Portuguese English Spanish
Interface
Adjust the interface to make it easier to use for different conditions.
This renders the document in high contrast mode.
This renders the document as white on black
This can help those with trouble processing rapid screen movements.
This loads a font easier to read for people with dyslexia.
Busca Avançada
Você está aqui: Notícias » Ciência, saúde e inovação: IOC presente no Rio Innovation Week 2025

Ciência, saúde e inovação: IOC presente no Rio Innovation Week 2025

Cientistas ministraram palestras sobre popularização científica e biossegurança
Por Yuri Neri19/08/2025 - Atualizado em 29/08/2025

A tríade ciência, saúde e inovação marcou presença no maior evento de tecnologia da América Latina, o Rio Innovation Week 2025, realizado entre os dias 12 e 15 de agosto, no Pier Mauá, região central do Rio de Janeiro. 

Em diferentes frentes, especialistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) ministraram palestras sobre temas que foram da popularização da ciência em territórios vulnerabilizados às estratégias de biossegurança e preparação para novas pandemias. 

O pesquisador do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos, Marcos André Vannier, conduziu a sessão ‘A Ciência na Educação promovendo a Saúde’, a convite da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. 


Wim Degrave e Flávio Rocha participaram da mesa 'Ameaças biológicas não esperam: O Brasil está pronto?', realizada em parceria com a Marinha do Brasil durante o Rio Innovation Week 2025'. Foto: Marinha do Brasil

Já o chefe do Laboratório de Genômica Aplicada e Bioinovações, Wim Degrave, e o pesquisador do Laboratório de Epidemiologia e Sistemática Molecular, Flávio Rocha, contribuíram com a mesa ‘Ameaças biológicas não esperam: o Brasil está pronto?’. 

Além das apresentações, a diretora do Instituto, Tania Araújo-Jorge, também esteve presente no evento, a convite da FAPERJ, prestigiando as falas dos pesquisadores e celebrando os 45 anos da entidade. 

Já a assessora da Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do IOC, Klena Sarges, levou um grupo de dez alunas de projetos de formação em tecnologia e inovação, que tiveram a oportunidade de participar de atividades, conferências e visitas guiadas durante a programação. 

Inovação além do laboratório 

No primeiro dia do RIW 2025, o pesquisador Marcos André Vannier apresentou a iniciativa de divulgação científica ‘Ciência na estrada: educação e cidadania’, que leva ações de popularização da ciência a escolas situadas em territórios vulneráveis.  

A sessão intitulada ‘A Ciência na Educação promovendo a Saúde’, realizada na terça-feira (12/08) no estande da FAPERJ, destacou o papel da educação científica como ferramenta de promoção da saúde. 

O programa, criado em 2004 na Fiocruz Bahia e transferido posteriormente para o Instituto Oswaldo Cruz, atua hoje principalmente no Rio de Janeiro e tem como destaque o Ciência Móvel — um micro-ônibus adaptado como laboratório itinerante, em que estudantes podem observar patógenos em microscópios, conhecer modelos em resina, assistir a vídeos educativos e participar de atividades interativas. 


Marcos André Vannier durante a sessão ‘Ciência na estrada: educação e cidadania’. Foto: Acervo pessoal

Em sua fala, Vannier destacou a proposta de formar estudantes como multiplicadores de conhecimento, chamados de mirim-guaçu — ‘pequenos com grandes impactos’, em referência ao termo tupi.  

Ele ainda destacou a boa receptividade do público, que interagiu durante a apresentação, fez perguntas e demonstrou interesse em aplicar iniciativas semelhantes. 

Na mesa ‘Ameaças biológicas não esperam: O Brasil está pronto?’, realizada em parceria com a Marinha do Brasil na quinta-feira (14/08), os pesquisadores Wim Degrave e Flávio Rocha discutiram sobre temas como surtos naturais e bioterrorismo.  

O debate, que ainda contou com o Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, foi mediado pela assessora CT&I da Marinha do Brasil, Ana Paula Santiago de Falco. 

Na sessão, Degrave destacou os aprendizados da pandemia de Covid-19 e a mobilização da Fiocruz em áreas como vigilância genômica, desenvolvimento de diagnósticos e integração entre unidades da instituição. Ele ressaltou o potencial de novas tecnologias, como a inteligência artificial, no monitoramento e antecipação de epidemias. 


Flávio Rocha e Wim Degrave ao lado do presidente do CNPQ, Ricardo Galvão. Foto: Marinha do Brasil

Já Flávio Rocha comentou sobre avanços e desafios na vigilância epidemiológica e na cooperação civil-militar, reforçando que biossegurança e bioproteção são essenciais para salvar vidas e preparar o futuro. 

Durante a exposição, ele apresentou um panorama que recuperou episódios marcantes da história brasileira, como a vassoura-de-bruxa, doença fúngica que arrasou plantações de cacau na Bahia a partir da década de 1980, e o vírus Sabiá, causador de casos graves e raros de febre hemorrágica identificados no país nos anos 1990.  

Ambos serviram de exemplo para ilustrar como fatores ambientais, sociais e econômicos favorecem o surgimento ou ressurgimento de ameaças biológicas. Rocha também relacionou esses riscos ao cenário atual, ampliado pela intensa circulação internacional de pessoas e pela realização de grandes eventos de massa. 


Diretora Tânia Araujo-Jorge e pesquisadora Klena Sarges junto ao grupo de dez alunas. Foto: Acervo pessoal

Além das apresentações científicas, a participação do IOC no Rio Innovation Week também teve um olhar voltado para a formação de novas gerações.  

A assessora da Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Instituto, Klena Sarges, acompanhou um grupo de dez alunas, que tiveram a oportunidade de vivenciar uma imersão em tecnologia e inovação. 

O grupo foi composto em maioria por integrantes do projeto Logadas, mas também por bolsistas de PIBIC Jr, CNPq e PIBIC Maré — todas sob orientação de Klena. 

O projeto Logadas promove o letramento digital de mulheres e estudantes de territórios populares, oferecendo aulas para que aprendam a usar celulares e computadores no acesso a serviços públicos, aplicativos e redes sociais. A iniciativa conta com professores do IOC e de outras unidades da Fiocruz.

No RIW 2025, as estudantes participaram de palestras e visitaram estandes de instituições de ensino e startups, além de explorarem o navio da Marinha, onde interagiram em atividades voltadas para ciência e defesa. 

A experiência contribuiu para que as jovens vissem na prática as possibilidades de atuação oferecidas pela ciência e pela tecnologia.  

Cientistas ministraram palestras sobre popularização científica e biossegurança
Por: 
yuri.neri

A tríade ciência, saúde e inovação marcou presença no maior evento de tecnologia da América Latina, o Rio Innovation Week 2025, realizado entre os dias 12 e 15 de agosto, no Pier Mauá, região central do Rio de Janeiro. 

Em diferentes frentes, especialistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) ministraram palestras sobre temas que foram da popularização da ciência em territórios vulnerabilizados às estratégias de biossegurança e preparação para novas pandemias. 

O pesquisador do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos, Marcos André Vannier, conduziu a sessão ‘A Ciência na Educação promovendo a Saúde’, a convite da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. 


Wim Degrave e Flávio Rocha participaram da mesa 'Ameaças biológicas não esperam: O Brasil está pronto?', realizada em parceria com a Marinha do Brasil durante o Rio Innovation Week 2025'. Foto: Marinha do Brasil

Já o chefe do Laboratório de Genômica Aplicada e Bioinovações, Wim Degrave, e o pesquisador do Laboratório de Epidemiologia e Sistemática Molecular, Flávio Rocha, contribuíram com a mesa ‘Ameaças biológicas não esperam: o Brasil está pronto?’. 

Além das apresentações, a diretora do Instituto, Tania Araújo-Jorge, também esteve presente no evento, a convite da FAPERJ, prestigiando as falas dos pesquisadores e celebrando os 45 anos da entidade. 

Já a assessora da Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do IOC, Klena Sarges, levou um grupo de dez alunas de projetos de formação em tecnologia e inovação, que tiveram a oportunidade de participar de atividades, conferências e visitas guiadas durante a programação. 

Inovação além do laboratório 

No primeiro dia do RIW 2025, o pesquisador Marcos André Vannier apresentou a iniciativa de divulgação científica ‘Ciência na estrada: educação e cidadania’, que leva ações de popularização da ciência a escolas situadas em territórios vulneráveis.  

A sessão intitulada ‘A Ciência na Educação promovendo a Saúde’, realizada na terça-feira (12/08) no estande da FAPERJ, destacou o papel da educação científica como ferramenta de promoção da saúde. 

O programa, criado em 2004 na Fiocruz Bahia e transferido posteriormente para o Instituto Oswaldo Cruz, atua hoje principalmente no Rio de Janeiro e tem como destaque o Ciência Móvel — um micro-ônibus adaptado como laboratório itinerante, em que estudantes podem observar patógenos em microscópios, conhecer modelos em resina, assistir a vídeos educativos e participar de atividades interativas. 


Marcos André Vannier durante a sessão ‘Ciência na estrada: educação e cidadania’. Foto: Acervo pessoal

Em sua fala, Vannier destacou a proposta de formar estudantes como multiplicadores de conhecimento, chamados de mirim-guaçu — ‘pequenos com grandes impactos’, em referência ao termo tupi.  

Ele ainda destacou a boa receptividade do público, que interagiu durante a apresentação, fez perguntas e demonstrou interesse em aplicar iniciativas semelhantes. 

Na mesa ‘Ameaças biológicas não esperam: O Brasil está pronto?’, realizada em parceria com a Marinha do Brasil na quinta-feira (14/08), os pesquisadores Wim Degrave e Flávio Rocha discutiram sobre temas como surtos naturais e bioterrorismo.  

O debate, que ainda contou com o Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, foi mediado pela assessora CT&I da Marinha do Brasil, Ana Paula Santiago de Falco. 

Na sessão, Degrave destacou os aprendizados da pandemia de Covid-19 e a mobilização da Fiocruz em áreas como vigilância genômica, desenvolvimento de diagnósticos e integração entre unidades da instituição. Ele ressaltou o potencial de novas tecnologias, como a inteligência artificial, no monitoramento e antecipação de epidemias. 


Flávio Rocha e Wim Degrave ao lado do presidente do CNPQ, Ricardo Galvão. Foto: Marinha do Brasil

Já Flávio Rocha comentou sobre avanços e desafios na vigilância epidemiológica e na cooperação civil-militar, reforçando que biossegurança e bioproteção são essenciais para salvar vidas e preparar o futuro. 

Durante a exposição, ele apresentou um panorama que recuperou episódios marcantes da história brasileira, como a vassoura-de-bruxa, doença fúngica que arrasou plantações de cacau na Bahia a partir da década de 1980, e o vírus Sabiá, causador de casos graves e raros de febre hemorrágica identificados no país nos anos 1990.  

Ambos serviram de exemplo para ilustrar como fatores ambientais, sociais e econômicos favorecem o surgimento ou ressurgimento de ameaças biológicas. Rocha também relacionou esses riscos ao cenário atual, ampliado pela intensa circulação internacional de pessoas e pela realização de grandes eventos de massa. 


Diretora Tânia Araujo-Jorge e pesquisadora Klena Sarges junto ao grupo de dez alunas. Foto: Acervo pessoal

Além das apresentações científicas, a participação do IOC no Rio Innovation Week também teve um olhar voltado para a formação de novas gerações.  

A assessora da Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Instituto, Klena Sarges, acompanhou um grupo de dez alunas, que tiveram a oportunidade de vivenciar uma imersão em tecnologia e inovação. 

O grupo foi composto em maioria por integrantes do projeto Logadas, mas também por bolsistas de PIBIC Jr, CNPq e PIBIC Maré — todas sob orientação de Klena. 

O projeto Logadas promove o letramento digital de mulheres e estudantes de territórios populares, oferecendo aulas para que aprendam a usar celulares e computadores no acesso a serviços públicos, aplicativos e redes sociais. A iniciativa conta com professores do IOC e de outras unidades da Fiocruz.

No RIW 2025, as estudantes participaram de palestras e visitaram estandes de instituições de ensino e startups, além de explorarem o navio da Marinha, onde interagiram em atividades voltadas para ciência e defesa. 

A experiência contribuiu para que as jovens vissem na prática as possibilidades de atuação oferecidas pela ciência e pela tecnologia.  

Edição: 
Vinicius Ferreira

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)