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Novo laboratório de alta contenção nível 3 amplia capacidade de pesquisa nacional

Espaço dedicado a estudos com biomodelos reforça a infraestrutura científica do país e aumenta a capacidade de resposta a emergências em saúde pública
Por Laura Cordeiro14/10/2025 - Atualizado em 21/10/2025
Espaço tem 70 m² e possui uma estrutura tecnológica avançada. Foto: Rudson Amorim

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) inaugurou na última sexta-feira (10/10) seu primeiro laboratório de alta contenção para pesquisas com biomodelos, classificado como de nível de biossegurança 3 (NBA3).

O novo ambiente representa um avanço estratégico para a ciência brasileira, ampliando a capacidade do país de conduzir estudos sobre agentes infecciosos de relevância para a saúde pública. É o primeiro espaço desse tipo no IOC – e um dos poucos existentes no Brasil.

Atualmente, o IOC conta com dois laboratórios NB3 convencionais, voltados a experimentações in vitro, nos quais já é referência. Diferentemente dessas unidades, o novo espaço segue protocolos ainda mais rigorosos, pois permite estudos in vivo sobre a interação entre patógenos e seus hospedeiros. Essa abordagem é essencial para a vigilância em saúde e para o desenvolvimento de vacinas.

 

 

André Nunes de Sales, coordenador do Centro de Experimentação Animal (CEA/IOC), destacou o impacto da nova estrutura.

“Este novo laboratório é capaz de promover uma alta contenção biológica e reduzir riscos de trabalho. Agora, podemos manipular agentes patogênicos que anteriormente não era possível. Para a população, isso significa respostas mais rápidas a emergências sanitárias”, frisou.

Com 70 m², o espaço possui uma estrutura tecnológica avançada, composta por quatro áreas principais, sendo duas salas de quarentena e inoculação e outras duas voltadas para a experimentação. O ambiente permite o trabalho simultâneo de até quatro cientistas.

Diretoria do IOC e Presidência da Fiocruz durante a inauguração do NBA3. Foto: Rudson Amorim

A diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge, destacou a relevância do NBA3 para o trabalho colaborativo em pesquisa.

“Este espaço pode ser utilizado por cientistas de todo o Rio de Janeiro. É um ganho enorme para a cidade. Poderemos, por exemplo, colaborar ainda mais com as pesquisas realizadas nas universidades”, comemorou.

A vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Alda Maria Cruz, pontuou que a pandemia de Covid-19 deixou importantes legados e impulsionou avanços científicos.

“Os estudos com biomodelo são fundamentais para a saúde pública, eles são uma espécie de chave-mestra para as descobertas”, salientou.

Marco Horta, coordenador da Plataforma NB3 do IOC, reforçou o caráter estratégico da nova estrutura.

“Esses laboratórios desempenham papéis centrais na vigilância em saúde do país, na pesquisa translacional, inovação, formação e capacitação. Quanto mais gente formada e treinada, mais rápida será a nossa resposta a emergências”, comentou.

Laboratório segue rigorosos protocolos de segurança. Foto: Rudson Amorim

A criação do novo laboratório era uma demanda antiga dos pesquisadores, com o objetivo de viabilizar estudos sobre determinadas patologias que exigem alto nível de contenção. A nova estrutura permitirá ampliar pesquisas, garantir respostas mais ágeis e fortalecer a autonomia científica do Instituto.

“Precisamos dessa infraestrutura para desenvolver medicamentos e vacinas, por exemplo. Se não tivermos um ambiente seguro para atuação com patógenos de alto risco, não temos como realizar inúmeras pesquisas”, destacou Marcelo Alves Pinto, chefe do Laboratório de Desenvolvimento Tecnológico em Virologia do IOC, que utilizará o espaço em estudos com o vírus SARS-CoV-2.

Além de abrir espaço para novas linhas de pesquisa, o laboratório também fortalecerá estudos em andamento, com impacto direto em diversas áreas do Instituto, como Virologia e Imunologia.

O projeto do NBA3 foi desenvolvido em parceria com a empresa Biotec e contou com emenda parlamentar do deputado Paulo Ramos.

Espaço dedicado a estudos com biomodelos reforça a infraestrutura científica do país e aumenta a capacidade de resposta a emergências em saúde pública
Por: 
laura.cordeiro
Espaço tem 70 m² e possui uma estrutura tecnológica avançada. Foto: Rudson Amorim

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) inaugurou na última sexta-feira (10/10) seu primeiro laboratório de alta contenção para pesquisas com biomodelos, classificado como de nível de biossegurança 3 (NBA3).

O novo ambiente representa um avanço estratégico para a ciência brasileira, ampliando a capacidade do país de conduzir estudos sobre agentes infecciosos de relevância para a saúde pública. É o primeiro espaço desse tipo no IOC – e um dos poucos existentes no Brasil.

Atualmente, o IOC conta com dois laboratórios NB3 convencionais, voltados a experimentações in vitro, nos quais já é referência. Diferentemente dessas unidades, o novo espaço segue protocolos ainda mais rigorosos, pois permite estudos in vivo sobre a interação entre patógenos e seus hospedeiros. Essa abordagem é essencial para a vigilância em saúde e para o desenvolvimento de vacinas.

 

 

André Nunes de Sales, coordenador do Centro de Experimentação Animal (CEA/IOC), destacou o impacto da nova estrutura.

“Este novo laboratório é capaz de promover uma alta contenção biológica e reduzir riscos de trabalho. Agora, podemos manipular agentes patogênicos que anteriormente não era possível. Para a população, isso significa respostas mais rápidas a emergências sanitárias”, frisou.

Com 70 m², o espaço possui uma estrutura tecnológica avançada, composta por quatro áreas principais, sendo duas salas de quarentena e inoculação e outras duas voltadas para a experimentação. O ambiente permite o trabalho simultâneo de até quatro cientistas.

Diretoria do IOC e Presidência da Fiocruz durante a inauguração do NBA3. Foto: Rudson Amorim

A diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge, destacou a relevância do NBA3 para o trabalho colaborativo em pesquisa.

“Este espaço pode ser utilizado por cientistas de todo o Rio de Janeiro. É um ganho enorme para a cidade. Poderemos, por exemplo, colaborar ainda mais com as pesquisas realizadas nas universidades”, comemorou.

A vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Alda Maria Cruz, pontuou que a pandemia de Covid-19 deixou importantes legados e impulsionou avanços científicos.

“Os estudos com biomodelo são fundamentais para a saúde pública, eles são uma espécie de chave-mestra para as descobertas”, salientou.

Marco Horta, coordenador da Plataforma NB3 do IOC, reforçou o caráter estratégico da nova estrutura.

“Esses laboratórios desempenham papéis centrais na vigilância em saúde do país, na pesquisa translacional, inovação, formação e capacitação. Quanto mais gente formada e treinada, mais rápida será a nossa resposta a emergências”, comentou.

Laboratório segue rigorosos protocolos de segurança. Foto: Rudson Amorim

A criação do novo laboratório era uma demanda antiga dos pesquisadores, com o objetivo de viabilizar estudos sobre determinadas patologias que exigem alto nível de contenção. A nova estrutura permitirá ampliar pesquisas, garantir respostas mais ágeis e fortalecer a autonomia científica do Instituto.

“Precisamos dessa infraestrutura para desenvolver medicamentos e vacinas, por exemplo. Se não tivermos um ambiente seguro para atuação com patógenos de alto risco, não temos como realizar inúmeras pesquisas”, destacou Marcelo Alves Pinto, chefe do Laboratório de Desenvolvimento Tecnológico em Virologia do IOC, que utilizará o espaço em estudos com o vírus SARS-CoV-2.

Além de abrir espaço para novas linhas de pesquisa, o laboratório também fortalecerá estudos em andamento, com impacto direto em diversas áreas do Instituto, como Virologia e Imunologia.

O projeto do NBA3 foi desenvolvido em parceria com a empresa Biotec e contou com emenda parlamentar do deputado Paulo Ramos.

Edição: 
Vinicius Ferreira

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)