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Foco em estratégias de eliminação da esquistossomose

Durante a 14ª ‘Reunião do Programa Integrado de Esquistossomose’ pesquisadores da Fiocruz propõem mudanças no cenário de enfrentamento da doença no país em articulação com o Ministério da Saúde
Por Lucas Rocha25/11/2013 - Atualizado em 12/12/2024

Durante a 14ª ‘Reunião do Programa Integrado de Esquistossomose’ pesquisadores da Fiocruz propõem mudanças no cenário de enfrentamento da doença no país em articulação com o Ministério da Saúde

Apesar de antiga, a esquistossomose ainda faz vítimas pelo país, principalmente em locais onde o saneamento básico é precário. Atentos a essa realidade, pesquisadores e pós-graduandos da Fiocruz especializados no tema se reuniram entre os dias 11 e 13 de novembro, em Sabará (MG), para debater o assunto. A reunião, que aconteceu pela 14ª vez, é uma atividade do Programa Integrado de Esquistossomose da Fiocruz (PIDE), coordenado pela pesquisadora Tereza Favre, chefe do Laboratório de Ecoepidemiologia e Controle da Esquistossomose e Geohelmintoses do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O evento contou com a presença de cerca de 60 participantes, entre membros do PIDE e do comitê externo: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS).

Um dos principais tópicos abordados no encontro foi o Plano de Ação (2011-2015) do Ministério da Saúde (MS) para a eliminação da doença. De acordo com Tereza, o encontro buscou estabelecer propostas que visam atender as necessidades do Ministério para que o Brasil consiga eliminar o agravo enquanto problema de saúde pública. Um dos resultados da reunião foi a elaboração de um projeto de pesquisa multidisciplinar para avaliação de métodos diagnósticos, estratégias de prevenção e tratamento, além do controle e vigilância epidemiológica em áreas-piloto selecionadas.

Para um dos coordenadores regionais do Programa e também pesquisador do Laboratório de Eco-Epidemiologia e Controle da Esquistossomose e Geohelmintoses, Otávio Sarmento Pieri, a eliminação da doença depende de ações integradas de diversos setores. Mobilizar as comunidades atingidas, aumentar a cobertura de diagnóstico e tratamento no nível de atenção básica e proporcionar uma boa estrutura básica de saneamento são algumas ações necessárias para se alcançar o objetivo que tanto almejamos, alertou. Otávio completou dizendo que trata-se de um trabalho em rede que visa ampliar conhecimentos e unir as competências da pesquisa com a administração pública para solucionar um problema de saúde específico.

A serviço da saúde da população

Durante a reunião, foi discutida a necessidade de se produzir uma fórmula pediátrica do medicamento Praziquantel, fabricado atualmente pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e usado no tratamento da doença em adultos e crianças. A bula adverte que o uso em crianças com idade inferior a quatro anos só pode ser feito sob estrito controle médico, daí a necessidade de uma formulação adequada para a administração do medicamento em crianças pequenas no âmbito dos programas de controle, afirmou Otávio.

A cooperação do PIDE

Em seus 26 anos de existência, o PIDE tem promovido a integração entre os grupos de pesquisa em esquistossomose das diferentes unidades da Fiocruz, bem como a interação permanente dos pesquisadores com os formuladores de políticas de saúde do Ministério da Saúde e os gestores dos serviços de vigilância e controle da esquistossomose no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

As pesquisas desenvolvidas no Programa incluem desde aspectos de genômica, imunopatologia, bioquímica e biologia molecular até ecologia, epidemiologia e educação em saúde, buscando aperfeiçoar as ferramentas de diagnóstico, esquemas de tratamento, estratégias de controle e a formulação de políticas de Saúde Pública.


Lucas Rocha
25/11/2013
Autorizada a reprodução sem fins lucrativos desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)

Durante a 14ª ‘Reunião do Programa Integrado de Esquistossomose’ pesquisadores da Fiocruz propõem mudanças no cenário de enfrentamento da doença no país em articulação com o Ministério da Saúde
Por: 
lucas

Durante a 14ª ‘Reunião do Programa Integrado de Esquistossomose’ pesquisadores da Fiocruz propõem mudanças no cenário de enfrentamento da doença no país em articulação com o Ministério da Saúde

Apesar de antiga, a esquistossomose ainda faz vítimas pelo país, principalmente em locais onde o saneamento básico é precário. Atentos a essa realidade, pesquisadores e pós-graduandos da Fiocruz especializados no tema se reuniram entre os dias 11 e 13 de novembro, em Sabará (MG), para debater o assunto. A reunião, que aconteceu pela 14ª vez, é uma atividade do Programa Integrado de Esquistossomose da Fiocruz (PIDE), coordenado pela pesquisadora Tereza Favre, chefe do Laboratório de Ecoepidemiologia e Controle da Esquistossomose e Geohelmintoses do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O evento contou com a presença de cerca de 60 participantes, entre membros do PIDE e do comitê externo: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS).

Um dos principais tópicos abordados no encontro foi o Plano de Ação (2011-2015) do Ministério da Saúde (MS) para a eliminação da doença. De acordo com Tereza, o encontro buscou estabelecer propostas que visam atender as necessidades do Ministério para que o Brasil consiga eliminar o agravo enquanto problema de saúde pública. Um dos resultados da reunião foi a elaboração de um projeto de pesquisa multidisciplinar para avaliação de métodos diagnósticos, estratégias de prevenção e tratamento, além do controle e vigilância epidemiológica em áreas-piloto selecionadas.

Para um dos coordenadores regionais do Programa e também pesquisador do Laboratório de Eco-Epidemiologia e Controle da Esquistossomose e Geohelmintoses, Otávio Sarmento Pieri, a eliminação da doença depende de ações integradas de diversos setores. Mobilizar as comunidades atingidas, aumentar a cobertura de diagnóstico e tratamento no nível de atenção básica e proporcionar uma boa estrutura básica de saneamento são algumas ações necessárias para se alcançar o objetivo que tanto almejamos, alertou. Otávio completou dizendo que trata-se de um trabalho em rede que visa ampliar conhecimentos e unir as competências da pesquisa com a administração pública para solucionar um problema de saúde específico.

A serviço da saúde da população

Durante a reunião, foi discutida a necessidade de se produzir uma fórmula pediátrica do medicamento Praziquantel, fabricado atualmente pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e usado no tratamento da doença em adultos e crianças. A bula adverte que o uso em crianças com idade inferior a quatro anos só pode ser feito sob estrito controle médico, daí a necessidade de uma formulação adequada para a administração do medicamento em crianças pequenas no âmbito dos programas de controle, afirmou Otávio.

A cooperação do PIDE

Em seus 26 anos de existência, o PIDE tem promovido a integração entre os grupos de pesquisa em esquistossomose das diferentes unidades da Fiocruz, bem como a interação permanente dos pesquisadores com os formuladores de políticas de saúde do Ministério da Saúde e os gestores dos serviços de vigilância e controle da esquistossomose no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

As pesquisas desenvolvidas no Programa incluem desde aspectos de genômica, imunopatologia, bioquímica e biologia molecular até ecologia, epidemiologia e educação em saúde, buscando aperfeiçoar as ferramentas de diagnóstico, esquemas de tratamento, estratégias de controle e a formulação de políticas de Saúde Pública.

Lucas Rocha
25/11/2013
Autorizada a reprodução sem fins lucrativos desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)