Importante ferramenta para o aprimoramento das atividades de pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a gestão da qualidade foi o tema que norteou a 1ª Oficina dos Gerentes da Qualidade dos Serviços de Referência e Coleções Biológicas do IOC, realizada nesta segunda-feira, 12 de novembro.
Na abertura do encontro, a vice-diretora de Serviços de Referência e Coleções Biológicas do IOC, Elizabeth Ferreira Rangel, apresentou dados gerais sobre o Programa de Qualidade do Instituto, que conta com 24 gerentes de qualidade nos Serviços de Referência e 21, nas Coleções Biológicas. Entre 2008 e 2011, mais de 400 profissionais foram capacitados em cursos, seminários e palestras.
"O nosso trabalho tem avançado, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. É fundamental o comprometimento de todos para que possamos implantar o Programa em todos os laboratórios do Instituto", destacou Elizabeth.

Durante a Oficina, os participantes assistiram a palestras sobre como melhorar a rotina de trabalho nos Serviços de Referência e Coleções Biológicas, refletindo sobre as práticas adotadas atualmente.
Ao final, responderam a um questionário, apontando necessidades e dificuldades na implantação da Gestão da Qualidade. O conteúdo identificará melhorias e dará subsÃdios ao planejamento das ações de 2013.
Elizabeth Rangel destacou a responsabilidade do papel do gerente de qualidade para sensibilização da equipe.
"A Gestão da Qualidade é um processo contÃnuo e coletivo. Esse profissional tem o compromisso de sensibilizar a equipe e estar atento a todas as mudanças", afirmou.
Assistente de curadoria da Coleção Entomológica (CEIOC) do IOC, Daniele Cerri apresentou o processo de implantação do Sistema de Gestão de Qualidade na CEIOC. A profissional explicou que com o episódio conhecido como Massacre de Manguinhos, ocorrido durante o regime militar, em 1970, boa parte do acervo da coleção foi perdido.
"Com mais de cinco milhões de exemplares, a coleção é considerada uma das mais ricas da América Latina. Para organizar todo o material, foi preciso anos de dedicação. Em 2009, aconteceram as obras de restauração e reestruturação das salas do acervo, com a aquisição de estantes deslizantes compactadoras. Isso proporcionou uma grande melhoria no acondicionamento e organização dos exemplares, além da extensão da capacidade de crescimento da coleção por mais 50 anos. Hoje, temos, de fato, uma polÃtica de qualidade. Na história das coleções, não havia uma norma para gestão da qualidade", ressaltou.
Já a pesquisadora do Laboratório de VÃrus Respiratório e Sarampo do IOC, Maria de Lourdes Aguiar Oliveira, destacou a importância das auditorias para a melhoria da qualidade no Laboratório.
"As auditorias visam o aprimoramento. Conseguimos identificar não-conformidades e temos melhorado a nossa capacidade de atendimento", frisou.
A pesquisadora contou também que a equipe elencou uma série de ações e oportunidades em relação à infraestrutura, aos equipamentos e à organização dos documentos do Laboratório.
"EvoluÃmos muito, e essas conquistas não seriam possÃveis se não fosse o comprometimento institucional", concluiu.

Formalizado em 2011, o Programa de Qualidade do IOC tem como parceiros a Fiocruz, o Instituto Nacional do Controle da Qualidade em Saúde (INCQS), a Casa de Oswaldo Cruz (COC), a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), o Instituto de Pesquisa ClÃnica Evandro Chagas (IPEC), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Hemocentro do Rio de Janeiro (Hemorio) e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).
* Manoela Andrade
Importante ferramenta para o aprimoramento das atividades de pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a gestão da qualidade foi o tema que norteou a 1ª Oficina dos Gerentes da Qualidade dos Serviços de Referência e Coleções Biológicas do IOC, realizada nesta segunda-feira, 12 de novembro.
Na abertura do encontro, a vice-diretora de Serviços de Referência e Coleções Biológicas do IOC, Elizabeth Ferreira Rangel, apresentou dados gerais sobre o Programa de Qualidade do Instituto, que conta com 24 gerentes de qualidade nos Serviços de Referência e 21, nas Coleções Biológicas. Entre 2008 e 2011, mais de 400 profissionais foram capacitados em cursos, seminários e palestras.
"O nosso trabalho tem avançado, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. É fundamental o comprometimento de todos para que possamos implantar o Programa em todos os laboratórios do Instituto", destacou Elizabeth.

Durante a Oficina, os participantes assistiram a palestras sobre como melhorar a rotina de trabalho nos Serviços de Referência e Coleções Biológicas, refletindo sobre as práticas adotadas atualmente.
Ao final, responderam a um questionário, apontando necessidades e dificuldades na implantação da Gestão da Qualidade. O conteúdo identificará melhorias e dará subsÃdios ao planejamento das ações de 2013.
Elizabeth Rangel destacou a responsabilidade do papel do gerente de qualidade para sensibilização da equipe.
"A Gestão da Qualidade é um processo contÃnuo e coletivo. Esse profissional tem o compromisso de sensibilizar a equipe e estar atento a todas as mudanças", afirmou.
Assistente de curadoria da Coleção Entomológica (CEIOC) do IOC, Daniele Cerri apresentou o processo de implantação do Sistema de Gestão de Qualidade na CEIOC. A profissional explicou que com o episódio conhecido como Massacre de Manguinhos, ocorrido durante o regime militar, em 1970, boa parte do acervo da coleção foi perdido.
"Com mais de cinco milhões de exemplares, a coleção é considerada uma das mais ricas da América Latina. Para organizar todo o material, foi preciso anos de dedicação. Em 2009, aconteceram as obras de restauração e reestruturação das salas do acervo, com a aquisição de estantes deslizantes compactadoras. Isso proporcionou uma grande melhoria no acondicionamento e organização dos exemplares, além da extensão da capacidade de crescimento da coleção por mais 50 anos. Hoje, temos, de fato, uma polÃtica de qualidade. Na história das coleções, não havia uma norma para gestão da qualidade", ressaltou.
Já a pesquisadora do Laboratório de VÃrus Respiratório e Sarampo do IOC, Maria de Lourdes Aguiar Oliveira, destacou a importância das auditorias para a melhoria da qualidade no Laboratório.
"As auditorias visam o aprimoramento. Conseguimos identificar não-conformidades e temos melhorado a nossa capacidade de atendimento", frisou.
A pesquisadora contou também que a equipe elencou uma série de ações e oportunidades em relação à infraestrutura, aos equipamentos e à organização dos documentos do Laboratório.
"EvoluÃmos muito, e essas conquistas não seriam possÃveis se não fosse o comprometimento institucional", concluiu.

Formalizado em 2011, o Programa de Qualidade do IOC tem como parceiros a Fiocruz, o Instituto Nacional do Controle da Qualidade em Saúde (INCQS), a Casa de Oswaldo Cruz (COC), a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), o Instituto de Pesquisa ClÃnica Evandro Chagas (IPEC), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Hemocentro do Rio de Janeiro (Hemorio) e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).
* Manoela Andrade
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)