O uso de animais é uma etapa fundamental na pesquisa biomédica. Após investigações de bancada utilizando técnicas in vitro, elas funcionam como um divisor de águas: é com base nos resultados obtidos que os estudos podem ou não passar para a fase clÃnica, em humanos.
Para que o estudo com animais seja de fato eficaz, é necessário encontrar um modelo adequado reproduzindo da forma mais aproximada possÃvel o modo como uma determinada doença evolui nos seres humanos.
Contribuindo para os estudos em dengue, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) acabam de publicar um manual que sintetiza e descreve técnicas aplicadas em um modelo experimental murino para estudo dos vÃrus tipo 1 e 2 da dengue.
Pioneiro no paÃs, o manual 'Modelo animal experimental para estudo da patogênese dos vÃrus dengue sorotipos 1 e 2' pode servir como instrumento de orientação para pesquisadores no desenvolvimento de candidatos a testes de vacinas e fármacos contra a doença.
A publicação ultrapassa a relevância do ponto de vista técnico: ele é assinado pelas pesquisadoras do Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral do IOC, Débora Barreto Vieira e Monika Barth, juntamente com Hermann Schatzmayr, virologista de destaque no cenário nacional e falecido em junho de 2010 - trata-se de uma obra póstuma do especialista.
As pesquisas que resultaram na elaboração do manual foram iniciadas em 1997.
"Após treze anos de pesquisas, apresentadas em dissertações de mestrado, teses de doutorado, monografias e artigos cientÃficos publicados em revistas nacionais e internacionais, conseguimos reunir todas as técnicas em um único volume", comemorou Débora Barreto-Vieira.
Com o estudo, foi possÃvel observar que as alterações morfológicas em tecidos de camundongos infectados foram semelhantes à s demonstradas em casos humanos de dengue.
"Os resultados confirmam que camundongos BALB/c são susceptÃveis para infecção pelos vÃrus DENV-1 e DENV-2 e que podem ser utilizados como referência para o entendimento da patogênese dos DENV e de outros flavivÃrus", afirmou Débora.
A aplicação de técnicas histológicas e de microscopia eletrônica de transmissão confirmaram as investigações até o nÃvel ultraestrutural.
O modelo animal já foi aplicado como teste para um candidato a vacina contra a dengue e os resultados foram inteiramente positivos.
A pesquisadora Monika Barth explica que, apesar de ser um manual que utiliza como referência o vÃrus dengue, também pode ser aplicado para o estudo de outros vÃrus.
"Sendo um manual de técnicas, é possÃvel utilizá-las para elucidar a questão da falta de modelos animais para outros vÃrus que não possuam um modelo experimental para teste de candidatos a uma vacina e a fármacos", destacou.
O manual é uma publicação da editora Interciência, produzido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).
O uso de animais é uma etapa fundamental na pesquisa biomédica. Após investigações de bancada utilizando técnicas in vitro, elas funcionam como um divisor de águas: é com base nos resultados obtidos que os estudos podem ou não passar para a fase clÃnica, em humanos.
Para que o estudo com animais seja de fato eficaz, é necessário encontrar um modelo adequado reproduzindo da forma mais aproximada possÃvel o modo como uma determinada doença evolui nos seres humanos.
Contribuindo para os estudos em dengue, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) acabam de publicar um manual que sintetiza e descreve técnicas aplicadas em um modelo experimental murino para estudo dos vÃrus tipo 1 e 2 da dengue.
Pioneiro no paÃs, o manual 'Modelo animal experimental para estudo da patogênese dos vÃrus dengue sorotipos 1 e 2' pode servir como instrumento de orientação para pesquisadores no desenvolvimento de candidatos a testes de vacinas e fármacos contra a doença.
A publicação ultrapassa a relevância do ponto de vista técnico: ele é assinado pelas pesquisadoras do Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral do IOC, Débora Barreto Vieira e Monika Barth, juntamente com Hermann Schatzmayr, virologista de destaque no cenário nacional e falecido em junho de 2010 - trata-se de uma obra póstuma do especialista.
As pesquisas que resultaram na elaboração do manual foram iniciadas em 1997.
"Após treze anos de pesquisas, apresentadas em dissertações de mestrado, teses de doutorado, monografias e artigos cientÃficos publicados em revistas nacionais e internacionais, conseguimos reunir todas as técnicas em um único volume", comemorou Débora Barreto-Vieira.
Com o estudo, foi possÃvel observar que as alterações morfológicas em tecidos de camundongos infectados foram semelhantes à s demonstradas em casos humanos de dengue.
"Os resultados confirmam que camundongos BALB/c são susceptÃveis para infecção pelos vÃrus DENV-1 e DENV-2 e que podem ser utilizados como referência para o entendimento da patogênese dos DENV e de outros flavivÃrus", afirmou Débora.
A aplicação de técnicas histológicas e de microscopia eletrônica de transmissão confirmaram as investigações até o nÃvel ultraestrutural.
O modelo animal já foi aplicado como teste para um candidato a vacina contra a dengue e os resultados foram inteiramente positivos.
A pesquisadora Monika Barth explica que, apesar de ser um manual que utiliza como referência o vÃrus dengue, também pode ser aplicado para o estudo de outros vÃrus.
"Sendo um manual de técnicas, é possÃvel utilizá-las para elucidar a questão da falta de modelos animais para outros vÃrus que não possuam um modelo experimental para teste de candidatos a uma vacina e a fármacos", destacou.
O manual é uma publicação da editora Interciência, produzido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)