Portuguese English Spanish
Interface
Adjust the interface to make it easier to use for different conditions.
This renders the document in high contrast mode.
This renders the document as white on black
This can help those with trouble processing rapid screen movements.
This loads a font easier to read for people with dyslexia.
Busca Avançada
Você está aqui: Notícias » Evento sobre Coleções Biológicas e Biodiversidade reúne especialistas do Brasil e da América Latina

Evento sobre Coleções Biológicas e Biodiversidade reúne especialistas do Brasil e da América Latina

O encontro, que teve início dia 7 de maio, discutiu temas como taxonomia, conservação, desenvolvimento sustentável, educação e saúde
Por Jornalismo IOC08/05/2012 - Atualizado em 10/12/2019

O encontro, que teve início dia 7 de maio, discutiu temas como taxonomia, conservação, desenvolvimento sustentável, educação e saúde


O trabalho de identificar, organizar e catalogar organismos em coleções biológicas foi iniciado no Brasil no início do século XX pelo médico e sanitarista Oswaldo Cruz. Nos 110 anos seguintes, o acervo entomológico do IOC - que só englobava insetos - foi crescendo até alcançar os atuais cinco milhões de exemplares e o reconhecimento da comunidade científica da América Latina. Nesta segunda-feira (07/05), o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) estabeleceu mais um marco para a área de Taxonomia e Biodiversidade com a abertura do primeiro evento internacional da área, o Simpósio Latino-americano de Coleções Biológicas e Biodiversidade: Conhecimento e Gestão.

A diretora do IOC, Tania Araújo-Jorge, o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, a vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Claude Pirmez e a coordenadora da Câmara Técnica de Coleções do IOC, Delir Serra Freire, compuseram a mesa de abertura. O evento reuniu especialistas do Brasil, Estados Unidos, Cuba, Argentina, Costa Rica e Peru.

Um merecido avanço

De acordo com a diretora do IOC, Tania Araújo-Jorge, o apoio a um evento internacional foi legitimado pela ótima campanha da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Taxonomia e Biodiversidade do IOC nos últimos anos. “Das 15 áreas criadas na nossa gestão, essa foi uma das que mais se destacou. Vimos uma grande integração entre pesquisadores e laboratórios, organização de eventos, publicação de artigos e, por fim, até a criação do curso de Pós-graduação em Biodiversidade e Saúde, que é um orgulho para nós”, afirmou.

Peter Ilicciev

A diretora do IOC, Tania Araújo-Jorge, destacou crescimento da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Taxonomia e Biodiversidade do IOC nos últimos anos

A coordenadora da Câmara Técnica de Coleções do IOC e presidente do Simpósio, Delir Serra Freire, comemorou o apoio ao evento e destacou que este é o momento ideal para promover um intercâmbio com especialistas internacionais em busca de práticas de excelência. “Estamos na década da Biodiversidade e na iminência de sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O tema é de preocupação universal, ainda mais para o Brasil, que tem a responsabilidade de deter a maior biodiversidade do planeta”, disse. 

Peter Ilicciev

De acordo com a coordenadora da Câmara Técnica de Coleções do IOC e presidente do Simpósio, Delir Serra Freire, o momento é ideal para promover um intercâmbio com especialistas internacionais em busca de práticas de excelência

Coleções biológicas, ciência e sociedade

Mas qual é a relevância das coleções biológicas para a Ciência e a sociedade? Quem explicou foi a vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Claude Pirmez. “Elas têm duas finalidades: preservar o patrimônio genético e, no caso da Fiocruz, viabilizar pesquisas na área da saúde”, afirmou. De acordo com a pesquisadora, a Fundação conta, hoje, com 29 coleções, incluindo espécies microbiológicas, zoológicas e uma parte histopatológica. Esse material, que está praticamente todo no IOC, desempenha papel estratégico na pesquisa básica, experimentação biológica, prospecção biotecnológica, produção de insumos e bioprodutos em saúde. Além disso, a biodiversidade – que é o resultado de milhões de anos de evolução da vida na Terra – compõe o nosso “museu da vida”.

Peter Ilicciev

Para o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, atualmente, existe uma cultura de reconhecimento da relevância das coleções em toda a Fiocruz

O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, afirmou que, hoje, existe em toda a Fundação uma cultura de reconhecimento da relevância das coleções, até mesmo pelas áreas que não tem qualquer contato com elas. “Penso que há a necessidade de termos uma publicação detalhada sobre as coleções, para lhes dar mais visibilidade – tanto dentro como fora da Fiocruz, para um público mais abrangente. Assim, a sociedade também fica por dentro da importância científica e social desse acervo”, ressaltou.

Segundo a organização do evento, cerca de 250 participantes devem conferir as oito mesas-redondas e nove palestras que vão abordar temas como conservação, educação, saúde, desenvolvimento sustentável e o estado atual da pesquisa e gestão das coleções biológicas do continente.

No encerramento, os presentes conferiram a palestra da pesquisadora Mercedes Bustamante, representante da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Seped/MCTI). Intitulada “Ciência, Tecnologia e Inovação aplicados à Biodiversidade: por que gerenciar a informação?”, a apresentação destacou a importância de se preservar a natureza como forma de garantir o bem estar da sociedade. “Proteger a biodiversidade é proteger a saúde humana. Dos 150 medicamentos mais receitados no mundo, metade deriva dela. Cerca de 60% das drogas utilizadas contra o câncer e 75% das aplicadas em processos infecciosos também vêm de compostos naturais. Por outro lado, temos de quatro a 20 milhões de espécies ainda desconhecidas – mas estamos com uma taxa de perda de biodiversidade nunca antes vista. É preciso elaborar estratégias de conservação e gestão da nossa biodiversidade”, assinalou.

Peter Ilicciev

Representante da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Mercedes Bustamante, palestrou sobre Ciência, Tecnologia e Inovação aplicados à Biodiversidade

 

Encontro Nacional de Coleções de Ácaros

No dia 10 de maio, acontece, paralelamente, o Encontro Nacional de Coleções de Ácaros, evento satélite que reunirá profissionais de instituições brasileiras para debates específicos sobre cooperações, dificuldades, avanços e outros temas relevantes para a área. Ambos os eventos são organizados pelo Instituto Oswaldo Cruz através da Área de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação em Taxonomia e Biodiversidade e da Câmara Técnica de Coleções Científicas. Contam com apoio da Presidência e da Vice-presidência de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz.

 

Isadora Marinho
08/05/2012 - Atualizada em 11/05/2012

O encontro, que teve início dia 7 de maio, discutiu temas como taxonomia, conservação, desenvolvimento sustentável, educação e saúde
Por: 
jornalismo

O encontro, que teve início dia 7 de maio, discutiu temas como taxonomia, conservação, desenvolvimento sustentável, educação e saúde



O trabalho de identificar, organizar e catalogar organismos em coleções biológicas foi iniciado no Brasil no início do século XX pelo médico e sanitarista Oswaldo Cruz. Nos 110 anos seguintes, o acervo entomológico do IOC - que só englobava insetos - foi crescendo até alcançar os atuais cinco milhões de exemplares e o reconhecimento da comunidade científica da América Latina. Nesta segunda-feira (07/05), o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) estabeleceu mais um marco para a área de Taxonomia e Biodiversidade com a abertura do primeiro evento internacional da área, o Simpósio Latino-americano de Coleções Biológicas e Biodiversidade: Conhecimento e Gestão.

A diretora do IOC, Tania Araújo-Jorge, o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, a vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Claude Pirmez e a coordenadora da Câmara Técnica de Coleções do IOC, Delir Serra Freire, compuseram a mesa de abertura. O evento reuniu especialistas do Brasil, Estados Unidos, Cuba, Argentina, Costa Rica e Peru.

Um merecido avanço

De acordo com a diretora do IOC, Tania Araújo-Jorge, o apoio a um evento internacional foi legitimado pela ótima campanha da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Taxonomia e Biodiversidade do IOC nos últimos anos. “Das 15 áreas criadas na nossa gestão, essa foi uma das que mais se destacou. Vimos uma grande integração entre pesquisadores e laboratórios, organização de eventos, publicação de artigos e, por fim, até a criação do curso de Pós-graduação em Biodiversidade e Saúde, que é um orgulho para nós”, afirmou.

Peter Ilicciev

A diretora do IOC, Tania Araújo-Jorge, destacou crescimento da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Taxonomia e Biodiversidade do IOC nos últimos anos

A coordenadora da Câmara Técnica de Coleções do IOC e presidente do Simpósio, Delir Serra Freire, comemorou o apoio ao evento e destacou que este é o momento ideal para promover um intercâmbio com especialistas internacionais em busca de práticas de excelência. “Estamos na década da Biodiversidade e na iminência de sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O tema é de preocupação universal, ainda mais para o Brasil, que tem a responsabilidade de deter a maior biodiversidade do planeta”, disse. 

Peter Ilicciev

De acordo com a coordenadora da Câmara Técnica de Coleções do IOC e presidente do Simpósio, Delir Serra Freire, o momento é ideal para promover um intercâmbio com especialistas internacionais em busca de práticas de excelência

Coleções biológicas, ciência e sociedade

Mas qual é a relevância das coleções biológicas para a Ciência e a sociedade? Quem explicou foi a vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Claude Pirmez. “Elas têm duas finalidades: preservar o patrimônio genético e, no caso da Fiocruz, viabilizar pesquisas na área da saúde”, afirmou. De acordo com a pesquisadora, a Fundação conta, hoje, com 29 coleções, incluindo espécies microbiológicas, zoológicas e uma parte histopatológica. Esse material, que está praticamente todo no IOC, desempenha papel estratégico na pesquisa básica, experimentação biológica, prospecção biotecnológica, produção de insumos e bioprodutos em saúde. Além disso, a biodiversidade – que é o resultado de milhões de anos de evolução da vida na Terra – compõe o nosso “museu da vida”.

Peter Ilicciev

Para o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, atualmente, existe uma cultura de reconhecimento da relevância das coleções em toda a Fiocruz

O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, afirmou que, hoje, existe em toda a Fundação uma cultura de reconhecimento da relevância das coleções, até mesmo pelas áreas que não tem qualquer contato com elas. “Penso que há a necessidade de termos uma publicação detalhada sobre as coleções, para lhes dar mais visibilidade – tanto dentro como fora da Fiocruz, para um público mais abrangente. Assim, a sociedade também fica por dentro da importância científica e social desse acervo”, ressaltou.

Segundo a organização do evento, cerca de 250 participantes devem conferir as oito mesas-redondas e nove palestras que vão abordar temas como conservação, educação, saúde, desenvolvimento sustentável e o estado atual da pesquisa e gestão das coleções biológicas do continente.

No encerramento, os presentes conferiram a palestra da pesquisadora Mercedes Bustamante, representante da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Seped/MCTI). Intitulada “Ciência, Tecnologia e Inovação aplicados à Biodiversidade: por que gerenciar a informação?”, a apresentação destacou a importância de se preservar a natureza como forma de garantir o bem estar da sociedade. “Proteger a biodiversidade é proteger a saúde humana. Dos 150 medicamentos mais receitados no mundo, metade deriva dela. Cerca de 60% das drogas utilizadas contra o câncer e 75% das aplicadas em processos infecciosos também vêm de compostos naturais. Por outro lado, temos de quatro a 20 milhões de espécies ainda desconhecidas – mas estamos com uma taxa de perda de biodiversidade nunca antes vista. É preciso elaborar estratégias de conservação e gestão da nossa biodiversidade”, assinalou.

Peter Ilicciev

Representante da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Mercedes Bustamante, palestrou sobre Ciência, Tecnologia e Inovação aplicados à Biodiversidade

 

Encontro Nacional de Coleções de Ácaros

No dia 10 de maio, acontece, paralelamente, o Encontro Nacional de Coleções de Ácaros, evento satélite que reunirá profissionais de instituições brasileiras para debates específicos sobre cooperações, dificuldades, avanços e outros temas relevantes para a área. Ambos os eventos são organizados pelo Instituto Oswaldo Cruz através da Área de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação em Taxonomia e Biodiversidade e da Câmara Técnica de Coleções Científicas. Contam com apoio da Presidência e da Vice-presidência de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz.

 

Isadora Marinho

08/05/2012 - Atualizada em 11/05/2012

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)