Pesquisadores e estudantes discutem o uso da ficção cientÃfica como técnica de ensino e aprendizagem
Livros, filmes e revistas em quadrinhos: são inúmeras as oportunidades para mergulhar no mundo da ficção cientÃfica. Para discutir o tema que também pode ser utilizado como técnica de ensino e aprendizagem, o Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) realizou, no dia 19 de novembro, o I Encontro de Ficção CientÃfica e Ensino de Ciências, organizado pela pesquisadora Lucia de La Rocque Rodriguez e pela tecnologista do Laboratório Anunciata Sawada. A atividade contou com a presença do escritor especializado em ficção cientÃfica, Gerson Lodi-Ribeiro, e da coordenadora do grupo de pesquisa ‘Imaginário TecnológicoÂ’ da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ), Ieda Tucherman.
Gutemberg Brito

Com narrativas que ampliam a visão da realidade, a ficção cientÃfica pode ser utilizada como técnica de divulgação da ciência, por meio de filmes, livros e artigos acadêmicos, por exemplo
Quando se fala em ficção cientÃfica, ‘De Volta Para o FuturoÂ’, ‘O Parque dos DinossaurosÂ’ e ‘2001: Uma Odisseia no EspaçoÂ’ são alguns dos tÃtulos que vem à memória. Das telas do cinema à s páginas de livros, de revistas em quadrinhos a ensaios e artigos acadêmicos – são diversos os exemplos que mostram como a ficção cientÃfica pode ser uma ferramenta útil para o ensino e a aprendizagem com base em recursos midiáticos. “A ficção cientÃfica é um gênero que se propõe a entreter, mas que, por ser cientÃfico, também possui um enorme potencial de informar, educar e até mesmo de instruir, embora este não seja seu objetivo principal”, explicou Gerson. “Precisamos considerar que a imaginação faz parte da ciência e que, a partir disso, o uso da ficção cientÃfica pode atrair a atenção de crianças e jovens. Costumo brincar que este gênero é como o personagem Grilo Falante da história do Pinóquio, trazendo ideias e modelos que vão além dos discursos cientÃficos conhecidos”, complementou Ieda. Autor de dezenas de livros, dentre eles ‘O Vampiro de Nova HolandaÂ’ e ‘Outros BrasisÂ’, Gerson apresentou um resgate histórico da ficção cientÃfica, ressaltando as primeiras publicações que impulsionaram o gênero. De acordo com o escritor, grandes expoentes da literatura deram força para este desenvolvimento, como Jules Verne, autor dos livros ‘Viagem ao Centro da TerraÂ’ e ‘A Volta ao Mundo em 80 DiasÂ’; H. G. Wells, que assina ‘O Homem InvisÃvelÂ’ e ‘A Guerra dos MundosÂ’; e Mary Shelley, criadora da obra ‘FrankensteinÂ’. “A ficção cientÃfica é algo que transita entre a fantasia e a realidade com base em uma narrativa que extrapola o real”, explicou Gerson. Já Ieda Tucherman, que atua na área de teorias da cultura, ressaltou a importância da imaginação para a construção da ciência. “Existe um mito de que a ciência é pura racionalidade, mas o trabalho de experimentação do cientista considera a elaboração de hipóteses que, a princÃpio, são imaginárias. Portanto, fazer ciência também é apostar no imaginário que tem uma construção lógica diferente”, destacou. Divulgação cientÃfica
A ficção cientÃfica será tema de mais um fascÃculo da série ‘ComCiência e Arte na EscolaÂ’, a ser lançado em breve pelo Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos do IOC. Voltado para professores dos ensinos Fundamental e Médio, o material faz parte do projeto de divulgação cientÃfica ‘ComCiência na EscolaÂ’ que oferece sugestões de atividades nas áreas de biociências e saúde. Microscopia, dengue e oficinas dialógicas de música são alguns dos temas abordados pela iniciativa. Para conferir os exemplares disponÃveis, clique aqui. Lucas Rocha 23/11/2015 .
Pesquisadores e estudantes discutem o uso da ficção cientÃfica como técnica de ensino e aprendizagem
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Livros, filmes e revistas em quadrinhos: são inúmeras as oportunidades para mergulhar no mundo da ficção cientÃfica. Para discutir o tema que também pode ser utilizado como técnica de ensino e aprendizagem, o Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) realizou, no dia 19 de novembro, o I Encontro de Ficção CientÃfica e Ensino de Ciências, organizado pela pesquisadora Lucia de La Rocque Rodriguez e pela tecnologista do Laboratório Anunciata Sawada. A atividade contou com a presença do escritor especializado em ficção cientÃfica, Gerson Lodi-Ribeiro, e da coordenadora do grupo de pesquisa ‘Imaginário TecnológicoÂ’ da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ), Ieda Tucherman.
Gutemberg Brito

Com narrativas que ampliam a visão da realidade, a ficção cientÃfica pode ser utilizada como técnica de divulgação da ciência, por meio de filmes, livros e artigos acadêmicos, por exemplo
Quando se fala em ficção cientÃfica, ‘De Volta Para o FuturoÂ’, ‘O Parque dos DinossaurosÂ’ e ‘2001: Uma Odisseia no EspaçoÂ’ são alguns dos tÃtulos que vem à memória. Das telas do cinema à s páginas de livros, de revistas em quadrinhos a ensaios e artigos acadêmicos – são diversos os exemplos que mostram como a ficção cientÃfica pode ser uma ferramenta útil para o ensino e a aprendizagem com base em recursos midiáticos. “A ficção cientÃfica é um gênero que se propõe a entreter, mas que, por ser cientÃfico, também possui um enorme potencial de informar, educar e até mesmo de instruir, embora este não seja seu objetivo principal”, explicou Gerson. “Precisamos considerar que a imaginação faz parte da ciência e que, a partir disso, o uso da ficção cientÃfica pode atrair a atenção de crianças e jovens. Costumo brincar que este gênero é como o personagem Grilo Falante da história do Pinóquio, trazendo ideias e modelos que vão além dos discursos cientÃficos conhecidos”, complementou Ieda. Autor de dezenas de livros, dentre eles ‘O Vampiro de Nova HolandaÂ’ e ‘Outros BrasisÂ’, Gerson apresentou um resgate histórico da ficção cientÃfica, ressaltando as primeiras publicações que impulsionaram o gênero. De acordo com o escritor, grandes expoentes da literatura deram força para este desenvolvimento, como Jules Verne, autor dos livros ‘Viagem ao Centro da TerraÂ’ e ‘A Volta ao Mundo em 80 DiasÂ’; H. G. Wells, que assina ‘O Homem InvisÃvelÂ’ e ‘A Guerra dos MundosÂ’; e Mary Shelley, criadora da obra ‘FrankensteinÂ’. “A ficção cientÃfica é algo que transita entre a fantasia e a realidade com base em uma narrativa que extrapola o real”, explicou Gerson. Já Ieda Tucherman, que atua na área de teorias da cultura, ressaltou a importância da imaginação para a construção da ciência. “Existe um mito de que a ciência é pura racionalidade, mas o trabalho de experimentação do cientista considera a elaboração de hipóteses que, a princÃpio, são imaginárias. Portanto, fazer ciência também é apostar no imaginário que tem uma construção lógica diferente”, destacou. Divulgação cientÃfica
A ficção cientÃfica será tema de mais um fascÃculo da série ‘ComCiência e Arte na EscolaÂ’, a ser lançado em breve pelo Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos do IOC. Voltado para professores dos ensinos Fundamental e Médio, o material faz parte do projeto de divulgação cientÃfica ‘ComCiência na EscolaÂ’ que oferece sugestões de atividades nas áreas de biociências e saúde. Microscopia, dengue e oficinas dialógicas de música são alguns dos temas abordados pela iniciativa. Para conferir os exemplares disponÃveis, clique aqui. Lucas Rocha 23/11/2015 .
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)