Portuguese English Spanish
Interface
Adjust the interface to make it easier to use for different conditions.
This renders the document in high contrast mode.
This renders the document as white on black
This can help those with trouble processing rapid screen movements.
This loads a font easier to read for people with dyslexia.
Busca Avançada
Você está aqui: Notícias » FestIOC: ciência do Instituto ‘mergulha’ no MAR e ocupa o centro do Rio

FestIOC: ciência do Instituto ‘mergulha’ no MAR e ocupa o centro do Rio

Festival reuniu atividades interativas, inovação e CienciArte no Museu de Arte do Rio, aproximando a produção científica do espaço urbano

Oswaldinho e Zé Gotinha na Praça Mauá, em frente ao Museu de Arte do Rio (MAR), durante o FestIOC. Foto: Rudson Amorim

Por dois dias, a ciência desenvolvida nos laboratórios do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) ocupou o coração do Rio de Janeiro com o FestIOC Rio – Festival Inova Saúde & CienciArte, realizado no Museu de Arte do Rio (MAR), em 24 e 25 de abril.  

Em programação conjunta ao 12º Simpósio Ciência, Arte e Cidadania (CAC 2026) e encerrando as comemorações pelos 125 anos do Instituto, a primeira edição do FestIOC incorporou a pesquisa científica ao percurso urbano, com atividades gratuitas espalhadas pelo museu. 

Nos estandes interativos, os visitantes puderam participar de jogos, demonstrações e práticas que abordaram temas como vacinas, biodiversidade, mudanças climáticas, arboviroses e saúde pública.  

Confira as imagens do evento na galeria de fotos ou na pasta do Flickr


Olhos atentos e dedinhos curiosos exploraram os estandes do FestIOC. Foto: Rudson Amorim

No palco, flash talks e pitches ampliaram o diálogo com o público, com apresentações curtas e dinâmicas sobre inovação, pesquisa e empreendedorismo científico. 

Segundo a diretora do Instituto, Tania Araujo-Jorge, o diferencial do evento esteve justamente na articulação entre diferentes formas de produzir e compartilhar conhecimento. 

“Mais do que um legado, este evento é uma realização. Aqui, reunimos diferentes formas de fazer ciência — da popularização à inovação — e essa mistura está dando certo”, afirmou. 


Pesquisadores de diferentes laboratórios do IOC e de instituições parceiras compuseram os estandes do FestIOC, apresentando ao público a diversidade da produção científica carioca. Foto: Rudson Amorim

A proposta de reunir linguagens distintas também orientou a construção do festival como espaço de vínculo com o público. 

“Desde o início, buscamos ampliar o diálogo com a sociedade. Estar aqui, no Museu de Arte do Rio, em pleno centro da cidade, permite que as pessoas entrem em contato com a ciência, a história e a presença do IOC e da Fiocruz na cidade”, completou Tania.  

A diretora também ressaltou o significado simbólico da Zona Portuária carioca, território ligado à origem do IOC. Nesse contexto, apontou para os planos de criação de um novo campus da Fiocruz na região, o chamado Fiocruz Porto.  


Visitantes exploraram amostras ao microscópio em atividade interativa do FestIOC. Foto: Rudson Amorim

Ainda em fase de concepção, a iniciativa busca ampliar a presença da instituição na cidade e fortalecer o desenvolvimento do complexo econômico e industrial da saúde, projetando novos caminhos para os próximos 125 anos do Instituto. 

Ao comentar o papel social da iniciativa, Tania também destacou a importância da imunização, lembrando que a Prefeitura do Rio realiza, entre 24 e 30 de abril, uma campanha de vacinação nas escolas da rede municipal


Debates em formato de flash talk reuniram especialistas no FestIOC, promovendo diálogo direto com o público sobre ciência, inovação e sociedade. Foto: Rudson Amorim

Quando a cidade vira escola 

“Zé Gotinha! Zé Gotinha! Zé Gotinha!”, gritaram estudantes em visita escolar, animados com a presença do personagem, em um dos momentos mais marcantes do FestIOC. A cena materializou o potencial de levar a pesquisa para além dos locais tradicionais e incorporá-la ao cotidiano da população. 

Para a estudante de arquitetura Isabelle Aleixo, que visitou diversos estandes, o festival evidenciou o papel do espaço público como mediador do conhecimento.  

“Na faculdade, nós refletimos muito sobre a experiência que as pessoas têm nos locais públicos. Então, haver espaços assim, que informam e divulgam conhecimento, é muito legal”, apontou. 


Entre risadas e descobertas, mediadores e visitantes compartilharam conhecimento em atividades interativas do FestIOC. Foto: Rudson Amorim

Do outro lado dos estandes, essa noção também orientou o trabalho dos pesquisadores. Para a chefe do Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral, Débora Barreto-Vieira, esse é o objetivo central da iniciativa: aproximar o que é produzido no laboratório de diferentes públicos, inclusive o infantil. 

“Nesses dois dias, tivemos ótimas experiências com escolas. As crianças ficaram muito empolgadas, principalmente com os jogos, como o ‘Caça-vírus’. Nós apostamos nesse lado mais lúdico, com elementos interativos, para juntar informação com algo atrativo e incentivar esse contato. Foi uma experiência incrível”, afirmou. 

“Eu aprendi sobre vermes, bactérias e várias outras coisas”, disse Maria Clara, de 10 anos.  


O primeiro olhar pelo microscópio revela a imensidão que habita o mundo invisível. Foto: Rudson Amorim

Mãe da menina, a professora Raquel Freire destacou que iniciativas como o FestIOC ampliam o contato com o conhecimento para além da escola e despertam o interesse das crianças pelo saber. 

“Ela adora ciências, e eu incentivo a participação dela em feiras e festivais que explorem esse interesse. Os estandes estavam lindos e super explicativos”, elogiou. 

Festival reuniu atividades interativas, inovação e CienciArte no Museu de Arte do Rio, aproximando a produção científica do espaço urbano
Por: 
yuri.neri

Oswaldinho e Zé Gotinha na Praça Mauá, em frente ao Museu de Arte do Rio (MAR), durante o FestIOC. Foto: Rudson Amorim

Por dois dias, a ciência desenvolvida nos laboratórios do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) ocupou o coração do Rio de Janeiro com o FestIOC Rio – Festival Inova Saúde & CienciArte, realizado no Museu de Arte do Rio (MAR), em 24 e 25 de abril.  

Em programação conjunta ao 12º Simpósio Ciência, Arte e Cidadania (CAC 2026) e encerrando as comemorações pelos 125 anos do Instituto, a primeira edição do FestIOC incorporou a pesquisa científica ao percurso urbano, com atividades gratuitas espalhadas pelo museu. 

Nos estandes interativos, os visitantes puderam participar de jogos, demonstrações e práticas que abordaram temas como vacinas, biodiversidade, mudanças climáticas, arboviroses e saúde pública.  

Confira as imagens do evento na galeria de fotos ou na pasta do Flickr


Olhos atentos e dedinhos curiosos exploraram os estandes do FestIOC. Foto: Rudson Amorim

No palco, flash talks e pitches ampliaram o diálogo com o público, com apresentações curtas e dinâmicas sobre inovação, pesquisa e empreendedorismo científico. 

Segundo a diretora do Instituto, Tania Araujo-Jorge, o diferencial do evento esteve justamente na articulação entre diferentes formas de produzir e compartilhar conhecimento. 

“Mais do que um legado, este evento é uma realização. Aqui, reunimos diferentes formas de fazer ciência — da popularização à inovação — e essa mistura está dando certo”, afirmou. 


Pesquisadores de diferentes laboratórios do IOC e de instituições parceiras compuseram os estandes do FestIOC, apresentando ao público a diversidade da produção científica carioca. Foto: Rudson Amorim

A proposta de reunir linguagens distintas também orientou a construção do festival como espaço de vínculo com o público. 

“Desde o início, buscamos ampliar o diálogo com a sociedade. Estar aqui, no Museu de Arte do Rio, em pleno centro da cidade, permite que as pessoas entrem em contato com a ciência, a história e a presença do IOC e da Fiocruz na cidade”, completou Tania.  

A diretora também ressaltou o significado simbólico da Zona Portuária carioca, território ligado à origem do IOC. Nesse contexto, apontou para os planos de criação de um novo campus da Fiocruz na região, o chamado Fiocruz Porto.  


Visitantes exploraram amostras ao microscópio em atividade interativa do FestIOC. Foto: Rudson Amorim

Ainda em fase de concepção, a iniciativa busca ampliar a presença da instituição na cidade e fortalecer o desenvolvimento do complexo econômico e industrial da saúde, projetando novos caminhos para os próximos 125 anos do Instituto. 

Ao comentar o papel social da iniciativa, Tania também destacou a importância da imunização, lembrando que a Prefeitura do Rio realiza, entre 24 e 30 de abril, uma campanha de vacinação nas escolas da rede municipal


Debates em formato de flash talk reuniram especialistas no FestIOC, promovendo diálogo direto com o público sobre ciência, inovação e sociedade. Foto: Rudson Amorim

Quando a cidade vira escola 

“Zé Gotinha! Zé Gotinha! Zé Gotinha!”, gritaram estudantes em visita escolar, animados com a presença do personagem, em um dos momentos mais marcantes do FestIOC. A cena materializou o potencial de levar a pesquisa para além dos locais tradicionais e incorporá-la ao cotidiano da população. 

Para a estudante de arquitetura Isabelle Aleixo, que visitou diversos estandes, o festival evidenciou o papel do espaço público como mediador do conhecimento.  

“Na faculdade, nós refletimos muito sobre a experiência que as pessoas têm nos locais públicos. Então, haver espaços assim, que informam e divulgam conhecimento, é muito legal”, apontou. 


Entre risadas e descobertas, mediadores e visitantes compartilharam conhecimento em atividades interativas do FestIOC. Foto: Rudson Amorim

Do outro lado dos estandes, essa noção também orientou o trabalho dos pesquisadores. Para a chefe do Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral, Débora Barreto-Vieira, esse é o objetivo central da iniciativa: aproximar o que é produzido no laboratório de diferentes públicos, inclusive o infantil. 

“Nesses dois dias, tivemos ótimas experiências com escolas. As crianças ficaram muito empolgadas, principalmente com os jogos, como o ‘Caça-vírus’. Nós apostamos nesse lado mais lúdico, com elementos interativos, para juntar informação com algo atrativo e incentivar esse contato. Foi uma experiência incrível”, afirmou. 

“Eu aprendi sobre vermes, bactérias e várias outras coisas”, disse Maria Clara, de 10 anos.  


O primeiro olhar pelo microscópio revela a imensidão que habita o mundo invisível. Foto: Rudson Amorim

Mãe da menina, a professora Raquel Freire destacou que iniciativas como o FestIOC ampliam o contato com o conhecimento para além da escola e despertam o interesse das crianças pelo saber. 

“Ela adora ciências, e eu incentivo a participação dela em feiras e festivais que explorem esse interesse. Os estandes estavam lindos e super explicativos”, elogiou. 

Edição: 
Maíra Menezes

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)

Tags: