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Revista Memórias do IOC de junho: confira

Edição traz estudo brasileiro sobre a resistência do HIV na população masculina gay e bissexual, além de achados epidemiológicos sobre a leishmaniose visceral na Região do Algarve, um dos principais destinos turísticos de Portugal
Por Jornalismo IOC13/06/2013 - Atualizado em 10/12/2019

Edição traz estudo brasileiro sobre a resistência do HIV na população masculina gay e bissexual, além de achados epidemiológicos sobre a leishmaniose visceral na Região do Algarve, um dos principais destinos turísticos de Portugal

A edição de junho da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz já está disponível em formato eletrônico para acesso gratuito. O número traz um estudo pioneiro da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sobre a ocorrência de cepas resistentes do HIV-1 à terapia antirretroviral entre homens que têm relações sexuais com homens. Foram utilizadas amostras de pacientes recém-infectados pelo HIV-1, coletadas entre os anos de 1996 e 2012, na cidade de Belo Horizonte. Na capital do Níger, Niamey, roedores urbanos e campestres foram alvo de estudo realizado em parceria com pesquisadores da França. O objetivo era traçar o perfil epidemiológico da toxoplasmose na região e verificar a possível correlação da doença com o alto número de abortos registrados na cidade.

Já na região do Algarve, um dos principais destinos turísticos de Portugal, cientistas testaram cães e flebotomíneos para a Leishmania, constatando a necessidade de atualizar a vigilância no local. Já em Goiás, pesquisadores investigaram os índices de infecção pelo vírus da hepatite C entre catadores de material reciclável que atuam nas 15 cooperativas em atividade na cidade de Goiânia. A revista, editada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), está disponível para acesso gratuito aqui.

Resistência à terapia antirretroviral

Com o intuito de avaliar a incidência de cepas de HIV-1 resistentes à terapia antirretroviral na população masculina gay e bissexual recém-infectada pelo vírus, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estabeleceram uma parceria com o Projeto Horizonte, do Ministério da Saúde, voltado à investigação da dispersão do vírus na capital. Foram analisadas 119 amostras de sangue positivas, coletadas entre 1996 e 2012, para identificação da presença de linhagens resistentes aos medicamentos disponíveis. A genotipagem foi realizada em 64 destas amostras, indicando a ocorrência de cepas resistentes à terapia antirretroviral em nove delas (14.1%). Neste conjunto, três amostras apresentavam resistência a inibidores de protease, cinco a inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleosídeo/nucleotídeo e quatro a inibidores da transcriptase reversa não-nucleosídicos. O estudo revelou, ainda, que o subtipo mais recorrente era o B, presente em 68,8% das amostras, seguido pelo subtipo F, presente em 17,2%. Leia o artigo.

Toxoplasmose no Niger

Instigados pelos riscos de coinfecção que a toxoplasmose oferece a pacientes com HIV e pelo alto índice de aborto em mulheres, uma das possíveis implicações da doença, pesquisadores de oito centros de pesquisa da França e do Níger realizaram a análise sorológica de roedores capturados em 46 pontos da capital Niamey. Além de roedores tipicamente urbanos, também foram estudados roedores que habitam jardins e campos. Niamey, maior cidade do país, possui graves problemas de infraestrutura básica associados à explosão demográfica iniciada na década de 1960. A incidência do agente causador da doença, o Toxoplasma gondii, foi baixa: de acordo com os pesquisadores, apenas 1,96% dos 766 roedores testados estavam infectados. As diferenças entre espécies urbanas e espécies que habitam jardins e campos foram relevantes: enquanto as espécies urbanas, como o Rattus rattus, corresponderam a apenas 2% das amostras positivas, as espécies campestres, como o Arvicanthis niloticus, representaram quase 10% de infecção. Os dados não permitiram estabelecer relação entre a infecção e os índices de abortamento. Saiba mais.

Leishmaniose visceral no Algarve

Destino turístico internacional, a região do Algarve, no sul de Portugal, já foi considerada endêmica para a leishmaniose visceral na década de 1980. Para atualizar o perfil epidemiológico da região e descobrir a fonte de alimentação sanguínea dos vetores e hospedeiros preferenciais da doença (os insetos flebotomíneos e os cães), pesquisadores da Universidade Nova de Lisboa, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e Universidade do Algarve realizaram estudo conjunto. Foram testados 161 cães de canis e clínicas veterinárias, além de 1.663 flebotomíneos capturados por meio de armadilhas. Quatro espécies do vetor foram identificadas na região: Phlebotomus perniciosus, que respondeu por 86,59% dos espécimes, Phlebotomus ariasi, Phlebotomus Sergenti e Sergentomyia minuta. Foram encontrados 31 cães e uma fêmea de P. pernicious infectados com a Leishmania infantum. O estudo não encontrou um padrão que apontasse hospedeiros preferenciais, mas constatou que gatos, roedores, galinhas e lagartos também servem de fonte alimentar para os vetores. Pesquisadores atentam para a importância de se detectar áreas com maior risco de transmissão da doença, a fim de elaborar medidas específicas de controle e prevenção. Leia o artigo.

Catadores de material reciclável e a hepatite C

Neste trabalho, pesquisadores da Universidade de Goiás (UFG) realizaram um estudo transversal para avaliar a prevalência da hepatite C entre funcionários das 15 cooperativas de catadores de material reciclável em atividade na cidade de Goiânia. Cerca de 47% dos indivíduos relataram já ter sofrido algum acidente com agulhas e outros objetos perfurocortantes, no entanto, a incidência de infecções pelo vírus foi de 1,6% semelhante aos dados encontrados na população brasileira em geral. Os pesquisadores identificaram, ainda, relação entre as infecções e o histórico de relações sexuais sem proteção, transfusão de sangue e passagens pela prisão. Cerca de 62% dos participantes do estudo eram mulheres, com idade média de 36 anos. Veja o estudo.

13/06/2013

Edição traz estudo brasileiro sobre a resistência do HIV na população masculina gay e bissexual, além de achados epidemiológicos sobre a leishmaniose visceral na Região do Algarve, um dos principais destinos turísticos de Portugal
Por: 
jornalismo

Edição traz estudo brasileiro sobre a resistência do HIV na população masculina gay e bissexual, além de achados epidemiológicos sobre a leishmaniose visceral na Região do Algarve, um dos principais destinos turísticos de Portugal

A edição de junho da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz já está disponível em formato eletrônico para acesso gratuito. O número traz um estudo pioneiro da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sobre a ocorrência de cepas resistentes do HIV-1 à terapia antirretroviral entre homens que têm relações sexuais com homens. Foram utilizadas amostras de pacientes recém-infectados pelo HIV-1, coletadas entre os anos de 1996 e 2012, na cidade de Belo Horizonte. Na capital do Níger, Niamey, roedores urbanos e campestres foram alvo de estudo realizado em parceria com pesquisadores da França. O objetivo era traçar o perfil epidemiológico da toxoplasmose na região e verificar a possível correlação da doença com o alto número de abortos registrados na cidade.

Já na região do Algarve, um dos principais destinos turísticos de Portugal, cientistas testaram cães e flebotomíneos para a Leishmania, constatando a necessidade de atualizar a vigilância no local. Já em Goiás, pesquisadores investigaram os índices de infecção pelo vírus da hepatite C entre catadores de material reciclável que atuam nas 15 cooperativas em atividade na cidade de Goiânia. A revista, editada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), está disponível para acesso gratuito aqui.

Resistência à terapia antirretroviral

Com o intuito de avaliar a incidência de cepas de HIV-1 resistentes à terapia antirretroviral na população masculina gay e bissexual recém-infectada pelo vírus, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estabeleceram uma parceria com o Projeto Horizonte, do Ministério da Saúde, voltado à investigação da dispersão do vírus na capital. Foram analisadas 119 amostras de sangue positivas, coletadas entre 1996 e 2012, para identificação da presença de linhagens resistentes aos medicamentos disponíveis. A genotipagem foi realizada em 64 destas amostras, indicando a ocorrência de cepas resistentes à terapia antirretroviral em nove delas (14.1%). Neste conjunto, três amostras apresentavam resistência a inibidores de protease, cinco a inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleosídeo/nucleotídeo e quatro a inibidores da transcriptase reversa não-nucleosídicos. O estudo revelou, ainda, que o subtipo mais recorrente era o B, presente em 68,8% das amostras, seguido pelo subtipo F, presente em 17,2%. Leia o artigo.

Toxoplasmose no Niger

Instigados pelos riscos de coinfecção que a toxoplasmose oferece a pacientes com HIV e pelo alto índice de aborto em mulheres, uma das possíveis implicações da doença, pesquisadores de oito centros de pesquisa da França e do Níger realizaram a análise sorológica de roedores capturados em 46 pontos da capital Niamey. Além de roedores tipicamente urbanos, também foram estudados roedores que habitam jardins e campos. Niamey, maior cidade do país, possui graves problemas de infraestrutura básica associados à explosão demográfica iniciada na década de 1960. A incidência do agente causador da doença, o Toxoplasma gondii, foi baixa: de acordo com os pesquisadores, apenas 1,96% dos 766 roedores testados estavam infectados. As diferenças entre espécies urbanas e espécies que habitam jardins e campos foram relevantes: enquanto as espécies urbanas, como o Rattus rattus, corresponderam a apenas 2% das amostras positivas, as espécies campestres, como o Arvicanthis niloticus, representaram quase 10% de infecção. Os dados não permitiram estabelecer relação entre a infecção e os índices de abortamento. Saiba mais.

Leishmaniose visceral no Algarve

Destino turístico internacional, a região do Algarve, no sul de Portugal, já foi considerada endêmica para a leishmaniose visceral na década de 1980. Para atualizar o perfil epidemiológico da região e descobrir a fonte de alimentação sanguínea dos vetores e hospedeiros preferenciais da doença (os insetos flebotomíneos e os cães), pesquisadores da Universidade Nova de Lisboa, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e Universidade do Algarve realizaram estudo conjunto. Foram testados 161 cães de canis e clínicas veterinárias, além de 1.663 flebotomíneos capturados por meio de armadilhas. Quatro espécies do vetor foram identificadas na região: Phlebotomus perniciosus, que respondeu por 86,59% dos espécimes, Phlebotomus ariasi, Phlebotomus Sergenti e Sergentomyia minuta. Foram encontrados 31 cães e uma fêmea de P. pernicious infectados com a Leishmania infantum. O estudo não encontrou um padrão que apontasse hospedeiros preferenciais, mas constatou que gatos, roedores, galinhas e lagartos também servem de fonte alimentar para os vetores. Pesquisadores atentam para a importância de se detectar áreas com maior risco de transmissão da doença, a fim de elaborar medidas específicas de controle e prevenção. Leia o artigo.

Catadores de material reciclável e a hepatite C

Neste trabalho, pesquisadores da Universidade de Goiás (UFG) realizaram um estudo transversal para avaliar a prevalência da hepatite C entre funcionários das 15 cooperativas de catadores de material reciclável em atividade na cidade de Goiânia. Cerca de 47% dos indivíduos relataram já ter sofrido algum acidente com agulhas e outros objetos perfurocortantes, no entanto, a incidência de infecções pelo vírus foi de 1,6% semelhante aos dados encontrados na população brasileira em geral. Os pesquisadores identificaram, ainda, relação entre as infecções e o histórico de relações sexuais sem proteção, transfusão de sangue e passagens pela prisão. Cerca de 62% dos participantes do estudo eram mulheres, com idade média de 36 anos. Veja o estudo.

13/06/2013

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)