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Saúde + ciência = diversão

Com teatro sobre imunidade, cara-a-cara com o famoso Aedes aegypti e olhares atentos na lente do microscópio, estande do IOC recebeu centenas de visitantes na 24ª edição do ‘Fiocruz pra Você’
Por Lucas Rocha18/09/2017 - Atualizado em 09/12/2024

Estande do IOC recebeu centenas de visitantes na 24ª edição do ‘Fiocruz pra Você’

 

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) marcou presença em mais uma edição do ‘Fiocruz pra Você’, iniciativa integrada à campanha nacional de vacinação do Ministério da Saúde. Realizada no último sábado, 16/09, no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Manguinhos, no Rio de Janeiro, a 24ª edição da atividade reuniu cerca de seis mil visitantes e atualizou a caderneta de vacinação de mais de mil crianças, adolescentes e adultos. Entre os 145 voluntários que levaram atividades educativas e de lazer sobre temas em Ciência e Saúde, participaram 13 Laboratórios do Instituto. Durante o evento, a pesquisadora Marilda Siqueira recebeu o Prêmio Sergio Arouca de Saúde e Cidadania, oferecido pela Asfoc-SN, por suas contribuições ao controle da rubéola e do sarampo no país [clique aqui para saber mais]. O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya, foi tema de diversas atividades. A iniciativa ‘10 Minutos Contra o Aedes’ mostrou as diferentes fases da vida do mosquito e características do comportamento do Aedes. Os pesquisadores explicaram as principais formas de evitar a proliferação do mosquito a partir de uma rotina de verificação semanal no ambiente doméstico em busca de locais de acúmulo de água parada, que podem se tornar criadouros do mosquito – a ação uma vez por semana é o suficiente para interromper o ciclo de vida do vetor, que leva de sete a dez dias desde ovo até mosquito adulto. Já o Núcleo Operacional Sentinela de Mosquitos Vetores da Fundação Oswaldo Cruz (Nosmove/Fiocruz) usou maquetes para ilustrar o cuidado necessário para prevenir a proliferação dos mosquitos. Houve, ainda, distribuição da cartilha infantil ‘As aventuras dos pequenos mosqueteiros contra dengue, Zika e chikungunya’, que aborda a prevenção de forma lúdica. O Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários permitiu um encontro pouco comum com mosquitos silvestres, capazes de transmitir a febre amarela, destacando as diferenças entre características e hábitos entre mosquitos urbanos e silvestres. O Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral sensibilizou o público infantil para as arboviroses que circulam no Brasil.

Gutemberg Brito

Cerca de seis mil pessoas participaram das atividades do Fiocruz pra Você 2017


O barbeiro, inseto transmissor da doença de Chagas, foi o tema do Laboratório Interdisciplinar de Vigilância Entomológica em Díptera e Hemíptera. Os pesquisadores também abordaram a biologia e prevenção contra os percevejos. A picada do mosquito conhecido como ‘borrachudo’ ou ‘pium’, uma espécie de simulídeo, pode levar à infecção por oncocercose, agravo que atinge uma região isolada na Floresta Amazônica. As principais características do borrachudo e da oncocercose foram tema da atividade ‘Conhecendo o borrachudo/pium para viver melhor’, do Laboratório de Simulídeos e Oncocercose. Capaz de encantar qualquer idade com sua exuberância, o mundo dos insetos foi apresentado pelo Laboratório de Biodiversidade Entomológica, que levou exemplares das mais variadas espécies de insetos. Os visitantes puderam conferir a grande diversidade de formas, cores, hábitos de vida e curiosidades e a riqueza presente na fauna do Brasil. A equipe do Laboratório de Malacologia deu ao público a oportunidade de conhecer o caramujo africano e outros moluscos capazes de transmitir doenças. Uma das espécies terrestres mais conhecidas atualmente, o caramujo africano que atua como praga urbana, comum em quintais, praças, jardins e terrenos baldios, pode causar doenças severas, como meningite eosinofílica e angiostrangilíase. Os pesquisadores também explicaram a maneira segura de eliminação do vetor.

Gutemberg Brito

Atividades lúdicas e interativas foram destaques dos estandes


Microscópios e lupas ajudaram os visitantes a entender a esporotricose, infecção transmitida por gatos e cada vez mais importante na região do Rio de Janeiro, na atividade preparada pelo Laboratório de Imunoparasitologia. A toxoplasmose e a leishmaniose foram os alvos do Laboratório de Biologia Estrutural, que apresentou aos visitantes informações sobre as principais formas de transmissão e prevenção dos parasitos causadores dessas doenças: o Toxoplasma gondii e a Leishmania spp. O funcionamento do sistema imunológico e a proteção do organismo das diversas doenças foram destaques do estande do Laboratório de Pesquisa sobre o Timo. Os pesquisadores explicaram as principais funções dos órgãos que integram o sistema imune e o que acontece quando agentes estranhos tentam invadir o nosso organismo – com direito a uma divertida encenação teatral.

Gutemberg Brito

Pesquisadores chamaram a atenção para a importância da informação no combate e na prevenção de diversos tipos de doenças


Vilões dos surtos de diarreia, o rotavírus e o norovírus foram tema das atividades levadas ao público pelo Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental – para vencer essa disputa, quem passou pelo estande aprendeu estratégias de prevenção das infecções intestinais causadas por esses vírus, como a lavagem correta das mãos e dos alimentos e a manutenção de hábitos de higiene. O Laboratório de Patologia levou parte do material do acervo do Museu da Patologia, das Coleções de Febre Amarela e da Seção de Anatomia Patológica do IOC, e disponibilizou a visualização de lâminas ao microscópio. Aqui, a ideia era mostrar, na prática, a importância dos corantes para a visualização de células e dos tecidos. A equipe promoveu, ainda, a divulgação da exposição virtual ‘Corpo, Saúde e Ciência: o Museu da Patologia do Instituto Oswaldo Cruz’, que expõe itens e oferece informações referentes a três Coleções Biológicas do IOC: a Coleção da Seção de Anatomia Patológica, a Coleção de Febre Amarela, e a Coleção do Departamento de Patologia.

Gutemberg Brito

Ao todo, 13 Laboratórios do IOC participaram das atividades de conscientização e divulgação científica


A atividade ‘Respirar Bem’, do Laboratório de Inflamação, ressaltou cuidados com o sistema respiratório para a prevenção de doenças, como a asma, o enfisema (associado ao tabagismo) e a silicose (associada, principalmente, a situações de trabalho com exposição a risco). O Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde ressaltou a importância das medidas preventivas contra doenças crônicas não-transmissíveis, como doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas. No contexto do Ano Oswaldo Cruz, foi montada parte da exposição ‘Oswaldo Inspira: 100 Anos sem Oswaldo Cruz’, desenvolvida pelo Instituto em memória ao centenário de morte do cientista. O IOC e a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, vinculada à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, promoveram reflexões acerca de questões de saúde pública articuladas a questões ambientais. Reportagem: Lucas Rocha Edição: Raquel Aguiar 18/09/2017

Com teatro sobre imunidade, cara-a-cara com o famoso Aedes aegypti e olhares atentos na lente do microscópio, estande do IOC recebeu centenas de visitantes na 24ª edição do ‘Fiocruz pra Você’
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lucas

Estande do IOC recebeu centenas de visitantes na 24ª edição do ‘Fiocruz pra Você’

 

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) marcou presença em mais uma edição do ‘Fiocruz pra Você’, iniciativa integrada à campanha nacional de vacinação do Ministério da Saúde. Realizada no último sábado, 16/09, no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Manguinhos, no Rio de Janeiro, a 24ª edição da atividade reuniu cerca de seis mil visitantes e atualizou a caderneta de vacinação de mais de mil crianças, adolescentes e adultos. Entre os 145 voluntários que levaram atividades educativas e de lazer sobre temas em Ciência e Saúde, participaram 13 Laboratórios do Instituto. Durante o evento, a pesquisadora Marilda Siqueira recebeu o Prêmio Sergio Arouca de Saúde e Cidadania, oferecido pela Asfoc-SN, por suas contribuições ao controle da rubéola e do sarampo no país [clique aqui para saber mais]. O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya, foi tema de diversas atividades. A iniciativa ‘10 Minutos Contra o Aedes’ mostrou as diferentes fases da vida do mosquito e características do comportamento do Aedes. Os pesquisadores explicaram as principais formas de evitar a proliferação do mosquito a partir de uma rotina de verificação semanal no ambiente doméstico em busca de locais de acúmulo de água parada, que podem se tornar criadouros do mosquito – a ação uma vez por semana é o suficiente para interromper o ciclo de vida do vetor, que leva de sete a dez dias desde ovo até mosquito adulto. Já o Núcleo Operacional Sentinela de Mosquitos Vetores da Fundação Oswaldo Cruz (Nosmove/Fiocruz) usou maquetes para ilustrar o cuidado necessário para prevenir a proliferação dos mosquitos. Houve, ainda, distribuição da cartilha infantil ‘As aventuras dos pequenos mosqueteiros contra dengue, Zika e chikungunya’, que aborda a prevenção de forma lúdica. O Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários permitiu um encontro pouco comum com mosquitos silvestres, capazes de transmitir a febre amarela, destacando as diferenças entre características e hábitos entre mosquitos urbanos e silvestres. O Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral sensibilizou o público infantil para as arboviroses que circulam no Brasil.

Gutemberg Brito

Cerca de seis mil pessoas participaram das atividades do Fiocruz pra Você 2017

O barbeiro, inseto transmissor da doença de Chagas, foi o tema do Laboratório Interdisciplinar de Vigilância Entomológica em Díptera e Hemíptera. Os pesquisadores também abordaram a biologia e prevenção contra os percevejos. A picada do mosquito conhecido como ‘borrachudo’ ou ‘pium’, uma espécie de simulídeo, pode levar à infecção por oncocercose, agravo que atinge uma região isolada na Floresta Amazônica. As principais características do borrachudo e da oncocercose foram tema da atividade ‘Conhecendo o borrachudo/pium para viver melhor’, do Laboratório de Simulídeos e Oncocercose. Capaz de encantar qualquer idade com sua exuberância, o mundo dos insetos foi apresentado pelo Laboratório de Biodiversidade Entomológica, que levou exemplares das mais variadas espécies de insetos. Os visitantes puderam conferir a grande diversidade de formas, cores, hábitos de vida e curiosidades e a riqueza presente na fauna do Brasil. A equipe do Laboratório de Malacologia deu ao público a oportunidade de conhecer o caramujo africano e outros moluscos capazes de transmitir doenças. Uma das espécies terrestres mais conhecidas atualmente, o caramujo africano que atua como praga urbana, comum em quintais, praças, jardins e terrenos baldios, pode causar doenças severas, como meningite eosinofílica e angiostrangilíase. Os pesquisadores também explicaram a maneira segura de eliminação do vetor.

Gutemberg Brito

Atividades lúdicas e interativas foram destaques dos estandes

Microscópios e lupas ajudaram os visitantes a entender a esporotricose, infecção transmitida por gatos e cada vez mais importante na região do Rio de Janeiro, na atividade preparada pelo Laboratório de Imunoparasitologia. A toxoplasmose e a leishmaniose foram os alvos do Laboratório de Biologia Estrutural, que apresentou aos visitantes informações sobre as principais formas de transmissão e prevenção dos parasitos causadores dessas doenças: o Toxoplasma gondii e a Leishmania spp. O funcionamento do sistema imunológico e a proteção do organismo das diversas doenças foram destaques do estande do Laboratório de Pesquisa sobre o Timo. Os pesquisadores explicaram as principais funções dos órgãos que integram o sistema imune e o que acontece quando agentes estranhos tentam invadir o nosso organismo – com direito a uma divertida encenação teatral.

Gutemberg Brito

Pesquisadores chamaram a atenção para a importância da informação no combate e na prevenção de diversos tipos de doenças

Vilões dos surtos de diarreia, o rotavírus e o norovírus foram tema das atividades levadas ao público pelo Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental – para vencer essa disputa, quem passou pelo estande aprendeu estratégias de prevenção das infecções intestinais causadas por esses vírus, como a lavagem correta das mãos e dos alimentos e a manutenção de hábitos de higiene. O Laboratório de Patologia levou parte do material do acervo do Museu da Patologia, das Coleções de Febre Amarela e da Seção de Anatomia Patológica do IOC, e disponibilizou a visualização de lâminas ao microscópio. Aqui, a ideia era mostrar, na prática, a importância dos corantes para a visualização de células e dos tecidos. A equipe promoveu, ainda, a divulgação da exposição virtual ‘Corpo, Saúde e Ciência: o Museu da Patologia do Instituto Oswaldo Cruz’, que expõe itens e oferece informações referentes a três Coleções Biológicas do IOC: a Coleção da Seção de Anatomia Patológica, a Coleção de Febre Amarela, e a Coleção do Departamento de Patologia.

Gutemberg Brito

Ao todo, 13 Laboratórios do IOC participaram das atividades de conscientização e divulgação científica

A atividade ‘Respirar Bem’, do Laboratório de Inflamação, ressaltou cuidados com o sistema respiratório para a prevenção de doenças, como a asma, o enfisema (associado ao tabagismo) e a silicose (associada, principalmente, a situações de trabalho com exposição a risco). O Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde ressaltou a importância das medidas preventivas contra doenças crônicas não-transmissíveis, como doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas. No contexto do Ano Oswaldo Cruz, foi montada parte da exposição ‘Oswaldo Inspira: 100 Anos sem Oswaldo Cruz’, desenvolvida pelo Instituto em memória ao centenário de morte do cientista. O IOC e a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, vinculada à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, promoveram reflexões acerca de questões de saúde pública articuladas a questões ambientais. Reportagem: Lucas Rocha Edição: Raquel Aguiar 18/09/2017

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)