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Apenas 10 minutos

Leia artigo sobre prevenção e controle do Aedes aegypti em residências, assinado pela pesquisadora do IOC, Denise Valle, e publicado no Jornal O Dia da última sexta-feira, 03/12
Por Jornalismo IOC06/12/2010 - Atualizado em 10/12/2019

Se estamos assistindo TV, lendo um bom livro ou batendo papo com os amigos, dez minutos passam voando, não é mesmo? Pois é esse tempo curtinho que precisamos dedicar, uma vez por semana, para manter nossas casas livres do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Por que só dez minutos bastam, uma vez por semana? A resposta é simples e está na biologia do mosquito: ele demora em média uma semana para sair da fase de ovo e se transformar num mosquito adulto. Se, dentro deste prazo, inspecionarmos todos os focos potenciais do mosquito e eliminarmos a água parada, o ovo não tem chance de se transformar num mosquito adulto, capaz de transmitir a dengue.

O A. aegypti está totalmente adaptado ao ambiente urbano, é oportunista e tem as nossas casas como local preferencial para colocar seus ovos. Com o conhecimento que já possuímos sobre o mosquito, é possível afirmar que a estratégia mais eficaz de controle e prevenção contra a dengue é, de longe, a eliminação desses focos.

Dez minutos da semana de cada cidadão dedicados à verificação, em sua própria casa, do acúmulo de água em calhas, ralos, bandejas de geladeira e ar condicionado, entre outros locais, e a vedação adequada da caixa d’água, por exemplo, fazem a diferença na luta para frear a proliferação do A. aegypti.

A dengue é um problema que desafia a todos, porque já não é apenas um problema de saúde pública, mas também de educação, de comunicação e de mobilização. As ações para combatê-la não podem ser delegadas apenas aos governos. Se cada um fizer sua parte, temos mais chance de alcançar o sucesso na luta contra a doença.

Se pararmos para pensar, dez minutos por semana representam pouco mais de um minuto por dia! Para prevenir uma doença que pode trazer tragédia para as famílias, vale muito a pena.

Denise Valle, entomologista chefe do Laboratório de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)

Publicado na editoria de Opinião do Jornal O Dia em 03/12/2010


Leia artigo sobre prevenção e controle do Aedes aegypti em residências, assinado pela pesquisadora do IOC, Denise Valle, e publicado no Jornal O Dia da última sexta-feira, 03/12
Por: 
jornalismo

Se estamos assistindo TV, lendo um bom livro ou batendo papo com os amigos, dez minutos passam voando, não é mesmo? Pois é esse tempo curtinho que precisamos dedicar, uma vez por semana, para manter nossas casas livres do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Por que só dez minutos bastam, uma vez por semana? A resposta é simples e está na biologia do mosquito: ele demora em média uma semana para sair da fase de ovo e se transformar num mosquito adulto. Se, dentro deste prazo, inspecionarmos todos os focos potenciais do mosquito e eliminarmos a água parada, o ovo não tem chance de se transformar num mosquito adulto, capaz de transmitir a dengue.



O A. aegypti está totalmente adaptado ao ambiente urbano, é oportunista e tem as nossas casas como local preferencial para colocar seus ovos. Com o conhecimento que já possuímos sobre o mosquito, é possível afirmar que a estratégia mais eficaz de controle e prevenção contra a dengue é, de longe, a eliminação desses focos.

Dez minutos da semana de cada cidadão dedicados à verificação, em sua própria casa, do acúmulo de água em calhas, ralos, bandejas de geladeira e ar condicionado, entre outros locais, e a vedação adequada da caixa d’água, por exemplo, fazem a diferença na luta para frear a proliferação do A. aegypti.

A dengue é um problema que desafia a todos, porque já não é apenas um problema de saúde pública, mas também de educação, de comunicação e de mobilização. As ações para combatê-la não podem ser delegadas apenas aos governos. Se cada um fizer sua parte, temos mais chance de alcançar o sucesso na luta contra a doença.

Se pararmos para pensar, dez minutos por semana representam pouco mais de um minuto por dia! Para prevenir uma doença que pode trazer tragédia para as famílias, vale muito a pena.

Denise Valle, entomologista chefe do Laboratório de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)

Publicado na editoria de Opinião do Jornal O Dia em 03/12/2010


Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)