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Pós-graduação em Ciência, Arte e Cultura na Saúde celebra 15 anos

Evento destacou a trajetória do curso e sua contribuição para promover uma formação mais humana em saúde
Por Yuri Neri10/11/2025 - Atualizado em 12/11/2025

A comemoração dos 15 anos do CACS reuniu produções visuais de estudantes e egressos do curso. Foto: Rudson Amorim

Entre obras, abraços e saberes, a celebração pelos 15 anos da Pós-graduação Lato sensu em Ciência, Arte e Cultura na Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) transformou o auditório Maria Deane, em Manguinhos (RJ), em um espaço de afeto, criatividade e sensibilidade. 

O evento, realizado na última quarta-feira (5/11), reuniu estudantes, docentes, egressos e convidados em um encontro que reafirmou a potência do diálogo entre o conhecimento científico, as expressões artísticas e as práticas em saúde pública. 

 

Desde 2010, o curso busca formar especialistas capazes de integrar ciência, arte e cultura, contribuindo para a humanização e a promoção da saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Durante a mesa de abertura, a diretora de Ensino e Extensão do IOC, Norma Cristina Brandão, destacou a importância da arte na formação humana. 

“Integrar três campos tão distintos, mas com tanta interseção, faz toda a diferença para a saúde pública e para a educação”, ressaltou. 


A diretora de Ensino e Extensão do IOC, Norma Cristina Brandão, e a coordenadora do CACS, Anunciata Sawada, durante a mesa de abertura do evento. Foto: Rudson Amorim

Os profissionais formados pelo Programa são preparados para atuar de forma criativa e interdisciplinar, desenvolvendo ações educativas, artísticas e comunitárias voltadas à promoção da saúde e à humanização do cuidado. 

Para isso, a grade curricular contempla a criação de materiais educativos, jogos, vídeos, performances e intervenções culturais que traduzem o conhecimento científico em linguagem acessível e sensível, fortalecendo o diálogo com diferentes públicos e espaços, como escolas, unidades de saúde, museus e campanhas públicas. 

Essa formação permite que contribuam com projetos em escolas, unidades de saúde e museus, além de apoiar políticas de educação popular, práticas integrativas e complementares e iniciativas de cuidado mais humanizado no âmbito do SUS. 


O evento reuniu estudantes, docentes, egressos e convidados em um encontro marcado por afeto, arte e integração entre ciência e saúde. Foto: Rudson Amorim

Agentes de saúde, professores, nutricionistas, enfermeiros e médicos são apenas alguns exemplos de profissionais que passaram pela especialização. Segundo a coordenadora do curso, Anunciata Sawada, essa variedade revela como a arte pode atravessar formações diversas e transformar a maneira como cada profissional compreende e exerce o cuidado. 

“É comum que profissionais de diferentes áreas concluam a formação acadêmica e ingressem no mercado de trabalho, mas, com o tempo, percebam que falta algo em suas trajetórias. É justamente essa lacuna que buscamos preencher. Cada turma é um universo singular, com desejos e inquietações próprios, e a cada edição o curso se reinventa para acolher as demandas e os receios específicos de cada aluno”, apontou. 

Com isso, Anunciata ressalta que o curso vai além da simples integração entre saberes, propondo uma abordagem própria para pensar a ciência e a educação. 

“Não é ‘ciência + arte’, nem ‘ciência/arte’. Estamos falando de um novo campo de conhecimento, que engloba todo esse perfil”, resumiu. 


Para a discente Mariana Bittencourt, o CACS reacendeu a 'chama acadêmica' em sua trajetória. Foto: Rudson Amorim

As reflexões da coordenadora ecoam nas experiências dos estudantes, que veem no curso um espaço de reconexão entre ciência e sensibilidade. 

Com formação em Psicologia, a discente Laís Toledo contou que o curso possibilitou unir trajetórias antes paralelas e ampliar sua forma de atuação. 

“Antes, eu tinha caminhos separados entre a arte e a saúde, e aqui foi um lugar em que eu pude experimentar as duas áreas de uma forma relacional”, destacou. 

Já a designer e estudante Mariana Bittencourt explicou que o programa a tem aproximado novamente da vida acadêmica, despertando o desejo de seguir na pesquisa e na docência. 

“Para mim, tem sido a volta para a academia. Desde que me formei, não havia feito nenhuma atividade nesse espaço, apenas fora dele. O curso representa esse retorno — e também a vontade de permanecer, de realizar outros trabalhos e pesquisas”, afirmou. 


A cientista Valéria Trajano fundou a Pós-graduação Lato sensu em Ciência, Arte e Cultura na Saúde. Foto: Rudson Amorim

A criadora e coordenadora do CACS, Valéria Trajano, também enfatizou que o curso tem sido um ponto de encontro entre percursos diversos e novos começos. 

“O curso só existe porque vocês aceitaram a proposta. Ver o CACS chegar até aqui, aos 15 anos, que foram 15 anos de luta, é gratificante”, contou emocionada. 

Mostra artística 

À tarde, o evento seguiu com a ‘Mostra Artística Ciência e Arte’, que reuniu trabalhos de alunos, egressos e integrantes da comunidade da pós-graduação. A exposição apresentou pinturas, vídeos e música autoral, expressando as múltiplas formas de diálogo entre arte e saúde cultivadas ao longo do curso. 


Mostra artística exibiu obras feitas pela comunidade do CACS. Foto: Rudson Amorim

Entre as obras expostas, estava a pintura da bolsista Viviane Cruz, do Laboratório de Enterobactérias do IOC, que retratou o Castelo Mourisco sob um céu estrelado por ‘Salmonellas’, em referência poética à área em que atua. 

“Utilizei técnica mista na pintura, com tinta acrílica e tinta a óleo, além de relevo em alguns pontos da vegetação”, explicou a autora. 


Quadro de Viviane integrou a mostra artística dos 15 anos do CACS. Foto: Rudson Amorim

Entre os vídeos exibidos, a animação ‘Docinho – Tenha uma rotina leve com a diabetes tipo 1’, criação da discente Rayane Pinheiro, chamou atenção ao retratar a jornada de uma criança diabética e de sua mãe na busca por acolhimento e leveza no cotidiano com a doença. 

Evento destacou a trajetória do curso e sua contribuição para promover uma formação mais humana em saúde
Por: 
yuri.neri

A comemoração dos 15 anos do CACS reuniu produções visuais de estudantes e egressos do curso. Foto: Rudson Amorim

Entre obras, abraços e saberes, a celebração pelos 15 anos da Pós-graduação Lato sensu em Ciência, Arte e Cultura na Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) transformou o auditório Maria Deane, em Manguinhos (RJ), em um espaço de afeto, criatividade e sensibilidade. 

O evento, realizado na última quarta-feira (5/11), reuniu estudantes, docentes, egressos e convidados em um encontro que reafirmou a potência do diálogo entre o conhecimento científico, as expressões artísticas e as práticas em saúde pública. 

 

Desde 2010, o curso busca formar especialistas capazes de integrar ciência, arte e cultura, contribuindo para a humanização e a promoção da saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Durante a mesa de abertura, a diretora de Ensino e Extensão do IOC, Norma Cristina Brandão, destacou a importância da arte na formação humana. 

“Integrar três campos tão distintos, mas com tanta interseção, faz toda a diferença para a saúde pública e para a educação”, ressaltou. 


A diretora de Ensino e Extensão do IOC, Norma Cristina Brandão, e a coordenadora do CACS, Anunciata Sawada, durante a mesa de abertura do evento. Foto: Rudson Amorim

Os profissionais formados pelo Programa são preparados para atuar de forma criativa e interdisciplinar, desenvolvendo ações educativas, artísticas e comunitárias voltadas à promoção da saúde e à humanização do cuidado. 

Para isso, a grade curricular contempla a criação de materiais educativos, jogos, vídeos, performances e intervenções culturais que traduzem o conhecimento científico em linguagem acessível e sensível, fortalecendo o diálogo com diferentes públicos e espaços, como escolas, unidades de saúde, museus e campanhas públicas. 

Essa formação permite que contribuam com projetos em escolas, unidades de saúde e museus, além de apoiar políticas de educação popular, práticas integrativas e complementares e iniciativas de cuidado mais humanizado no âmbito do SUS. 


O evento reuniu estudantes, docentes, egressos e convidados em um encontro marcado por afeto, arte e integração entre ciência e saúde. Foto: Rudson Amorim

Agentes de saúde, professores, nutricionistas, enfermeiros e médicos são apenas alguns exemplos de profissionais que passaram pela especialização. Segundo a coordenadora do curso, Anunciata Sawada, essa variedade revela como a arte pode atravessar formações diversas e transformar a maneira como cada profissional compreende e exerce o cuidado. 

“É comum que profissionais de diferentes áreas concluam a formação acadêmica e ingressem no mercado de trabalho, mas, com o tempo, percebam que falta algo em suas trajetórias. É justamente essa lacuna que buscamos preencher. Cada turma é um universo singular, com desejos e inquietações próprios, e a cada edição o curso se reinventa para acolher as demandas e os receios específicos de cada aluno”, apontou. 

Com isso, Anunciata ressalta que o curso vai além da simples integração entre saberes, propondo uma abordagem própria para pensar a ciência e a educação. 

“Não é ‘ciência + arte’, nem ‘ciência/arte’. Estamos falando de um novo campo de conhecimento, que engloba todo esse perfil”, resumiu. 


Para a discente Mariana Bittencourt, o CACS reacendeu a 'chama acadêmica' em sua trajetória. Foto: Rudson Amorim

As reflexões da coordenadora ecoam nas experiências dos estudantes, que veem no curso um espaço de reconexão entre ciência e sensibilidade. 

Com formação em Psicologia, a discente Laís Toledo contou que o curso possibilitou unir trajetórias antes paralelas e ampliar sua forma de atuação. 

“Antes, eu tinha caminhos separados entre a arte e a saúde, e aqui foi um lugar em que eu pude experimentar as duas áreas de uma forma relacional”, destacou. 

Já a designer e estudante Mariana Bittencourt explicou que o programa a tem aproximado novamente da vida acadêmica, despertando o desejo de seguir na pesquisa e na docência. 

“Para mim, tem sido a volta para a academia. Desde que me formei, não havia feito nenhuma atividade nesse espaço, apenas fora dele. O curso representa esse retorno — e também a vontade de permanecer, de realizar outros trabalhos e pesquisas”, afirmou. 


A cientista Valéria Trajano fundou a Pós-graduação Lato sensu em Ciência, Arte e Cultura na Saúde. Foto: Rudson Amorim

A criadora e coordenadora do CACS, Valéria Trajano, também enfatizou que o curso tem sido um ponto de encontro entre percursos diversos e novos começos. 

“O curso só existe porque vocês aceitaram a proposta. Ver o CACS chegar até aqui, aos 15 anos, que foram 15 anos de luta, é gratificante”, contou emocionada. 

Mostra artística 

À tarde, o evento seguiu com a ‘Mostra Artística Ciência e Arte’, que reuniu trabalhos de alunos, egressos e integrantes da comunidade da pós-graduação. A exposição apresentou pinturas, vídeos e música autoral, expressando as múltiplas formas de diálogo entre arte e saúde cultivadas ao longo do curso. 


Mostra artística exibiu obras feitas pela comunidade do CACS. Foto: Rudson Amorim

Entre as obras expostas, estava a pintura da bolsista Viviane Cruz, do Laboratório de Enterobactérias do IOC, que retratou o Castelo Mourisco sob um céu estrelado por ‘Salmonellas’, em referência poética à área em que atua. 

“Utilizei técnica mista na pintura, com tinta acrílica e tinta a óleo, além de relevo em alguns pontos da vegetação”, explicou a autora. 


Quadro de Viviane integrou a mostra artística dos 15 anos do CACS. Foto: Rudson Amorim

Entre os vídeos exibidos, a animação ‘Docinho – Tenha uma rotina leve com a diabetes tipo 1’, criação da discente Rayane Pinheiro, chamou atenção ao retratar a jornada de uma criança diabética e de sua mãe na busca por acolhimento e leveza no cotidiano com a doença. 

Edição: 
Vinicius Ferreira

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)