Durante a 14ª ‘Reunião do Programa Integrado de Esquistossomose’ pesquisadores da Fiocruz propõem mudanças no cenário de enfrentamento da doença no paÃs em articulação com o Ministério da Saúde
Apesar de antiga, a esquistossomose ainda faz vÃtimas pelo paÃs, principalmente em locais onde o saneamento básico é precário. Atentos a essa realidade, pesquisadores e pós-graduandos da Fiocruz especializados no tema se reuniram entre os dias 11 e 13 de novembro, em Sabará (MG), para debater o assunto. A reunião, que aconteceu pela 14ª vez, é uma atividade do Programa Integrado de Esquistossomose da Fiocruz (PIDE), coordenado pela pesquisadora Tereza Favre, chefe do Laboratório de Ecoepidemiologia e Controle da Esquistossomose e Geohelmintoses do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O evento contou com a presença de cerca de 60 participantes, entre membros do PIDE e do comitê externo: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), PontifÃcia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS).
Um dos principais tópicos abordados no encontro foi o Plano de Ação (2011-2015) do Ministério da Saúde (MS) para a eliminação da doença. De acordo com Tereza, o encontro buscou estabelecer propostas que visam atender as necessidades do Ministério para que o Brasil consiga eliminar o agravo enquanto problema de saúde pública. Um dos resultados da reunião foi a elaboração de um projeto de pesquisa multidisciplinar para avaliação de métodos diagnósticos, estratégias de prevenção e tratamento, além do controle e vigilância epidemiológica em áreas-piloto selecionadas.
Para um dos coordenadores regionais do Programa e também pesquisador do Laboratório de Eco-Epidemiologia e Controle da Esquistossomose e Geohelmintoses, Otávio Sarmento Pieri, a eliminação da doença depende de ações integradas de diversos setores. Mobilizar as comunidades atingidas, aumentar a cobertura de diagnóstico e tratamento no nÃvel de atenção básica e proporcionar uma boa estrutura básica de saneamento são algumas ações necessárias para se alcançar o objetivo que tanto almejamos, alertou. Otávio completou dizendo que trata-se de um trabalho em rede que visa ampliar conhecimentos e unir as competências da pesquisa com a administração pública para solucionar um problema de saúde especÃfico.
A serviço da saúde da população
Durante a reunião, foi discutida a necessidade de se produzir uma fórmula pediátrica do medicamento Praziquantel, fabricado atualmente pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e usado no tratamento da doença em adultos e crianças. A bula adverte que o uso em crianças com idade inferior a quatro anos só pode ser feito sob estrito controle médico, daà a necessidade de uma formulação adequada para a administração do medicamento em crianças pequenas no âmbito dos programas de controle, afirmou Otávio.
A cooperação do PIDE
Em seus 26 anos de existência, o PIDE tem promovido a integração entre os grupos de pesquisa em esquistossomose das diferentes unidades da Fiocruz, bem como a interação permanente dos pesquisadores com os formuladores de polÃticas de saúde do Ministério da Saúde e os gestores dos serviços de vigilância e controle da esquistossomose no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
As pesquisas desenvolvidas no Programa incluem desde aspectos de genômica, imunopatologia, bioquÃmica e biologia molecular até ecologia, epidemiologia e educação em saúde, buscando aperfeiçoar as ferramentas de diagnóstico, esquemas de tratamento, estratégias de controle e a formulação de polÃticas de Saúde Pública.
Lucas Rocha
25/11/2013
Autorizada a reprodução sem fins lucrativos desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
Durante a 14ª ‘Reunião do Programa Integrado de Esquistossomose’ pesquisadores da Fiocruz propõem mudanças no cenário de enfrentamento da doença no paÃs em articulação com o Ministério da Saúde
Apesar de antiga, a esquistossomose ainda faz vÃtimas pelo paÃs, principalmente em locais onde o saneamento básico é precário. Atentos a essa realidade, pesquisadores e pós-graduandos da Fiocruz especializados no tema se reuniram entre os dias 11 e 13 de novembro, em Sabará (MG), para debater o assunto. A reunião, que aconteceu pela 14ª vez, é uma atividade do Programa Integrado de Esquistossomose da Fiocruz (PIDE), coordenado pela pesquisadora Tereza Favre, chefe do Laboratório de Ecoepidemiologia e Controle da Esquistossomose e Geohelmintoses do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O evento contou com a presença de cerca de 60 participantes, entre membros do PIDE e do comitê externo: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), PontifÃcia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS).
Um dos principais tópicos abordados no encontro foi o Plano de Ação (2011-2015) do Ministério da Saúde (MS) para a eliminação da doença. De acordo com Tereza, o encontro buscou estabelecer propostas que visam atender as necessidades do Ministério para que o Brasil consiga eliminar o agravo enquanto problema de saúde pública. Um dos resultados da reunião foi a elaboração de um projeto de pesquisa multidisciplinar para avaliação de métodos diagnósticos, estratégias de prevenção e tratamento, além do controle e vigilância epidemiológica em áreas-piloto selecionadas.
Para um dos coordenadores regionais do Programa e também pesquisador do Laboratório de Eco-Epidemiologia e Controle da Esquistossomose e Geohelmintoses, Otávio Sarmento Pieri, a eliminação da doença depende de ações integradas de diversos setores. Mobilizar as comunidades atingidas, aumentar a cobertura de diagnóstico e tratamento no nÃvel de atenção básica e proporcionar uma boa estrutura básica de saneamento são algumas ações necessárias para se alcançar o objetivo que tanto almejamos, alertou. Otávio completou dizendo que trata-se de um trabalho em rede que visa ampliar conhecimentos e unir as competências da pesquisa com a administração pública para solucionar um problema de saúde especÃfico.
A serviço da saúde da população
Durante a reunião, foi discutida a necessidade de se produzir uma fórmula pediátrica do medicamento Praziquantel, fabricado atualmente pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e usado no tratamento da doença em adultos e crianças. A bula adverte que o uso em crianças com idade inferior a quatro anos só pode ser feito sob estrito controle médico, daà a necessidade de uma formulação adequada para a administração do medicamento em crianças pequenas no âmbito dos programas de controle, afirmou Otávio.
A cooperação do PIDE
Em seus 26 anos de existência, o PIDE tem promovido a integração entre os grupos de pesquisa em esquistossomose das diferentes unidades da Fiocruz, bem como a interação permanente dos pesquisadores com os formuladores de polÃticas de saúde do Ministério da Saúde e os gestores dos serviços de vigilância e controle da esquistossomose no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
As pesquisas desenvolvidas no Programa incluem desde aspectos de genômica, imunopatologia, bioquÃmica e biologia molecular até ecologia, epidemiologia e educação em saúde, buscando aperfeiçoar as ferramentas de diagnóstico, esquemas de tratamento, estratégias de controle e a formulação de polÃticas de Saúde Pública.
Lucas Rocha
25/11/2013
Autorizada a reprodução sem fins lucrativos desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)