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Imagem do vírus causador da Mpox é destaque em prêmio do CNPq

Registro de microscopia que mostra adesão do patógeno à célula conquistou segundo lugar no concurso
Por Maíra Menezes03/06/2024 - Atualizado em 12/06/2024
Partículas do vírus MPXV (em verde) aderidas à filamentos do citoesqueleto de célula Vero. Foto: Debora Ferreira Barreto Vieira 

Uma imagem de microscopia do vírus MPXV, causador da doença Mpox, conquistou o segundo lugar no Prêmio de Fotografia – Ciência e Arte – Edição 2023, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Produzida pela chefe do Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Debora Ferreira Barreto Vieira, a imagem mostra, em detalhes, a adesão de partículas virais à célula hospedeira, uma etapa importante do processo de infecção. 

Com o título ‘Mpox virus’, o registro foi destacado na categoria de imagens produzidas por instrumentos especiais, que contempla imagens captadas com uso de equipamentos como microscópios, telescópios, satélites, aparelhos de raios-x e outros. 

A imagem premiada foi registrada em microscópio de varredura de feixe triplo de íons, em colaboração com o pesquisador Bráulio Archanjo, do Núcleo de Laboratórios de Microscopia do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).  

De acordo com Debora, o registro faz parte de um estudo sobre o processo de infecção e de replicação do vírus MPXV nas células.  

“Como existem lacunas no conhecimento sobre replicação do MPXV, utilizamos técnicas avançadas de microscopia eletrônica para mapear o passo a passo do processo replicativo viral. Em breve, os resultados desse trabalho serão divulgados em artigo científico”, explica a pesquisadora. 

O estudo foi realizado com células Vero, uma linhagem celular frequentemente utilizada em pesquisas científicas. Em laboratório, as células foram infectadas com partículas virais isoladas pelo Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral do IOC a partir de amostra clínica obtida de um paciente do Rio de Janeiro em 2022, durante o surto de Mpox no Brasil. 

A pesquisadora destaca que os conhecimentos sobre o processo de infecção e replicação viral em modelo celular são importantes para aprimorar o diagnóstico e desenvolver medicamentos, como inibidores virais. 

“Os dados gerados nesta pesquisa serão de grande valia visto que o acesso à vacina e ao antiviral para o tratamento da infecção pelo MPXV ainda são restritos”, afirma Debora. 

Em sua décima terceira edição, o Prêmio de Fotografia – Ciência e Arte – Edição 2023 recebeu 432 inscrições, em duas categorias: imagens produzidas por câmeras fotográficas e imagens produzidas por instrumentos especiais. Conheça os outros trabalho premiados.

Sobre a Mpox  

Identificada pela primeira vez em 1970, a Mpox foi inicialmente chamada de varíola dos macacos. Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alterou a nomeação da doença para evitar a associação com os macacos, uma vez que esses animais não fazem parte do ciclo do agravo. 

O primeiro caso foi identificado na República Democrática do Congo. Durante décadas, houve registros esporádicos no continente africano. 

Em 2022, um surto da doença se espalhou rapidamente pelo planeta, alcançando 110 países, inclusive o Brasil. De julho de 2022 a maio de 2023, foi declarada emergência sanitária pelo agravo. 

Atualmente, a doença continua presente com baixa frequência em diferentes países. A República Democrática do Congo registra epidemia desde dezembro de 2022, com casos associados a uma linhagem viral diferente daquela que provocou a emergência global. 

Os principais sintomas da infecção são erupções na pele, linfonodos inchados (íngua), febre, dor no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.  

O Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas com sintomas procurem a unidade básica de saúde mais próxima para atendimento.  

Registro de microscopia que mostra adesão do patógeno à célula conquistou segundo lugar no concurso
Por: 
maira
Partículas do vírus MPXV (em verde) aderidas à filamentos do citoesqueleto de célula Vero. Foto: Debora Ferreira Barreto Vieira 

Uma imagem de microscopia do vírus MPXV, causador da doença Mpox, conquistou o segundo lugar no Prêmio de Fotografia – Ciência e Arte – Edição 2023, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Produzida pela chefe do Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Debora Ferreira Barreto Vieira, a imagem mostra, em detalhes, a adesão de partículas virais à célula hospedeira, uma etapa importante do processo de infecção. 

Com o título ‘Mpox virus’, o registro foi destacado na categoria de imagens produzidas por instrumentos especiais, que contempla imagens captadas com uso de equipamentos como microscópios, telescópios, satélites, aparelhos de raios-x e outros. 

A imagem premiada foi registrada em microscópio de varredura de feixe triplo de íons, em colaboração com o pesquisador Bráulio Archanjo, do Núcleo de Laboratórios de Microscopia do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).  

De acordo com Debora, o registro faz parte de um estudo sobre o processo de infecção e de replicação do vírus MPXV nas células.  

“Como existem lacunas no conhecimento sobre replicação do MPXV, utilizamos técnicas avançadas de microscopia eletrônica para mapear o passo a passo do processo replicativo viral. Em breve, os resultados desse trabalho serão divulgados em artigo científico”, explica a pesquisadora. 

O estudo foi realizado com células Vero, uma linhagem celular frequentemente utilizada em pesquisas científicas. Em laboratório, as células foram infectadas com partículas virais isoladas pelo Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral do IOC a partir de amostra clínica obtida de um paciente do Rio de Janeiro em 2022, durante o surto de Mpox no Brasil. 

A pesquisadora destaca que os conhecimentos sobre o processo de infecção e replicação viral em modelo celular são importantes para aprimorar o diagnóstico e desenvolver medicamentos, como inibidores virais. 

“Os dados gerados nesta pesquisa serão de grande valia visto que o acesso à vacina e ao antiviral para o tratamento da infecção pelo MPXV ainda são restritos”, afirma Debora. 

Em sua décima terceira edição, o Prêmio de Fotografia – Ciência e Arte – Edição 2023 recebeu 432 inscrições, em duas categorias: imagens produzidas por câmeras fotográficas e imagens produzidas por instrumentos especiais. Conheça os outros trabalho premiados.

Sobre a Mpox  

Identificada pela primeira vez em 1970, a Mpox foi inicialmente chamada de varíola dos macacos. Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alterou a nomeação da doença para evitar a associação com os macacos, uma vez que esses animais não fazem parte do ciclo do agravo. 

O primeiro caso foi identificado na República Democrática do Congo. Durante décadas, houve registros esporádicos no continente africano. 

Em 2022, um surto da doença se espalhou rapidamente pelo planeta, alcançando 110 países, inclusive o Brasil. De julho de 2022 a maio de 2023, foi declarada emergência sanitária pelo agravo. 

Atualmente, a doença continua presente com baixa frequência em diferentes países. A República Democrática do Congo registra epidemia desde dezembro de 2022, com casos associados a uma linhagem viral diferente daquela que provocou a emergência global. 

Os principais sintomas da infecção são erupções na pele, linfonodos inchados (íngua), febre, dor no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.  

O Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas com sintomas procurem a unidade básica de saúde mais próxima para atendimento.  

Edição: 
Vinicius Ferreira

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)