Portuguese English Spanish
Interface
Adjust the interface to make it easier to use for different conditions.
This renders the document in high contrast mode.
This renders the document as white on black
This can help those with trouble processing rapid screen movements.
This loads a font easier to read for people with dyslexia.
Busca Avançada
Você está aqui: Notícias » Diretoria faz balanço da gestão

Diretoria faz balanço da gestão

Em entrevista, os diretores citam a modernização do Instituto, a gestão participativa e a transparência como principal legado
Por Jornalismo IOC16/05/2013 - Atualizado em 10/12/2019

Em entrevista, os diretores citam a modernização do Instituto, a gestão participativa e a transparência como principal legado

Uma gestão de quatro anos, marcada pela consolidação da Pesquisa, a expansão do Ensino, a implantação do Programa da Qualidade, as grandes realizações nos Serviços de Referência e Coleções Biológicas, e a profissionalização da Gestão.

Confira, na entrevista a seguir, a avaliação da diretora do IOC Tania Araújo-Jorge e dos vice-diretores Helene Barbosa (Ensino, Informação e Comunicação), Mariza Morgado (Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação), Christian Niel (Desenvolvimento Institucional e Gestão) e Elizabeth Rangel (Serviços de Referência e Coleções Biológicas) sobre esses quatro anos em que estiveram à frente do Instituto.  

Gutemberg Brito

Da esquerda para a direita: Helene Barbosa (Vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação), Mariza Morgado (Vice-diretora de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação), Tania Araújo-Jorge (Diretora) e Christian Niel (Vice-diretor de Desenvolvimento Institucional e Gestão)

Qual você apontaria como a principal marca desta gestão para o Instituto?

Tania Araújo-Jorge: Nossas marcas mais importantes foram a modernização do Instituto, a consolidação da gestão participativa e a transparência, para amplo crescimento da Pesquisa. Tivemos avanços relevantes em infraestrutura física: o Plano de Obras e Espaços garantiu a melhoria de 58 laboratórios, enquanto em 2005 apenas cinco estavam em condições adequadas. No que se refere à modernização, implantamos um conjunto de atividades de apoio aos Laboratórios, incluindo a criação do Departamento de Suporte e Infraestrutura Laboratorial (Desie), que seria consolidado com a estruturação dos Serviços de Gestão Predial, de Apoio Laboratorial e de Gestão de Projetos. O Departamento de Apoio Técnico e Tecnológico foi outra modalidade responsável por fornecer para todos os Laboratórios os serviços centrais de esterilização e de água de qualidade. Na Experimentação Animal, tivemos conquistas em bem-estar animal que nos consagram como exemplo nesta área, com todos os biotérios adequados.

No âmbito da gestão participativa, novas iniciativas foram incorporadas. Em sua opinião, quais foram as mais relevantes?

Tania: Revigoramos as instâncias que já existiam e inauguramos novas iniciativas, como o Colegiado de Doutores e o Fórum de Integração de Alunos. A transparência foi alçada a patamares inéditos, mediante a elaboração participativa do orçamento, sua abertura detalhada em todo o Conselho Deliberativo e também na Intranet, e sua distribuição segundo critérios de produtividade para cada Laboratório, capilarizando os recursos que antes eram direcionados aos departamentos e neles redistribuído por critérios heterogêneos. A criação da Intranet IOC tornou acessível toda a documentação do Conselho Deliberativo, para a comunidade do Instituto. O próprio Conselho está totalmente diferente, ampliado para 79 votantes, eleitos representativos de todo o Instituto, empossados com mandato até 2015 e com funcionamento regulamentado em Regimento Interno, dando sustentabilidade a nossa governança democrática. Ainda cabe acrescentar que, na nossa plataforma de campanha de 2009, tínhamos três pontos inovadores que tivemos a alegria de cumprir: a construção das políticas de Pesquisa e Desenvolvimento Institucional, hoje com um Plano Quadrienal com 36 macroprojetos em andamento, e a organização do Programa da Qualidade e do Programa IOC no SUS. Temos orgulho de entregar a gestão de forma tranquila, com todos os compromissos assumidos em 2005 e 2009 cumpridos total ou parcialmente, no caso dos processos contínuos.

Em sua opinião, quais foram as conquistas mais significativas nos oito anos à frente do IOC?

Tania: Numa gestão de oito anos, com a primeira reeleição na história centenária do IOC, é difícil destacar o que teria sido mais importante. O esforço ininterrupto de prover as melhores condições possíveis para que nossos grupos de Pesquisa produzissem o seu melhor, foi o que elevou o Instituto a patamares da produção científica altos, em quantidade e qualidade, expandiu o Ensino, implantou a Qualidade nos Serviços de Referência e Coleções Biológicas, e profissionalizou a Gestão no IOC.  Sem dúvida, a transparência também é uma conquista. Fizemos uma gestão de portas abertas: o acesso à diretoria sempre foi uma realidade. A convergência com ações das outras Unidades e com a Presidência da Fiocruz foi buscada, com uma atuação marcante da delegação do IOC nos Congressos Internos e muitas parcerias intra-Fiocruz, que acenderam o orgulho de ser IOC na Fundação. O protagonismo em inovações como o Programa de Excelência em Pesquisa Básica e Aplicada em Saúde (Proep), as bolsas de doutorado do Convênio Capes - Brasil Sem Miséria e as Expedições de Educação, Ciência e Cultura para a Saúde e Superação da Pobreza são também conquistas relevantes.

Como você enxerga o IOC hoje, comparado ao IOC de 2005, no início da gestão?

Tania: É um IOC mais contemporâneo, mais alinhado ao país e à Fiocruz. É um IOC onde todos têm a oportunidade de falar e de serem ouvidos. Todos os indicadores do ano de 2005, quando assumimos, comparados aos dados de 2013, quando estamos transmitindo o cargo, apontam para um processo de crescimento e fortalecimento institucional. O Instituto de 2013 é sólido, estruturado, com numerosos parceiros nacionais e internacionais. É um IOC que interage fortemente com a sociedade, seja através do jornalismo científico e em saúde e do serviço de Fale Conosco, seja através de Cursos de Extensão. É um IOC de forte protagonismo em Ciência, Tecnologia, Saúde Pública e Ensino. Acima de tudo é um IOC de democracia, que teve uma gestão para todos. Temos certeza de que marcamos o IOC com o selo da ousadia e da modernidade, e que o deixamos em condições de funcionamento nunca antes alcançadas.

O que você gostaria de ter feito e não houve tempo para realizar?

Tania: Apesar de muitas realizações, é claro que muitas ideias ficaram pelo caminho, à espera de mentes e braços motivados que lhes deem concretude. Afinal, somente os sonhos que se sonha junto viram realidade. Dentre estas ideias, temos a construção do novo Programa de Pós-graduação em Tecnologias em Saúde, com pré-proposta desenhada e grupo de pessoas interessadas em sua organização, a elaboração e oferta das disciplinas comuns e transversais a todos os Programas de Pós-graduação. E diversas ações de cooperação ficaram iniciadas e estão no aguardo de consolidação.

Das ações realizadas, quais você considera merecedoras de novos esforços?

Tania: A criação do Simpósio de Pesquisa e Inovação, que completou duas edições, sem dúvida é uma iniciativa da nossa gestão que merece continuidade. O mesmo vale para o Colegiado de Doutores e o Fórum de Integração de Alunos de Pós-graduação. A construção dinâmica das redes transversais de Pesquisa do Instituto através das Áreas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação também merece novos esforços. O dinamismo do Conselho Deliberativo precisa ser preservado, com respeito a suas decisões. O Plano de Obras e Espaços precisa ser obstinadamente seguido e atualizado, pois os prédios antigos do IOC precisam de constante manutenção e adequação, e os prédios novos, planejados e pactuados na nossa gestão, precisam virar realidade. E claro, o Programa de Excelência em Pesquisa Básica e Aplicada em Saúde (Proep/IOC) precisa ser continuado e renovado após 2015. 

Como está planejada a transição de gestão?

Tania: Pautada pela premissa da transparência e também pela preocupação em garantir a continuidade dos processos institucionais, a Diretoria se reuniu e trabalhou em uma série de documentos de transição, que estão sendo finalizados e serão disponibilizados de forma ampla para a comunidade do IOC. Assim, a nova gestão poderá trabalhar sobre processos documentados e compartilhados com o conjunto do Instituto.

Qual mensagem você gostaria de deixar para a comunidade do IOC neste momento de encerramento de gestão?

Tania: Nossa mensagem para a comunidade do IOC é a mesma ontem, hoje e sempre: somos um Instituto de excelência, reconhecidamente impactante para a Ciência e a Saúde, por conta da contribuição de cada um individualmente e, sobretudo, devido à contribuição que apenas o coletivo, unido em torno de um mesmo objetivo, consegue gerar. É com grande alegria, e muito orgulho pelo trabalho realizado, que consolidamos um relatório com as realizações que o coletivo do IOC produziu de 2005 a 2013, sob a gestão que tivemos a honra e a enorme responsabilidade de conduzir. Neste momento, só podemos agradecer a confiança e a colaboração de cada um.

Qual a  principal contribuição da Vice-direção de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico?

Mariza Morgado: Considero que uma das principais contribuições da Vice-Direção foi o forte apoio à consolidação das Plataformas Tecnológicas e Experimentais do IOC, de forma a dar suporte às ações de Pesquisa e Ensino de nossa Unidade como um todo. Esse apoio se deu por meio da captação de recursos externos e internos para a aquisição de novos equipamentos, criação de novas Plataformas e modernização das existentes. Destaco também a condução do projeto de Gestão do Conhecimento e Prospecção Tecnológica, que trouxe ferramentas e capacitação de pessoal nessa área, permitindo a criação de uma Plataforma de Prospecção em Pesquisa aberta à nossa comunidade, que, certamente, terá impacto no avanço da Pesquisa e do Desenvolvimento Tecnológico, em curto e médio prazos. Gostaria de ressaltar, ainda, a atuação das Áreas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do IOC, com destaque para a área de Taxonomia e Biodiversidade, que veio a constituir um novo Programa de Pós-graduação, em Biodiversidade e Saúde, além de vários eventos técnico-científicos organizados pelo conjunto das Áreas, que permitiram uma ampliação dos espaços de discussão científica no IOC, maior integração dos seus membros e disseminação de conhecimento específico de qualidade.  Ressalto a criação de mais uma área de PD&I, em Pesquisa Clínica, como fruto de um longo processo de trabalho e discussão entre os grupos que atuam nesta área no IOC.  A idealização do Simpósio de Pesquisa e Inovação do IOC, realizado nos anos de 2010 e 2013, trouxe aspectos da Pesquisa de fronteira com a participação de palestrantes internos e externos, contribuindo para a efervescência da discussão científica, que é uma das características principais do IOC. Ressalto, ainda, a conquista de vagas do concurso público para consolidar a questão de recursos humanos das diferentes instâncias ligadas a esta vice-diretoria. Enfim, gostaria de ressaltar o empenho e a total dedicação das coordenações da Assessoria de PD&I, do Departamento de Apoio Técnico e Tecnológico, do Centro de Experimentação Animal e do Núcleo de Inovação Tecnológica e suas equipes, pois sem eles essas ações não teriam ocorrido, e dos membros das Câmaras Técnicas de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação e de Ambiente e Saúde, que, com seu conhecimento e dedicação, contribuíram sobremaneira nas discussões das ações de Pesquisa nas diferentes áreas de atuação do IOC.

Qual a  principal contribuição da Vice-direção de Ensino, Informação e Comunicação nesta gestão?

Helene Santos Barbosa: No âmbito do Ensino, tivemos conquistas inovadoras, convergentes para o resultado de consolidação da excelência em três dos nossos Programas de Pós-graduação Stricto sensu (em Biologia Celular e Molecular, em Biologia Parasitária e em Medicina Tropical), que conquistaram o conceito seis junto à Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes), além da criação de dois novos Programas, o de Biologia Computacional e Sistemas e o de Biodiversidade e Saúde. Avanços também ocorreram nos cursos Lato sensu, com a incorporação do curso Ciência, Arte e Cultura na Saúde. A conquista da inclusão do Curso Técnico do IOC no catálogo do Sistec, órgão do Ministério da Educação, e seu reconhecimento junto ao Conselho Federal de Química, assim como a criação do Curso de Capacitação Profissional em Serviço, recentemente convertido em Curso de Extensão, contemplando desde profissionais de nível médio até pós-doutorado, foram outras importantes contribuições. Além disso, o período foi marcado por melhorias na estrutura de espaços físicos e modernização de equipamentos e pela profissionalização na gestão acadêmica, que conquistou qualidade e eficácia. Essa gestão atuou fortemente na política de valorização dos estudantes, que participaram de forma decisiva em reflexões coletivas, mudando os rumos do Ensino no IOC e fortalecendo a visão que privilegia a gestão participativa na definição das suas prioridades. Em especial, tivemos um empenho relevante das coordenações de Programas para que estes resultados fossem alcançados com forte adesão à reestruturação da administração da Secretaria Acadêmica. Estamos encerrando a gestão com um estudo sobre nossos alunos egressos, entre 2005 e 2012, que era uma demanda antiga, agora concretizada. Avançamos na construção do novo site dos Programas Stricto sensu, que está sendo desenvolvido de forma a preencher uma lacuna importante. No âmbito da Informação, a revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz viu incremento significativo em seu fator de impacto, além de avanços no aspecto de modernização, com o sistema de submissão online, o sistema antiplágio e, mais recentemente, o seu novo site. Já no aspecto da Comunicação, foi um período de forte consolidação dos veículos internos e externos e de comunicação institucional, aliado a sólida presença na mídia. O êxito do Setor de Produção e Tratamento de Imagem é traduzido nas numerosas premiações conquistadas ao longo dos anos, cumprindo importante papel educativo. Por fim, podemos dizer que o Núcleo de Eventos tem seu serviço cada vez mais reconhecido e requisitado pela comunidade do IOC, sempre pautado numa política de apoio baseada em edital interno.

Qual a  principal contribuição da Vice-Direção de Desenvolvimento Institucional e Gestão nesta gestão?

Christian Niel: A profissionalização da Gestão, que resultou em reconhecimento pelo Instituto do papel estratégico da Gestão, e em aumento da autoestima dos profissionais envolvidos é uma delas. Também não posso esquecer a implantação do modelo de Planejamento participativo, que resultou em ações específicas como, por exemplo, o programa de capacitação dos profissionais de Gestão e a locação de carrinhos elétricos; o Programa de Qualidade que foi efetivamente instalado com pessoal qualificado, mapeamento de processos e implantação de melhorias, como: redução das etapas necessárias para requisição de compras, criação do catálogo de materiais e dedicação exclusiva do Serviço de Gestão de Projetos (SEGEPRO) para execução financeira de projetos extraorçamentários. Outra contribuição foi o aprimoramento do Sistema Integrado de Administração (SIAD), possibilitando o monitoramento e controle da execução orçamentária e assegurando maior transparência e prestação de contas detalhada, a partir do exercício 2011. Para se ter ideia, os custos telefônicos foram reduzidos pela metade. Nossa Vice-Direção também descentralizou os seguintes serviços da Fiocruz para o IOC: almoxarifado (com exceção da distribuição de material), protocolo, arquivo, expedição, patrimônio imobiliário e transporte de amostras (gestão compartilhada com a DIRAD); além de criar a Central de passagens e a Central de Segurança (controle de acesso), e o setor de Desenvolvimento de Pessoal que, entre outras ações, organizou o Programa de Desenvolvimento Gerencial e o setor de Saúde do Trabalhador.

Qual a  principal contribuição da Vice-Direção de Serviços de Referência e Coleções Científicas nesta gestão?

Elizabeth Rangel: No segmento de Serviços de Referência, um dos principais marcos foi o início da implantação da cultura da Qualidade e do Sistema de Gestão da Qualidade nos Laboratórios que oferecem Serviços de Referência para o SUS ou para órgãos regionais e internacionais. O IOC, pela competência instalada e pelo desenvolvimento de Pesquisas de excelência, destaca-se na Fiocruz como Unidade reconhecida pelo Ministério da Saúde como Referência para o enfrentamento da maior parte dos agravos e doenças pelos quais a Fiocruz responde junto à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. O segmento de Coleções Biológicas teve um período de grande consolidação, com aumento do número de Coleções reconhecidas. Houve avanço importante com a inclusão das Coleções Biológicas no escopo da missão institucional do IOC. Esta inclusão representou um avanço na visibilidade e na valorização deste segmento no Instituto, além de um comprometimento da coletividade com sua manutenção. Com o objetivo de melhorar as condições de infraestrutura e recursos humanos, além da autenticação de material biológico das Coleções do IOC, em atendimento aos requisitos da Qualidade e Biossegurança, alguns projetos institucionais foram elaborados e obtiveram êxito na estruturação de convênios com diversas agências de fomento. A Vice-Direção de Serviços de Referência e Coleções Biológicas elaborou e financiou ainda outros dois projetos estratégicos, incluindo o projeto Fortalecimento das Coleções Biológicas do IOC, para garantir mão de obra operacional de suporte às atividades de curadoria das Coleções Biológicas, e outro projeto, inserido no âmbito do Proep/IOC, para certificação de material biológico das Coleções Biológicas por pesquisadores externos. Em relação ao Programa da Qualidade, uma importante ação da Vice-Direção foi a prática da educação continuada, através de ciclos de capacitações sobre normas de sistemas da Qualidade, pertinentes às Coleções Biológicas, além de assessorias promovidas pelo Grupo Assessor da Qualidade.

16/05/2013

Em entrevista, os diretores citam a modernização do Instituto, a gestão participativa e a transparência como principal legado
Por: 
jornalismo

Em entrevista, os diretores citam a modernização do Instituto, a gestão participativa e a transparência como principal legado

Uma gestão de quatro anos, marcada pela consolidação da Pesquisa, a expansão do Ensino, a implantação do Programa da Qualidade, as grandes realizações nos Serviços de Referência e Coleções Biológicas, e a profissionalização da Gestão.

Confira, na entrevista a seguir, a avaliação da diretora do IOC Tania Araújo-Jorge e dos vice-diretores Helene Barbosa (Ensino, Informação e Comunicação), Mariza Morgado (Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação), Christian Niel (Desenvolvimento Institucional e Gestão) e Elizabeth Rangel (Serviços de Referência e Coleções Biológicas) sobre esses quatro anos em que estiveram à frente do Instituto.  

Gutemberg Brito

Da esquerda para a direita: Helene Barbosa (Vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação), Mariza Morgado (Vice-diretora de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação), Tania Araújo-Jorge (Diretora) e Christian Niel (Vice-diretor de Desenvolvimento Institucional e Gestão)

Qual você apontaria como a principal marca desta gestão para o Instituto?

Tania Araújo-Jorge: Nossas marcas mais importantes foram a modernização do Instituto, a consolidação da gestão participativa e a transparência, para amplo crescimento da Pesquisa. Tivemos avanços relevantes em infraestrutura física: o Plano de Obras e Espaços garantiu a melhoria de 58 laboratórios, enquanto em 2005 apenas cinco estavam em condições adequadas. No que se refere à modernização, implantamos um conjunto de atividades de apoio aos Laboratórios, incluindo a criação do Departamento de Suporte e Infraestrutura Laboratorial (Desie), que seria consolidado com a estruturação dos Serviços de Gestão Predial, de Apoio Laboratorial e de Gestão de Projetos. O Departamento de Apoio Técnico e Tecnológico foi outra modalidade responsável por fornecer para todos os Laboratórios os serviços centrais de esterilização e de água de qualidade. Na Experimentação Animal, tivemos conquistas em bem-estar animal que nos consagram como exemplo nesta área, com todos os biotérios adequados.

No âmbito da gestão participativa, novas iniciativas foram incorporadas. Em sua opinião, quais foram as mais relevantes?

Tania: Revigoramos as instâncias que já existiam e inauguramos novas iniciativas, como o Colegiado de Doutores e o Fórum de Integração de Alunos. A transparência foi alçada a patamares inéditos, mediante a elaboração participativa do orçamento, sua abertura detalhada em todo o Conselho Deliberativo e também na Intranet, e sua distribuição segundo critérios de produtividade para cada Laboratório, capilarizando os recursos que antes eram direcionados aos departamentos e neles redistribuído por critérios heterogêneos. A criação da Intranet IOC tornou acessível toda a documentação do Conselho Deliberativo, para a comunidade do Instituto. O próprio Conselho está totalmente diferente, ampliado para 79 votantes, eleitos representativos de todo o Instituto, empossados com mandato até 2015 e com funcionamento regulamentado em Regimento Interno, dando sustentabilidade a nossa governança democrática. Ainda cabe acrescentar que, na nossa plataforma de campanha de 2009, tínhamos três pontos inovadores que tivemos a alegria de cumprir: a construção das políticas de Pesquisa e Desenvolvimento Institucional, hoje com um Plano Quadrienal com 36 macroprojetos em andamento, e a organização do Programa da Qualidade e do Programa IOC no SUS. Temos orgulho de entregar a gestão de forma tranquila, com todos os compromissos assumidos em 2005 e 2009 cumpridos total ou parcialmente, no caso dos processos contínuos.

Em sua opinião, quais foram as conquistas mais significativas nos oito anos à frente do IOC?

Tania: Numa gestão de oito anos, com a primeira reeleição na história centenária do IOC, é difícil destacar o que teria sido mais importante. O esforço ininterrupto de prover as melhores condições possíveis para que nossos grupos de Pesquisa produzissem o seu melhor, foi o que elevou o Instituto a patamares da produção científica altos, em quantidade e qualidade, expandiu o Ensino, implantou a Qualidade nos Serviços de Referência e Coleções Biológicas, e profissionalizou a Gestão no IOC.  Sem dúvida, a transparência também é uma conquista. Fizemos uma gestão de portas abertas: o acesso à diretoria sempre foi uma realidade. A convergência com ações das outras Unidades e com a Presidência da Fiocruz foi buscada, com uma atuação marcante da delegação do IOC nos Congressos Internos e muitas parcerias intra-Fiocruz, que acenderam o orgulho de ser IOC na Fundação. O protagonismo em inovações como o Programa de Excelência em Pesquisa Básica e Aplicada em Saúde (Proep), as bolsas de doutorado do Convênio Capes - Brasil Sem Miséria e as Expedições de Educação, Ciência e Cultura para a Saúde e Superação da Pobreza são também conquistas relevantes.

Como você enxerga o IOC hoje, comparado ao IOC de 2005, no início da gestão?

Tania: É um IOC mais contemporâneo, mais alinhado ao país e à Fiocruz. É um IOC onde todos têm a oportunidade de falar e de serem ouvidos. Todos os indicadores do ano de 2005, quando assumimos, comparados aos dados de 2013, quando estamos transmitindo o cargo, apontam para um processo de crescimento e fortalecimento institucional. O Instituto de 2013 é sólido, estruturado, com numerosos parceiros nacionais e internacionais. É um IOC que interage fortemente com a sociedade, seja através do jornalismo científico e em saúde e do serviço de Fale Conosco, seja através de Cursos de Extensão. É um IOC de forte protagonismo em Ciência, Tecnologia, Saúde Pública e Ensino. Acima de tudo é um IOC de democracia, que teve uma gestão para todos. Temos certeza de que marcamos o IOC com o selo da ousadia e da modernidade, e que o deixamos em condições de funcionamento nunca antes alcançadas.

O que você gostaria de ter feito e não houve tempo para realizar?

Tania: Apesar de muitas realizações, é claro que muitas ideias ficaram pelo caminho, à espera de mentes e braços motivados que lhes deem concretude. Afinal, somente os sonhos que se sonha junto viram realidade. Dentre estas ideias, temos a construção do novo Programa de Pós-graduação em Tecnologias em Saúde, com pré-proposta desenhada e grupo de pessoas interessadas em sua organização, a elaboração e oferta das disciplinas comuns e transversais a todos os Programas de Pós-graduação. E diversas ações de cooperação ficaram iniciadas e estão no aguardo de consolidação.

Das ações realizadas, quais você considera merecedoras de novos esforços?

Tania: A criação do Simpósio de Pesquisa e Inovação, que completou duas edições, sem dúvida é uma iniciativa da nossa gestão que merece continuidade. O mesmo vale para o Colegiado de Doutores e o Fórum de Integração de Alunos de Pós-graduação. A construção dinâmica das redes transversais de Pesquisa do Instituto através das Áreas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação também merece novos esforços. O dinamismo do Conselho Deliberativo precisa ser preservado, com respeito a suas decisões. O Plano de Obras e Espaços precisa ser obstinadamente seguido e atualizado, pois os prédios antigos do IOC precisam de constante manutenção e adequação, e os prédios novos, planejados e pactuados na nossa gestão, precisam virar realidade. E claro, o Programa de Excelência em Pesquisa Básica e Aplicada em Saúde (Proep/IOC) precisa ser continuado e renovado após 2015. 

Como está planejada a transição de gestão?

Tania: Pautada pela premissa da transparência e também pela preocupação em garantir a continuidade dos processos institucionais, a Diretoria se reuniu e trabalhou em uma série de documentos de transição, que estão sendo finalizados e serão disponibilizados de forma ampla para a comunidade do IOC. Assim, a nova gestão poderá trabalhar sobre processos documentados e compartilhados com o conjunto do Instituto.

Qual mensagem você gostaria de deixar para a comunidade do IOC neste momento de encerramento de gestão?

Tania: Nossa mensagem para a comunidade do IOC é a mesma ontem, hoje e sempre: somos um Instituto de excelência, reconhecidamente impactante para a Ciência e a Saúde, por conta da contribuição de cada um individualmente e, sobretudo, devido à contribuição que apenas o coletivo, unido em torno de um mesmo objetivo, consegue gerar. É com grande alegria, e muito orgulho pelo trabalho realizado, que consolidamos um relatório com as realizações que o coletivo do IOC produziu de 2005 a 2013, sob a gestão que tivemos a honra e a enorme responsabilidade de conduzir. Neste momento, só podemos agradecer a confiança e a colaboração de cada um.

Qual a  principal contribuição da Vice-direção de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico?

Mariza Morgado: Considero que uma das principais contribuições da Vice-Direção foi o forte apoio à consolidação das Plataformas Tecnológicas e Experimentais do IOC, de forma a dar suporte às ações de Pesquisa e Ensino de nossa Unidade como um todo. Esse apoio se deu por meio da captação de recursos externos e internos para a aquisição de novos equipamentos, criação de novas Plataformas e modernização das existentes. Destaco também a condução do projeto de Gestão do Conhecimento e Prospecção Tecnológica, que trouxe ferramentas e capacitação de pessoal nessa área, permitindo a criação de uma Plataforma de Prospecção em Pesquisa aberta à nossa comunidade, que, certamente, terá impacto no avanço da Pesquisa e do Desenvolvimento Tecnológico, em curto e médio prazos. Gostaria de ressaltar, ainda, a atuação das Áreas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do IOC, com destaque para a área de Taxonomia e Biodiversidade, que veio a constituir um novo Programa de Pós-graduação, em Biodiversidade e Saúde, além de vários eventos técnico-científicos organizados pelo conjunto das Áreas, que permitiram uma ampliação dos espaços de discussão científica no IOC, maior integração dos seus membros e disseminação de conhecimento específico de qualidade.  Ressalto a criação de mais uma área de PD&I, em Pesquisa Clínica, como fruto de um longo processo de trabalho e discussão entre os grupos que atuam nesta área no IOC.  A idealização do Simpósio de Pesquisa e Inovação do IOC, realizado nos anos de 2010 e 2013, trouxe aspectos da Pesquisa de fronteira com a participação de palestrantes internos e externos, contribuindo para a efervescência da discussão científica, que é uma das características principais do IOC. Ressalto, ainda, a conquista de vagas do concurso público para consolidar a questão de recursos humanos das diferentes instâncias ligadas a esta vice-diretoria. Enfim, gostaria de ressaltar o empenho e a total dedicação das coordenações da Assessoria de PD&I, do Departamento de Apoio Técnico e Tecnológico, do Centro de Experimentação Animal e do Núcleo de Inovação Tecnológica e suas equipes, pois sem eles essas ações não teriam ocorrido, e dos membros das Câmaras Técnicas de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação e de Ambiente e Saúde, que, com seu conhecimento e dedicação, contribuíram sobremaneira nas discussões das ações de Pesquisa nas diferentes áreas de atuação do IOC.

Qual a  principal contribuição da Vice-direção de Ensino, Informação e Comunicação nesta gestão?

Helene Santos Barbosa: No âmbito do Ensino, tivemos conquistas inovadoras, convergentes para o resultado de consolidação da excelência em três dos nossos Programas de Pós-graduação Stricto sensu (em Biologia Celular e Molecular, em Biologia Parasitária e em Medicina Tropical), que conquistaram o conceito seis junto à Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes), além da criação de dois novos Programas, o de Biologia Computacional e Sistemas e o de Biodiversidade e Saúde. Avanços também ocorreram nos cursos Lato sensu, com a incorporação do curso Ciência, Arte e Cultura na Saúde. A conquista da inclusão do Curso Técnico do IOC no catálogo do Sistec, órgão do Ministério da Educação, e seu reconhecimento junto ao Conselho Federal de Química, assim como a criação do Curso de Capacitação Profissional em Serviço, recentemente convertido em Curso de Extensão, contemplando desde profissionais de nível médio até pós-doutorado, foram outras importantes contribuições. Além disso, o período foi marcado por melhorias na estrutura de espaços físicos e modernização de equipamentos e pela profissionalização na gestão acadêmica, que conquistou qualidade e eficácia. Essa gestão atuou fortemente na política de valorização dos estudantes, que participaram de forma decisiva em reflexões coletivas, mudando os rumos do Ensino no IOC e fortalecendo a visão que privilegia a gestão participativa na definição das suas prioridades. Em especial, tivemos um empenho relevante das coordenações de Programas para que estes resultados fossem alcançados com forte adesão à reestruturação da administração da Secretaria Acadêmica. Estamos encerrando a gestão com um estudo sobre nossos alunos egressos, entre 2005 e 2012, que era uma demanda antiga, agora concretizada. Avançamos na construção do novo site dos Programas Stricto sensu, que está sendo desenvolvido de forma a preencher uma lacuna importante. No âmbito da Informação, a revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz viu incremento significativo em seu fator de impacto, além de avanços no aspecto de modernização, com o sistema de submissão online, o sistema antiplágio e, mais recentemente, o seu novo site. Já no aspecto da Comunicação, foi um período de forte consolidação dos veículos internos e externos e de comunicação institucional, aliado a sólida presença na mídia. O êxito do Setor de Produção e Tratamento de Imagem é traduzido nas numerosas premiações conquistadas ao longo dos anos, cumprindo importante papel educativo. Por fim, podemos dizer que o Núcleo de Eventos tem seu serviço cada vez mais reconhecido e requisitado pela comunidade do IOC, sempre pautado numa política de apoio baseada em edital interno.

Qual a  principal contribuição da Vice-Direção de Desenvolvimento Institucional e Gestão nesta gestão?

Christian Niel: A profissionalização da Gestão, que resultou em reconhecimento pelo Instituto do papel estratégico da Gestão, e em aumento da autoestima dos profissionais envolvidos é uma delas. Também não posso esquecer a implantação do modelo de Planejamento participativo, que resultou em ações específicas como, por exemplo, o programa de capacitação dos profissionais de Gestão e a locação de carrinhos elétricos; o Programa de Qualidade que foi efetivamente instalado com pessoal qualificado, mapeamento de processos e implantação de melhorias, como: redução das etapas necessárias para requisição de compras, criação do catálogo de materiais e dedicação exclusiva do Serviço de Gestão de Projetos (SEGEPRO) para execução financeira de projetos extraorçamentários. Outra contribuição foi o aprimoramento do Sistema Integrado de Administração (SIAD), possibilitando o monitoramento e controle da execução orçamentária e assegurando maior transparência e prestação de contas detalhada, a partir do exercício 2011. Para se ter ideia, os custos telefônicos foram reduzidos pela metade. Nossa Vice-Direção também descentralizou os seguintes serviços da Fiocruz para o IOC: almoxarifado (com exceção da distribuição de material), protocolo, arquivo, expedição, patrimônio imobiliário e transporte de amostras (gestão compartilhada com a DIRAD); além de criar a Central de passagens e a Central de Segurança (controle de acesso), e o setor de Desenvolvimento de Pessoal que, entre outras ações, organizou o Programa de Desenvolvimento Gerencial e o setor de Saúde do Trabalhador.

Qual a  principal contribuição da Vice-Direção de Serviços de Referência e Coleções Científicas nesta gestão?

Elizabeth Rangel: No segmento de Serviços de Referência, um dos principais marcos foi o início da implantação da cultura da Qualidade e do Sistema de Gestão da Qualidade nos Laboratórios que oferecem Serviços de Referência para o SUS ou para órgãos regionais e internacionais. O IOC, pela competência instalada e pelo desenvolvimento de Pesquisas de excelência, destaca-se na Fiocruz como Unidade reconhecida pelo Ministério da Saúde como Referência para o enfrentamento da maior parte dos agravos e doenças pelos quais a Fiocruz responde junto à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. O segmento de Coleções Biológicas teve um período de grande consolidação, com aumento do número de Coleções reconhecidas. Houve avanço importante com a inclusão das Coleções Biológicas no escopo da missão institucional do IOC. Esta inclusão representou um avanço na visibilidade e na valorização deste segmento no Instituto, além de um comprometimento da coletividade com sua manutenção. Com o objetivo de melhorar as condições de infraestrutura e recursos humanos, além da autenticação de material biológico das Coleções do IOC, em atendimento aos requisitos da Qualidade e Biossegurança, alguns projetos institucionais foram elaborados e obtiveram êxito na estruturação de convênios com diversas agências de fomento. A Vice-Direção de Serviços de Referência e Coleções Biológicas elaborou e financiou ainda outros dois projetos estratégicos, incluindo o projeto Fortalecimento das Coleções Biológicas do IOC, para garantir mão de obra operacional de suporte às atividades de curadoria das Coleções Biológicas, e outro projeto, inserido no âmbito do Proep/IOC, para certificação de material biológico das Coleções Biológicas por pesquisadores externos. Em relação ao Programa da Qualidade, uma importante ação da Vice-Direção foi a prática da educação continuada, através de ciclos de capacitações sobre normas de sistemas da Qualidade, pertinentes às Coleções Biológicas, além de assessorias promovidas pelo Grupo Assessor da Qualidade.


16/05/2013

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)