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Edição de novembro da Revista Memórias no ar

Publicação divulga achados sobre citomegalovírus, a vacina contra o H1N1 e a contaminação de porcos para abate com hepatite E
Por Jornalismo IOC14/11/2012 - Atualizado em 10/12/2019

Publicação divulga achados sobre citomegalovírus, a vacina contra o H1N1 e a contaminação de porcos para abate com hepatite E

A versão digital da Revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, edição de novembro, já está no ar. Neste número, estudos inéditos apontam a relação entre o citomegalovírus humano (HCMV) e o surgimento de tumores cerebrais. Um levantamento das reações provocadas pelas vacinas contra o vírus H1N1, causador da gripe A, bem como a descoberta de porcos criados para o abate e infectados com hepatite E no Sul do Brasil também são destaques nesta edição. Confira o periódico, disponível para acesso gratuito.

Citomegalovírus humano e os tumores cerebrais

Mais do que causar bolhas e manchas dolorosas, os vírus que compõem a família do herpesvírus catapora, herpes e citomegalovírus humano (HCMV) podem estar associados ao surgimento e evolução de tumores cerebrais conhecidos como gliomas. Em estudo conduzido pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceira com o Serviço de Hematologia do Instituto Nacional de Câncer (INCA), pesquisadores realizaram a biópsia de 75 gliomas primários em busca do DNA do citomegalovírus. Foi apontada a presença do patógeno em 36% deles, distribuídos de forma equilibrada entre homens, mulheres, crianças e jovens. Os gliomas constituem a forma mais comum de tumor primário, sendo os glioblastomas (GBM) os mais agressivos. Desta forma, o estudo levanta a hipótese de incluir a vacinação contra o HCMV e drogas específicas de combate ao vírus no protocolo de tratamento dos gliomas. Leia o artigo.

Hepatite E na carne de porco

Transmitido por meio da ingestão de água e alimentos contaminados, o vírus da hepatite E (HEV) pode estar presente na carne de porcos abatidos para o consumo. É o que revela o estudo desenvolvido pelo Laboratório de Virologia Animal da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Pesquisadores coletaram amostras da bile e do fígado de 118 porcos adultos assintomáticos criados em um abatedouro no Sul do Brasil e encontraram o genótipo 3b do HEV em três deles. Os resultados alertam para os riscos aos quais estão expostos o consumidor da carne suína e o trabalhador envolvido na criação, cuidado e abate destes animais. O país é um dos maiores exportadores de carne suína do mundo, sendo o Sul a região com maior área de criação. O consumo da carne de porco não apresenta riscos quando cozida e preparada adequadamente. Saiba mais.

Reações à vacina contra o H1N1

Dois meses após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a existência de uma pandemia global causada pela gripe A, autoridades já dispunham de uma vacina para ser utilizada em escala global. A rápida resposta dos cientistas para fazer frente ao vírus que matou 15 mil pessoas suscitou questionamentos quanto à segurança do imunizante principalmente durante a campanha brasileira de vacinação, realizada entre março e maio de 2010. Neste estudo, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC/Fiocruz) em parceria com o Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), foi conduzida uma pesquisa clínica com 511 profissionais de saúde imunizados. O objetivo era avaliar a ocorrência de eventos adversos pós-vacinação (EAPV), ou seja, reações. Foram utilizados dois tipos de vacina: a vacina simples e a vacina com adição de adjuvante, uma espécie de catalisador. O estudo concluiu que nenhum deles provocou EAPVs sérias, no entanto, a vacina com adjuvante causou duas vezes mais reações locais nas primeiras 24h após a aplicação do que a simples. Confira o estudo.

Isadora Marinho
14/11/2012

Publicação divulga achados sobre citomegalovírus, a vacina contra o H1N1 e a contaminação de porcos para abate com hepatite E
Por: 
jornalismo

Publicação divulga achados sobre citomegalovírus, a vacina contra o H1N1 e a contaminação de porcos para abate com hepatite E

A versão digital da Revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, edição de novembro, já está no ar. Neste número, estudos inéditos apontam a relação entre o citomegalovírus humano (HCMV) e o surgimento de tumores cerebrais. Um levantamento das reações provocadas pelas vacinas contra o vírus H1N1, causador da gripe A, bem como a descoberta de porcos criados para o abate e infectados com hepatite E no Sul do Brasil também são destaques nesta edição. Confira o periódico, disponível para acesso gratuito.

Citomegalovírus humano e os tumores cerebrais

Mais do que causar bolhas e manchas dolorosas, os vírus que compõem a família do herpesvírus catapora, herpes e citomegalovírus humano (HCMV) podem estar associados ao surgimento e evolução de tumores cerebrais conhecidos como gliomas. Em estudo conduzido pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceira com o Serviço de Hematologia do Instituto Nacional de Câncer (INCA), pesquisadores realizaram a biópsia de 75 gliomas primários em busca do DNA do citomegalovírus. Foi apontada a presença do patógeno em 36% deles, distribuídos de forma equilibrada entre homens, mulheres, crianças e jovens. Os gliomas constituem a forma mais comum de tumor primário, sendo os glioblastomas (GBM) os mais agressivos. Desta forma, o estudo levanta a hipótese de incluir a vacinação contra o HCMV e drogas específicas de combate ao vírus no protocolo de tratamento dos gliomas. Leia o artigo.

Hepatite E na carne de porco

Transmitido por meio da ingestão de água e alimentos contaminados, o vírus da hepatite E (HEV) pode estar presente na carne de porcos abatidos para o consumo. É o que revela o estudo desenvolvido pelo Laboratório de Virologia Animal da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Pesquisadores coletaram amostras da bile e do fígado de 118 porcos adultos assintomáticos criados em um abatedouro no Sul do Brasil e encontraram o genótipo 3b do HEV em três deles. Os resultados alertam para os riscos aos quais estão expostos o consumidor da carne suína e o trabalhador envolvido na criação, cuidado e abate destes animais. O país é um dos maiores exportadores de carne suína do mundo, sendo o Sul a região com maior área de criação. O consumo da carne de porco não apresenta riscos quando cozida e preparada adequadamente. Saiba mais.

Reações à vacina contra o H1N1

Dois meses após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a existência de uma pandemia global causada pela gripe A, autoridades já dispunham de uma vacina para ser utilizada em escala global. A rápida resposta dos cientistas para fazer frente ao vírus que matou 15 mil pessoas suscitou questionamentos quanto à segurança do imunizante principalmente durante a campanha brasileira de vacinação, realizada entre março e maio de 2010. Neste estudo, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC/Fiocruz) em parceria com o Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), foi conduzida uma pesquisa clínica com 511 profissionais de saúde imunizados. O objetivo era avaliar a ocorrência de eventos adversos pós-vacinação (EAPV), ou seja, reações. Foram utilizados dois tipos de vacina: a vacina simples e a vacina com adição de adjuvante, uma espécie de catalisador. O estudo concluiu que nenhum deles provocou EAPVs sérias, no entanto, a vacina com adjuvante causou duas vezes mais reações locais nas primeiras 24h após a aplicação do que a simples. Confira o estudo.

Isadora Marinho

14/11/2012

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)