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Medalha Milton Ozório Moraes

Homenagem destacou o legado do cientista na área de epidemiologia das doenças genéticas
Por Jornalismo IOC02/10/2025 - Atualizado em 02/10/2025

Medalha Milton Moraes em epidemiologia de doenças genéticas. Foto: Rudson Amorim

A Medalha Milton Ozório Moraes foi criada em 2025 pelo Conselho Deliberativo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) como uma forma de manter vivo o legado do pesquisador que dedicou sua vida ao estudo da hanseníase.  

A honraria tem como objetivo reconhecer contribuições de destaque na epidemiologia das doenças genéticas, área em que Milton atuou com profundidade científica e compromisso social. 


Familiares, amigos e colegas de trabalho de Milton estiverem presentes no terceiro dia do ‘Simpósio IOC Jubileu 125 anos - 2º ato’. Foto: Rudson Amorim 

Sua primeira edição aconteceu durante o segundo ato do Simpósio IOC Jubileu 125 anos, em agosto. A agraciada foi a líder do Setor de Biologia Molecular do Laboratório de Hanseníase, Fernanda Kehdy, que assumiu a coordenação do setor fundado por Milton. A indicação partiu de uma de suas orientandas, como gesto de reconhecimento pela continuidade das linhas de pesquisa construídas pelo cientista. 

A medalha também foi entregue simbolicamente à família de Milton, representada por seus filhos e por sua mãe, Lúcia Ozório, que destacou a importância da homenagem como expressão da 'ciência amorosa' praticada pelo pesquisador. 


A partir da esquerda: Ariani Noronha e Fernanda Kehdy; os filhos de Milton, Henrique e Manuela, com Valcemir Franca Silva Filho; Lúcia Ozório e Roberta Olmo. Fotos: Rudson Amorim. Arte: Jefferson Mendes

Milton Ozório Moraes (1971–2022) foi um dos nomes centrais da pesquisa em hanseníase no Brasil. Ex-chefe do Laboratório de Hanseníase do IOC, dedicou mais de duas décadas à saúde pública, unindo genética, imunologia e inovação. 

Formado e mestre pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), doutorou-se no IOC e produziu mais de 170 artigos, formando dezenas de mestres e doutores.  

Reconhecido pelo Prêmio Carlos Slim de Saúde (2022) e pelo Prêmio Bacurau (2021), foi bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Cientista do Nosso Estado da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), além de ter sido afiliado da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Faleceu aos 51 anos, deixando um legado de excelência científica, compromisso social e generosidade na formação de pessoas. 


Milton Ozório Moraes, um dos maiores estudiosos em fisiopatologia da hanseníase do Brasil, faleceu precocemente em 2022. Foto: Acervo
Homenagem destacou o legado do cientista na área de epidemiologia das doenças genéticas
Por: 
jornalismo

Medalha Milton Moraes em epidemiologia de doenças genéticas. Foto: Rudson Amorim

A Medalha Milton Ozório Moraes foi criada em 2025 pelo Conselho Deliberativo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) como uma forma de manter vivo o legado do pesquisador que dedicou sua vida ao estudo da hanseníase.  

A honraria tem como objetivo reconhecer contribuições de destaque na epidemiologia das doenças genéticas, área em que Milton atuou com profundidade científica e compromisso social. 


Familiares, amigos e colegas de trabalho de Milton estiverem presentes no terceiro dia do ‘Simpósio IOC Jubileu 125 anos - 2º ato’. Foto: Rudson Amorim 

Sua primeira edição aconteceu durante o segundo ato do Simpósio IOC Jubileu 125 anos, em agosto. A agraciada foi a líder do Setor de Biologia Molecular do Laboratório de Hanseníase, Fernanda Kehdy, que assumiu a coordenação do setor fundado por Milton. A indicação partiu de uma de suas orientandas, como gesto de reconhecimento pela continuidade das linhas de pesquisa construídas pelo cientista. 

A medalha também foi entregue simbolicamente à família de Milton, representada por seus filhos e por sua mãe, Lúcia Ozório, que destacou a importância da homenagem como expressão da 'ciência amorosa' praticada pelo pesquisador. 


A partir da esquerda: Ariani Noronha e Fernanda Kehdy; os filhos de Milton, Henrique e Manuela, com Valcemir Franca Silva Filho; Lúcia Ozório e Roberta Olmo. Fotos: Rudson Amorim. Arte: Jefferson Mendes

Milton Ozório Moraes (1971–2022) foi um dos nomes centrais da pesquisa em hanseníase no Brasil. Ex-chefe do Laboratório de Hanseníase do IOC, dedicou mais de duas décadas à saúde pública, unindo genética, imunologia e inovação. 

Formado e mestre pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), doutorou-se no IOC e produziu mais de 170 artigos, formando dezenas de mestres e doutores.  

Reconhecido pelo Prêmio Carlos Slim de Saúde (2022) e pelo Prêmio Bacurau (2021), foi bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Cientista do Nosso Estado da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), além de ter sido afiliado da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Faleceu aos 51 anos, deixando um legado de excelência científica, compromisso social e generosidade na formação de pessoas. 


Milton Ozório Moraes, um dos maiores estudiosos em fisiopatologia da hanseníase do Brasil, faleceu precocemente em 2022. Foto: Acervo

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)