Evento aconteceu na Green Zone da COP30, no estande do IEC, em Belém
Na manhã do dia 14 de novembro, durante a COP30, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) realizou o pré-lançamento do Projeto Selênio no estande do Instituto Evandro Chagas (IEC), localizado na Green Zone do evento. A iniciativa, conduzida por pesquisadores do IOC, apresenta perspectivas inovadoras para a aplicação do selênio – um oligoelemento essencial ao corpo humano – como estratégia terapêutica para a cardiopatia em pessoas portadoras da doença de Chagas crônica.
Durante o evento, a diretora do IOC, que é uma das pesquisadoras responsáveis pelo projeto, Tania Araujo-Jorge, e o pesquisador Roberto Ferreira, do laboratório de Biologia das Interações, apresentaram os principais avanços até o momento e as próximas etapas do estudo.
Tania destacou o papel ativo da ciência e a importância do engajamento das pessoas diretamente afetadas pelos problemas de saúde. “A pesquisa busca nos inspirar e renovar nossas esperanças em relação a novos tratamentos, medicamentos e conhecimentos que esclareçam o que ainda não sabemos. Esse é o papel da ciência. Quando falamos de ciência cidadã, envolvemos as pessoas não apenas como participantes dos estudos, mas também para que compreendam sua condição, sua história de vida e contribuam com as próprias perguntas do projeto”, ressaltou.
A pesquisa do Projeto Selênio compreende a inclusão de até 600 participantes, com idades entre 18 e 75 anos, classificados nos estágios B1, B2 e C da cardiopatia chagásica crônica. Esses voluntários serão acompanhados para avaliação da segurança e dos benefícios da suplementação com selênio e coenzima Q10. O projeto possui centros de pesquisa em seis estados — Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Pernambuco, Ceará e Minas Gerais — e conta com equipes especializadas no atendimento a pessoas com doença de Chagas.
Roberto Ferreira e Tânia, coordenadores do projeto
“Realizamos este pré-lançamento na COP30 para dar visibilidade à doença de Chagas, porque mesmo após 116 anos de descrita, ainda enfrentamos muitos desafios, como o acesso ao diagnóstico e ao tratamento da doença de Chagas. As mudanças climáticas também são um fator relevante para as doenças negligenciadas: ao alterar a temperatura global, alteram-se os padrões de comportamento dos insetos vetores — neste caso, o ‘barbeiro’ — o que pode ampliar a transmissão da doença. Por isso, aproveitamos este momento para reforçar essa discussão”, destacou Roberto Ferreira, coordenador do projeto.
O Projeto Selênio reflete o compromisso do Instituto com a inovação científica e o desenvolvimento de intervenções acessíveis para agravos negligenciados. A cardiopatia chagásica é uma manifestação crítica da doença de Chagas crônica, e a suplementação com selênio e coenzima Q10, por suas propriedades antioxidantes, desponta como uma abordagem de baixo custo e potencial impacto social.
Problemas cardíacos acometem cerca de 30% dos pacientes com doença de Chagas crônica, atingindo entre 400 e 900 mil pessoas, somente no Brasil. Estima-se que aproximadamente 4,5 milhões de brasileiros vivam com a doença de Chagas, sendo que a maioria das mortes decorre de distúrbios cardíacos como arritmia, insuficiência cardíaca, tromboembolismo e morte súbita. O Projeto Selênio busca oferecer uma alternativa inovadora que contribua para ampliar as possibilidades de cuidado e melhorar esse cenário.
Além da vertente clínica, o Projeto Selênio também integra uma abordagem social com ações de educação em saúde e comunicação, o Expresso Chagas XXI. Essa é uma iniciativa itinerante que promove divulgação científica em regiões endêmicas, reforçando a importância de aproximar a comunidade afetada do conhecimento científico.
Evento aconteceu na Green Zone da COP30, no estande do IEC, em Belém
Na manhã do dia 14 de novembro, durante a COP30, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) realizou o pré-lançamento do Projeto Selênio no estande do Instituto Evandro Chagas (IEC), localizado na Green Zone do evento. A iniciativa, conduzida por pesquisadores do IOC, apresenta perspectivas inovadoras para a aplicação do selênio – um oligoelemento essencial ao corpo humano – como estratégia terapêutica para a cardiopatia em pessoas portadoras da doença de Chagas crônica.
Durante o evento, a diretora do IOC, que é uma das pesquisadoras responsáveis pelo projeto, Tania Araujo-Jorge, e o pesquisador Roberto Ferreira, do laboratório de Biologia das Interações, apresentaram os principais avanços até o momento e as próximas etapas do estudo.
Tania destacou o papel ativo da ciência e a importância do engajamento das pessoas diretamente afetadas pelos problemas de saúde. “A pesquisa busca nos inspirar e renovar nossas esperanças em relação a novos tratamentos, medicamentos e conhecimentos que esclareçam o que ainda não sabemos. Esse é o papel da ciência. Quando falamos de ciência cidadã, envolvemos as pessoas não apenas como participantes dos estudos, mas também para que compreendam sua condição, sua história de vida e contribuam com as próprias perguntas do projeto”, ressaltou.
A pesquisa do Projeto Selênio compreende a inclusão de até 600 participantes, com idades entre 18 e 75 anos, classificados nos estágios B1, B2 e C da cardiopatia chagásica crônica. Esses voluntários serão acompanhados para avaliação da segurança e dos benefícios da suplementação com selênio e coenzima Q10. O projeto possui centros de pesquisa em seis estados — Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Pernambuco, Ceará e Minas Gerais — e conta com equipes especializadas no atendimento a pessoas com doença de Chagas.
Roberto Ferreira e Tânia, coordenadores do projeto
“Realizamos este pré-lançamento na COP30 para dar visibilidade à doença de Chagas, porque mesmo após 116 anos de descrita, ainda enfrentamos muitos desafios, como o acesso ao diagnóstico e ao tratamento da doença de Chagas. As mudanças climáticas também são um fator relevante para as doenças negligenciadas: ao alterar a temperatura global, alteram-se os padrões de comportamento dos insetos vetores — neste caso, o ‘barbeiro’ — o que pode ampliar a transmissão da doença. Por isso, aproveitamos este momento para reforçar essa discussão”, destacou Roberto Ferreira, coordenador do projeto.
O Projeto Selênio reflete o compromisso do Instituto com a inovação científica e o desenvolvimento de intervenções acessíveis para agravos negligenciados. A cardiopatia chagásica é uma manifestação crítica da doença de Chagas crônica, e a suplementação com selênio e coenzima Q10, por suas propriedades antioxidantes, desponta como uma abordagem de baixo custo e potencial impacto social.
Problemas cardíacos acometem cerca de 30% dos pacientes com doença de Chagas crônica, atingindo entre 400 e 900 mil pessoas, somente no Brasil. Estima-se que aproximadamente 4,5 milhões de brasileiros vivam com a doença de Chagas, sendo que a maioria das mortes decorre de distúrbios cardíacos como arritmia, insuficiência cardíaca, tromboembolismo e morte súbita. O Projeto Selênio busca oferecer uma alternativa inovadora que contribua para ampliar as possibilidades de cuidado e melhorar esse cenário.
Além da vertente clínica, o Projeto Selênio também integra uma abordagem social com ações de educação em saúde e comunicação, o Expresso Chagas XXI. Essa é uma iniciativa itinerante que promove divulgação científica em regiões endêmicas, reforçando a importância de aproximar a comunidade afetada do conhecimento científico.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)