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Luz sobre a doença de Chagas

Programa de pesquisa translacional da Fiocruz discute perspectivas de melhorias na qualidade de vida de pacientes com o agravo. Encontro marcou o lançamento do novo site do ‘Portal Chagas’
Por Lucas Rocha29/08/2017 - Atualizado em 10/12/2019
Programa de pesquisa translacional da Fiocruz discute perspectivas de melhorias na qualidade de vida de pacientes com o agravo. Encontro marcou o lançamento do novo site do ‘Portal Chagas’

:: Acesse o portal da doença de Chagas

Notificação de casos crônicos, capacitação de profissionais e expansão de um modelo de atenção integral ao paciente para o Serviço Único de Saúde (SUS) foram as principais propostas discutidas na reunião anual do Programa de Pesquisa Translacional em Doença de Chagas (Fio-Chagas). O encontro, realizado entre os dias 22 e 24 de agosto, no Palácio Itaboraí, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, contou com a presença de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e de outras Unidades da Fundação, além de representantes de universidades e das organizações internacionais Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi, na sigla em inglês). A reunião marcou, ainda, o lançamento do novo portal da doença de Chagas – uma das mais completas plataformas informativas sobre o agravo. Um dos coordenadores do Fio-Chagas e pesquisador do Laboratório de Biologia Molecular e Doenças Endêmicas do IOC, Otacilio Moreira explica que a busca por melhorias na qualidade de vida dos pacientes é um dos maiores desafios do campo. Uma das propostas apresentadas no encontro sugeriu que os casos crônicos (decorrentes de infecções adquiridas no passado) passem a ser de notificação obrigatória. Atualmente, apenas os casos agudos têm essa regulamentação. Segundo o Ministério da Saúde, os quadros crônicos predominam no Brasil, com estimativas de três milhões de indivíduos infectados.

Divulgação

Proposta apresentada no encontro sugere que os casos crônicos da doença passem a ser de notificação obrigatória


A importância da transmissão oral para a manutenção do agravo também foi alvo das discussões. A infecção, resultado da ingestão de alimentos contaminados com material fecal dos barbeiros contendo o parasito T. cruzi, tem provocado a ocorrência da doença na fase aguda em diferentes estados brasileiros, em especial na região da Amazônia Legal. Especialistas pontuaram, ainda, a necessidade de capacitação de profissionais da área da saúde para os cuidados com os pacientes, os riscos de novas infecções em pacientes com baixa imunidade e a ampliação do atendimento em atenção integral ao paciente para o Serviço Único de Saúde (SUS). “Em um modelo de atenção integral, o tratamento vai além da eliminação do agente causador da doença. O atendimento considera aspectos como o condicionamento físico, a alimentação e o contexto familiar – tudo com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do indivíduo”, frisou Otacílio. Os desdobramentos do encontro foram reunidos em um documento que aponta para o desenvolvimento de políticas públicas, estratégias e abordagens integradas para o atendimento do paciente com Chagas e seus familiares. As proposições serão apresentadas na 53ª edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, que acontece em Cuiabá, no Mato Grosso, até o dia 30 de agosto. Nova fonte de informação

Pacientes, familiares, profissionais da saúde e o público em geral têm, agora, acesso online e gratuito a uma vasta gama de informações de caráter histórico, técnico e científico relacionadas ao agravo [clique aqui e acesse o Portal Chagas]. “Este site é uma das mais completas fontes de dados sobre a doença. O material disponibilizado conta com uma linguagem simples e didática, com o objetivo de esclarecer as principais dúvidas e curiosidades sobre o tema”, destacou Rubem Menna-Barreto, que também atua na coordenação do Fio-Chagas e pesquisador do Laboratório de Biologia Celular do IOC. Iniciativa do Programa de Pesquisa Translacional em Doença de Chagas, a elaboração do portal contou com o apoio da Vice-presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz e com a colaboração de dezenas de especialistas da área.

Divulgação

O encontro contou com a participação de pesquisadores do IOC, de outras Unidades da Fiocruz, de institutos de pesquisa e universidades


Sobre o Fio-Chagas

Especialistas de diferentes Unidades da Fiocruz, distribuídos em mais de 20 grupos de pesquisa, compõem o Programa, referência na elaboração de estratégias de vigilância para o agravo. O grupo estimula a criação de produtos aplicáveis ao SUS e estratégias educativas para a conscientização da população com relação aos diferentes aspectos do agravo. Os encontros promovem a articulação de grupos de pesquisa biomédica, clínica, de desenvolvimento tecnológico em saúde coletiva em torno de projetos que buscam atender as necessidades e questões críticas para o controle da doença de Chagas. Além dos pesquisadores Otacilio Moreira e Rubem Menna-Barreto, do IOC, a coordenação do Programa conta com a pesquisadora Andrea Silvestre de Sousa, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). Reportagem: Lucas Rocha Edição: Vinicius Ferreira 29/08/2017
Programa de pesquisa translacional da Fiocruz discute perspectivas de melhorias na qualidade de vida de pacientes com o agravo. Encontro marcou o lançamento do novo site do ‘Portal Chagas’
Por: 
lucas

Programa de pesquisa translacional da Fiocruz discute perspectivas de melhorias na qualidade de vida de pacientes com o agravo. Encontro marcou o lançamento do novo site do ‘Portal Chagas’

:: Acesse o portal da doença de Chagas

Notificação de casos crônicos, capacitação de profissionais e expansão de um modelo de atenção integral ao paciente para o Serviço Único de Saúde (SUS) foram as principais propostas discutidas na reunião anual do Programa de Pesquisa Translacional em Doença de Chagas (Fio-Chagas). O encontro, realizado entre os dias 22 e 24 de agosto, no Palácio Itaboraí, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, contou com a presença de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e de outras Unidades da Fundação, além de representantes de universidades e das organizações internacionais Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi, na sigla em inglês). A reunião marcou, ainda, o lançamento do novo portal da doença de Chagas – uma das mais completas plataformas informativas sobre o agravo.

Um dos coordenadores do Fio-Chagas e pesquisador do Laboratório de Biologia Molecular e Doenças Endêmicas do IOC, Otacilio Moreira explica que a busca por melhorias na qualidade de vida dos pacientes é um dos maiores desafios do campo. Uma das propostas apresentadas no encontro sugeriu que os casos crônicos (decorrentes de infecções adquiridas no passado) passem a ser de notificação obrigatória. Atualmente, apenas os casos agudos têm essa regulamentação. Segundo o Ministério da Saúde, os quadros crônicos predominam no Brasil, com estimativas de três milhões de indivíduos infectados.

Divulgação

Proposta apresentada no encontro sugere que os casos crônicos da doença passem a ser de notificação obrigatória



A importância da transmissão oral para a manutenção do agravo também foi alvo das discussões. A infecção, resultado da ingestão de alimentos contaminados com material fecal dos barbeiros contendo o parasito T. cruzi, tem provocado a ocorrência da doença na fase aguda em diferentes estados brasileiros, em especial na região da Amazônia Legal. Especialistas pontuaram, ainda, a necessidade de capacitação de profissionais da área da saúde para os cuidados com os pacientes, os riscos de novas infecções em pacientes com baixa imunidade e a ampliação do atendimento em atenção integral ao paciente para o Serviço Único de Saúde (SUS). “Em um modelo de atenção integral, o tratamento vai além da eliminação do agente causador da doença. O atendimento considera aspectos como o condicionamento físico, a alimentação e o contexto familiar – tudo com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do indivíduo”, frisou Otacílio.

Os desdobramentos do encontro foram reunidos em um documento que aponta para o desenvolvimento de políticas públicas, estratégias e abordagens integradas para o atendimento do paciente com Chagas e seus familiares. As proposições serão apresentadas na 53ª edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, que acontece em Cuiabá, no Mato Grosso, até o dia 30 de agosto.

Nova fonte de informação

Pacientes, familiares, profissionais da saúde e o público em geral têm, agora, acesso online e gratuito a uma vasta gama de informações de caráter histórico, técnico e científico relacionadas ao agravo [clique aqui e acesse o Portal Chagas]. “Este site é uma das mais completas fontes de dados sobre a doença. O material disponibilizado conta com uma linguagem simples e didática, com o objetivo de esclarecer as principais dúvidas e curiosidades sobre o tema”, destacou Rubem Menna-Barreto, que também atua na coordenação do Fio-Chagas e pesquisador do Laboratório de Biologia Celular do IOC. Iniciativa do Programa de Pesquisa Translacional em Doença de Chagas, a elaboração do portal contou com o apoio da Vice-presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz e com a colaboração de dezenas de especialistas da área.

Divulgação

O encontro contou com a participação de pesquisadores do IOC, de outras Unidades da Fiocruz, de institutos de pesquisa e universidades



Sobre o Fio-Chagas

Especialistas de diferentes Unidades da Fiocruz, distribuídos em mais de 20 grupos de pesquisa, compõem o Programa, referência na elaboração de estratégias de vigilância para o agravo. O grupo estimula a criação de produtos aplicáveis ao SUS e estratégias educativas para a conscientização da população com relação aos diferentes aspectos do agravo. Os encontros promovem a articulação de grupos de pesquisa biomédica, clínica, de desenvolvimento tecnológico em saúde coletiva em torno de projetos que buscam atender as necessidades e questões críticas para o controle da doença de Chagas. Além dos pesquisadores Otacilio Moreira e Rubem Menna-Barreto, do IOC, a coordenação do Programa conta com a pesquisadora Andrea Silvestre de Sousa, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).

Reportagem: Lucas Rocha
Edição: Vinicius Ferreira
29/08/2017

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)