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Formação internacional em meio à Mata Atlântica

Promovido pela Pós-graduação em Medicina Tropical do IOC, curso sobre determinantes ecológicos de doenças vetoriais atraiu estudantes de sete programas de pós-graduação do país
Por Maíra Menezes23/08/2022 - Atualizado em 12/09/2022
Professores e estudantes do curso Detvetores na Reserva Ecológica de Guapiaçu. Foto: Divulgação

Uma imersão na Mata Atlântica para aprofundar conhecimentos e aprender novas técnicas para investigações sobre doenças de transmissão vetorial, com aulas teóricas e atividades práticas ministradas por professores do Brasil e dos Estados Unidos.

Essa foi a experiência de estudantes de sete programas de pós-graduação do país, durante o 3º Curso Internacional Determinantes Ecológicos da Dinâmica das Doenças Transmitidas por Vetores (Detvetores), entre 8 e 12 de agosto.

Promovido pelo Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com a Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, o curso foi realizado na Reserva Ecológica de Guapiaçu (Regua), em Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Durante cinco dias, o curso discutiu temas como: evolução e ecologia de mosquitos, ecologia da paisagem e determinantes ecológicos de doenças vetoriais, além do panorama das arboviroses no Brasil e da relação entre doenças vetoriais e mudanças climáticas.

Em atividades práticas, estudantes conheceram diferentes técnicas para captura de vetores. Foto: Divulgação

A coordenadora do curso e docente permanente da Pós-graduação em Medicina Tropical, Nildimar Honório, destaca que a atividade buscou fortalecer a colaboração científica e a capacitação num tema de grande impacto para a saúde pública.

“Fatores ecológicos como paisagem, clima e mobilidade humana influenciam na transmissão de doenças vetoriais. Os efeitos de mudanças no ambiente causadas direta ou indiretamente pelo homem já podem ser observados a partir da emergência e reemergência de doenças infecciosas, como Zika, chikungunya, dengue, febre amarela, malária, leishmanioses e outras”, afirmou a bióloga, que é pesquisadora do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC e coordenadora do Núcleo Operacional Sentinela de Mosquitos Vetores da Fundação Oswaldo Cruz (Nosmove/Fiocruz).

Metodologias para mapeamento e modelagem da distribuição de vetores, coleta de insetos, geoprocessamento e análise de dados também foram alvo de atividades teóricas e práticas. 

Os aprendizados foram aplicados pelos estudantes em projetos de pesquisa. Elaboradas e desenvolvidas durante o curso, as investigações abordaram a diversidade de espécies de vetores em áreas com níveis variados de ‘perturbação ambiental’; a eficácia de diferentes métodos de captura de insetos; e avaliação da presença de vetores em habitats isolados em uma paisagem composta por fragmentos florestais e áreas de pastagem.

O doutorando em Medicina Tropical, Helver Gonçalves Dias, considera que, além do aprendizado de novas metodologias e conceitos, o curso expandiu a formação profissional pela interação com pesquisadores de diferentes instituições.

“A troca de conhecimento e a oportunidade de aprender, trabalhar e cooperar com colegas e professores do IOC, de outras instituições do Brasil e da Universidade da Flórida, em clima de parceria e amizade, foi marcante. Também considero que aliar o trabalho de campo à bancada é uma oportunidade única que enriquece a formação do profissional”, afirmou Helver.

Após coletas, curso abordou trabalho de identificação de insetos. Foto: Divulgação

Com o objetivo de fortalecer a internacionalização nas pós-graduações, todas as atividades foram desenvolvidas em inglês, incluindo a apresentação dos resultados das pesquisas realizadas pelos estudantes.

“Mesmo que existam dificuldades, os alunos percebem que o idioma não é uma barreira para a comunicação. Isso é importante na carreira científica”, comentou Nildimar, acrescentando que uma ex-aluna do curso está retornando do doutorado sanduíche realizado na Universidade da Flórida, enquanto outra segue para a instituição no próximo mês.

O curso Detvetores é oferecido desde 2011, como disciplina do Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical. Em 2018, a atividade passou a ser internacional, com a parceria da Universidade da Flórida. 

Após dois anos de suspensão por causa da pandemia de Covid-19, a retomada do curso atraiu estudantes de diferentes regiões do país. 

Participaram discentes dos Programas de Medicina Tropical, Biologia Parasitária e Biologia Celular e Molecular do IOC, além de pós-graduandos do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz-Pernambuco), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Diversidade de insetos capturados durante uma das atividades do curso. Foto: Divulgação

O curso contou com professores do IOC, Universidade da Flórida, Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), Uerj, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). 

“Nosso objetivo é compartilhar conhecimentos entre instituições, programas de pós-graduação, professores e alunos em prol de uma ciência colaborativa”, ressaltou Nildimar, lembrando que o curso conta com uma coordenação colegiada. Participam do grupo:  os pesquisadores Daniel Câmara e Izabel Reis, do IOC; Tanise Stenn e Jorge Rey, da Universidade da Flórida; Bruno Carvalho, do ISGlobal, e Tania Ayllón, da Universidade Afonso X El Sabio, na Espanha.

Este ano o curso contou com uma novidade. Após a conclusão das atividades em campo, os estudantes tiveram ainda a oportunidade de participar de um treinamento prático em técnicas moleculares para detecção da fonte alimentar sanguínea dos insetos coletados durante o curso. A atividade foi ministrada pela professora da Universidade da Flórida, Tanise Stenn, nos dias 15 e 16 de agosto, no Laboratório de Imunologia Viral do IOC.

Aula inaugural

Integrantes da mesa de abertura destacaram importância da internacionalização dos cursos de pós-graduação. Foto: Gutemberg Brito

Antes do embarque dos participantes para a Reserva Ecológica de Guapiaçu (Regua), o curso contou com uma mesa de abertura para dar as boas-vindas aos estudantes. A sessão inicial foi realizada no campus da Fiocruz, em Manguinhos.

Na ocasião, participaram o vice-diretor de Ensino, Informação e Comunicação do IOC, Ademir Martins; a coordenadora do Programa de Medicina Tropical, Vanessa de Paula; a coordenadora do curso Detvetores, Nildimar Honório; a coordenadora de Cooperação Institucional do IOC, Anna Cristina Carvalho; e o diretor do Laboratório de Entomologia Médica da Flórida (FMEL/Universidade da Flórida), Jorge Rey.

Por videoconferência, o professor emérito da Universidade da Flórida, Phil Lounibos, ministrou a palestra ‘A importância da pesquisa de campo para o entendimento e mitigação de doenças transmitidas por mosquitos no Brasil’.

O curso foi realizado com o apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do IOC e da Universidade da Flórida.

Promovido pela Pós-graduação em Medicina Tropical do IOC, curso sobre determinantes ecológicos de doenças vetoriais atraiu estudantes de sete programas de pós-graduação do país
Por: 
maira
Professores e estudantes do curso Detvetores na Reserva Ecológica de Guapiaçu. Foto: Divulgação

Uma imersão na Mata Atlântica para aprofundar conhecimentos e aprender novas técnicas para investigações sobre doenças de transmissão vetorial, com aulas teóricas e atividades práticas ministradas por professores do Brasil e dos Estados Unidos.

Essa foi a experiência de estudantes de sete programas de pós-graduação do país, durante o 3º Curso Internacional Determinantes Ecológicos da Dinâmica das Doenças Transmitidas por Vetores (Detvetores), entre 8 e 12 de agosto.

Promovido pelo Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com a Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, o curso foi realizado na Reserva Ecológica de Guapiaçu (Regua), em Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Durante cinco dias, o curso discutiu temas como: evolução e ecologia de mosquitos, ecologia da paisagem e determinantes ecológicos de doenças vetoriais, além do panorama das arboviroses no Brasil e da relação entre doenças vetoriais e mudanças climáticas.

Em atividades práticas, estudantes conheceram diferentes técnicas para captura de vetores. Foto: Divulgação

A coordenadora do curso e docente permanente da Pós-graduação em Medicina Tropical, Nildimar Honório, destaca que a atividade buscou fortalecer a colaboração científica e a capacitação num tema de grande impacto para a saúde pública.

“Fatores ecológicos como paisagem, clima e mobilidade humana influenciam na transmissão de doenças vetoriais. Os efeitos de mudanças no ambiente causadas direta ou indiretamente pelo homem já podem ser observados a partir da emergência e reemergência de doenças infecciosas, como Zika, chikungunya, dengue, febre amarela, malária, leishmanioses e outras”, afirmou a bióloga, que é pesquisadora do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC e coordenadora do Núcleo Operacional Sentinela de Mosquitos Vetores da Fundação Oswaldo Cruz (Nosmove/Fiocruz).

Metodologias para mapeamento e modelagem da distribuição de vetores, coleta de insetos, geoprocessamento e análise de dados também foram alvo de atividades teóricas e práticas. 

Os aprendizados foram aplicados pelos estudantes em projetos de pesquisa. Elaboradas e desenvolvidas durante o curso, as investigações abordaram a diversidade de espécies de vetores em áreas com níveis variados de ‘perturbação ambiental’; a eficácia de diferentes métodos de captura de insetos; e avaliação da presença de vetores em habitats isolados em uma paisagem composta por fragmentos florestais e áreas de pastagem.

O doutorando em Medicina Tropical, Helver Gonçalves Dias, considera que, além do aprendizado de novas metodologias e conceitos, o curso expandiu a formação profissional pela interação com pesquisadores de diferentes instituições.

“A troca de conhecimento e a oportunidade de aprender, trabalhar e cooperar com colegas e professores do IOC, de outras instituições do Brasil e da Universidade da Flórida, em clima de parceria e amizade, foi marcante. Também considero que aliar o trabalho de campo à bancada é uma oportunidade única que enriquece a formação do profissional”, afirmou Helver.

Após coletas, curso abordou trabalho de identificação de insetos. Foto: Divulgação

Com o objetivo de fortalecer a internacionalização nas pós-graduações, todas as atividades foram desenvolvidas em inglês, incluindo a apresentação dos resultados das pesquisas realizadas pelos estudantes.

“Mesmo que existam dificuldades, os alunos percebem que o idioma não é uma barreira para a comunicação. Isso é importante na carreira científica”, comentou Nildimar, acrescentando que uma ex-aluna do curso está retornando do doutorado sanduíche realizado na Universidade da Flórida, enquanto outra segue para a instituição no próximo mês.

O curso Detvetores é oferecido desde 2011, como disciplina do Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical. Em 2018, a atividade passou a ser internacional, com a parceria da Universidade da Flórida. 

Após dois anos de suspensão por causa da pandemia de Covid-19, a retomada do curso atraiu estudantes de diferentes regiões do país. 

Participaram discentes dos Programas de Medicina Tropical, Biologia Parasitária e Biologia Celular e Molecular do IOC, além de pós-graduandos do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz-Pernambuco), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Diversidade de insetos capturados durante uma das atividades do curso. Foto: Divulgação

O curso contou com professores do IOC, Universidade da Flórida, Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), Uerj, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). 

“Nosso objetivo é compartilhar conhecimentos entre instituições, programas de pós-graduação, professores e alunos em prol de uma ciência colaborativa”, ressaltou Nildimar, lembrando que o curso conta com uma coordenação colegiada. Participam do grupo:  os pesquisadores Daniel Câmara e Izabel Reis, do IOC; Tanise Stenn e Jorge Rey, da Universidade da Flórida; Bruno Carvalho, do ISGlobal, e Tania Ayllón, da Universidade Afonso X El Sabio, na Espanha.

Este ano o curso contou com uma novidade. Após a conclusão das atividades em campo, os estudantes tiveram ainda a oportunidade de participar de um treinamento prático em técnicas moleculares para detecção da fonte alimentar sanguínea dos insetos coletados durante o curso. A atividade foi ministrada pela professora da Universidade da Flórida, Tanise Stenn, nos dias 15 e 16 de agosto, no Laboratório de Imunologia Viral do IOC.

Aula inaugural

Integrantes da mesa de abertura destacaram importância da internacionalização dos cursos de pós-graduação. Foto: Gutemberg Brito

Antes do embarque dos participantes para a Reserva Ecológica de Guapiaçu (Regua), o curso contou com uma mesa de abertura para dar as boas-vindas aos estudantes. A sessão inicial foi realizada no campus da Fiocruz, em Manguinhos.

Na ocasião, participaram o vice-diretor de Ensino, Informação e Comunicação do IOC, Ademir Martins; a coordenadora do Programa de Medicina Tropical, Vanessa de Paula; a coordenadora do curso Detvetores, Nildimar Honório; a coordenadora de Cooperação Institucional do IOC, Anna Cristina Carvalho; e o diretor do Laboratório de Entomologia Médica da Flórida (FMEL/Universidade da Flórida), Jorge Rey.

Por videoconferência, o professor emérito da Universidade da Flórida, Phil Lounibos, ministrou a palestra ‘A importância da pesquisa de campo para o entendimento e mitigação de doenças transmitidas por mosquitos no Brasil’.

O curso foi realizado com o apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do IOC e da Universidade da Flórida.

Edição: 
Vinicius Ferreira

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)