A programação matinal do último dia (19/9) da 11ª Semana da Pós-graduação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) foi integrada à tradicional sessão do Centro de Estudos.
Com o tema ‘Impacto que se mede: indicadores, avaliação e estratégias para o futuro da Pós-graduação’, o encontro reuniu estudantes, docentes e coordenadores de Programas para discutir as mudanças no sistema de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e os rumos da formação de mestres e doutores no país.
Na sessão, o diretor de avaliação da Capes, Antônio Gomes de Souza Filho, apresentou as diretrizes para o novo quadriênio, enfatizando a necessidade de superar uma lógica baseada apenas em números.
Para tornar a avaliação mais qualitativa, a Capes introduziu os chamados casos de impacto, instrumento que reúne evidências (teses, artigos, produtos e processos) de resultados com alcance local, regional ou internacional.
“Nós avançamos para uma avaliação mais qualitativa, que contempla várias dimensões. Os casos de impacto são um instrumento muito interessante porque demandam a descrição de tudo o que é feito no programa e que se materializou em algo visível e descritível”, explicou.
Segundo ele, os casos de impacto permitem identificar relevância social, tecnológica ou internacional, fugindo da dependência exclusiva de artigos e indicadores bibliométricos.
Antônio também detalhou a reformulação do Qualis, sistema de classificação de periódicos. Agora, em vez de uma lista única de revistas, a avaliação passa a classificar a produção com três caminhos possíveis definidos por cada área: usar indicadores do periódico; combinar critérios qualitativos do periódico com métricas do artigo; ou avaliar diretamente o artigo.
“O Qualis foi extinto como nome porque não vai ter mais uma lista, mas os critérios gerais continuam. Ampliamos as possibilidades: não precisa ser apenas o indicador do periódico, podem ser utilizados também os indicadores do próprio artigo”, disse.
O diretor de avaliação da Capes ainda ressaltou que a internacionalização deve integrar uma estratégia institucional, incorporada ao currículo e às políticas da instituição, de forma transversal a várias dimensões.
Ao fim, a diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge, agradeceu a participação do palestrante e destacou a importância do diálogo contínuo com a Capes.
“É fundamental, com a maturidade do processo de avaliação, possamos dialogar bastante. Esse alinhamento é fundamental para garantirmos o melhor ambiente de formação para nossos mestrandos e doutorandos”, afirmou.
A programação matinal do último dia (19/9) da 11ª Semana da Pós-graduação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) foi integrada à tradicional sessão do Centro de Estudos.
Com o tema ‘Impacto que se mede: indicadores, avaliação e estratégias para o futuro da Pós-graduação’, o encontro reuniu estudantes, docentes e coordenadores de Programas para discutir as mudanças no sistema de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e os rumos da formação de mestres e doutores no país.
Na sessão, o diretor de avaliação da Capes, Antônio Gomes de Souza Filho, apresentou as diretrizes para o novo quadriênio, enfatizando a necessidade de superar uma lógica baseada apenas em números.
Para tornar a avaliação mais qualitativa, a Capes introduziu os chamados casos de impacto, instrumento que reúne evidências (teses, artigos, produtos e processos) de resultados com alcance local, regional ou internacional.
“Nós avançamos para uma avaliação mais qualitativa, que contempla várias dimensões. Os casos de impacto são um instrumento muito interessante porque demandam a descrição de tudo o que é feito no programa e que se materializou em algo visível e descritível”, explicou.
Segundo ele, os casos de impacto permitem identificar relevância social, tecnológica ou internacional, fugindo da dependência exclusiva de artigos e indicadores bibliométricos.
Antônio também detalhou a reformulação do Qualis, sistema de classificação de periódicos. Agora, em vez de uma lista única de revistas, a avaliação passa a classificar a produção com três caminhos possíveis definidos por cada área: usar indicadores do periódico; combinar critérios qualitativos do periódico com métricas do artigo; ou avaliar diretamente o artigo.
“O Qualis foi extinto como nome porque não vai ter mais uma lista, mas os critérios gerais continuam. Ampliamos as possibilidades: não precisa ser apenas o indicador do periódico, podem ser utilizados também os indicadores do próprio artigo”, disse.
O diretor de avaliação da Capes ainda ressaltou que a internacionalização deve integrar uma estratégia institucional, incorporada ao currículo e às políticas da instituição, de forma transversal a várias dimensões.
Ao fim, a diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge, agradeceu a participação do palestrante e destacou a importância do diálogo contínuo com a Capes.
“É fundamental, com a maturidade do processo de avaliação, possamos dialogar bastante. Esse alinhamento é fundamental para garantirmos o melhor ambiente de formação para nossos mestrandos e doutorandos”, afirmou.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)