Auditório com ampla participação do público. Foto: Pedro Ramiro e Anderson Oliveira
Um ano após a assinatura de um termo de cooperação entre o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e a prefeitura de Limoeiro do Norte, foram apresentados avanços no enfrentamento da doença de Chagas durante um evento, realizado em 17 de abril na cidade. O encontro reuniu pesquisadores, gestores e profissionais de saúde e fez parte da programação da III Semana Municipal de Conscientização da Doença de Chagas em Limoeiro do Norte – CE.
Os presentes puderam conhecer a atuação integrada nas áreas de pesquisa, assistência e educação em saúde do Centro de Estudos e Pesquisa em Atenção Integral à Saúde e Vigilância em Doença de Chagas (CEPAV – Chagas) nos últimos 12 meses. O balanço foi apresentado pelo pesquisador do laboratório de Biologia das Interações, Roberto Ferreira, que coordena o projeto.
Roberto Ferreira apresentou resultados das ações do Cepav – Chagas. Foto: Pedro Ramiro e Anderson Oliveira
O coordenador destaca o impacto local das ações em um território considerado prioritário. “Entre os principais marcos do primeiro ano do CEPAV-Chagas está a sua estruturação institucional, com a formação de uma equipe multidisciplinar e a criação de um comitê intersetorial com representantes da saúde e da comunidade”, avalia Roberto.
O centro foi oficialmente inaugurado durante a Semana de Chagas 2025 e passou a atuar de forma articulada com a rede municipal.
Um dos destaques foi a implementação do “Expresso Chagas”, estratégia de tecnologia social que combina educação em saúde, divulgação científica e busca ativa de casos. Por meio de ações itinerantes do projeto, a iniciativa ampliou significativamente o acesso ao diagnóstico, tratamento e cuidado ao portador.
Em 2025, 210 pessoas participaram das atividades, com nove testes reagentes e dois casos confirmados. Já em 2026, até o momento, 72 pessoas foram atendidas, com sete resultados reagentes ainda em investigação. Segundo os organizadores, a atuação do CEPAV triplicou a oferta de exames no município no primeiro ano.
Na área assistencial, foi criado em agosto de 2025 um ambulatório especializado em doença de Chagas, com atendimento semanal e foco no diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes. A primeira pessoa tratada com benznidazol já concluiu o protocolo terapêutico com sucesso. O serviço também realiza visitas domiciliares.
Roberto Ferreira ressalta que o CEPAV-Chagas CE também se consolidou como polo de pesquisa. “Em um ano, 305 pacientes do Vale do Jaguaribe foram envolvidos em estudos conduzidos por projetos do IOC, com realização de exames complementares e participação em iniciativas científicas”, explica.
O centro conta atualmente com estudantes de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de ter conquistado bolsas e premiações em eventos nacionais.
As ações educativas e de mobilização social também ganharam destaque, com atividades em escolas que alcançaram 182 estudantes em 2025, além do fortalecimento da associação de pessoas afetadas pela doença, com mais de 30 novos associados em 2025.
Entre as iniciativas em desenvolvimento estão projetos de formação de lideranças comunitárias e uma websérie voltada ao compartilhamento de histórias de vida dos portadores.
Durante o evento, a diretora do IOC Tania Araujo-Jorge anunciou o lançamento de um projeto multicêntrico que investigará o uso de selênio e coenzima Q10 como alternativa terapêutica para a cardiopatia chagásica crônica — uma das principais complicações da doença.
A pesquisa que envolve diferentes centros no país, também convidará pacientes de Limoeiro do Norte a participarem das etapas conduzidas em Fortaleza.
“A expectativa é que os resultados contribuam para ampliar as opções de tratamento e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas, reforçando o papel da ciência e da inovação no enfrentamento de doenças negligenciadas no Brasil”, concluiu Tania.
Auditório com ampla participação do público. Foto: Pedro Ramiro e Anderson Oliveira
Um ano após a assinatura de um termo de cooperação entre o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e a prefeitura de Limoeiro do Norte, foram apresentados avanços no enfrentamento da doença de Chagas durante um evento, realizado em 17 de abril na cidade. O encontro reuniu pesquisadores, gestores e profissionais de saúde e fez parte da programação da III Semana Municipal de Conscientização da Doença de Chagas em Limoeiro do Norte – CE.
Os presentes puderam conhecer a atuação integrada nas áreas de pesquisa, assistência e educação em saúde do Centro de Estudos e Pesquisa em Atenção Integral à Saúde e Vigilância em Doença de Chagas (CEPAV – Chagas) nos últimos 12 meses. O balanço foi apresentado pelo pesquisador do laboratório de Biologia das Interações, Roberto Ferreira, que coordena o projeto.
Roberto Ferreira apresentou resultados das ações do Cepav – Chagas. Foto: Pedro Ramiro e Anderson Oliveira
O coordenador destaca o impacto local das ações em um território considerado prioritário. “Entre os principais marcos do primeiro ano do CEPAV-Chagas está a sua estruturação institucional, com a formação de uma equipe multidisciplinar e a criação de um comitê intersetorial com representantes da saúde e da comunidade”, avalia Roberto.
O centro foi oficialmente inaugurado durante a Semana de Chagas 2025 e passou a atuar de forma articulada com a rede municipal.
Um dos destaques foi a implementação do “Expresso Chagas”, estratégia de tecnologia social que combina educação em saúde, divulgação científica e busca ativa de casos. Por meio de ações itinerantes do projeto, a iniciativa ampliou significativamente o acesso ao diagnóstico, tratamento e cuidado ao portador.
Em 2025, 210 pessoas participaram das atividades, com nove testes reagentes e dois casos confirmados. Já em 2026, até o momento, 72 pessoas foram atendidas, com sete resultados reagentes ainda em investigação. Segundo os organizadores, a atuação do CEPAV triplicou a oferta de exames no município no primeiro ano.
Na área assistencial, foi criado em agosto de 2025 um ambulatório especializado em doença de Chagas, com atendimento semanal e foco no diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes. A primeira pessoa tratada com benznidazol já concluiu o protocolo terapêutico com sucesso. O serviço também realiza visitas domiciliares.
Roberto Ferreira ressalta que o CEPAV-Chagas CE também se consolidou como polo de pesquisa. “Em um ano, 305 pacientes do Vale do Jaguaribe foram envolvidos em estudos conduzidos por projetos do IOC, com realização de exames complementares e participação em iniciativas científicas”, explica.
O centro conta atualmente com estudantes de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de ter conquistado bolsas e premiações em eventos nacionais.
As ações educativas e de mobilização social também ganharam destaque, com atividades em escolas que alcançaram 182 estudantes em 2025, além do fortalecimento da associação de pessoas afetadas pela doença, com mais de 30 novos associados em 2025.
Entre as iniciativas em desenvolvimento estão projetos de formação de lideranças comunitárias e uma websérie voltada ao compartilhamento de histórias de vida dos portadores.
Durante o evento, a diretora do IOC Tania Araujo-Jorge anunciou o lançamento de um projeto multicêntrico que investigará o uso de selênio e coenzima Q10 como alternativa terapêutica para a cardiopatia chagásica crônica — uma das principais complicações da doença.
Tania Araujo-Jorge, diretora do IOC, no lançamento do projeto multicêntrico voltado à doença de Chagas. Foto: Pedro Ramiro e Anderson Oliveira
A pesquisa que envolve diferentes centros no país, também convidará pacientes de Limoeiro do Norte a participarem das etapas conduzidas em Fortaleza.
“A expectativa é que os resultados contribuam para ampliar as opções de tratamento e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas, reforçando o papel da ciência e da inovação no enfrentamento de doenças negligenciadas no Brasil”, concluiu Tania.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)