
Entre obras, abraços e saberes, a celebração pelos 15 anos da Pós-graduação Lato sensu em Ciência, Arte e Cultura na Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) transformou o auditório Maria Deane, em Manguinhos (RJ), em um espaço de afeto, criatividade e sensibilidade.
O evento, realizado na última quarta-feira (5/11), reuniu estudantes, docentes, egressos e convidados em um encontro que reafirmou a potência do diálogo entre o conhecimento científico, as expressões artísticas e as práticas em saúde pública.
Desde 2010, o curso busca formar especialistas capazes de integrar ciência, arte e cultura, contribuindo para a humanização e a promoção da saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante a mesa de abertura, a diretora de Ensino e Extensão do IOC, Norma Cristina Brandão, destacou a importância da arte na formação humana.
“Integrar três campos tão distintos, mas com tanta interseção, faz toda a diferença para a saúde pública e para a educação”, ressaltou.

Os profissionais formados pelo Programa são preparados para atuar de forma criativa e interdisciplinar, desenvolvendo ações educativas, artísticas e comunitárias voltadas à promoção da saúde e à humanização do cuidado.
Para isso, a grade curricular contempla a criação de materiais educativos, jogos, vídeos, performances e intervenções culturais que traduzem o conhecimento científico em linguagem acessível e sensível, fortalecendo o diálogo com diferentes públicos e espaços, como escolas, unidades de saúde, museus e campanhas públicas.
Essa formação permite que contribuam com projetos em escolas, unidades de saúde e museus, além de apoiar políticas de educação popular, práticas integrativas e complementares e iniciativas de cuidado mais humanizado no âmbito do SUS.

Agentes de saúde, professores, nutricionistas, enfermeiros e médicos são apenas alguns exemplos de profissionais que passaram pela especialização. Segundo a coordenadora do curso, Anunciata Sawada, essa variedade revela como a arte pode atravessar formações diversas e transformar a maneira como cada profissional compreende e exerce o cuidado.
“É comum que profissionais de diferentes áreas concluam a formação acadêmica e ingressem no mercado de trabalho, mas, com o tempo, percebam que falta algo em suas trajetórias. É justamente essa lacuna que buscamos preencher. Cada turma é um universo singular, com desejos e inquietações próprios, e a cada edição o curso se reinventa para acolher as demandas e os receios específicos de cada aluno”, apontou.
Com isso, Anunciata ressalta que o curso vai além da simples integração entre saberes, propondo uma abordagem própria para pensar a ciência e a educação.
“Não é ‘ciência + arte’, nem ‘ciência/arte’. Estamos falando de um novo campo de conhecimento, que engloba todo esse perfil”, resumiu.

As reflexões da coordenadora ecoam nas experiências dos estudantes, que veem no curso um espaço de reconexão entre ciência e sensibilidade.
Com formação em Psicologia, a discente Laís Toledo contou que o curso possibilitou unir trajetórias antes paralelas e ampliar sua forma de atuação.
“Antes, eu tinha caminhos separados entre a arte e a saúde, e aqui foi um lugar em que eu pude experimentar as duas áreas de uma forma relacional”, destacou.
Já a designer e estudante Mariana Bittencourt explicou que o programa a tem aproximado novamente da vida acadêmica, despertando o desejo de seguir na pesquisa e na docência.
“Para mim, tem sido a volta para a academia. Desde que me formei, não havia feito nenhuma atividade nesse espaço, apenas fora dele. O curso representa esse retorno — e também a vontade de permanecer, de realizar outros trabalhos e pesquisas”, afirmou.

A criadora e coordenadora do CACS, Valéria Trajano, também enfatizou que o curso tem sido um ponto de encontro entre percursos diversos e novos começos.
“O curso só existe porque vocês aceitaram a proposta. Ver o CACS chegar até aqui, aos 15 anos, que foram 15 anos de luta, é gratificante”, contou emocionada.
À tarde, o evento seguiu com a ‘Mostra Artística Ciência e Arte’, que reuniu trabalhos de alunos, egressos e integrantes da comunidade da pós-graduação. A exposição apresentou pinturas, vídeos e música autoral, expressando as múltiplas formas de diálogo entre arte e saúde cultivadas ao longo do curso.

Entre as obras expostas, estava a pintura da bolsista Viviane Cruz, do Laboratório de Enterobactérias do IOC, que retratou o Castelo Mourisco sob um céu estrelado por ‘Salmonellas’, em referência poética à área em que atua.
“Utilizei técnica mista na pintura, com tinta acrílica e tinta a óleo, além de relevo em alguns pontos da vegetação”, explicou a autora.

Entre os vídeos exibidos, a animação ‘Docinho – Tenha uma rotina leve com a diabetes tipo 1’, criação da discente Rayane Pinheiro, chamou atenção ao retratar a jornada de uma criança diabética e de sua mãe na busca por acolhimento e leveza no cotidiano com a doença.

Entre obras, abraços e saberes, a celebração pelos 15 anos da Pós-graduação Lato sensu em Ciência, Arte e Cultura na Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) transformou o auditório Maria Deane, em Manguinhos (RJ), em um espaço de afeto, criatividade e sensibilidade.
O evento, realizado na última quarta-feira (5/11), reuniu estudantes, docentes, egressos e convidados em um encontro que reafirmou a potência do diálogo entre o conhecimento científico, as expressões artísticas e as práticas em saúde pública.
Desde 2010, o curso busca formar especialistas capazes de integrar ciência, arte e cultura, contribuindo para a humanização e a promoção da saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante a mesa de abertura, a diretora de Ensino e Extensão do IOC, Norma Cristina Brandão, destacou a importância da arte na formação humana.
“Integrar três campos tão distintos, mas com tanta interseção, faz toda a diferença para a saúde pública e para a educação”, ressaltou.

Os profissionais formados pelo Programa são preparados para atuar de forma criativa e interdisciplinar, desenvolvendo ações educativas, artísticas e comunitárias voltadas à promoção da saúde e à humanização do cuidado.
Para isso, a grade curricular contempla a criação de materiais educativos, jogos, vídeos, performances e intervenções culturais que traduzem o conhecimento científico em linguagem acessível e sensível, fortalecendo o diálogo com diferentes públicos e espaços, como escolas, unidades de saúde, museus e campanhas públicas.
Essa formação permite que contribuam com projetos em escolas, unidades de saúde e museus, além de apoiar políticas de educação popular, práticas integrativas e complementares e iniciativas de cuidado mais humanizado no âmbito do SUS.

Agentes de saúde, professores, nutricionistas, enfermeiros e médicos são apenas alguns exemplos de profissionais que passaram pela especialização. Segundo a coordenadora do curso, Anunciata Sawada, essa variedade revela como a arte pode atravessar formações diversas e transformar a maneira como cada profissional compreende e exerce o cuidado.
“É comum que profissionais de diferentes áreas concluam a formação acadêmica e ingressem no mercado de trabalho, mas, com o tempo, percebam que falta algo em suas trajetórias. É justamente essa lacuna que buscamos preencher. Cada turma é um universo singular, com desejos e inquietações próprios, e a cada edição o curso se reinventa para acolher as demandas e os receios específicos de cada aluno”, apontou.
Com isso, Anunciata ressalta que o curso vai além da simples integração entre saberes, propondo uma abordagem própria para pensar a ciência e a educação.
“Não é ‘ciência + arte’, nem ‘ciência/arte’. Estamos falando de um novo campo de conhecimento, que engloba todo esse perfil”, resumiu.

As reflexões da coordenadora ecoam nas experiências dos estudantes, que veem no curso um espaço de reconexão entre ciência e sensibilidade.
Com formação em Psicologia, a discente Laís Toledo contou que o curso possibilitou unir trajetórias antes paralelas e ampliar sua forma de atuação.
“Antes, eu tinha caminhos separados entre a arte e a saúde, e aqui foi um lugar em que eu pude experimentar as duas áreas de uma forma relacional”, destacou.
Já a designer e estudante Mariana Bittencourt explicou que o programa a tem aproximado novamente da vida acadêmica, despertando o desejo de seguir na pesquisa e na docência.
“Para mim, tem sido a volta para a academia. Desde que me formei, não havia feito nenhuma atividade nesse espaço, apenas fora dele. O curso representa esse retorno — e também a vontade de permanecer, de realizar outros trabalhos e pesquisas”, afirmou.

A criadora e coordenadora do CACS, Valéria Trajano, também enfatizou que o curso tem sido um ponto de encontro entre percursos diversos e novos começos.
“O curso só existe porque vocês aceitaram a proposta. Ver o CACS chegar até aqui, aos 15 anos, que foram 15 anos de luta, é gratificante”, contou emocionada.
À tarde, o evento seguiu com a ‘Mostra Artística Ciência e Arte’, que reuniu trabalhos de alunos, egressos e integrantes da comunidade da pós-graduação. A exposição apresentou pinturas, vídeos e música autoral, expressando as múltiplas formas de diálogo entre arte e saúde cultivadas ao longo do curso.

Entre as obras expostas, estava a pintura da bolsista Viviane Cruz, do Laboratório de Enterobactérias do IOC, que retratou o Castelo Mourisco sob um céu estrelado por ‘Salmonellas’, em referência poética à área em que atua.
“Utilizei técnica mista na pintura, com tinta acrílica e tinta a óleo, além de relevo em alguns pontos da vegetação”, explicou a autora.

Entre os vídeos exibidos, a animação ‘Docinho – Tenha uma rotina leve com a diabetes tipo 1’, criação da discente Rayane Pinheiro, chamou atenção ao retratar a jornada de uma criança diabética e de sua mãe na busca por acolhimento e leveza no cotidiano com a doença.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)