Parceria com instituições estrangeiras tem o apoio da Fiocruz e do National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos
O Ambulatório e o Laboratório de Hepatites Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desenvolvem, em parceria com o Massachusetts General Hospital, dos Estados Unidos, projetos que têm como alvo a hepatite C. Os estudos, desenvolvidos desde 2001, consistem investigação da infecção pelo vírus da Hepatite C em pacientes na fase aguda, com o objetivo de avaliar as interações entre o sistema imunológico do hospedeiro e do vírus que podem atuar no controle da infecção e, consequentemente, no prognóstico da evolução da doença. A iniciativa, que recebe financiamento dos Institutos Nacionais de Saúde, dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), será realizada até o ano de 2015.
Gutemberg Brito

A pesquisadora Lia Lewis ressalta a importância de investigar a fase inicial da infecção pelo vírus da hepatite C
À frente do projeto, a pesquisadora Lia Lewis conta que a equipe acompanha pacientes e também profissionais de saúde infectados pelo vírus como decorrência de acidentes biológicos. “Alguns pacientes infectados com o vírus da hepatite C evoluem para a forma crônica da doença, outros apresentam desaparecimento espontâneo do vírus. O estudo do sistema imunológico do hospedeiro na fase aguda da doença, compreendida nos primeiros seis meses após a infecção, nos permite avaliar e definir mecanismos responsáveis pelos diferentes desfechos de infecção”, afirmou.
Segundo Lia, dados importantes sobre o comportamento da doença são obtidos durante a fase inicial de infecção. “Estas informações contribuem para que o perfil imunológico dos pacientes seja traçado, o que é imprescindível para os estudos nesta área. Além disso, nosso objetivo é colaborar, por meio de publicações, para dados que possam subsidiar a produção de novos medicamentos e vacinas”, destacou.
O Ambulatório de Hepatites Virais realiza atendimento de casos encaminhados de unidades de saúde do município e do estado do Rio de Janeiro. Além disso, o espaço tem papel importante na notificação de casos confirmados de hepatite aos Serviços de Vigilância Epidemiológica. Na rotina de atendimento ambulatorial, os pacientes atendidos são convidados a participar de atividades de pesquisa. As amostras de sangue doadas pelos pacientes são utilizadas nos estudos. Atualmente, cerca de 200 pacientes integram o estudo, totalizando mais de 100 mil amostras de soro e plasma.
A pesquisa conta com fases que vão da coleta de material ao acompanhamento do paciente, passando por procedimentos laboratoriais específicos, como avaliações das respostas imunológicas celulares e humorais (de anticorpos). Além disso, parte das amostras processadas na Fiocruz é enviada ao Massachusetts General Hospital para outros tipos de análises.
Desde 2005, o projeto conta com o financiamento do NIH. De acordo com Lia Lewis, o apoio é fundamental para a concretização da pesquisa. “O estudo se insere num cenário de escassez de amostras de pacientes na fase inicial da infecção. A partir da parceria com o NIH, renovada em 2010, ampliamos a rede de trabalho. Hoje, temos a oportunidade de colaborar com instituições nacionais, dos Estados Unidos e da Europa”, concluiu.
Lucas Rocha
23/05/2014
Autorizada a reprodução sem fins lucrativos desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz).
Parceria com instituições estrangeiras tem o apoio da Fiocruz e do National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos
O Ambulatório e o Laboratório de Hepatites Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desenvolvem, em parceria com o Massachusetts General Hospital, dos Estados Unidos, projetos que têm como alvo a hepatite C. Os estudos, desenvolvidos desde 2001, consistem investigação da infecção pelo vírus da Hepatite C em pacientes na fase aguda, com o objetivo de avaliar as interações entre o sistema imunológico do hospedeiro e do vírus que podem atuar no controle da infecção e, consequentemente, no prognóstico da evolução da doença. A iniciativa, que recebe financiamento dos Institutos Nacionais de Saúde, dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), será realizada até o ano de 2015.
Gutemberg Brito

A pesquisadora Lia Lewis ressalta a importância de investigar a fase inicial da infecção pelo vírus da hepatite C
À frente do projeto, a pesquisadora Lia Lewis conta que a equipe acompanha pacientes e também profissionais de saúde infectados pelo vírus como decorrência de acidentes biológicos. “Alguns pacientes infectados com o vírus da hepatite C evoluem para a forma crônica da doença, outros apresentam desaparecimento espontâneo do vírus. O estudo do sistema imunológico do hospedeiro na fase aguda da doença, compreendida nos primeiros seis meses após a infecção, nos permite avaliar e definir mecanismos responsáveis pelos diferentes desfechos de infecção”, afirmou.
Segundo Lia, dados importantes sobre o comportamento da doença são obtidos durante a fase inicial de infecção. “Estas informações contribuem para que o perfil imunológico dos pacientes seja traçado, o que é imprescindível para os estudos nesta área. Além disso, nosso objetivo é colaborar, por meio de publicações, para dados que possam subsidiar a produção de novos medicamentos e vacinas”, destacou.
O Ambulatório de Hepatites Virais realiza atendimento de casos encaminhados de unidades de saúde do município e do estado do Rio de Janeiro. Além disso, o espaço tem papel importante na notificação de casos confirmados de hepatite aos Serviços de Vigilância Epidemiológica. Na rotina de atendimento ambulatorial, os pacientes atendidos são convidados a participar de atividades de pesquisa. As amostras de sangue doadas pelos pacientes são utilizadas nos estudos. Atualmente, cerca de 200 pacientes integram o estudo, totalizando mais de 100 mil amostras de soro e plasma.
A pesquisa conta com fases que vão da coleta de material ao acompanhamento do paciente, passando por procedimentos laboratoriais específicos, como avaliações das respostas imunológicas celulares e humorais (de anticorpos). Além disso, parte das amostras processadas na Fiocruz é enviada ao Massachusetts General Hospital para outros tipos de análises.
Desde 2005, o projeto conta com o financiamento do NIH. De acordo com Lia Lewis, o apoio é fundamental para a concretização da pesquisa. “O estudo se insere num cenário de escassez de amostras de pacientes na fase inicial da infecção. A partir da parceria com o NIH, renovada em 2010, ampliamos a rede de trabalho. Hoje, temos a oportunidade de colaborar com instituições nacionais, dos Estados Unidos e da Europa”, concluiu.
Lucas Rocha
23/05/2014
Autorizada a reprodução sem fins lucrativos desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz).
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)