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Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo (vigente até jan/23)

O Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) tem como objetivo realizar pesquisas, desenvolvimento tecnológico e inovação, além de atuar na  formação de profissionais em temas relacionados à biologia de vírus respiratórios, sarampo e rubéola. Atua no desenvolvimento de métodos avançados de diagnóstico, na análise filogenética destes vírus e na pesquisa e avaliação de vacinas. Tendo iniciado suas atividades na década de 1950, o Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo tem sido reconhecido por seu trabalho tanto no âmbito nacional como internacional nas últimas seis décadas.

Atualmente, é credenciado como Laboratório de Referência Regional para Sarampo e Rubéola pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Referência Nacional pelo Ministério da Saúde, e como Referência Nacional em Influenza junto ao Ministério da Saúde e OMS.

Consultor da OMS e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para diversos países latino-americanos, é membro do Ad-Hoc group of experts for measles and rubella elimination e do Task Force Group in Influenza, ambos da OPAS. Nos últimos anos, foi membro do Steering Committee in Epidemiology and Field Research da OMS, participou como instrutor do Influenza Laboratory Workshop in Antiviral Susceptibility no CfI/HPA/Londres, organizou cursos internacionais sobre rubéola e influenza pandêmico e ainda participou como coautor do Manual de Sarampo e Rubéola da OMS, além de ter recebido convite da Fundação BioMérieux para fazer parte do projeto New respiratory viruses discovery.

Entre suas principais linhas de pesquisa, aborda a epidemiologia e análise antigênica e genômica de vírus influenza, temática na qual atua como consultor da OPAS e colabora com o CDC (Center for Disease Control and Prevention/EUA). Estes estudos reforçam a participação do Laboratório nas Américas como padronizador e difusor de novos métodos de diagnóstico em influenza. Entre trabalhos de destaque na área, estão estudos sobre o reaparecimento da linhagem vitória do vírus Influenza B no Brasil, com profundas implicações no design da vacina antiInfluenza do Hemisfério Sul.

A partir da crescente importância do vírus Influenza no cenário mundial nos anos 2000, o Laboratório tem participado de iniciativas de prevenção de possíveis pandemias. Nos últimos anos, adquiriu tecnologia para estudos e diagnóstico de Influenza H5, participou de comitês de elaboração do Manual de Preparação para Pandemia de Influenza, do Ministério da Saúde, organizou cursos no âmbito internacional e nacional sobre influenza H5 e, além disso, participou como instrutor de curso da OMS para países da Europa, em Londres.

O Laboratório também dedica-se à análise genômica e de características fenotípicas de diversos outros vírus respiratórios, agentes biológicos responsáveis por altas taxas de mortalidade e morbidade no país, sempre buscando a incorporação de avanços em análise filogenética e bioinformática. Os pesquisadores analisam, por exemplo, as variantes do vírus respiratório sincicial, suas correlações com aspectos clínicos e sazonais e suas dinâmicas de transmissão. Além disso, são realizados estudos sobre metapneumovírus em crianças com bronquiolite aguda, adenovírus associados a infecções respiratórias em crianças, adaptabilidade viral e casos de coinfecção entre vírus respiratórios e o HIV-1, em colaboração com outras instituições internacionais.

Outra importante área de atuação do Laboratório é o desenvolvimento de metodologias que possibilitem análises e caracterizações genômicas rápidas, com identificação de mutantes – em períodos entre epidemias e durante uma mesma epidemia. Destacam-se ensaios de mobilidade de heterodímeros (HMA) e pesquisa de metodologia para análise genômica de vírus Influenza que detecta populações mistas virais, em desenvolvimento.

O Laboratório avalia a realização de estudos sobre resistência a antivirais e de detecção de populações mistas de vírus com a utilização da técnica de pirossequenciamento, o que permite a detecção rápida de espécies e mutações pontuais. A utilização destas técnicas na caracterização da Influenza pode gerar dados importantes para a formulação anual da vacina antiInfluenza. Diversos projetos dessa linha de pesquisa são frutos de colaborações com o Laboratório de Influenza do Center for Infectious Diseases (CfI/Inglaterra) e com o CDC.

Além do estudo da Influenza e demais vírus respiratórios, o Laboratório dedica-se à pesquisa em rubéola e sarampo, voltando suas ações para os esforços de eliminação das duas doenças. Desenvolve atividades de epidemiologia molecular, diagnóstico diferencial e avaliação das estratégias de controle, de forma a incrementar os esforços de vigilância contínua e orientar os programas de vacinação. Realiza pesquisa sobre genótipos de sarampo e de rubéola para verificar os caminhos da transmissão viral, diferenciar vírus selvagem de vacinal e casos autóctones de importados, participando do comitê de nomenclatura dos genótipos de sarampo e rubéola da OMS. Enquanto referência no tema, recebe amostras clínicas de casos confirmados das duas doenças, de diversos países sul-americanos.

No caso específico da rubéola, o Laboratório desenvolve estudos de avaliação pós-vacinal e participou da elaboração de protocolos para o acompanhamento das gestantes vacinadas inadvertidamente e de seus recém-nascidos, no contexto da campanha de vacinação em massa contra a doença para mulheres em idade fértil realizada pelo Ministério da Saúde em 2008. O Laboratório participa, ainda, de estudos de avaliação da vacina tri-viral, em parceria com Biomanguinhos/Fiocruz.