O Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos (LABFISI) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desenvolve desde 1991 estudos sobre a fisiologia, bioquímica e a biologia molecular de insetos vetores de patógenos de doenças tropicais, com ênfase na prevenção da transmissão de patógenos e no controle de vetores.
Nossos projetos utilizam como principais modelos biológicos diferentes vetores de importância para a saúde pública do Brasil, como barbeiros (triatomíneos), mosquitos-palha (flebotomíneos) e mosquitos (culicídeos).
Uma das frentes de pesquisa do laboratório inclui a interação entre parasitos dos gêneros Trypanosoma e Leishmania e os sistemas digestório e imunológico de seus respectivos insetos vetores.
Os estudos versam sobre a fisiologia digestiva de insetos vetores, aspectos de sua imunidade celular e humoral, caracterização das principais enzimas presentes em seu tubo digestivo e técnicas para o controle de vetores utilizando bioinseticidas, agentes potencialmente antiparasitários, produtos naturais e dietas sintéticas. Investigamos também o papel da microbiota intestinal na competência vetorial.
Ademais, investigamos mecanismos imunológicos que governam a interação entre o inseto vetor, seu inóculo infeccioso e o hospedeiro mamífero, buscando compreender como os diferentes processos que operam nessa interface influenciam o estabelecimento da infecção e a fisiopatologia da doença.
Para isso, as pesquisas científicas empregam ferramentas moleculares e técnicas avançadas, como análise de metagenomas, transcriptomas, proteomas, ensaios enzimáticos, estudos da expressão gênica, clonagem, RNAi (RNA de interferência), microscopia confocal, citometria de fluxo, nanocitometria e o sorteamento de células.
Atuamos também na criação de obras de ciência e arte que refletem o contexto dos vetores, por meio da divulgação científica em diferentes plataformas científicas e educacionais, ou em redes sociais voltadas a um público mais amplo.