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Eliminação da oncocercose: avanços e resultados

II Reunião de Avaliação e Planejamento do Programa Brasileiro de Eliminação da Oncocercose avaliou resultados dos estudos sobre a doença e mostrou que o Brasil está mais perto da erradicação
Por Jornalismo IOC23/10/2013 - Atualizado em 12/12/2024

II Reunião de Avaliação e Planejamento do Programa Brasileiro de Eliminação da Oncocercose avaliou resultados dos estudos sobre a doença e mostrou que o Brasil está mais perto da erradicação


Comprometido com os estudos relacionados aos simulídeos e empenhados no combate à oncocercose no Brasil, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), representado pelo Laboratório de Simulídeos e Oncocercose, referência nacional na área, participou da 2ª edição de 2013 da ‘Reunião de Avaliação e Planejamento do Programa Brasileiro de Eliminação da Oncocercose (PBEO)’, promovida pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS). O encontro teve como finalidade avaliar os dados e resultados anuais, referentes ao segundo semestre de 2012 até o segundo semestre de 2013, relacionados aos estudos sobre a enfermidade no país e as soluções possíveis para a sua erradicação. Além de profissionais da Secretaria de Vigilância em Saúde, o evento, realizado entre 15 e 17 de outubro, em Manaus, no Estado do Amazonas, reuniu, ainda, representantes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), do Programa de Eliminação da Oncocercose nas Américas (OEPA) e profissionais que atuam no monitoramento da doença em áreas endêmicas.

De acordo com a Marilza Herzog, chefe do Laboratório de Simulídeos e Oncocercose, a reunião serviu para consolidar o esforço empregado pelos órgãos integrantes da iniciativa no controle e na erradicação da doença. Durante o evento foram apresentados dados importantes e positivos que mostraram avanços no trabalho realizado. Isso indica que o Brasil está mais próximo de alcançar a meta estabelecida pelo Programa, que é interromper a transmissão da doença até meados de 2015, afirmou.

A especialista também destacou o cenário atual da enfermidade no Brasil. Os casos de oncocercose no país atingem, em maior parte, a população indígena Yanomami, que vive na região Norte e em áreas próximas à fronteira com a Venezuela. Atualmente, a doença é combatida através do tratamento em massa da população e apresenta baixos índices de proliferação. Mesmo assim, continuamos na luta pela sua eliminação como um problema de saúde pública, concluiu.


Sobre a oncocercose

A oncocercose é uma doença parasitária transmitida por algumas espécies vetoras do gênero Simulium, também conhecido como pium ou borrachudo. Ela é caracterizada pelo surgimento de nódulos subcutâneos indolores, onde se alojam os nematóides adultos. Ao longo do tempo, as microfilárias podem provocar uma série de lesões oftalmológicas como conjuntivite, edema palpebral e até lesões do nervo óptico, podendo inclusive, em casos mais graves, levar à cegueira irreversível.

 

Paula Netto
23/10/2013

II Reunião de Avaliação e Planejamento do Programa Brasileiro de Eliminação da Oncocercose avaliou resultados dos estudos sobre a doença e mostrou que o Brasil está mais perto da erradicação
Por: 
jornalismo

II Reunião de Avaliação e Planejamento do Programa Brasileiro de Eliminação da Oncocercose avaliou resultados dos estudos sobre a doença e mostrou que o Brasil está mais perto da erradicação

Comprometido com os estudos relacionados aos simulídeos e empenhados no combate à oncocercose no Brasil, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), representado pelo Laboratório de Simulídeos e Oncocercose, referência nacional na área, participou da 2ª edição de 2013 da ‘Reunião de Avaliação e Planejamento do Programa Brasileiro de Eliminação da Oncocercose (PBEO)’, promovida pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS). O encontro teve como finalidade avaliar os dados e resultados anuais, referentes ao segundo semestre de 2012 até o segundo semestre de 2013, relacionados aos estudos sobre a enfermidade no país e as soluções possíveis para a sua erradicação. Além de profissionais da Secretaria de Vigilância em Saúde, o evento, realizado entre 15 e 17 de outubro, em Manaus, no Estado do Amazonas, reuniu, ainda, representantes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), do Programa de Eliminação da Oncocercose nas Américas (OEPA) e profissionais que atuam no monitoramento da doença em áreas endêmicas.

De acordo com a Marilza Herzog, chefe do Laboratório de Simulídeos e Oncocercose, a reunião serviu para consolidar o esforço empregado pelos órgãos integrantes da iniciativa no controle e na erradicação da doença. Durante o evento foram apresentados dados importantes e positivos que mostraram avanços no trabalho realizado. Isso indica que o Brasil está mais próximo de alcançar a meta estabelecida pelo Programa, que é interromper a transmissão da doença até meados de 2015, afirmou.

A especialista também destacou o cenário atual da enfermidade no Brasil. Os casos de oncocercose no país atingem, em maior parte, a população indígena Yanomami, que vive na região Norte e em áreas próximas à fronteira com a Venezuela. Atualmente, a doença é combatida através do tratamento em massa da população e apresenta baixos índices de proliferação. Mesmo assim, continuamos na luta pela sua eliminação como um problema de saúde pública, concluiu.

Sobre a oncocercose

A oncocercose é uma doença parasitária transmitida por algumas espécies vetoras do gênero Simulium, também conhecido como pium ou borrachudo. Ela é caracterizada pelo surgimento de nódulos subcutâneos indolores, onde se alojam os nematóides adultos. Ao longo do tempo, as microfilárias podem provocar uma série de lesões oftalmológicas como conjuntivite, edema palpebral e até lesões do nervo óptico, podendo inclusive, em casos mais graves, levar à cegueira irreversível.

 

Paula Netto
23/10/2013

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)