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Capacitação em poliomielite

Consultores técnicos do Ministério da Saúde estiveram no Laboratório de Enterovírus do IOC para aprofundar conhecimentos sobre o agravo
Por Max Gomes24/05/2022 - Atualizado em 23/06/2022

Entre os dias 18 e 20 de maio, o Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) recebeu membros da equipe da Coordenação Geral de Laboratórios de Referência do Ministério da Saúde (CGLAB/MS) para uma reunião técnica com foco na capacitação em Paralisia Flácida Aguda (PFA), quadro provocado pela poliomielite. O Laboratório atua como referência nacional para diagnóstico laboratorial do agravo junto ao Ministério da Saúde e como referência para a região das Américas junto à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Durante os encontros, Bruno Silva Milagres, Gabriela Andrade Pereira e Miriam Prando Livorati visitaram as instalações do Laboratório e acompanharam de perto os protocolos e rotinas de pesquisadores e técnicos no recebimento e análise de amostras.

“Foi uma experiência fantástica por compreender a complexidade do diagnóstico de PFA/Pólio. A equipe do Laboratório, muito conectada e competente, conseguiu nos mostrar todos os processos com bastante detalhe: desde a entrada e o cadastro das amostras até a realização dos primeiros exames e sequenciamentos. Sabendo como tudo funciona, e o tempo certo de cada processo, temos embasamento para responder os LACENs [Laboratórios Centrais de Saúde Pública], a equipe de Vigilância e a imprensa”, destacou Miriam.

A pesquisadora Fernanda Burlandy apresentou a rota de recebimento e análise de amostras com os integrantes da CGLAB. Foto: Max Gomes (IOC/Fiocruz)

Nas palestras, estiveram em foco as contribuições históricas do Laboratório e os esforços de cientistas para a erradicação global da poliomielite. Ao longo das atividades práticas, os representantes tiveram a oportunidade de observar desde o processo de cultura celular até o isolamento viral, com extração de material genético e sequenciamento do vírus.

“A história desse laboratório é notável desde a sua criação, na década de 1960, com a presença de duas figuras importantes: os pesquisadores Hermann Schatzmayr e Akira Homma. Esses importantes cientistas se dedicaram aos estudos da poliomielite, fazendo com que o Laboratório fosse o primeiro do Brasil a produzir lotes de vacina Sabin oral contra a doença. Em 1980, o Laboratório foi credenciado como Centro Nacional de Referência para Enteroviroses junto ao Ministério da Saúde e, em seguida, em 1988, foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como Laboratório de Referência para a Região das Américas, no contexto do Programa Global de Erradicação da Poliomielite”, descreveu Edson Elias, chefe do Laboratório de Enterovírus do IOC.