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Ciência e Arte a serviço da inovação

Incentivo à interdisciplinaridade foi um dos destaques de Simpósio promovido pelo IOC em parceria com o Museu de Arte do Rio
Por Lucas Rocha07/05/2015 - Atualizado em 10/12/2019
Incentivo à interdisciplinaridade foi um dos destaques de Simpósio promovido pelo IOC em parceria com o Museu de Arte do Rio

Um encontro para falar sobre a inovação e a criatividade: assim foi a 9ª edição do ‘Simpósio Ciência, Arte e Cidadania’, promovido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Museu de Arte do Rio (MAR), entre os dias 28 e 30 de abril, na sede do MAR, no Rio de Janeiro. Entre artistas, cientistas, professores e estudantes de várias partes do Brasil, o evento reuniu cerca de 160 pessoas para discutir as nuances da interface entre a arte e a ciência. Estiveram presentes na cerimônia de abertura o diretor do IOC, Wilson Savino, a assessora Pedagógica do MAR, Melina Almada, e a chefe do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos do IOC, Tania Araújo-Jorge. De acordo com Tania, coordenadora do evento, a aproximação entre o fazer científico e a prática artística foi um dos destaques da programação. “Ainda temos um longo caminho a percorrer para aproximar estas importantes áreas do conhecimento. Um dos maiores desafios é promover a alteração dos currículos de educação básica, graduação e pós-graduação, incluindo a arteciência em uma única dimensão”, destacou. Interdisciplinaridade

Expoente do Movimento ArtScience, Todd Siler apresentou palestra de abertura, sobre ‘As Aventuras da ArteCiência e as Inovações da Nanotecnologia’. Por meio de obras de arte multimídia, instalações, experiências estéticas e workshops de modelagem criativa, Siler apresentou características do seu trabalho em nanociência e nanotecnologia que se inspira na natureza visando beneficiar desafios atuais em saúde, energia e meio ambiente.

Gutemberg Brito

Em palestra, Todd Siler destacou as inovações em nanotecnologia que podem beneficiar a saúde e o meio ambiente


Para discutir a importância da fusão entre a arte e a ciência, mesas-redondas contaram com a participação de profissionais dos dois campos de atuação. A mesa inicial reuniu os coordenadores Paulo Herkenhoff, do MAR, e Luiz Alberto Oliveira, do Museu do Amanhã, que fizeram uma retrospectiva do processo de construção e de atuação desses espaços, reafirmando a perspectiva de cooperação com a Fiocruz, representada por Tania Araújo-Jorge neste debate. Paulo destacou o fato de que o MAR não estava apenas hospedando um evento da Fiocruz, mas iniciando um processo de parceria, que incluirá cursos, seminários e inovações conjuntas. Tania fez a retrospectiva de 30 anos de atividades no âmbito da ciência e arte na Fiocruz, com destaque para os cursos de formação Lato e Stricto sensu e para o curso ‘Ciência e Arte na estrada’. “Estas iniciativas são oportunidades para que pesquisadores e estudantes ultrapassem os muros da Fiocruz e possam interagir diretamente com o ambiente escolar – território em que a saúde, a educação e a cultura podem fazer diferença no processo de diminuição de desigualdades sociais” destacou Tania. A sessão ‘Luz, Imagens, Miragens’ contou com a presença do artecientista do Museu da Vida (COC/Fiocruz) e do Espaço Ciência Viva, Paulo Henrique Colonese, e de Rodrigo Braga, artista independente de Recife. Para fomentar a discussão sobre a interdisciplinaridade, Braga apresentou produções audiovisuais sobre a relação do homem com a natureza, enquanto Colonese abordou os desafios do uso da tecnologia para a criação de novos métodos de ensino de física nas escolas. ‘Imagens, linguagens e descobertas’ marcaram o encontro entre o artista Luiz Braga, que fotografa com sensibilidade ímpar a realidade social da Amazônia, com a cientista-educadora argentina Mariana Sanmartino, que trabalha com arte e ciência para ampliar os diálogos sobre doença de Chagas na sociedade. Já a artista visual Gisele Binguelman (USP) e o médico e ator Vitor Pordeus (Hotel SPA da Loucura/SMS-RJ) se reuniram para falar sobre ‘Linguagens, realidades e transformações’ em cidades e em pessoas. Para encerrar as atividades, os participantes acompanharam uma apresentação do Quarteto Jazz Rua.

Gutemberg Brito

A relação do homem com a natureza foi um dos destaques da mostra de produções audiovisuais do artista Rodrigo Braga


Desdobramentos

Segundo Tania, o encontro marca o início de uma série de parcerias entre o IOC e o Museu de Arte do Rio. “Um dos grandes ganhos do Simpósio foi o alinhamento de projetos conjuntos entre o IOC e o MAR. A partir deste encontro surgiram propostas de cursos, seminários e outras atividades que valorizam a arteciência como instrumento de inovação”, concluiu. Lucas Rocha 08/05/2015 .
Incentivo à interdisciplinaridade foi um dos destaques de Simpósio promovido pelo IOC em parceria com o Museu de Arte do Rio
Por: 
lucas

Incentivo à interdisciplinaridade foi um dos destaques de Simpósio promovido pelo IOC em parceria com o Museu de Arte do Rio



Um encontro para falar sobre a inovação e a criatividade: assim foi a 9ª edição do ‘Simpósio Ciência, Arte e Cidadania’, promovido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Museu de Arte do Rio (MAR), entre os dias 28 e 30 de abril, na sede do MAR, no Rio de Janeiro. Entre artistas, cientistas, professores e estudantes de várias partes do Brasil, o evento reuniu cerca de 160 pessoas para discutir as nuances da interface entre a arte e a ciência. Estiveram presentes na cerimônia de abertura o diretor do IOC, Wilson Savino, a assessora Pedagógica do MAR, Melina Almada, e a chefe do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos do IOC, Tania Araújo-Jorge.

De acordo com Tania, coordenadora do evento, a aproximação entre o fazer científico e a prática artística foi um dos destaques da programação. “Ainda temos um longo caminho a percorrer para aproximar estas importantes áreas do conhecimento. Um dos maiores desafios é promover a alteração dos currículos de educação básica, graduação e pós-graduação, incluindo a arteciência em uma única dimensão”, destacou.

Interdisciplinaridade



Expoente do Movimento ArtScience, Todd Siler apresentou palestra de abertura, sobre ‘As Aventuras da ArteCiência e as Inovações da Nanotecnologia’. Por meio de obras de arte multimídia, instalações, experiências estéticas e workshops de modelagem criativa, Siler apresentou características do seu trabalho em nanociência e nanotecnologia que se inspira na natureza visando beneficiar desafios atuais em saúde, energia e meio ambiente.

Gutemberg Brito

Em palestra, Todd Siler destacou as inovações em nanotecnologia que podem beneficiar a saúde e o meio ambiente



Para discutir a importância da fusão entre a arte e a ciência, mesas-redondas contaram com a participação de profissionais dos dois campos de atuação. A mesa inicial reuniu os coordenadores Paulo Herkenhoff, do MAR, e Luiz Alberto Oliveira, do Museu do Amanhã, que fizeram uma retrospectiva do processo de construção e de atuação desses espaços, reafirmando a perspectiva de cooperação com a Fiocruz, representada por Tania Araújo-Jorge neste debate. Paulo destacou o fato de que o MAR não estava apenas hospedando um evento da Fiocruz, mas iniciando um processo de parceria, que incluirá cursos, seminários e inovações conjuntas. Tania fez a retrospectiva de 30 anos de atividades no âmbito da ciência e arte na Fiocruz, com destaque para os cursos de formação Lato e Stricto sensu e para o curso ‘Ciência e Arte na estrada’. “Estas iniciativas são oportunidades para que pesquisadores e estudantes ultrapassem os muros da Fiocruz e possam interagir diretamente com o ambiente escolar – território em que a saúde, a educação e a cultura podem fazer diferença no processo de diminuição de desigualdades sociais” destacou Tania.

A sessão ‘Luz, Imagens, Miragens’ contou com a presença do artecientista do Museu da Vida (COC/Fiocruz) e do Espaço Ciência Viva, Paulo Henrique Colonese, e de Rodrigo Braga, artista independente de Recife. Para fomentar a discussão sobre a interdisciplinaridade, Braga apresentou produções audiovisuais sobre a relação do homem com a natureza, enquanto Colonese abordou os desafios do uso da tecnologia para a criação de novos métodos de ensino de física nas escolas. ‘Imagens, linguagens e descobertas’ marcaram o encontro entre o artista Luiz Braga, que fotografa com sensibilidade ímpar a realidade social da Amazônia, com a cientista-educadora argentina Mariana Sanmartino, que trabalha com arte e ciência para ampliar os diálogos sobre doença de Chagas na sociedade. Já a artista visual Gisele Binguelman (USP) e o médico e ator Vitor Pordeus (Hotel SPA da Loucura/SMS-RJ) se reuniram para falar sobre ‘Linguagens, realidades e transformações’ em cidades e em pessoas. Para encerrar as atividades, os participantes acompanharam uma apresentação do Quarteto Jazz Rua.

Gutemberg Brito

A relação do homem com a natureza foi um dos destaques da mostra de produções audiovisuais do artista Rodrigo Braga



Desdobramentos



Segundo Tania, o encontro marca o início de uma série de parcerias entre o IOC e o Museu de Arte do Rio. “Um dos grandes ganhos do Simpósio foi o alinhamento de projetos conjuntos entre o IOC e o MAR. A partir deste encontro surgiram propostas de cursos, seminários e outras atividades que valorizam a arteciência como instrumento de inovação”, concluiu.

Lucas Rocha
08/05/2015
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Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)