Próximo número do periódico trará apenas artigos de autores brasileiros e o Instituto representa o Rio de Janeiro com dois trabalhos
Considerada uma das revistas cientÃficas pioneiras e de maior impacto na área de proteômica e espectrometria de massas, a ‘Proteomics’ vai publicar uma edição especial composta apenas por artigos de pesquisadores brasileiros: a ‘Proteomics in Brazil’. O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) tem destaque entre as instituições do Rio de Janeiro, pois dos três trabalhos oriundos do estado, dois foram desenvolvidos por pesquisadores do Laboratório de Toxinologia do Instituto. Já o terceiro vem da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Isso mostra a qualidade da pesquisa que está sendo desenvolvida na área pelo IOC, disse o chefe do laboratório e coautor em ambos os estudos, Jonas Perales.
Divulgação

IOC marca presença na 'Proteomics in Brazil' com dois artigos produzidos por pesquisadores do Laboratório de Toxinologia
A edição, composta por 16 artigos, terá a versão impressa publicada em outubro mas os trabalhos já estão disponÃveis no site da revista. De acordo com o organizador desta edição e pesquisador do Instituto alemão Max Planck, Daniel Martins-de-Souza, a seleção está como o nosso paÃs: diversificada. Temos desde estudos avançados sobre biomarcadores para câncer até análises de proteÃnas presentes no trato digestivo de pragas agrÃcolas. A bioinformática também está bem representada neste número especial, assinalou. A ideia de fazer uma edição temática somente com autores brasileiros partiu dele próprio e foi imediatamente acatada pelo editor-chefe, Michael Dunn.
A Proteomics possui fator de impacto 4.505 segundo o Institute for Scientific Information (ISI) e Martins-de-Souza acredita que esta edição temática reflete a crescente confiabilidade da comunidade cientÃfica internacional nos estudos desenvolvidos pelas instituições brasileiras. Esse reconhecimento é especialmente importante porque abre portas para investimentos estrangeiros na área, ressalta.
Os artigos selecionados
O primeiro artigo do IOC foi desenvolvido integralmente pelo grupo de pesquisadores e estudantes do Laboratório de Toxinologia e aborda experimentos de espectrometria de massas realizados com as proteÃnas DM43 e DM64, encontradas em gambás da espécie Didelphis aurita. Essas proteÃnas são antiofÃdicas e apresentam, respectivamente, ação anti-hemorrágica e antimiotóxica contra o veneno das cobras conhecidas como jararacas. Neste artigo, foi caracterizada a glicosilação presente nestes inibidores e sua participação na sua função biológica visando o potencial uso como agentes terapêuticos nos envenenamentos ofÃdicos. Confira o artigo.
Já o outro trabalho foi desenvolvido conjuntamente com pesquisadores do Programa de Computação CientÃfica da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz) e da Universidade de Campinas (Unicamp). Este estudo inicial mostra que os músculos esqueléticos com composições de diferentes tipos de fibras respondem de forma diferente a um perÃodo de treinamento excessivo. Além disso, os resultados sugerem que proteÃnas que interagem com actina têm um papel importante na adaptação do músculo ao exercÃcio persistente. Confira o artigo.
Isadora Marinho
23/07/2012
Próximo número do periódico trará apenas artigos de autores brasileiros e o Instituto representa o Rio de Janeiro com dois trabalhos
Considerada uma das revistas cientÃficas pioneiras e de maior impacto na área de proteômica e espectrometria de massas, a ‘Proteomics’ vai publicar uma edição especial composta apenas por artigos de pesquisadores brasileiros: a ‘Proteomics in Brazil’. O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) tem destaque entre as instituições do Rio de Janeiro, pois dos três trabalhos oriundos do estado, dois foram desenvolvidos por pesquisadores do Laboratório de Toxinologia do Instituto. Já o terceiro vem da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Isso mostra a qualidade da pesquisa que está sendo desenvolvida na área pelo IOC, disse o chefe do laboratório e coautor em ambos os estudos, Jonas Perales.
Divulgação

IOC marca presença na 'Proteomics in Brazil' com dois artigos produzidos por pesquisadores do Laboratório de Toxinologia
A edição, composta por 16 artigos, terá a versão impressa publicada em outubro mas os trabalhos já estão disponÃveis no site da revista. De acordo com o organizador desta edição e pesquisador do Instituto alemão Max Planck, Daniel Martins-de-Souza, a seleção está como o nosso paÃs: diversificada. Temos desde estudos avançados sobre biomarcadores para câncer até análises de proteÃnas presentes no trato digestivo de pragas agrÃcolas. A bioinformática também está bem representada neste número especial, assinalou. A ideia de fazer uma edição temática somente com autores brasileiros partiu dele próprio e foi imediatamente acatada pelo editor-chefe, Michael Dunn.
A Proteomics possui fator de impacto 4.505 segundo o Institute for Scientific Information (ISI) e Martins-de-Souza acredita que esta edição temática reflete a crescente confiabilidade da comunidade cientÃfica internacional nos estudos desenvolvidos pelas instituições brasileiras. Esse reconhecimento é especialmente importante porque abre portas para investimentos estrangeiros na área, ressalta.
Os artigos selecionados
O primeiro artigo do IOC foi desenvolvido integralmente pelo grupo de pesquisadores e estudantes do Laboratório de Toxinologia e aborda experimentos de espectrometria de massas realizados com as proteÃnas DM43 e DM64, encontradas em gambás da espécie Didelphis aurita. Essas proteÃnas são antiofÃdicas e apresentam, respectivamente, ação anti-hemorrágica e antimiotóxica contra o veneno das cobras conhecidas como jararacas. Neste artigo, foi caracterizada a glicosilação presente nestes inibidores e sua participação na sua função biológica visando o potencial uso como agentes terapêuticos nos envenenamentos ofÃdicos. Confira o artigo.
Já o outro trabalho foi desenvolvido conjuntamente com pesquisadores do Programa de Computação CientÃfica da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz) e da Universidade de Campinas (Unicamp). Este estudo inicial mostra que os músculos esqueléticos com composições de diferentes tipos de fibras respondem de forma diferente a um perÃodo de treinamento excessivo. Além disso, os resultados sugerem que proteÃnas que interagem com actina têm um papel importante na adaptação do músculo ao exercÃcio persistente. Confira o artigo.
Isadora Marinho
23/07/2012
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)