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Cientistas internacionais auxiliam jovens pesquisadores

Mestrandos e doutorandos apresentaram seus trabalhos no XVII Seminário Laveran & Deane sobre Malária, realizado na Ilha de Itacuruçá, no Rio de Janeiro
Por Jornalismo IOC12/12/2012 - Atualizado em 10/12/2019

Mestrandos e doutorandos apresentaram seus trabalhos no XVII Seminário Laveran & Deane sobre Malária, realizado na Ilha de Itacuruçá, no Rio de Janeiro

Cientistas sêniors de três países e estudantes de pós-graduação de seis estados brasileiros participaram da 17ª edição do Seminário Laveran & Deane sobre Malária, realizado entre os dias 26 e 30 de novembro na Ilha de Itacuruçá, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Idealizado pelo chefe do Laboratório de Pesquisa em Malária do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, e organizado em conjunto com a pesquisadora Maria de Fátima Ferreira-da-Cruz, do mesmo laboratório, o evento funciona como um fórum de avaliação crítica de projetos de pesquisa em desenvolvimento no Brasil.

Gutemberg Brito

Especialistas e estudantes reunidos: sugestões de melhoria contribuem com a evolução das pesquisas em malária no país

Participaram desta edição 15 estudantes - quatro de mestrado e onze de doutorado - oriundos de dez instituições de ensino e pesquisa do país. Cada um apresentou seu projeto para uma mesa de avaliação composta por 15 especialistas do Brasil, da França e de Portugal. “Trata-se de um formato inovador, onde o aluno e o seu projeto são o centro das atenções. A partir de uma profunda interação com os professores, surgem as críticas que irão contribuir com o crescimento daquele trabalho e, consequentemente, com a pesquisa em malariologia no país”, ressalta Daniel-Ribeiro.

De acordo com o pesquisador, que também é presidente da Federação Internacional de Medicina Tropical e Malária, a dinâmica do Seminário vem sendo aperfeiçoada ao longo de sua existência. Por exemplo, há alguns anos as atividades ganharam tradução simultânea e cada um dos três grupos de discussão – responsáveis por elaborar o documento final com as sugestões aos estudantes – passou a contar com um epidemiologista. O evento é inspirado no Seminário Laveran, iniciativa francesa dedicada a estudantes de Parasitologia.

Gutemberg Brito

Daniel-Ribeiro e Ferreira-da-Cruz organizam o evento, que é inspirado em uma iniciativa francesa

Os projetos apresentados nesta edição do evento abordavam desde a diversidade genética do parasita Plasmodium vivax até coinfecções e o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico. “Estimulamos a inscrição de trabalhos realizados na região amazônica, afinal, é área endêmica para a doença no Brasil. Preferimos mestrandos no primeiro ano, mas os doutorandos podem estar mais adiantados porque o curso é mais longo”, explica Daniel-Ribeiro, acrescentando que esses critérios garantem que o estudante tenha tempo hábil para incorporar as sugestões dos avaliadores. Existe, ainda, o limite de um participante por laboratório.
 
História

Criado em 1995 em razão do aniversário de 95 anos do IOC, o Seminário Laveran & Deane sobre Malária homenageia Charles Alphonse Laveran, cirurgião do exército francês que identificou e descreveu pela primeira vez o parasita Plasmodium a partir da amostra de sangue de um paciente. O feito, ocorrido em 1880 durante uma missão do médico na Algéria, lhe rendeu o Prêmio Nobel de Medicina de 1907. O Seminário homenageia, ainda, um dos maiores e mais conceituados parasitologistas e malariologistas do mundo: o paraense Leônidas de Mello Deane, pesquisador do IOC entre 1980 e 1993, ano de sua morte.

11/12/2012

Isadora Marinho

Mestrandos e doutorandos apresentaram seus trabalhos no XVII Seminário Laveran & Deane sobre Malária, realizado na Ilha de Itacuruçá, no Rio de Janeiro
Por: 
jornalismo

Mestrandos e doutorandos apresentaram seus trabalhos no XVII Seminário Laveran & Deane sobre Malária, realizado na Ilha de Itacuruçá, no Rio de Janeiro

Cientistas sêniors de três países e estudantes de pós-graduação de seis estados brasileiros participaram da 17ª edição do Seminário Laveran & Deane sobre Malária, realizado entre os dias 26 e 30 de novembro na Ilha de Itacuruçá, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Idealizado pelo chefe do Laboratório de Pesquisa em Malária do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, e organizado em conjunto com a pesquisadora Maria de Fátima Ferreira-da-Cruz, do mesmo laboratório, o evento funciona como um fórum de avaliação crítica de projetos de pesquisa em desenvolvimento no Brasil.

Gutemberg Brito

Especialistas e estudantes reunidos: sugestões de melhoria contribuem com a evolução das pesquisas em malária no país

Participaram desta edição 15 estudantes - quatro de mestrado e onze de doutorado - oriundos de dez instituições de ensino e pesquisa do país. Cada um apresentou seu projeto para uma mesa de avaliação composta por 15 especialistas do Brasil, da França e de Portugal. “Trata-se de um formato inovador, onde o aluno e o seu projeto são o centro das atenções. A partir de uma profunda interação com os professores, surgem as críticas que irão contribuir com o crescimento daquele trabalho e, consequentemente, com a pesquisa em malariologia no país”, ressalta Daniel-Ribeiro.

De acordo com o pesquisador, que também é presidente da Federação Internacional de Medicina Tropical e Malária, a dinâmica do Seminário vem sendo aperfeiçoada ao longo de sua existência. Por exemplo, há alguns anos as atividades ganharam tradução simultânea e cada um dos três grupos de discussão – responsáveis por elaborar o documento final com as sugestões aos estudantes – passou a contar com um epidemiologista. O evento é inspirado no Seminário Laveran, iniciativa francesa dedicada a estudantes de Parasitologia.

Gutemberg Brito

Daniel-Ribeiro e Ferreira-da-Cruz organizam o evento, que é inspirado em uma iniciativa francesa

Os projetos apresentados nesta edição do evento abordavam desde a diversidade genética do parasita Plasmodium vivax até coinfecções e o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico. “Estimulamos a inscrição de trabalhos realizados na região amazônica, afinal, é área endêmica para a doença no Brasil. Preferimos mestrandos no primeiro ano, mas os doutorandos podem estar mais adiantados porque o curso é mais longo”, explica Daniel-Ribeiro, acrescentando que esses critérios garantem que o estudante tenha tempo hábil para incorporar as sugestões dos avaliadores. Existe, ainda, o limite de um participante por laboratório.

 

História

Criado em 1995 em razão do aniversário de 95 anos do IOC, o Seminário Laveran & Deane sobre Malária homenageia Charles Alphonse Laveran, cirurgião do exército francês que identificou e descreveu pela primeira vez o parasita Plasmodium a partir da amostra de sangue de um paciente. O feito, ocorrido em 1880 durante uma missão do médico na Algéria, lhe rendeu o Prêmio Nobel de Medicina de 1907. O Seminário homenageia, ainda, um dos maiores e mais conceituados parasitologistas e malariologistas do mundo: o paraense Leônidas de Mello Deane, pesquisador do IOC entre 1980 e 1993, ano de sua morte.

11/12/2012

Isadora Marinho

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)