Volume sobre entomologia traz artigos sobre genética de populações, comportamento sexual e ritmo circadiano. Peixoto faleceu em fevereiro, aos 50 anos. O acesso é gratuito
Neste mês, a revista cientÃfica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz publica um suplemento especial sobre Genética e Comportamento de Insetos Vetores que honra a memória do pesquisador do IOC, Alexandre Afrânio Peixoto, especialista no tema e falecido em 2013 aos 50 anos. O suplemento traz 14 artigos originais escritos por brasileiros e estrangeiros dos cinco continentes. Dentre os temas, estão a genética de populações, comportamento sexual e ritmo circadiano aplicados a vetores de doenças tropicais negligenciadas, como o Aedes aegypti, anofelinos, barbeiros e flebotomÃneos, responsáveis pela transmissão da dengue, malária, doença de Chagas e leishmanioses, respectivamente. O acesso é gratuito. Clique aqui e confira.
Alexandre era chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Insetos e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular do IOC. Na carreira abreviada de forma abrupta, Alexandre Peixoto acumulava os tÃtulos de pesquisador NÃvel 1A e de lÃder do grupo de pesquisa em Genética Molecular do Comportamento em Insetos junto ao Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Foi, ainda, laureado por meio das edições 2002 e 2007 do Programa Internacional de Pesquisa Acadêmica do Instituto Médico Howard Hughes. Ao longo dos 16 anos como pesquisador do IOC, Alexandre Peixoto orientou 18 alunos de mestrado e 14 de doutorado e publicou mais de 80 artigos cientÃficos. Frequentemente consideradas visionárias, suas pesquisas sobre insetos vetores adotavam abordagens criativas, com ênfase na genética molecular e evolutiva do comportamento de flebotomÃneos e de mosquitos vetores da dengue, febre amarela, filariose e malária.
A edição, que conta com a contribuição de especialistas da área entomológica reconhecidos internacionalmente, reúne informações sobre vários aspectos cientÃficos que podem ser utilizados para o desenvolvimento de métodos de controle de doenças como dengue, malária, doença de Chagas e leishmanioses, para as quais ainda não há vacinas eficientes disponÃveis.
Outro destaque é o estudo sobre a descoberta de uma mutação em gene do Aedes aegypti, do Cabo Verde, Brasil e Venezuela. Esta é a primeira vez que essa mutação é verificada em toda a América do Sul. Ainda em relação ao vetor da dengue, um estudo mostra, pela primeira vez, a ocorrência de redução na atividade locomotora e a rejeição na cópula entre fêmeas que receberam homogenatos de glândulas genitais acessórias de machos da mesma espécie ou uma espécie competidora, o Aedes albopictus. Ainda na edição, especialistas do IOC descrevem uma nova espécie de triatomÃneo, o Rhodnius Barretti, identificado com base em espécimes de adultos coletados em ambientes de floresta tropical na ecorregião do Napo na Amazônia Ocidental (Colômbia e Equador). O estudo mostra que o R. Barretti ocorre muitas vezes em regiões de altas densidades e deve ser considerado um potencial vetor do T. cruzi na ecorregião de Napo, onde a doença de Chagas é endêmica.
:: Confira, também, a edição regular de dezembro ::
19/12/2013
.
Volume sobre entomologia traz artigos sobre genética de populações, comportamento sexual e ritmo circadiano. Peixoto faleceu em fevereiro, aos 50 anos. O acesso é gratuito
Neste mês, a revista cientÃfica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz publica um suplemento especial sobre Genética e Comportamento de Insetos Vetores que honra a memória do pesquisador do IOC, Alexandre Afrânio Peixoto, especialista no tema e falecido em 2013 aos 50 anos. O suplemento traz 14 artigos originais escritos por brasileiros e estrangeiros dos cinco continentes. Dentre os temas, estão a genética de populações, comportamento sexual e ritmo circadiano aplicados a vetores de doenças tropicais negligenciadas, como o Aedes aegypti, anofelinos, barbeiros e flebotomÃneos, responsáveis pela transmissão da dengue, malária, doença de Chagas e leishmanioses, respectivamente. O acesso é gratuito. Clique aqui e confira.
Alexandre era chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Insetos e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular do IOC. Na carreira abreviada de forma abrupta, Alexandre Peixoto acumulava os tÃtulos de pesquisador NÃvel 1A e de lÃder do grupo de pesquisa em Genética Molecular do Comportamento em Insetos junto ao Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Foi, ainda, laureado por meio das edições 2002 e 2007 do Programa Internacional de Pesquisa Acadêmica do Instituto Médico Howard Hughes. Ao longo dos 16 anos como pesquisador do IOC, Alexandre Peixoto orientou 18 alunos de mestrado e 14 de doutorado e publicou mais de 80 artigos cientÃficos. Frequentemente consideradas visionárias, suas pesquisas sobre insetos vetores adotavam abordagens criativas, com ênfase na genética molecular e evolutiva do comportamento de flebotomÃneos e de mosquitos vetores da dengue, febre amarela, filariose e malária.
A edição, que conta com a contribuição de especialistas da área entomológica reconhecidos internacionalmente, reúne informações sobre vários aspectos cientÃficos que podem ser utilizados para o desenvolvimento de métodos de controle de doenças como dengue, malária, doença de Chagas e leishmanioses, para as quais ainda não há vacinas eficientes disponÃveis.
Outro destaque é o estudo sobre a descoberta de uma mutação em gene do Aedes aegypti, do Cabo Verde, Brasil e Venezuela. Esta é a primeira vez que essa mutação é verificada em toda a América do Sul. Ainda em relação ao vetor da dengue, um estudo mostra, pela primeira vez, a ocorrência de redução na atividade locomotora e a rejeição na cópula entre fêmeas que receberam homogenatos de glândulas genitais acessórias de machos da mesma espécie ou uma espécie competidora, o Aedes albopictus. Ainda na edição, especialistas do IOC descrevem uma nova espécie de triatomÃneo, o Rhodnius Barretti, identificado com base em espécimes de adultos coletados em ambientes de floresta tropical na ecorregião do Napo na Amazônia Ocidental (Colômbia e Equador). O estudo mostra que o R. Barretti ocorre muitas vezes em regiões de altas densidades e deve ser considerado um potencial vetor do T. cruzi na ecorregião de Napo, onde a doença de Chagas é endêmica.
:: Confira, também, a edição regular de dezembro ::
Â
19/12/2013
.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)