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Por que se vacinar contra a gripe todo ano? Entenda o papel do IOC na definição da formulação do imunizante 

Campanha nacional de vacinação começou no dia 28/03 em várias regiões do país
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A mobilização será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste antes do período de maior circulação do vírus. Foto: Renato Rodrigues

Começou no último dia 28/03 a campanha nacional de vacinação contra a influenza. A mobilização liderada pelo Ministério da Saúde prioriza grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. O Dia D foi realizado na mesma data, e a campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). 

Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas. 

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. 

A pesquisadora Marilda Siqueira durante campanha de vacinação promovida pela Secretaria Municipal de Saúde do RJ e pelo Ministério da Saúde. Foto: divulgação 


Mas por que tomar essa vacina todo ano?  

Com subtipos capazes de infectar células humanas e/ou animais, o vírus influenza se multiplica fazendo cópias de si mesmo dentro do organismo. 

Durante esse processo podem ocorrer falhas. Em vez de cópias perfeitas, pequenos erros acontecem e modificam características do vírus, incluindo proteínas de superfície, responsáveis pela ‘aparência’ do vírus para o sistema imunológico. É o que chamamos de mutações. Enquanto umas preocupam pouco, outras requerem muito cuidado e atenção redobrada.

Reprodução do vírus influenza. Foto: Medical Graphics

É aí que entram inúmeros cientistas espalhados pelo mundo, muitos deles do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Como uma espécie de ‘detetives’, eles se dedicam a investigar vírus influenza que podem estar ‘disfarçados’ e em livre circulação.

No âmbito do IOC, as atividades são conduzidas pelo Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais, referência nacional na análise de vírus respiratórios. A unidade é responsável por identificar, caracterizar geneticamente e monitorar a circulação de diferentes variantes do influenza no país. 

À frente do Laboratório, que também atua como referência brasileira junto à rede internacional de vigilância da Organização Mundial da Saúde (OMS), está a pesquisadora Marilda Siqueira. Ela e sua equipe monitoram quais 'versões' do vírus estão circulando no país. 

“Em um grande esforço conjunto com o Ministério da Saúde, o Instituto Evandro Chagas e o Instituto Adolfo Lutz, nós produzimos relatórios que subsidiam recomendações da OMS sobre a composição da vacina para os hemisférios Norte e Sul, a partir de análises virológicas e genômicas de centenas de amostras. No Brasil, essas diretrizes orientam o Ministério na definição da estratégia de imunização e na encomenda das doses”, explica Siqueira.  

Ao conectar pesquisa laboratorial, vigilância epidemiológica e cooperação global, o IOC consolida sua posição como um dos principais pilares da resposta brasileira às doenças respiratórias, base essencial para a atualização anual da vacina e para a resposta oportuna a cenários epidemiológicos em constante transformação. 

Campanha nacional de vacinação começou no dia 28/03 em várias regiões do país
Por: 
viniciusferreira
A mobilização será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste antes do período de maior circulação do vírus. Foto: Renato Rodrigues

Começou no último dia 28/03 a campanha nacional de vacinação contra a influenza. A mobilização liderada pelo Ministério da Saúde prioriza grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. O Dia D foi realizado na mesma data, e a campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). 

Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas. 

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. 

A pesquisadora Marilda Siqueira durante campanha de vacinação promovida pela Secretaria Municipal de Saúde do RJ e pelo Ministério da Saúde. Foto: divulgação 

Mas por que tomar essa vacina todo ano?  

Com subtipos capazes de infectar células humanas e/ou animais, o vírus influenza se multiplica fazendo cópias de si mesmo dentro do organismo. 

Durante esse processo podem ocorrer falhas. Em vez de cópias perfeitas, pequenos erros acontecem e modificam características do vírus, incluindo proteínas de superfície, responsáveis pela ‘aparência’ do vírus para o sistema imunológico. É o que chamamos de mutações. Enquanto umas preocupam pouco, outras requerem muito cuidado e atenção redobrada.

Reprodução do vírus influenza. Foto: Medical Graphics

É aí que entram inúmeros cientistas espalhados pelo mundo, muitos deles do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Como uma espécie de ‘detetives’, eles se dedicam a investigar vírus influenza que podem estar ‘disfarçados’ e em livre circulação.

No âmbito do IOC, as atividades são conduzidas pelo Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais, referência nacional na análise de vírus respiratórios. A unidade é responsável por identificar, caracterizar geneticamente e monitorar a circulação de diferentes variantes do influenza no país. 

À frente do Laboratório, que também atua como referência brasileira junto à rede internacional de vigilância da Organização Mundial da Saúde (OMS), está a pesquisadora Marilda Siqueira. Ela e sua equipe monitoram quais 'versões' do vírus estão circulando no país. 

“Em um grande esforço conjunto com o Ministério da Saúde, o Instituto Evandro Chagas e o Instituto Adolfo Lutz, nós produzimos relatórios que subsidiam recomendações da OMS sobre a composição da vacina para os hemisférios Norte e Sul, a partir de análises virológicas e genômicas de centenas de amostras. No Brasil, essas diretrizes orientam o Ministério na definição da estratégia de imunização e na encomenda das doses”, explica Siqueira.  

Ao conectar pesquisa laboratorial, vigilância epidemiológica e cooperação global, o IOC consolida sua posição como um dos principais pilares da resposta brasileira às doenças respiratórias, base essencial para a atualização anual da vacina e para a resposta oportuna a cenários epidemiológicos em constante transformação. 

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)