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O Vírus da Aids: Evento comemora 20 anos do isolamento

20anos_hivEm edição especial do Centro de Estudos do IOC, dia 3 de dezembro, pesquisadores envolvidos no isolamento do HIV no Brasil, em 1987, debateram os impactos da iniciativa sobre a ciência e a sociedade brasileira. Acesse também reportagem especial sobre o tema.
Por Jornalismo IOC06/12/2007 - Atualizado em 10/12/2019

Como forma de relembrar e destacar os profissionais que há 20 anos estudaram o vírus da Aids e conseguiram isolar o HIV tipo 1 (HIV-1) pela primeira vez no Brasil e na América Latina, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e a Presidência da Fiocruz realizaram nesta segunda-feira, 3 de dezembro, edição especial do Centro de Estudos do IOC. A iniciativa, concluída em 1987 por pesquisadores do IOC sob a coordenação do imunologista Bernardo Galvão, é um marco na história da epidemia da Aids no país: permitiu não só a inserção do Brasil no cenário científico internacional, mas também o desenvolvimento de iniciativas complementares, fundamentais para o enfrentamento da doença e a melhoria da qualidade de vida de pacientes.

 Gutemberg Brito

   Os pesquisadores Bernardo Galvão, Fernando Sion, Monika Barth e Dumith Chequer Bou-Habib apresentaram suas contribuições para o isolamento do HIV no Brasil

“Este acontecimento simboliza nossa capacidade de enfrentar desafios e articular diferentes setores da sociedade e a comunidade científica na resolução de problemas importantes para a saúde pública”, definiu a diretora do IOC, Tania Araújo-Jorge, durante a abertura do evento. O atual diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz (CDTS), Carlos Morel, era diretor do IOC à época. Além desta função, o pesquisador acumulava o cargo de Vice-Presidente de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Fundação. Morel, que também participou da mesa de abertura do evento, lembrou que em 1985 o então Ministro da Saúde, Carlos Santana, em visita à Fiocruz, afirmara que não seria possível importar os kits de diagnóstico para o vírus, por serem muito caros.

“Nesse momento, com uma enorme pressão, tivemos que dar uma resposta”, contou Morel. “Esta é uma data para pensar o passado, mas sobretudo para projetar o futuro. Espero que daqui a 20 anos comemoremos uma nova descoberta, a vacina contra a Aids, quem sabe. Para isso, precisamos de um novo modelo de estruturação, para que possamos começar a pensar em respostas a longo prazo. É o que esta experiência da Aids mostra ser necessário”, concluiu.

O debate foi inaugurado pela palestra do professor de Alergia e Imunologia Clínica da UniRio, o médico Fernando Samuel Sion, que comentou sua experiência no tratamento dos primeiros casos de Aids no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, no início da década de 1980. “Resistimos a vários ataques e pressões. Muitos não acreditavam no nosso trabalho”, recorda o médico. “Hoje, 3.500 pacientes são tratados por ano em ambulatório, onde realizamos o diagnóstico, o acompanhamento de carga viral e a contagem de células CD4 e CD8”, descreveu.

 Gutemberg Brito

   O médico Fernando Sion foi responsável pelo atendimento aos primeiros pacientes soropositivos do Rio de Janeiro

Sion destacou o papel decisivo da sociedade civil na luta pelo avanço das pesquisas: “Ajudamos a fundar a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), primeira organização não-governamental a lidar com o tema”. O médico ressaltou também o preconceito que rondava a Aids, sobretudo por parte da mídia, que à época sugeria o isolamento de pacientes. “Por diversas vezes mostramos que isso era mentira, que não haveria risco se as condições fossem boas e houvesse informação”, afirmou.

Para abordar a técnica que permitiu o isolamento do HIV-1 no Brasil, o imunologista Dumith Chequer Bou-Habib, pesquisador do Laboratório de Imunologia Clínica do IOC e estudioso dos mecanismos de interação entre o vírus e células do sistema imunológico, esclareceu detalhes sobre o ciclo replicativo do HIV-1 e o processo para obtenção do isolado, entre outros aspectos. “O isolamento não é uma técnica tão difícil. O principal desafio era, na verdade, ter a infra-estrutura adequada para a realização da pesquisa e para a identificação do vírus na cultura”, reconheceu Dumith. Então estudante de doutorado, o pesquisador foi convidado por Bernardo Galvão a integrar a equipe que isolou o vírus por conhecer e utilizar em seus estudos diferentes métodos de cultivo celular, essenciais para o sucesso do projeto.

Gutemberg Brito 

 Durante o evento, o público pôde conhecer as técnicas necessárias ao isolamento do HIV, apresentadas pelo imunologista Dumith Chequer Bou-Habib

Outra participante do isolamento do vírus, a pesquisadora do IOC Ortrud Monika Barth, apresentou o papel da microscopia eletrônica para o isolamento do HIV. Monika foi responsável, em parceria com o biólogo francês Pierre Bauer, pelas primeiras imagens do vírus obtidas no Brasil. A pesquisadora comentou a evolução da investigação científica para análise estrutural de células e apontou dilemas vividos pelos pesquisadores a nível internacional, no que diz respeito à morfologia e outros aspectos estruturais celulares e extra-celulares.

 Gutemberg Brito

 

 A pesquisadora Monika Barth descreveu como a técnica de microscopia eletrônica ajudou a isolar o HIV


Coordenador da equipe que isolou o HIV-1 pela primeira vez no Brasil e na América Latina, Bernardo Galvão referiu-se com afeto à Fiocruz. “Tudo o que foi feito foi possível graças à Fiocruz, uma instituição de ciclo completo, onde podemos acompanhar todo o processo que envolve o estudo de doenças, desde a pesquisa básica até o produto final. Aqui, tínhamos – e temos – a certeza de que a Fundação é sempre mais importante do que os interesses pessoais de um ou de outro pesquisador”, destacou.

Galvão também foi o criador do então Departamento de Imunologia do IOC, fundado em 1980 a partir de recursos do Programa de Pesquisas em Doenças Tropicais (TDR, na sigla em inglês) da Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, é coordenador do Laboratório Avançado de Saúde Pública do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (CPqGM), unidade da Fiocruz na Bahia, onde desenvolve pesquisas básicas sobre HIV-1 e HTLV. O imunologista discorreu sobre a experiência da execução da pesquisa integrada sobre a então doença emergente. “Entre as estratégias para o combate de doenças emergentes, notamos que era essencial reforçar a infra-estrutura, possuir pessoal altamente qualificado e estimular o interesse e a atualização em ciência e tecnologia”, recordou.

 Gutemberg Brito

   Líder da equipe do IOC que isolou o HIV pela primeira vez na América Latina, o imunologista Bernardo Galvão destacou o papel da Fiocruz para a saúde pública brasileira

Segundo Galvão, o objetivo do TDR era – e ainda é – fortalecer centros de pesquisa de países do terceiro mundo. “No caso da Aids, tínhamos a estrutura montada e executamos este projeto de grande peso com a ajuda de um especialista”, afirmou, lembrando a importância da transferência de metodologia desenvolvida pela equipe do IOC para os bancos de sangue, de modo a prevenir a transmissão do vírus em larga escala. “Fizemos um imenso trabalho de articulação entre os pesquisadores e uma importante colaboração internacional, por meio da Peggy Pereira”, destacou.

Palestrantes destacaram cooperações fundamentais para a iniciativa

Lembrados durante todo o evento, o casal de virologistas Helio e Margheritte Pereira tiveram papel central na história do isolamento do HIV-1 no Brasil. Foi a partir de células infectadas pelo vírus da Aids entregues pelo casal em 1985 que a equipe liderada por Galvão desenvolveu o primeiro kit brasileiro para o diagnóstico para Aids e deu início aos estudos que resultariam no isolamento do HIV-1 no Brasil.

Galvão lembrou que foi fundamental o apoio institucional representado pela figura de Helio. O imunologista comentou também sobre o papel decisivo da sociedade civil, sobretudo através do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e do pesquisador do IOC, José Rodrigues Coura.

Dentro da área de cooperação nacional e internacional, Galvão destacou as redes que se formaram e deram grande agilidade à pesquisa. É o caso da Rede Internacional de Laboratórios para o Isolamento do vírus HIV e a implantação da UNAIDS, programa das Nações Unidas sobre o tema, que contou com grande participação da Fiocruz. Em nível nacional, Galvão lembrou a Rede Brasileira de Laboratórios para o Estudo dos Subtipos do HIV-1, pesquisando formas de transmissão e fatores de risco, e o Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde.

 Gutemberg Brito

   A bioquímica Vera Bongertz, responsável por trazer da França as técnicas necessárias ao isolamento do HIV, recebeu de Carlos Morel a homenagem do IOC e da Fiocruz por sua participação na iniciativa

Ao final do evento, além dos palestrantes Bernardo Galvão, Monika Barth, Dumith Chequer Bou-Habib e Fernando Samuel Sion, foram homenageados os demais cientistas envolvidos no isolamento do HIV-1 no Brasil: a bioquímica Vera Bongertz e o virologista José Carlos Couto-Fernandez, ambos pesquisadores do Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do IOC, e o bioquímico Jairo Ivo dos Santos, atualmente professor do Departamento de Análises Clínicas da Universidade Federal de Santa Catarina, que desenvolvia tese de mestrado em imunologia da Leishmania no Departamento de Imunologia do IOC quando foi convidado por Galvão a integrar a equipe que isolaria o HIV-1 no Brasil.

20anos_hivEm edição especial do Centro de Estudos do IOC, dia 3 de dezembro, pesquisadores envolvidos no isolamento do HIV no Brasil, em 1987, debateram os impactos da iniciativa sobre a ciência e a sociedade brasileira. Acesse também reportagem especial sobre o tema.
Por: 
jornalismo

Como forma de relembrar e destacar os profissionais que há 20 anos estudaram o vírus da Aids e conseguiram isolar o HIV tipo 1 (HIV-1) pela primeira vez no Brasil e na América Latina, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e a Presidência da Fiocruz realizaram nesta segunda-feira, 3 de dezembro, edição especial do Centro de Estudos do IOC. A iniciativa, concluída em 1987 por pesquisadores do IOC sob a coordenação do imunologista Bernardo Galvão, é um marco na história da epidemia da Aids no país: permitiu não só a inserção do Brasil no cenário científico internacional, mas também o desenvolvimento de iniciativas complementares, fundamentais para o enfrentamento da doença e a melhoria da qualidade de vida de pacientes.

 Gutemberg Brito

 

 Os pesquisadores Bernardo Galvão, Fernando Sion, Monika Barth e Dumith Chequer Bou-Habib apresentaram suas contribuições para o isolamento do HIV no Brasil

“Este acontecimento simboliza nossa capacidade de enfrentar desafios e articular diferentes setores da sociedade e a comunidade científica na resolução de problemas importantes para a saúde pública”, definiu a diretora do IOC, Tania Araújo-Jorge, durante a abertura do evento. O atual diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz (CDTS), Carlos Morel, era diretor do IOC à época. Além desta função, o pesquisador acumulava o cargo de Vice-Presidente de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Fundação. Morel, que também participou da mesa de abertura do evento, lembrou que em 1985 o então Ministro da Saúde, Carlos Santana, em visita à Fiocruz, afirmara que não seria possível importar os kits de diagnóstico para o vírus, por serem muito caros.

“Nesse momento, com uma enorme pressão, tivemos que dar uma resposta”, contou Morel. “Esta é uma data para pensar o passado, mas sobretudo para projetar o futuro. Espero que daqui a 20 anos comemoremos uma nova descoberta, a vacina contra a Aids, quem sabe. Para isso, precisamos de um novo modelo de estruturação, para que possamos começar a pensar em respostas a longo prazo. É o que esta experiência da Aids mostra ser necessário”, concluiu.

O debate foi inaugurado pela palestra do professor de Alergia e Imunologia Clínica da UniRio, o médico Fernando Samuel Sion, que comentou sua experiência no tratamento dos primeiros casos de Aids no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, no início da década de 1980. “Resistimos a vários ataques e pressões. Muitos não acreditavam no nosso trabalho”, recorda o médico. “Hoje, 3.500 pacientes são tratados por ano em ambulatório, onde realizamos o diagnóstico, o acompanhamento de carga viral e a contagem de células CD4 e CD8”, descreveu.


 Gutemberg Brito

 

 O médico Fernando Sion foi responsável pelo atendimento aos primeiros pacientes soropositivos do Rio de Janeiro

Sion destacou o papel decisivo da sociedade civil na luta pelo avanço das pesquisas: “Ajudamos a fundar a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), primeira organização não-governamental a lidar com o tema”. O médico ressaltou também o preconceito que rondava a Aids, sobretudo por parte da mídia, que à época sugeria o isolamento de pacientes. “Por diversas vezes mostramos que isso era mentira, que não haveria risco se as condições fossem boas e houvesse informação”, afirmou.

Para abordar a técnica que permitiu o isolamento do HIV-1 no Brasil, o imunologista Dumith Chequer Bou-Habib, pesquisador do Laboratório de Imunologia Clínica do IOC e estudioso dos mecanismos de interação entre o vírus e células do sistema imunológico, esclareceu detalhes sobre o ciclo replicativo do HIV-1 e o processo para obtenção do isolado, entre outros aspectos. “O isolamento não é uma técnica tão difícil. O principal desafio era, na verdade, ter a infra-estrutura adequada para a realização da pesquisa e para a identificação do vírus na cultura”, reconheceu Dumith. Então estudante de doutorado, o pesquisador foi convidado por Bernardo Galvão a integrar a equipe que isolou o vírus por conhecer e utilizar em seus estudos diferentes métodos de cultivo celular, essenciais para o sucesso do projeto.


Gutemberg Brito 

 Durante o evento, o público pôde conhecer as técnicas necessárias ao isolamento do HIV, apresentadas pelo imunologista Dumith Chequer Bou-Habib

Outra participante do isolamento do vírus, a pesquisadora do IOC Ortrud Monika Barth, apresentou o papel da microscopia eletrônica para o isolamento do HIV. Monika foi responsável, em parceria com o biólogo francês Pierre Bauer, pelas primeiras imagens do vírus obtidas no Brasil. A pesquisadora comentou a evolução da investigação científica para análise estrutural de células e apontou dilemas vividos pelos pesquisadores a nível internacional, no que diz respeito à morfologia e outros aspectos estruturais celulares e extra-celulares.

 Gutemberg Brito

 

 A pesquisadora Monika Barth descreveu como a técnica de microscopia eletrônica ajudou a isolar o HIV



Coordenador da equipe que isolou o HIV-1 pela primeira vez no Brasil e na América Latina, Bernardo Galvão referiu-se com afeto à Fiocruz. “Tudo o que foi feito foi possível graças à Fiocruz, uma instituição de ciclo completo, onde podemos acompanhar todo o processo que envolve o estudo de doenças, desde a pesquisa básica até o produto final. Aqui, tínhamos – e temos – a certeza de que a Fundação é sempre mais importante do que os interesses pessoais de um ou de outro pesquisador”, destacou.

Galvão também foi o criador do então Departamento de Imunologia do IOC, fundado em 1980 a partir de recursos do Programa de Pesquisas em Doenças Tropicais (TDR, na sigla em inglês) da Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, é coordenador do Laboratório Avançado de Saúde Pública do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (CPqGM), unidade da Fiocruz na Bahia, onde desenvolve pesquisas básicas sobre HIV-1 e HTLV. O imunologista discorreu sobre a experiência da execução da pesquisa integrada sobre a então doença emergente. “Entre as estratégias para o combate de doenças emergentes, notamos que era essencial reforçar a infra-estrutura, possuir pessoal altamente qualificado e estimular o interesse e a atualização em ciência e tecnologia”, recordou.

 Gutemberg Brito

 

 Líder da equipe do IOC que isolou o HIV pela primeira vez na América Latina, o imunologista Bernardo Galvão destacou o papel da Fiocruz para a saúde pública brasileira

Segundo Galvão, o objetivo do TDR era – e ainda é – fortalecer centros de pesquisa de países do terceiro mundo. “No caso da Aids, tínhamos a estrutura montada e executamos este projeto de grande peso com a ajuda de um especialista”, afirmou, lembrando a importância da transferência de metodologia desenvolvida pela equipe do IOC para os bancos de sangue, de modo a prevenir a transmissão do vírus em larga escala. “Fizemos um imenso trabalho de articulação entre os pesquisadores e uma importante colaboração internacional, por meio da Peggy Pereira”, destacou.

Palestrantes destacaram cooperações fundamentais para a iniciativa

Lembrados durante todo o evento, o casal de virologistas Helio e Margheritte Pereira tiveram papel central na história do isolamento do HIV-1 no Brasil. Foi a partir de células infectadas pelo vírus da Aids entregues pelo casal em 1985 que a equipe liderada por Galvão desenvolveu o primeiro kit brasileiro para o diagnóstico para Aids e deu início aos estudos que resultariam no isolamento do HIV-1 no Brasil.

Galvão lembrou que foi fundamental o apoio institucional representado pela figura de Helio. O imunologista comentou também sobre o papel decisivo da sociedade civil, sobretudo através do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e do pesquisador do IOC, José Rodrigues Coura.

Dentro da área de cooperação nacional e internacional, Galvão destacou as redes que se formaram e deram grande agilidade à pesquisa. É o caso da Rede Internacional de Laboratórios para o Isolamento do vírus HIV e a implantação da UNAIDS, programa das Nações Unidas sobre o tema, que contou com grande participação da Fiocruz. Em nível nacional, Galvão lembrou a Rede Brasileira de Laboratórios para o Estudo dos Subtipos do HIV-1, pesquisando formas de transmissão e fatores de risco, e o Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde.

 Gutemberg Brito

 

 A bioquímica Vera Bongertz, responsável por trazer da França as técnicas necessárias ao isolamento do HIV, recebeu de Carlos Morel a homenagem do IOC e da Fiocruz por sua participação na iniciativa

Ao final do evento, além dos palestrantes Bernardo Galvão, Monika Barth, Dumith Chequer Bou-Habib e Fernando Samuel Sion, foram homenageados os demais cientistas envolvidos no isolamento do HIV-1 no Brasil: a bioquímica Vera Bongertz e o virologista José Carlos Couto-Fernandez, ambos pesquisadores do Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do IOC, e o bioquímico Jairo Ivo dos Santos, atualmente professor do Departamento de Análises Clínicas da Universidade Federal de Santa Catarina, que desenvolvia tese de mestrado em imunologia da Leishmania no Departamento de Imunologia do IOC quando foi convidado por Galvão a integrar a equipe que isolaria o HIV-1 no Brasil.

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)