De forma simples, é possÃvel evitar a proliferação do Aedes aegypti: a verificação semanal no ambiente doméstico, em busca de potenciais criadouros, é eficaz para evitar que o mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya se reproduza. O alerta foi feito por pesquisadores e estudantes dos Programas de Pós-graduação Stricto sensu do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) durante a 26ª edição do ‘Ação GlobalÂ’, uma iniciativa de responsabilidade social da Globo em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI). Cerca de 43 mil pessoas passaram pelo evento realizado no sábado, 27 de maio, na quadra da Acadêmicos do Salgueiro, no AndaraÃ, Zona Norte do Rio de Janeiro. A participação partiu de um convite do SESI e contou com o apoio da Vice-direção de Ensino, Informação e Comunicação do IOC e dos Programas de Pós-graduação em Biologia Parasitária e em Biologia Computacional e Sistemas do Instituto, como parte das atividades de inserção social.
Lucas Rocha

Cerca de 600 pessoas visitaram o espaço organizado por pesquisadores e estudantes do IOC
Lucas Rocha

O ciclo de vida do mosquito foi um dos destaques do estande '10 minutos contra o Aedes'
Pesquisadores e estudantes do IOC mobilizaram a população no combate ao mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya no último ‘Ação Global’, realizado dia 27 de maio, no Rio de Janeiro
De forma simples, é possÃvel evitar a proliferação do Aedes aegypti: a verificação semanal no ambiente doméstico, em busca de potenciais criadouros, é eficaz para evitar que o mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya se reproduza. O alerta foi feito por pesquisadores e estudantes dos Programas de Pós-graduação Stricto sensu do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) durante a 26ª edição do ‘Ação GlobalÂ’, uma iniciativa de responsabilidade social da Globo em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI). Cerca de 43 mil pessoas passaram pelo evento realizado no sábado, 27 de maio, na quadra da Acadêmicos do Salgueiro, no AndaraÃ, Zona Norte do Rio de Janeiro. A participação partiu de um convite do SESI e contou com o apoio da Vice-direção de Ensino, Informação e Comunicação do IOC e dos Programas de Pós-graduação em Biologia Parasitária e em Biologia Computacional e Sistemas do Instituto, como parte das atividades de inserção social.
Lucas Rocha

Cerca de 600 pessoas visitaram o espaço organizado por pesquisadores e estudantes do IOC
"De cada dez criadouros, oito estão dentro das casas. É fundamental que o monitoramento dos nossos espaços seja feito como conduta cotidiana. Não adianta só cobrar do poder público", destacou Denise Valle, pesquisadora do Laboratório de Biologia Molecular de FlavivÃrus do IOC e uma das organizadoras do estande ‘10 minutos contra o AedesÂ’ montado no espaço.
Em uma casa inflável de 80m², atividade criada pelo SESI mediante consultoria técnica do IOC, os pesquisadores chamaram a atenção para possÃveis criadouros do Aedes aegypti. Do quintal de casa à cozinha, do banheiro à sala de estar, o passeio destacou a importância da verificação de ralos, vasos de planta, caixas d'água, bandejas de geladeira e ar condicionado, calhas, pneus e garrafas. "Tivemos um atendimento individual e pudemos tirar as nossas dúvidas, o que é muito importante. A campanha é imprescindÃvel para conscientizar a população de que o mosquito não acabou e que depende de nós ajudar a melhorar a situação. Pessoas da minha famÃlia faleceram de dengue, só quem passa por isso sabe o constrangimento e a dor", ressaltou a auxiliar administrativa Cristina Siqueira Antunes, moradora do AndaraÃ, que participou do evento com familiares.
Lucas Rocha

O ciclo de vida do mosquito foi um dos destaques do estande '10 minutos contra o Aedes'
Ovo, larva, pupa e mosquito adulto: o ciclo de vida do Aedes chamou a atenção de crianças e adultos que passaram pelo estande. Segundo Valle, os ovos podem permanecer preservados por um perÃodo superior a um ano, em ambiente seco. A informação pegou as irmãs Bruna e CecÃlia Carreira, de sete anos, de surpresa. Moradoras do AndaraÃ, as meninas participaram do Ação Global acompanhadas da avó. "Eu não sabia que o mosquito colocava ovo, e nem que ele [o ovo] podia ficar mais de um ano na casa da gente", contou CecÃlia. "Aprendi muito sobre o Aedes, que ele pode se esconder atrás do sofá, embaixo da mesa e perto das cortinas e que não pode deixar água parada pra ele nascer", comentou Bruna. "Pude observar em detalhes como o mosquito se desenvolve e aprendi a impedir que ele cresça, esfregando os ovos com uma esponja ou jogando a água com larvas em lugar seco", disse o porteiro Saulo Confalonieres de Andrade, também morador do bairro.
Reportagem: Lucas Rocha
27/05/2017
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)