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Do Brasil ao Peru: reconhecimentos que atravessam fronteiras

Pesquisadoras do IOC receberam homenagens de renomadas instituições por suas trajetórias profissionais
Por Yuri Neri29/08/2025 - Atualizado em 09/09/2025

A dedicação de cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) à pesquisa e à divulgação científica foi reconhecida no mês de agosto com premiações no Brasil e no exterior.  

Em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, a diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge, recebeu a medalha ‘Carlos Chagas de Honra ao Mérito’, concedida a personalidades que se destacam na aproximação entre pesquisa e sociedade. 

Já em Lima, no Peru, a parasitóloga Alena Mayo Iñiguez, chefe do Laboratório de Parasitologia Integrativa e Paleoparasitologia, foi agraciada com a insígnia do escudo da Universidade Nacional Maior de São Marcos (UNMSM), a mais conceituada instituição pública do país, em reconhecimento à sua trajetória em paleoparasitologia. 

Juntas, as premiações destacam o protagonismo feminino na ciência e ressaltam a contribuição das pesquisadoras para o avanço da saúde. 


Medalha 'Carlos Chagas de Honra ao Mérito' à esquerda e insígnia do escudo da Universidade Nacional Maior de São Marcos à direita. Foto: Acervo pessoal


Divulgação científica na veia 

A homenagem recebida pela diretora do IOC foi entregue durante o III Congresso Luso-Brasileiro de Divulgação Científica, realizado na Universidade Federal Fluminense (UFF) nos dias 21, 22 e 23 de agosto.  

Além de receber a honraria, Tania participou da programação do Congresso, compondo a mesa de abertura ao lado de representantes de instituições brasileiras e portuguesas, como o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, e a pesquisadora do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Catarina Reis. 

Tania também integrou a mesa ‘Divulgação Científica em Saúde: legado de dois pioneiros – Carlos Chagas e Vital Brazil’. A discussão contou com participação do neto de Vital Brazil, Érico Vital Brazil. 

O debate destacou a herança deixada por Chagas e Brazil na comunicação em saúde e como suas práticas continuam a orientar iniciativas contemporâneas. 


A diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge, ao lado do coordenador do Laboratório de Audiovisual Científico da UFF, Luiz Antonio Botelho Andrade, e do neto de Vital Brazil, Érico Vital Brazil. Foto: Acervo pessoal


Destaque da paleoparasitologia 

O mês de agosto também foi especial para a pesquisadora Alena Mayo Iñiguez, que, em Lima, recebeu a insígnia do escudo da Universidade Nacional Maior de São Marcos. 

A medalha foi entregue em homenagem à trajetória científica da parasitóloga e como agradecimento por sua participação como palestrante na conferência ‘Avances en Paleoparasitología y su aporte al conocimiento de las sociedades del pasado’, ministrada na universidade peruana, no dia 18/08. 

Na apresentação, Alena mostrou como o estudo de restos arqueológicos — como múmias, esqueletos e coprólitos — permite compreender a presença de parasitas em populações pré-colombianas, revelando informações sobre saúde, dieta, condições de vida e até rotas de migração.  

A pesquisadora também destacou o uso de metodologias modernas, como a análise genética e ferramentas de inteligência artificial, que ampliam a identificação de parasitas e aproximam a paleoparasitologia da pesquisa contemporânea. 

O encontro também foi importante para estreitar vínculos acadêmicos por meio de intercâmbio de estudantes de pós-graduação, consolidando a cooperação histórica entre a UNMSM e o IOC. 


A chefe do Laboratório de Parasitologia e Paleoparasitologia da UNMSM, Ines Garate, entregou o distintivo à pesquisadora Alena Mayo Iñiguez. Foto: Acervo pessoal
Pesquisadoras do IOC receberam homenagens de renomadas instituições por suas trajetórias profissionais
Por: 
yuri.neri

A dedicação de cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) à pesquisa e à divulgação científica foi reconhecida no mês de agosto com premiações no Brasil e no exterior.  

Em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, a diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge, recebeu a medalha ‘Carlos Chagas de Honra ao Mérito’, concedida a personalidades que se destacam na aproximação entre pesquisa e sociedade. 

Já em Lima, no Peru, a parasitóloga Alena Mayo Iñiguez, chefe do Laboratório de Parasitologia Integrativa e Paleoparasitologia, foi agraciada com a insígnia do escudo da Universidade Nacional Maior de São Marcos (UNMSM), a mais conceituada instituição pública do país, em reconhecimento à sua trajetória em paleoparasitologia. 

Juntas, as premiações destacam o protagonismo feminino na ciência e ressaltam a contribuição das pesquisadoras para o avanço da saúde. 


Medalha 'Carlos Chagas de Honra ao Mérito' à esquerda e insígnia do escudo da Universidade Nacional Maior de São Marcos à direita. Foto: Acervo pessoal

Divulgação científica na veia 

A homenagem recebida pela diretora do IOC foi entregue durante o III Congresso Luso-Brasileiro de Divulgação Científica, realizado na Universidade Federal Fluminense (UFF) nos dias 21, 22 e 23 de agosto.  

Além de receber a honraria, Tania participou da programação do Congresso, compondo a mesa de abertura ao lado de representantes de instituições brasileiras e portuguesas, como o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, e a pesquisadora do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Catarina Reis. 

Tania também integrou a mesa ‘Divulgação Científica em Saúde: legado de dois pioneiros – Carlos Chagas e Vital Brazil’. A discussão contou com participação do neto de Vital Brazil, Érico Vital Brazil. 

O debate destacou a herança deixada por Chagas e Brazil na comunicação em saúde e como suas práticas continuam a orientar iniciativas contemporâneas. 


A diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge, ao lado do coordenador do Laboratório de Audiovisual Científico da UFF, Luiz Antonio Botelho Andrade, e do neto de Vital Brazil, Érico Vital Brazil. Foto: Acervo pessoal

Destaque da paleoparasitologia 

O mês de agosto também foi especial para a pesquisadora Alena Mayo Iñiguez, que, em Lima, recebeu a insígnia do escudo da Universidade Nacional Maior de São Marcos. 

A medalha foi entregue em homenagem à trajetória científica da parasitóloga e como agradecimento por sua participação como palestrante na conferência ‘Avances en Paleoparasitología y su aporte al conocimiento de las sociedades del pasado’, ministrada na universidade peruana, no dia 18/08. 

Na apresentação, Alena mostrou como o estudo de restos arqueológicos — como múmias, esqueletos e coprólitos — permite compreender a presença de parasitas em populações pré-colombianas, revelando informações sobre saúde, dieta, condições de vida e até rotas de migração.  

A pesquisadora também destacou o uso de metodologias modernas, como a análise genética e ferramentas de inteligência artificial, que ampliam a identificação de parasitas e aproximam a paleoparasitologia da pesquisa contemporânea. 

O encontro também foi importante para estreitar vínculos acadêmicos por meio de intercâmbio de estudantes de pós-graduação, consolidando a cooperação histórica entre a UNMSM e o IOC. 


A chefe do Laboratório de Parasitologia e Paleoparasitologia da UNMSM, Ines Garate, entregou o distintivo à pesquisadora Alena Mayo Iñiguez. Foto: Acervo pessoal
Edição: 
Vinicius Ferreira

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)