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Estímulo à formação de futuros cientistas

31ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC) reuniu dezenas de estudantes
Por Kadu Cayres06/06/2023 - Atualizado em 14/06/2023

A 31ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) chegou ao final na última sexta-feira, dia 02 de junho, mantendo como foco a intensa troca de experiências entre estudantes, pesquisadores e avaliadores, e a contribuição para o desenvolvimento de novos talentos na área científica. 

Realizada em formato totalmente presencial após três edições remotas consecutivas, a atividade iniciou a programação no dia 29 de maio, com a presença, na mesa de abertura, dos vice-diretores Paulo Sergio D’Andrea (Ensino, Informação e Comunicação) e Luciana Garzoni (Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação), das coordenadoras de Estágios do IOC, Elen Mello de Souza e Mariana Waghabi, e da assessora do Programa de Estágios da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (Cogepe/Fiocruz), Fabiana Gomes. 

Mesa de abertura contou com a presença dos vice-diretores Paulo Sergio D’Andrea e Luciana Garzoni, das coordenadoras de Estágios, Elen Mello de Souza e Mariana Waghabi, e da assessora do Programa de Estágios da Cogepe, Fabiana Gomes. Foto: Gutemberg Brito

Durante a solenidade, a coordenadora Elen Mello apresentou as atribuições do Programa de Estágios do IOC e chamou atenção para o protagonismo do Instituto na formação de recursos humanos. “A Fiocruz oferece 422 bolsas de iniciação científica (PIBIC) e 88 de iniciação em desenvolvimento tecnológico (PIBITI). Desse montante, 36% e 40%, respectivamente, são direcionados ao IOC. Isso reforça o papel de destaque do Instituto no processo de formação de estudantes”, declarou. 

A pesquisadora Mariana Waghabi, que divide a coordenação do Programa com Elen, sugeriu aos estudantes a irem além das dependências dos laboratórios de pesquisa e explorarem todas as possibilidades ofertadas pela Fundação.

“Os Laboratórios serão sempre o ponto de partida de vocês. Mas indico que pesquisem outras áreas, campos e eventos da Fiocruz, que é muita diversa. Conheçam ao máximo, pois isso será um diferencial”, disse. 

A vice-diretora Luciana Garzoni parabenizou o Programa de Estágio pela organização do evento e ressaltou a responsabilidade dos estudantes na produção científica da instituição.  

“O papel do bolsista de Iniciação Científica (IC) e Iniciação Tecnológica (IT) é muito importante na geração de conhecimento para a população, sobretudo ao Sistema Único de Saúde (SUS). Esse é o momento em que estamos plantando a semente de cientista em cada um de vocês”, comentou Garzoni. 

Ao ler o texto que destacava a RAIC como um momento significativo na jornada acadêmica, no qual se celebra a dedicação, o talento e as realizações dos estudantes de iniciação científica, bem como o futuro da ciência brasileira, o vice-diretor de Ensino, Paulo D’Andrea, pregou uma peça nos presentes. 

“Gostaram do meu texto? Pois é, não fui eu que escrevi, foi o Chat GPT, uma ferramenta de inteligência artificial com capacidade de gerar respostas a partir de uma grande quantidade de dados pré-existentes. Essa brincadeira tem como objetivo fazer vocês, alunos de IC e orientadores, pensarem na ferramenta, nos limites éticos do uso dela”, comentou Paulo.  

O primeiro dia de programação também contou com a palestra ‘Informação com responsabilidade – a experiência de um cientista na divulgação científica’, que foi ministrada pelo pesquisador do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Leandro Lobo, sob mediação de Renata Monteiro Maia, coordenadora do Programa IOC+Escolas. 

Leandro Lobo chamou atenção para o desafio de se construir uma divulgação científica crítica. Foto: Gutemberg Brito

O palestrante, que é fundador do podcast ‘Microbiando’, relatou um pouco da sua vivência na divulgação científica.

“O grande desafio é construir uma divulgação científica crítica, na qual o público não seja um mero espectador e a comunicação, apenas uma propagação de informações. É importante que a divulgação da ciência tenha um aspecto formador, visando estimular as pessoas a participar do debate, a se apropriar dos conceitos e aplicá-los em seu dia a dia”, destacou Lobo durante a palestra.  

A programação da parte da tarde ficou por conta da mesa-redonda ‘Diferentes trajetórias acadêmicas de alunos vigentes e egressos dos Programas de Pós-graduação do IOC’, na qual mestrandos, doutorandos e discentes egressos falaram de suas respectivas experiências no universo acadêmico. Foram seis apresentações, que abordaram temas relativos à experiência de realizar pesquisa na Antártica, vivências e oportunidades científicas no serviço público, contribuições para doença de Chagas, entre outras. 

A tradicional apresentação oral dos subprojetos desenvolvidos (ou em desenvolvimento) pelos estudantes inscritos foi realizada no Pavilhão Arthur Neiva, localizado no campus da Fiocruz em Manguinhos, no período de 30 de maio a 01 de junho. Mais de 180 trabalhos sobre temas de importância para a saúde pública foram apresentados.

A tradicional apresentação oral de trabalhos aconteceu no Pavilhão Arthur Neiva e contou com mais 180 projetos. Fotos: Gutemberg Brito

Premiação e encerramento

A palestra ‘Uma história de esforço, dedicação e vitórias’, ministrada pela tecnologista em saúde pública, Aline dos Santos Moreira, do Laboratório de Genômica Aplicada e Bioinovações do Instituto, marcou as atividades de encerramento da 31ª edição da RAIC.  

“Estou muito emocionada por palestrar, pela primeira vez, neste auditório em que já assisti ilustres palestras. Vou contar um pouco da minha trajetória para vocês, que, apesar de um pouco incomum, sempre teve como objetivo central o fazer ciência”, declarou Aline. 

Aline Moreira contou um pouco de sua trajetória pessoal e profissional durante a palestra ‘Uma história de esforço, dedicação e vitórias’. Foto: Gutemberg Brito

Após a palestra, ocorreu a tradicional premiação dos melhores trabalhos. Dos 184 apresentados, 36 foram contemplados.

O aluno de iniciação tecnológica João Simão Silva Gonçalves, do Laboratório de Biologia Controle e Vigilância de Insetos Vetores, foi premiado pela apresentação do estudo ‘Avaliação da nova metodologia Laficave para Impregnação de papéis com Malathion’. 

Participando pela primeira vez do evento, o estudante do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) destacou a oportunidade de conhecer os projetos dos colegas como ponto principal da RAIC. 

“Participar da RAIC nos permite conhecer o que tem sido desenvolvido por colegas da área e de outros laboratórios. Isso é importante para a nossa formação”, disse. 

Já a graduanda do curso de Biotecnologia da UFRJ, Gabriella Linhares, conquistou o prêmio com o trabalho ‘Avaliação de técnicas de colorações permanentes para o diagnóstico de Acanthamoeba spp’, desenvolvido no Laboratório de Doenças Parasitárias. 

“Esta é a segunda edição da RAIC em que eu participo. Mais uma vez, saio com a sensação de que tive uma oportunidade ímpar de conhecer o que está sendo produzido no Instituto e, consequentemente, pensar nos próximos passos acadêmicos”, comentou a estudante, afirmando que pretende cursar pós-graduação na instituição. 

Premiados e orientadores reunidos após o encerramento da 31ª edição da RAIC. Foto: Gutemberg Brito

Confira a lista de premiados(as).
 

31ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC) reuniu dezenas de estudantes
Por: 
kadu

A 31ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) chegou ao final na última sexta-feira, dia 02 de junho, mantendo como foco a intensa troca de experiências entre estudantes, pesquisadores e avaliadores, e a contribuição para o desenvolvimento de novos talentos na área científica. 

Realizada em formato totalmente presencial após três edições remotas consecutivas, a atividade iniciou a programação no dia 29 de maio, com a presença, na mesa de abertura, dos vice-diretores Paulo Sergio D’Andrea (Ensino, Informação e Comunicação) e Luciana Garzoni (Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação), das coordenadoras de Estágios do IOC, Elen Mello de Souza e Mariana Waghabi, e da assessora do Programa de Estágios da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (Cogepe/Fiocruz), Fabiana Gomes. 

Mesa de abertura contou com a presença dos vice-diretores Paulo Sergio D’Andrea e Luciana Garzoni, das coordenadoras de Estágios, Elen Mello de Souza e Mariana Waghabi, e da assessora do Programa de Estágios da Cogepe, Fabiana Gomes. Foto: Gutemberg Brito

Durante a solenidade, a coordenadora Elen Mello apresentou as atribuições do Programa de Estágios do IOC e chamou atenção para o protagonismo do Instituto na formação de recursos humanos. “A Fiocruz oferece 422 bolsas de iniciação científica (PIBIC) e 88 de iniciação em desenvolvimento tecnológico (PIBITI). Desse montante, 36% e 40%, respectivamente, são direcionados ao IOC. Isso reforça o papel de destaque do Instituto no processo de formação de estudantes”, declarou. 

A pesquisadora Mariana Waghabi, que divide a coordenação do Programa com Elen, sugeriu aos estudantes a irem além das dependências dos laboratórios de pesquisa e explorarem todas as possibilidades ofertadas pela Fundação.

“Os Laboratórios serão sempre o ponto de partida de vocês. Mas indico que pesquisem outras áreas, campos e eventos da Fiocruz, que é muita diversa. Conheçam ao máximo, pois isso será um diferencial”, disse. 

A vice-diretora Luciana Garzoni parabenizou o Programa de Estágio pela organização do evento e ressaltou a responsabilidade dos estudantes na produção científica da instituição.  

“O papel do bolsista de Iniciação Científica (IC) e Iniciação Tecnológica (IT) é muito importante na geração de conhecimento para a população, sobretudo ao Sistema Único de Saúde (SUS). Esse é o momento em que estamos plantando a semente de cientista em cada um de vocês”, comentou Garzoni. 

Ao ler o texto que destacava a RAIC como um momento significativo na jornada acadêmica, no qual se celebra a dedicação, o talento e as realizações dos estudantes de iniciação científica, bem como o futuro da ciência brasileira, o vice-diretor de Ensino, Paulo D’Andrea, pregou uma peça nos presentes. 

“Gostaram do meu texto? Pois é, não fui eu que escrevi, foi o Chat GPT, uma ferramenta de inteligência artificial com capacidade de gerar respostas a partir de uma grande quantidade de dados pré-existentes. Essa brincadeira tem como objetivo fazer vocês, alunos de IC e orientadores, pensarem na ferramenta, nos limites éticos do uso dela”, comentou Paulo.  

O primeiro dia de programação também contou com a palestra ‘Informação com responsabilidade – a experiência de um cientista na divulgação científica’, que foi ministrada pelo pesquisador do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Leandro Lobo, sob mediação de Renata Monteiro Maia, coordenadora do Programa IOC+Escolas. 

Leandro Lobo chamou atenção para o desafio de se construir uma divulgação científica crítica. Foto: Gutemberg Brito

O palestrante, que é fundador do podcast ‘Microbiando’, relatou um pouco da sua vivência na divulgação científica.

“O grande desafio é construir uma divulgação científica crítica, na qual o público não seja um mero espectador e a comunicação, apenas uma propagação de informações. É importante que a divulgação da ciência tenha um aspecto formador, visando estimular as pessoas a participar do debate, a se apropriar dos conceitos e aplicá-los em seu dia a dia”, destacou Lobo durante a palestra.  

A programação da parte da tarde ficou por conta da mesa-redonda ‘Diferentes trajetórias acadêmicas de alunos vigentes e egressos dos Programas de Pós-graduação do IOC’, na qual mestrandos, doutorandos e discentes egressos falaram de suas respectivas experiências no universo acadêmico. Foram seis apresentações, que abordaram temas relativos à experiência de realizar pesquisa na Antártica, vivências e oportunidades científicas no serviço público, contribuições para doença de Chagas, entre outras. 

A tradicional apresentação oral dos subprojetos desenvolvidos (ou em desenvolvimento) pelos estudantes inscritos foi realizada no Pavilhão Arthur Neiva, localizado no campus da Fiocruz em Manguinhos, no período de 30 de maio a 01 de junho. Mais de 180 trabalhos sobre temas de importância para a saúde pública foram apresentados.

A tradicional apresentação oral de trabalhos aconteceu no Pavilhão Arthur Neiva e contou com mais 180 projetos. Fotos: Gutemberg Brito

Premiação e encerramento

A palestra ‘Uma história de esforço, dedicação e vitórias’, ministrada pela tecnologista em saúde pública, Aline dos Santos Moreira, do Laboratório de Genômica Aplicada e Bioinovações do Instituto, marcou as atividades de encerramento da 31ª edição da RAIC.  

“Estou muito emocionada por palestrar, pela primeira vez, neste auditório em que já assisti ilustres palestras. Vou contar um pouco da minha trajetória para vocês, que, apesar de um pouco incomum, sempre teve como objetivo central o fazer ciência”, declarou Aline. 

Aline Moreira contou um pouco de sua trajetória pessoal e profissional durante a palestra ‘Uma história de esforço, dedicação e vitórias’. Foto: Gutemberg Brito

Após a palestra, ocorreu a tradicional premiação dos melhores trabalhos. Dos 184 apresentados, 36 foram contemplados.

O aluno de iniciação tecnológica João Simão Silva Gonçalves, do Laboratório de Biologia Controle e Vigilância de Insetos Vetores, foi premiado pela apresentação do estudo ‘Avaliação da nova metodologia Laficave para Impregnação de papéis com Malathion’. 

Participando pela primeira vez do evento, o estudante do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) destacou a oportunidade de conhecer os projetos dos colegas como ponto principal da RAIC. 

“Participar da RAIC nos permite conhecer o que tem sido desenvolvido por colegas da área e de outros laboratórios. Isso é importante para a nossa formação”, disse. 

Já a graduanda do curso de Biotecnologia da UFRJ, Gabriella Linhares, conquistou o prêmio com o trabalho ‘Avaliação de técnicas de colorações permanentes para o diagnóstico de Acanthamoeba spp’, desenvolvido no Laboratório de Doenças Parasitárias. 

“Esta é a segunda edição da RAIC em que eu participo. Mais uma vez, saio com a sensação de que tive uma oportunidade ímpar de conhecer o que está sendo produzido no Instituto e, consequentemente, pensar nos próximos passos acadêmicos”, comentou a estudante, afirmando que pretende cursar pós-graduação na instituição. 

Premiados e orientadores reunidos após o encerramento da 31ª edição da RAIC. Foto: Gutemberg Brito

Confira a lista de premiados(as).
 

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)