A identificação de uma nova variante do vÃrus influenza em um caso de gripe no Brasil rendeu à pesquisadora do Laboratório de VÃrus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Paola Cristina Resende, o 'Prêmio Jovem Pesquisador' na 19ª edição do Simpósio Internacional sobre Infecções Virais Respiratórias. Realizada na última semana de junho, em Berlim, na Alemanha, a premiação foi concedida pela Fundação Macrae, organização sem fins-lucrativos com sede nos Estados Unidos.
Foto: Arquivo pessoal

Única brasileira entre os quatro jovens pesquisadores premiados, Paola Cristina Resende apresentou resultados de sua pesquisa no Simpósio
O estudo investigou um caso ocorrido em 2015, no Paraná. A detecção de um vÃrus influenza A foi feita pelo Laboratório Central do estado, parceiro na pesquisa, mas o subtipo do patógeno não pôde ser estabelecido pela metodologia de RT-PCR em tempo real. A amostra foi, então, encaminhada para o Laboratório de VÃrus Respiratórios e do Sarampo do IOC, que atua como Centro de Referência Nacional em Influenza junto ao Ministério da Saúde e à Organização Mundial da Saúde (OMS). O sequenciamento genético do microrganismo apontou para um vÃrus influenza A H1N2 variante.
A comparação do genoma com sequências genéticas depositadas em bancos de dados revelou alto Ãndice de similaridade com vÃrus influenza A H1N2 detectados em porcos em Santa Catarina, em 2011, apontando a provável origem da infecção. “Uma vez que a paciente trabalhava em contato direto com suÃnos no Paraná, é provável que ela tenha contraÃdo o vÃrus desses animais. Esse achado foi muito relevante para a rede de vigilância da influenza no Brasil, pois foi a primeira vez que detectamos uma variante viral suÃna infectando uma pessoa no paÃs”, afirma Paola.
O estudo também detectou semelhanças entre a nova variante viral e diferentes linhagens de vÃrus humanos, em trechos especÃficos do genoma: um gene foi associado ao vÃrus A H1N2 que circulou em 2003, outro ao vÃrus A H3N2 identificado em 1998 e os demais ao vÃrus A(H1N1)pdm09, causador da pandemia de 2009. Segundo Paola, esses dados indicaram a ocorrência de rearranjo genético, que acontece frequentemente em porcos. “Esses animais vivem na natureza e em contato próximo com seres humanos, podendo ser infectados por diferentes linhagens de vÃrus simultaneamente. Nessa situação, é possÃvel que o material genético dos microrganismos se misture, dando origem a uma nova variante viral”, explica ela.
Logo após o sequenciamento genético, o achado sobre a nova variante viral foi comunicado pelo Serviço de Referência imediatamente ao Ministério da Saúde. Foram realizadas ações de vigilância epidemiológica e laboratorial para avaliar a ocorrência de outros casos de infecção, o que não foi identificado, indicando que o vÃrus não se propagou. A paciente se recuperou completamente. Para Paola, a premiação do estudo reconhece a atuação da rede de vigilância da influenza no Brasil. “Esse trabalho é fruto do esforço de uma grande equipe, incluindo o Laboratório de VÃrus Respiratórios e do Sarampo, o Ministério da Saúde, o Lacen do Paraná e a Secretaria de Saúde do estado. Fico orgulhosa de fazer parte de uma rede comprometida com programa de vigilância para os vÃrus influenza no Brasil”, ressalta a pesquisadora.
O ‘Prêmio Jovem PesquisadorÂ’ é concedido anualmente pela Fundação Macrae com o objetivo de estimular a participação de cientistas com menos de 35 anos no Simpósio Internacional sobre Infecções Virais Respiratórias. Este ano, quatro pesquisadores foram selecionados na premiação e puderam apresentar seus trabalhos no evento. Única brasileira entre os vencedores, Paola também conquistou o reconhecimento em 2012, quando participou do Simpósio apresentando um estudo sobre um polimorfismo no vÃrus H1N1 pandêmico associado a casos graves.
Foto: Influenza Viruses, por www.medicalgraphics.de, sob a licença de uso CC BY-ND 3.0 DE Reportagem: MaÃra Menezes Edição: VinÃcius Ferreira 13/07/2017
A identificação de uma nova variante do vÃrus influenza em um caso de gripe no Brasil rendeu à pesquisadora do Laboratório de VÃrus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Paola Cristina Resende, o 'Prêmio Jovem Pesquisador' na 19ª edição do Simpósio Internacional sobre Infecções Virais Respiratórias. Realizada na última semana de junho, em Berlim, na Alemanha, a premiação foi concedida pela Fundação Macrae, organização sem fins-lucrativos com sede nos Estados Unidos.
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Foto: Arquivo pessoal

Única brasileira entre os quatro jovens pesquisadores premiados, Paola Cristina Resende apresentou resultados de sua pesquisa no Simpósio
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O estudo investigou um caso ocorrido em 2015, no Paraná. A detecção de um vÃrus influenza A foi feita pelo Laboratório Central do estado, parceiro na pesquisa, mas o subtipo do patógeno não pôde ser estabelecido pela metodologia de RT-PCR em tempo real. A amostra foi, então, encaminhada para o Laboratório de VÃrus Respiratórios e do Sarampo do IOC, que atua como Centro de Referência Nacional em Influenza junto ao Ministério da Saúde e à Organização Mundial da Saúde (OMS). O sequenciamento genético do microrganismo apontou para um vÃrus influenza A H1N2 variante.
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A comparação do genoma com sequências genéticas depositadas em bancos de dados revelou alto Ãndice de similaridade com vÃrus influenza A H1N2 detectados em porcos em Santa Catarina, em 2011, apontando a provável origem da infecção. “Uma vez que a paciente trabalhava em contato direto com suÃnos no Paraná, é provável que ela tenha contraÃdo o vÃrus desses animais. Esse achado foi muito relevante para a rede de vigilância da influenza no Brasil, pois foi a primeira vez que detectamos uma variante viral suÃna infectando uma pessoa no paÃs”, afirma Paola.
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O estudo também detectou semelhanças entre a nova variante viral e diferentes linhagens de vÃrus humanos, em trechos especÃficos do genoma: um gene foi associado ao vÃrus A H1N2 que circulou em 2003, outro ao vÃrus A H3N2 identificado em 1998 e os demais ao vÃrus A(H1N1)pdm09, causador da pandemia de 2009. Segundo Paola, esses dados indicaram a ocorrência de rearranjo genético, que acontece frequentemente em porcos. “Esses animais vivem na natureza e em contato próximo com seres humanos, podendo ser infectados por diferentes linhagens de vÃrus simultaneamente. Nessa situação, é possÃvel que o material genético dos microrganismos se misture, dando origem a uma nova variante viral”, explica ela.
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Logo após o sequenciamento genético, o achado sobre a nova variante viral foi comunicado pelo Serviço de Referência imediatamente ao Ministério da Saúde. Foram realizadas ações de vigilância epidemiológica e laboratorial para avaliar a ocorrência de outros casos de infecção, o que não foi identificado, indicando que o vÃrus não se propagou. A paciente se recuperou completamente. Para Paola, a premiação do estudo reconhece a atuação da rede de vigilância da influenza no Brasil. “Esse trabalho é fruto do esforço de uma grande equipe, incluindo o Laboratório de VÃrus Respiratórios e do Sarampo, o Ministério da Saúde, o Lacen do Paraná e a Secretaria de Saúde do estado. Fico orgulhosa de fazer parte de uma rede comprometida com programa de vigilância para os vÃrus influenza no Brasil”, ressalta a pesquisadora.
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O ‘Prêmio Jovem PesquisadorÂ’ é concedido anualmente pela Fundação Macrae com o objetivo de estimular a participação de cientistas com menos de 35 anos no Simpósio Internacional sobre Infecções Virais Respiratórias. Este ano, quatro pesquisadores foram selecionados na premiação e puderam apresentar seus trabalhos no evento. Única brasileira entre os vencedores, Paola também conquistou o reconhecimento em 2012, quando participou do Simpósio apresentando um estudo sobre um polimorfismo no vÃrus H1N1 pandêmico associado a casos graves.
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Foto: Influenza Viruses, por www.medicalgraphics.de, sob a licença de uso CC BY-ND 3.0 DE Reportagem: MaÃra Menezes Edição: VinÃcius Ferreira 13/07/2017
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Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)