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No caminho para a promoção da saúde

Em iniciativa voltada para a identificação e prevenção de insetos vetores de patógenos humanos, pesquisadores do IOC levam capacitação a profissionais da área da saúde de Roraima
Por Lucas Rocha28/09/2015 - Atualizado em 10/12/2019
Em iniciativa voltada para a identificação e prevenção de insetos vetores de patógenos humanos, pesquisadores do IOC levam capacitação a profissionais da área da saúde de Roraima

Para estimular o interesse de profissionais de saúde pela aprendizagem em ações integradas de vigilância, prevenção e controle de patógenos transmitidos por artrópodes, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) partiram rumo a Boa Vista, capital de Roraima, para ministrar o Curso de Capacitação em Técnicas Básicas de Laboratório e de Campo em Entomologia Médica. O encontro reuniu cerca de 23 profissionais, entre agentes de endemias, microscopistas, técnicos de enfermagem e agentes de saúde, no Núcleo de Pesquisas ObservaRR, na Universidade Federal de Roraima, entre 14 e 18 de setembro. Iniciativa inédita, o curso, que contou com atividades presenciais e à distância, teve apoio da Fiocruz Amazônia, da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) e da Universidade Federal de Roraima.

Divulgação

A capacitação destacou técnicas básicas de análise entomológica, coleta de campo e identificação de insetos vetores de patógenos


Os pesquisadores destacaram os desafios atuais para a região que é sensível à entrada de novos agentes patogênicos devido à proximidade das fronteiras da Venezuela e da Guiana e a ligação viária com a região do Caribe. Com atividades diárias de campo, reforçaram ainda, o conhecimento a respeito da biologia de insetos que se alimentam de sangue (hematófagos), como os mosquitos anofelinos, os flebótomos, os borrachudos e os barbeiros. A informação sobre estas espécies auxilia no combate e na prevenção de diversas enfermidades, uma vez que estes são vetores de patógenos que produzem doenças como a malária, a leishmaniose, a oncocercose, a mansonelose e a doença de Chagas. De acordo com Maria Goreti Rosa-Freitas, coordenadora da iniciativa, ao longo dos encontros, foram destacadas técnicas básicas de análise entomológica, coleta de campo e de identificação. “Um curso como este tem grande impacto, pois boa parte dos participantes trabalha em áreas de reserva indígena, sem acesso à internet ou outros meios de comunicação, além do rádio. Além de valorizar os profissionais envolvidos e atender a uma demanda permanente pelo saber, a capacitação promove integração e troca de conhecimentos sobre diferentes condições de trabalho”, avaliou Maria Goreti.

Divulgação

O curso reuniu agentes de endemias, microscopistas, técnicos de enfermagem e agentes de saúde da região de Boa Vista, em Roraima


Como parte da avaliação dos conteúdos apresentados ao longo da capacitação, os participantes redigirão trabalhos de conclusão em que relatam questões práticas do cotidiano de trabalho, incluindo as dificuldades para a área da saúde local, apresentando propostas de solução para estes problemas. “O material produzido pelos alunos vai ser anexado ao relatório final do curso que será entregue ao Ministério da Saúde. Isso é importante para destacar um pouco da realidade enfrentada por profissionais de saúde nessa área remota do país”, concluiu Maria Goreti. Além da pesquisadora Maria Goreti Rosa-Freitas, as aulas contaram com a presença da pesquisadora Teresa Fernandes Silva do Nascimento e do técnico Maycon Sebastião Alberto Santos Neves, ambos do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC; do diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz e das estudantes de doutorado do Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Medicina Tropical do IOC, Alice Helena Ricardo da Silva e Danielle Misael de Sousa. Colaboraram, ainda, os professores da UFRR, José Francisco Luitgards Moura e Jaime Louzada e o Coordenador de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde de Boa Vista, Rogério Lima. Lucas Rocha 28/09/2015 .
Em iniciativa voltada para a identificação e prevenção de insetos vetores de patógenos humanos, pesquisadores do IOC levam capacitação a profissionais da área da saúde de Roraima
Por: 
lucas

Em iniciativa voltada para a identificação e prevenção de insetos vetores de patógenos humanos, pesquisadores do IOC levam capacitação a profissionais da área da saúde de Roraima

Para estimular o interesse de profissionais de saúde pela aprendizagem em ações integradas de vigilância, prevenção e controle de patógenos transmitidos por artrópodes, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) partiram rumo a Boa Vista, capital de Roraima, para ministrar o Curso de Capacitação em Técnicas Básicas de Laboratório e de Campo em Entomologia Médica. O encontro reuniu cerca de 23 profissionais, entre agentes de endemias, microscopistas, técnicos de enfermagem e agentes de saúde, no Núcleo de Pesquisas ObservaRR, na Universidade Federal de Roraima, entre 14 e 18 de setembro. Iniciativa inédita, o curso, que contou com atividades presenciais e à distância, teve apoio da Fiocruz Amazônia, da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) e da Universidade Federal de Roraima.

Divulgação

A capacitação destacou técnicas básicas de análise entomológica, coleta de campo e identificação de insetos vetores de patógenos



Os pesquisadores destacaram os desafios atuais para a região que é sensível à entrada de novos agentes patogênicos devido à proximidade das fronteiras da Venezuela e da Guiana e a ligação viária com a região do Caribe. Com atividades diárias de campo, reforçaram ainda, o conhecimento a respeito da biologia de insetos que se alimentam de sangue (hematófagos), como os mosquitos anofelinos, os flebótomos, os borrachudos e os barbeiros. A informação sobre estas espécies auxilia no combate e na prevenção de diversas enfermidades, uma vez que estes são vetores de patógenos que produzem doenças como a malária, a leishmaniose, a oncocercose, a mansonelose e a doença de Chagas. De acordo com Maria Goreti Rosa-Freitas, coordenadora da iniciativa, ao longo dos encontros, foram destacadas técnicas básicas de análise entomológica, coleta de campo e de identificação. “Um curso como este tem grande impacto, pois boa parte dos participantes trabalha em áreas de reserva indígena, sem acesso à internet ou outros meios de comunicação, além do rádio. Além de valorizar os profissionais envolvidos e atender a uma demanda permanente pelo saber, a capacitação promove integração e troca de conhecimentos sobre diferentes condições de trabalho”, avaliou Maria Goreti.

Divulgação

O curso reuniu agentes de endemias, microscopistas, técnicos de enfermagem e agentes de saúde da região de Boa Vista, em Roraima



Como parte da avaliação dos conteúdos apresentados ao longo da capacitação, os participantes redigirão trabalhos de conclusão em que relatam questões práticas do cotidiano de trabalho, incluindo as dificuldades para a área da saúde local, apresentando propostas de solução para estes problemas. “O material produzido pelos alunos vai ser anexado ao relatório final do curso que será entregue ao Ministério da Saúde. Isso é importante para destacar um pouco da realidade enfrentada por profissionais de saúde nessa área remota do país”, concluiu Maria Goreti.

Além da pesquisadora Maria Goreti Rosa-Freitas, as aulas contaram com a presença da pesquisadora Teresa Fernandes Silva do Nascimento e do técnico Maycon Sebastião Alberto Santos Neves, ambos do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC; do diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz e das estudantes de doutorado do Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Medicina Tropical do IOC, Alice Helena Ricardo da Silva e Danielle Misael de Sousa. Colaboraram, ainda, os professores da UFRR, José Francisco Luitgards Moura e Jaime Louzada e o Coordenador de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde de Boa Vista, Rogério Lima.

Lucas Rocha
28/09/2015
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Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)