pereira, chefe do Laboratório de Ultraestrutura Celular do IOC. 

Açaí como aposta 

As pesquisas partem de diferentes estratégias em busca de novas opções contra o T. cruzi.  

Semente é um recurso natural descartado na cadeia de produção do açaí. Foto: Rudson Amorim 

O estudo liderado pelo Laboratório de Protozoologia do IOC, publicado na revista científica ‘Biology’, tem como base o açaí, apostando no potencial terapêutico da semente, que representa 90% do fruto e costuma ser descartada. 

“Estudando essa semente, vimos atividades antioxidante e anti-inflamatória, que são características interessantes para a terapia da doença de Chagas, especialmente na fase crônica, quando a inflamação contribui para os danos causados pela infecção”, contou Flávia Cardoso, pesquisadora do Laboratório de Protozoologia.  

Mirando nos benefícios de um tratamento capaz de combater simultaneamente o T. cruzi e a inflamação causada por ele, o grupo passou a investigar a ação do extrato da semente de açaí contra o parasito, com ensaios em culturas de células. 

Pesquisa no Laboratório de Protozoologia mostrou ação de extrato da semente do açaí contra o T. cruzi. Foto: Rudson Amorim

O extrato foi produzido pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz). Os experimentos mostraram atividade mais potente e seletiva contra a forma do parasito que se aloja no interior das células de mamíferos, chamada de amastigota, que é a forma multiplicativa do T. cruzi na doença de Chagas. 

“Na próxima etapa do estudo, vamos isolar alguns compostos do extrato da semente do açaí para avaliar se podem ser ainda mais potentes. Também vamos testar a combinação desses bioprodutos com benzonidazol [medicamento de referência para tratamento da infecção] para investigar se isso potencializa a ação contra o T. cruzi e modula a inflamação”, detalha Kátia Calabrese, chefe do Laboratório de Protozoologia.  

Com colaboração de Farmanguinhos/Fiocruz e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o estudo integra a tese de doutorado desenvolvida por Henrique Previtalli-Silva, no Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do IOC, com orientação de Flávia Cardoso e Kátia Calabrese. 

Mirando no alvo 

Para atacar o T. cruzi, a pesquisa liderada pelo Laboratório de Ultraestrutura Celular do IOC mira numa molécula essencial para a sobrevivência do parasito: a enzima anidrase carbônica, que atua para manter o equilíbrio interno da célula, regulando o pH das células. 

Estudo no Laboratório de Ultraestrutura Celular apontou composto promissor entre inibidores da enzima anidrase carbônica. Foto: Rudson Amorim 

Em artigo publicado na revista científica ‘International Journal of Biological Macromolecules’, os cientistas relatam testes com 19 inibidores desta enzima, revelando um composto promissor, nomeado como 1j. 

Um dos diferenciais do estudo é a realização de testes em culturas tridimensionais de células cardíacas, chamadas de esferoides ou microtecidos cardíacos. Desenvolvido no IOC, esse modelo contribui para pesquisas sobre a eficácia de novos candidatos quimioterápicos contra o T. cruzi

“O esferoide reproduz a arquitetura do tecido cardíaco. Assim, conseguimos ver que o composto 1j é capaz de penetrar no tecido e reduzir a carga parasitária. Isso é interessante porque aumenta a chance de sucesso nas próximas etapas de testes”, explica Mirian Claudia de Souza Pereira, chefe do Laboratório de Ultraestrutura Celular do IOC. 

Entre outros resultados, imagens de microscopia demonstraram ação dos compostos contra o parasito. Foto: Rudson Amorim

Outros experimentos mostraram capacidade do composto de suprimir o parasito por tempo prolongado após o fim do tratamento e efeito aditivo na aplicação combinada com benzonidazol. 

"Avançamos nos testes com o composto 1j, iniciando ensaios em modelo murino [realizados com camundongos] e continuaremos testando outros inibidores da anidrase carbônica”, comentou Mirian. 

O estudo integra a dissertação de mestrado de Sarah Lanera, realizada no Programa de Pós-graduação em Biologia Parasitária do IOC, com orientação de Mirian Pereira e Leonardo Lara, pós-doutorando do mesmo programa. A pesquisa teve colaboração de Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Universidade de Florença, na Itália; Universidade de Montpellier, na França; e Instituto de Síntese Orgânica da Letônia. 

Caminho mais curto 

Utilizar um remédio já aprovado para outra doença, que seja capaz de atuar sobre alvos biológicos do T. cruzi, é uma estratégia para encurtar o caminho e reduzir custos no desenvolvimento de novas terapias para doença de Chagas. Esta abordagem orienta a pesquisa liderada pelo Laboratório de Biologia Celular do IOC, que teve resultados recentes publicados na revista científica ‘Parasitology’. 

Os cientistas partiram do medicamento imatinibe, usado no tratamento de câncer, que apresentou ação contra o T. cruzi. A partir desse achado, o grupo passou a investigar a atividade derivados da molécula, obtidos por pequenas modificações em sua estrutura química. No artigo mais recente, foram analisados 23 compostos, desenvolvidos por Farmanguinhos/Fiocruz.  

Nos ensaios em cultura de células, dois derivados se destacaram contra as formas intracelulares do parasito, sendo cerca de 5 vezes mais potentes que o benzonidazol e até 30 vezes mais ativos que o próprio imatinibe. Um terceiro composto apresentou ação semelhante ao benzonidazol contra a forma sanguínea do T. cruzi

Estudo revelou compostos cerca de cinco vezes mais ativos do que o medicamento de referência para doença de Chagas. Foto: Rudson Amorim

“A partir do estudo inicial com imatinibe, em 2019, progredimos até chegar a derivados mais potentes que o medicamento de referência e com excelente seletividade, o que justifica futuros testes em modelos animais”, ressaltou Maria de Nazaré Soeiro, chefe do Laboratório de Biologia Celular do IOC. 

Os resultados também vão orientar a síntese de novos derivados do imatinibe, em parcerias com Farmanguinhos/Fiocruz e Universidade de Catania, na Itália. 

“É importante encontrar novos candidatos a fármacos ativos sobre as duas formas do parasito relevantes para a infecção humana, incluindo as formas intracelulares, chamadas de amastigotas, que são capazes de se multiplicar, e as formas sanguíneas, chamadas de tripomastigotas, que não se proliferam, mas têm alta capacidade de infectar células de mamíferos”, finalizou Nazaré. 

Um dia contra a negligência 

O Dia Mundial da Doença de Chagas, celebrado em 14 de abril, foi declarado pela OMS em 2020, após mobilização de pessoas afetadas pelo agravo, com apoio da comunidade médica e científica, inclusive do IOC. A data busca dar visibilidade a uma doença historicamente negligenciada, que atinge principalmente populações socialmente vulneráveis, associada a condições precárias de moradia e acesso limitado a diagnóstico e tratamento. 

O dia 14 de abril lembra a data em que o médico Carlos Chagas, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, identificou a primeira paciente infectada pelo T. cruzi, em 1909. Desde então, o IOC mantém atuação ininterrupta no enfrentamento da doença de Chagas, desenvolvendo pesquisas e serviços de referência para aprimorar sua prevenção, diagnóstico e tratamento. 

*Artigos: 

Previtalli-Silva H, Hardoim DdJ, Banaggia RdL, et al. Effect of Euterpe oleracea Mart. (Açaí) Seed Bioproducts on Trypanosoma cruzi. Biology. 2026; 15(1):96. https://doi.org/10.3390/biology15010096 

Lanera, S. C., Lara, L. da S., Orlando, L. M. R., Souza, et al. Trypanosoma cruzi carbonic anhydrase inhibitors as a potential antiparasitic agent. International Journal of Biological Macromolecules. 2026; 351, Article 150985. https://doi.org/10.1016/j.ijbiomac.2026.150985 

de Freitas LSFN, Batista D da GJ, da Silva CF, et al. The activity, selectivity and pharmacological profile of imatinib derivates against Trypanosoma cruzi. Parasitology. Published online 2026:1-27. https://doi.org/10.1017/S0031182026101887

Para combater parasito causador do agravo, estudos avaliam desde extrato da semente do açaí até derivados de remédio para câncer
Por: 
maira
Pesquisa no Laboratório de Biologia Celular analisa ação de derivados de remédio para câncer contra o Trypanosoma cruzi. Foto: Rudson Amorim

Celebrado em 14 de abril, o Dia Mundial da Doença de Chagas chama atenção para uma doença negligenciada, que afeta mais de 7 milhões de pessoas no mundo, com estimativas de mais de 1,9 milhão de infectados no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. 

Em busca de novas terapias para o agravo, pesquisas recentes lideradas pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) buscam identificar substâncias ativas contra o parasito Trypanosoma cruzi, causador da infecção, incluindo desde o extrato da semente do açaí até derivados de um remédio para câncer.  

“Os medicamentos disponíveis para combater o T. cruzi são pouco efetivos na fase crônica da doença de Chagas e provocam efeitos adversos, que levam muitas pessoas a abandonarem a terapia. Encontrar novos compostos promissores contra o parasito é essencial para aprimorar o tratamento da doença”, destaca Mirian Claudia de Souza Pereira, chefe do Laboratório de Ultraestrutura Celular do IOC. 

Açaí como aposta 

As pesquisas partem de diferentes estratégias em busca de novas opções contra o T. cruzi.  

Semente é um recurso natural descartado na cadeia de produção do açaí. Foto: Rudson Amorim 

O estudo liderado pelo Laboratório de Protozoologia do IOC, publicado na revista científica ‘Biology’, tem como base o açaí, apostando no potencial terapêutico da semente, que representa 90% do fruto e costuma ser descartada. 

“Estudando essa semente, vimos atividades antioxidante e anti-inflamatória, que são características interessantes para a terapia da doença de Chagas, especialmente na fase crônica, quando a inflamação contribui para os danos causados pela infecção”, contou Flávia Cardoso, pesquisadora do Laboratório de Protozoologia.  

Mirando nos benefícios de um tratamento capaz de combater simultaneamente o T. cruzi e a inflamação causada por ele, o grupo passou a investigar a ação do extrato da semente de açaí contra o parasito, com ensaios em culturas de células. 

Pesquisa no Laboratório de Protozoologia mostrou ação de extrato da semente do açaí contra o T. cruzi. Foto: Rudson Amorim

O extrato foi produzido pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz). Os experimentos mostraram atividade mais potente e seletiva contra a forma do parasito que se aloja no interior das células de mamíferos, chamada de amastigota, que é a forma multiplicativa do T. cruzi na doença de Chagas. 

“Na próxima etapa do estudo, vamos isolar alguns compostos do extrato da semente do açaí para avaliar se podem ser ainda mais potentes. Também vamos testar a combinação desses bioprodutos com benzonidazol [medicamento de referência para tratamento da infecção] para investigar se isso potencializa a ação contra o T. cruzi e modula a inflamação”, detalha Kátia Calabrese, chefe do Laboratório de Protozoologia.  

Com colaboração de Farmanguinhos/Fiocruz e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o estudo integra a tese de doutorado desenvolvida por Henrique Previtalli-Silva, no Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do IOC, com orientação de Flávia Cardoso e Kátia Calabrese. 

Mirando no alvo 

Para atacar o T. cruzi, a pesquisa liderada pelo Laboratório de Ultraestrutura Celular do IOC mira numa molécula essencial para a sobrevivência do parasito: a enzima anidrase carbônica, que atua para manter o equilíbrio interno da célula, regulando o pH das células. 

Estudo no Laboratório de Ultraestrutura Celular apontou composto promissor entre inibidores da enzima anidrase carbônica. Foto: Rudson Amorim 

Em artigo publicado na revista científica ‘International Journal of Biological Macromolecules’, os cientistas relatam testes com 19 inibidores desta enzima, revelando um composto promissor, nomeado como 1j. 

Um dos diferenciais do estudo é a realização de testes em culturas tridimensionais de células cardíacas, chamadas de esferoides ou microtecidos cardíacos. Desenvolvido no IOC, esse modelo contribui para pesquisas sobre a eficácia de novos candidatos quimioterápicos contra o T. cruzi

“O esferoide reproduz a arquitetura do tecido cardíaco. Assim, conseguimos ver que o composto 1j é capaz de penetrar no tecido e reduzir a carga parasitária. Isso é interessante porque aumenta a chance de sucesso nas próximas etapas de testes”, explica Mirian Claudia de Souza Pereira, chefe do Laboratório de Ultraestrutura Celular do IOC. 

Entre outros resultados, imagens de microscopia demonstraram ação dos compostos contra o parasito. Foto: Rudson Amorim

Outros experimentos mostraram capacidade do composto de suprimir o parasito por tempo prolongado após o fim do tratamento e efeito aditivo na aplicação combinada com benzonidazol. 

"Avançamos nos testes com o composto 1j, iniciando ensaios em modelo murino [realizados com camundongos] e continuaremos testando outros inibidores da anidrase carbônica”, comentou Mirian. 

O estudo integra a dissertação de mestrado de Sarah Lanera, realizada no Programa de Pós-graduação em Biologia Parasitária do IOC, com orientação de Mirian Pereira e Leonardo Lara, pós-doutorando do mesmo programa. A pesquisa teve colaboração de Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Universidade de Florença, na Itália; Universidade de Montpellier, na França; e Instituto de Síntese Orgânica da Letônia. 

Caminho mais curto 

Utilizar um remédio já aprovado para outra doença, que seja capaz de atuar sobre alvos biológicos do T. cruzi, é uma estratégia para encurtar o caminho e reduzir custos no desenvolvimento de novas terapias para doença de Chagas. Esta abordagem orienta a pesquisa liderada pelo Laboratório de Biologia Celular do IOC, que teve resultados recentes publicados na revista científica ‘Parasitology’. 

Os cientistas partiram do medicamento imatinibe, usado no tratamento de câncer, que apresentou ação contra o T. cruzi. A partir desse achado, o grupo passou a investigar a atividade derivados da molécula, obtidos por pequenas modificações em sua estrutura química. No artigo mais recente, foram analisados 23 compostos, desenvolvidos por Farmanguinhos/Fiocruz.  

Nos ensaios em cultura de células, dois derivados se destacaram contra as formas intracelulares do parasito, sendo cerca de 5 vezes mais potentes que o benzonidazol e até 30 vezes mais ativos que o próprio imatinibe. Um terceiro composto apresentou ação semelhante ao benzonidazol contra a forma sanguínea do T. cruzi

Estudo revelou compostos cerca de cinco vezes mais ativos do que o medicamento de referência para doença de Chagas. Foto: Rudson Amorim

“A partir do estudo inicial com imatinibe, em 2019, progredimos até chegar a derivados mais potentes que o medicamento de referência e com excelente seletividade, o que justifica futuros testes em modelos animais”, ressaltou Maria de Nazaré Soeiro, chefe do Laboratório de Biologia Celular do IOC. 

Os resultados também vão orientar a síntese de novos derivados do imatinibe, em parcerias com Farmanguinhos/Fiocruz e Universidade de Catania, na Itália. 

“É importante encontrar novos candidatos a fármacos ativos sobre as duas formas do parasito relevantes para a infecção humana, incluindo as formas intracelulares, chamadas de amastigotas, que são capazes de se multiplicar, e as formas sanguíneas, chamadas de tripomastigotas, que não se proliferam, mas têm alta capacidade de infectar células de mamíferos”, finalizou Nazaré. 

Um dia contra a negligência 

O Dia Mundial da Doença de Chagas, celebrado em 14 de abril, foi declarado pela OMS em 2020, após mobilização de pessoas afetadas pelo agravo, com apoio da comunidade médica e científica, inclusive do IOC. A data busca dar visibilidade a uma doença historicamente negligenciada, que atinge principalmente populações socialmente vulneráveis, associada a condições precárias de moradia e acesso limitado a diagnóstico e tratamento. 

O dia 14 de abril lembra a data em que o médico Carlos Chagas, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, identificou a primeira paciente infectada pelo T. cruzi, em 1909. Desde então, o IOC mantém atuação ininterrupta no enfrentamento da doença de Chagas, desenvolvendo pesquisas e serviços de referência para aprimorar sua prevenção, diagnóstico e tratamento. 

*Artigos: 

Previtalli-Silva H, Hardoim DdJ, Banaggia RdL, et al. Effect of Euterpe oleracea Mart. (Açaí) Seed Bioproducts on Trypanosoma cruzi. Biology. 2026; 15(1):96. https://doi.org/10.3390/biology15010096 

Lanera, S. C., Lara, L. da S., Orlando, L. M. R., Souza, et al. Trypanosoma cruzi carbonic anhydrase inhibitors as a potential antiparasitic agent. International Journal of Biological Macromolecules. 2026; 351, Article 150985. https://doi.org/10.1016/j.ijbiomac.2026.150985 

de Freitas LSFN, Batista D da GJ, da Silva CF, et al. The activity, selectivity and pharmacological profile of imatinib derivates against Trypanosoma cruzi. Parasitology. Published online 2026:1-27. https://doi.org/10.1017/S0031182026101887

Edição: 
Vinicius Ferreira

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)