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Dia Mundial de Combate à Hanseníase: novos e antigos desafios

Pesquisador alerta para crescimento da resistência a medicamentos. Estudo destaca papel dos centros de referência no combate ao agravo e ressalta necessidade do diagnóstico precoce
Por Raquel Aguiar27/01/2017 - Atualizado em 13/12/2024

Pesquisador alerta para crescimento da resistência a medicamentos entre bactérias causadoras da doença. Estudo destaca papel dos centros de referência no combate ao agravo e ressalta necessidade do diagnóstico precoce

 

Na semana que marca o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, celebrado no último domingo de janeiro, 29/01, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) chamam atenção para novos e antigos desafios no enfrentamento da doença. Segundo país com maior número de casos no mundo, atrás apenas da Índia, o Brasil tem registrado queda progressiva nos índices do agravo. Mesmo assim, em 2015, foram notificados 28 mil novos casos: o número alto indica que a transmissão da doença continua ocorrendo de forma intensa. No mesmo ano, seis em cada cem pacientes só descobriram a infecção quando já apresentavam deformidades visíveis, afetando a função de olhos, mãos ou pés, o que aponta para o diagnóstico tardio. Considerando que o tratamento precoce é capaz de prevenir tanto as lesões irreversíveis da hanseníase quanto a transmissão do agravo, os pesquisadores do IOC destacam que realizar o diagnóstico da infecção o mais cedo possível continua sendo a principal estratégia contra a doença. Ao mesmo tempo, é preciso agir em novos desafios, como o aumento da resistência da bactéria Mycobacterium leprae, causadora da enfermidade, aos medicamentos tradicionalmente utilizados na terapia.

 

Crescimento da resistência a medicamentos exige atenção

 

Em entrevista, o pesquisador Milton Ozório Moraes, chefe do Laboratório de Hanseníase do IOC, relata que estudos indicam que 8% dos casos de recidiva, quando a doença retorna após a conclusão do tratamento, se devem a bactérias resistentes. Segundo ele, é necessário monitorar o problema para evitar que a eficácia da terapia seja afetada.

Pesquisa reforça importância de centros de referência

 

Com base na análise de mais de 1,8 mil casos atendidos durante cinco anos, um novo estudo mostra como o Ambulatório Souza Araújo, que é referência no atendimento de pacientes com hanseníase, tem expandido seu papel no esclarecimento de casos suspeitos. O trabalho confirma ainda que, apesar dos avanços, a doença ainda é frequentemente diagnosticada de forma tardia.

 

Reportagem: Maíra Menezes Edição: Raquel Aguiar 27/01/2017

 

Pesquisador alerta para crescimento da resistência a medicamentos. Estudo destaca papel dos centros de referência no combate ao agravo e ressalta necessidade do diagnóstico precoce
Por: 
raquel

Pesquisador alerta para crescimento da resistência a medicamentos entre bactérias causadoras da doença. Estudo destaca papel dos centros de referência no combate ao agravo e ressalta necessidade do diagnóstico precoce

 

Na semana que marca o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, celebrado no último domingo de janeiro, 29/01, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) chamam atenção para novos e antigos desafios no enfrentamento da doença. Segundo país com maior número de casos no mundo, atrás apenas da Índia, o Brasil tem registrado queda progressiva nos índices do agravo. Mesmo assim, em 2015, foram notificados 28 mil novos casos: o número alto indica que a transmissão da doença continua ocorrendo de forma intensa. No mesmo ano, seis em cada cem pacientes só descobriram a infecção quando já apresentavam deformidades visíveis, afetando a função de olhos, mãos ou pés, o que aponta para o diagnóstico tardio. Considerando que o tratamento precoce é capaz de prevenir tanto as lesões irreversíveis da hanseníase quanto a transmissão do agravo, os pesquisadores do IOC destacam que realizar o diagnóstico da infecção o mais cedo possível continua sendo a principal estratégia contra a doença. Ao mesmo tempo, é preciso agir em novos desafios, como o aumento da resistência da bactéria Mycobacterium leprae, causadora da enfermidade, aos medicamentos tradicionalmente utilizados na terapia.

 

Crescimento da resistência a medicamentos exige atenção

 

Em entrevista, o pesquisador Milton Ozório Moraes, chefe do Laboratório de Hanseníase do IOC, relata que estudos indicam que 8% dos casos de recidiva, quando a doença retorna após a conclusão do tratamento, se devem a bactérias resistentes. Segundo ele, é necessário monitorar o problema para evitar que a eficácia da terapia seja afetada.

Pesquisa reforça importância de centros de referência

 

Com base na análise de mais de 1,8 mil casos atendidos durante cinco anos, um novo estudo mostra como o Ambulatório Souza Araújo, que é referência no atendimento de pacientes com hanseníase, tem expandido seu papel no esclarecimento de casos suspeitos. O trabalho confirma ainda que, apesar dos avanços, a doença ainda é frequentemente diagnosticada de forma tardia.

 

Reportagem: Maíra Menezes Edição: Raquel Aguiar 27/01/2017

 

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)