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Lentes que ampliam a curiosidade

Estudantes de Volta Redonda (RJ) visitam laboratório do IOC e veem, pelas lentes de microscópios de alta precisão, o que antes conheciam apenas pelos livros da escola
Por Yuri Neri15/08/2025 - Atualizado em 27/08/2025

O universo microscópico arrebatou olhares curiosos nesta quinta-feira (14/08). Estudantes da Escola Municipal Walmir de Freitas Monteiro, localizada em Volta Redonda (RJ), estiveram no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e conheceram a estrutura da Plataforma de Microscopia Eletrônica Rudolf Barth e do Laboratório de Biologia Estrutural, no Pavilhão Carlos Chagas. 

 

A programação incluiu uma introdução ao mundo das células e da microscopia, seguida de atividades práticas em laboratório. Os alunos puderam observar amostras em microscópios eletrônicos de alta resolução, conhecer procedimentos de cultivo celular e acompanhar a rotina dos cientistas do Instituto. 

Nesse processo, aprenderam mais sobre microrganismos e doenças investigadas no IOC, como a toxoplasmose, a giardíase e outras enfermidades que afetam a saúde humana. 


Estudante da Escola Municipal Walmir de Freitas Monteiro em contato com o universo microscópico. Foto: Max Gomes

Participaram jovens do 9º e do 6º ano do Ensino Fundamental II, integrantes do TecnoBots, grupo de robótica da escola. Para Raquel Cristina Marques, de 14 anos, a visita abriu novas perspectivas.  

"Achei a experiência incrível e única. Aprendi coisas que eu não teria aprendido se não tivesse visitado a Fiocruz", contou. 

Para Gustavo Alves Marçal, de 11 anos, conhecer o mundo microscópico foi inesquecível. Ele se impressionou especialmente com a nitidez das imagens e a possibilidade de observar estruturas minúsculas em detalhes. 

“São coisas que nós não conseguimos ver a olho nu, mas conseguimos ver pelo microscópio. É uma curiosidade muito legal”, exclamou.  


Professores, estudantes e diretor da Escola Municipal Walmir de Freitas Monteiro posam com os pesquisadores do IOC, Sylvia Teixeira e Victor Midlej. Foto: Max Gomes

A visita foi organizada pelo chefe do Laboratório de Biologia Estrutural, Victor Midlej, e teve o apoio do ‘Programa IOC+Escolas’, iniciativa que aproxima a ciência de alunos da educação básica por meio de atividades presenciais e oficinas. A coordenadora do projeto e pesquisadora do Laboratório de AIDS e Imunologia Molecular, Sylvia Teixeira, destacou que a experiência ajuda a quebrar barreiras e aproximar os estudantes da carreira científica. 

“Muitas vezes, a ciência parece distante, como algo que não é para todo mundo. Quando eles veem de perto, percebem que é um ambiente do qual podem fazer parte”, afirmou. 

Esse é o caso de Lia de Araújo Gomes, de 15 anos. Já interessada pela área científica, ela viu na visita uma oportunidade de reforçar sua escolha profissional e conhecer de perto o universo da pesquisa. 

"Eu quero cursar Biologia. Foi a primeira vez que vi equipamentos grandes. A visita me ajudou muito a me apaixonar mais pela área", disse. 


Victor Midlej explicando sobre a giardíase para os estudantes. Foto: Max Gomes

Pedro Henrique Moreira de Assis, de 13 anos, também ressaltou a importância do contato com a pesquisa, relacionando a experiência ao campeonato de robótica que irá disputar em dezembro pela equipe TecnoBots. 

"Eu tinha curiosidade, mas não tinha fontes para aprender. A visita agregou conhecimentos para o campeonato que iremos participar no mês de dezembro", afirmou. 

O pesquisador Victor Midlej, que conduziu as atividades, explicou que ‘traduzir’ a linguagem científica para os jovens é essencial para despertar interesse e compreensão. 

“Usamos exemplos do dia a dia deles, conectando conceitos a situações que conhecem. Assim, conseguem compreender melhor e se engajar. Foi o que aconteceu: depois da timidez inicial, eles se soltaram, ficaram curiosos e perguntaram além do que estava sendo mostrado”, contou. 


Estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental veem, pela estrutura do IOC, o que estão acostumados a ver apenas nos livros de Ciências. Foto: Max Gomes

Somente em 2025, o IOC+Escolas já alcançou mais de 850 estudantes em diferentes atividades. O programa mantém um calendário constante de oficinas em escolas e outras instituições, fortalecendo o diálogo entre ciência e sociedade.  

Para o diretor da Escola Municipal Walmir de Freitas Monteiro, Felipe Nóbrega, proporcionar essa vivência é essencial. 

"Para nós, que vivemos no interior do estado, é muito importante oportunizar para as crianças o acesso a uma instituição de ensino que materializa o ato de fazer ciência", finalizou. 

Estudantes de Volta Redonda (RJ) visitam laboratório do IOC e veem, pelas lentes de microscópios de alta precisão, o que antes conheciam apenas pelos livros da escola
Por: 
yuri.neri

O universo microscópico arrebatou olhares curiosos nesta quinta-feira (14/08). Estudantes da Escola Municipal Walmir de Freitas Monteiro, localizada em Volta Redonda (RJ), estiveram no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e conheceram a estrutura da Plataforma de Microscopia Eletrônica Rudolf Barth e do Laboratório de Biologia Estrutural, no Pavilhão Carlos Chagas. 

 

A programação incluiu uma introdução ao mundo das células e da microscopia, seguida de atividades práticas em laboratório. Os alunos puderam observar amostras em microscópios eletrônicos de alta resolução, conhecer procedimentos de cultivo celular e acompanhar a rotina dos cientistas do Instituto. 

Nesse processo, aprenderam mais sobre microrganismos e doenças investigadas no IOC, como a toxoplasmose, a giardíase e outras enfermidades que afetam a saúde humana. 


Estudante da Escola Municipal Walmir de Freitas Monteiro em contato com o universo microscópico. Foto: Max Gomes

Participaram jovens do 9º e do 6º ano do Ensino Fundamental II, integrantes do TecnoBots, grupo de robótica da escola. Para Raquel Cristina Marques, de 14 anos, a visita abriu novas perspectivas.  

"Achei a experiência incrível e única. Aprendi coisas que eu não teria aprendido se não tivesse visitado a Fiocruz", contou. 

Para Gustavo Alves Marçal, de 11 anos, conhecer o mundo microscópico foi inesquecível. Ele se impressionou especialmente com a nitidez das imagens e a possibilidade de observar estruturas minúsculas em detalhes. 

“São coisas que nós não conseguimos ver a olho nu, mas conseguimos ver pelo microscópio. É uma curiosidade muito legal”, exclamou.  


Professores, estudantes e diretor da Escola Municipal Walmir de Freitas Monteiro posam com os pesquisadores do IOC, Sylvia Teixeira e Victor Midlej. Foto: Max Gomes

A visita foi organizada pelo chefe do Laboratório de Biologia Estrutural, Victor Midlej, e teve o apoio do ‘Programa IOC+Escolas’, iniciativa que aproxima a ciência de alunos da educação básica por meio de atividades presenciais e oficinas. A coordenadora do projeto e pesquisadora do Laboratório de AIDS e Imunologia Molecular, Sylvia Teixeira, destacou que a experiência ajuda a quebrar barreiras e aproximar os estudantes da carreira científica. 

“Muitas vezes, a ciência parece distante, como algo que não é para todo mundo. Quando eles veem de perto, percebem que é um ambiente do qual podem fazer parte”, afirmou. 

Esse é o caso de Lia de Araújo Gomes, de 15 anos. Já interessada pela área científica, ela viu na visita uma oportunidade de reforçar sua escolha profissional e conhecer de perto o universo da pesquisa. 

"Eu quero cursar Biologia. Foi a primeira vez que vi equipamentos grandes. A visita me ajudou muito a me apaixonar mais pela área", disse. 


Victor Midlej explicando sobre a giardíase para os estudantes. Foto: Max Gomes

Pedro Henrique Moreira de Assis, de 13 anos, também ressaltou a importância do contato com a pesquisa, relacionando a experiência ao campeonato de robótica que irá disputar em dezembro pela equipe TecnoBots. 

"Eu tinha curiosidade, mas não tinha fontes para aprender. A visita agregou conhecimentos para o campeonato que iremos participar no mês de dezembro", afirmou. 

O pesquisador Victor Midlej, que conduziu as atividades, explicou que ‘traduzir’ a linguagem científica para os jovens é essencial para despertar interesse e compreensão. 

“Usamos exemplos do dia a dia deles, conectando conceitos a situações que conhecem. Assim, conseguem compreender melhor e se engajar. Foi o que aconteceu: depois da timidez inicial, eles se soltaram, ficaram curiosos e perguntaram além do que estava sendo mostrado”, contou. 


Estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental veem, pela estrutura do IOC, o que estão acostumados a ver apenas nos livros de Ciências. Foto: Max Gomes

Somente em 2025, o IOC+Escolas já alcançou mais de 850 estudantes em diferentes atividades. O programa mantém um calendário constante de oficinas em escolas e outras instituições, fortalecendo o diálogo entre ciência e sociedade.  

Para o diretor da Escola Municipal Walmir de Freitas Monteiro, Felipe Nóbrega, proporcionar essa vivência é essencial. 

"Para nós, que vivemos no interior do estado, é muito importante oportunizar para as crianças o acesso a uma instituição de ensino que materializa o ato de fazer ciência", finalizou. 

Edição: 
Vinicius Ferreira

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)